ESCLARECENDO:

ESCREVI ESTE TEXTO NO DIA 05/12/2010, NINGUÉM HAVIA ME CONTATADO ATÉ ENTÃO, PORTANTO ME SENTI SOZINHA.

APÓS ESTES DIAS FUI CONTADADA POR ALGUMAS PESSOAS QUE GOSTO MUITO E VALORIZO CONFORME MERECEM.

NÃO GOSTO DE CITAR NOMES NESTAS OCASIÕES, POIS SEMPRE ESQUEÇO/OFENDO ALGUÉM.

OBRIGADA, ADÍOS.

Nesses dias sem computador, percebi o quão inútil eu sou.

Vivo na sociedade, fui inserida nela no dia 29/06, o dia em que eu nasci. Acho que ainda não me adaptei, portanto, a viver por aqui.

Passo o dia inteiro no computador, conversando com pessoas, escrevendo coisas, fazendo o possível para crer que não sou, nem estou sozinha.

Minha internet para de funcionar, fico “offline” por uns dias e, tudo que resta é solidão.

As pessoas não ligam, nem mandam SMS, não se importam. É como se não notassem que não estou lá, mas… É impossível não notar a falta da presença de alguém que está sempre presente.

Percebi que na verdade, mesmo tendo várias pessoas ao meu redor, sou sozinha. Porque as pessoas não estão realmente ao meu redor, elas estão ao redor do meu “eu” internetesco e o “eu” real, enquanto isso, apodrece na solidão.

Às vezes sinto como se não fosse real, fosse apenas uma quase máquina. Todos os meus sentimentos são expressos por aqui e 95% das minhas amizades se tornaram amizades através disso aqui, o que sou eu longe do Jack?

Mesmo sem internet liguei-o todos os dias e vim aqui, só pra ver se ele estava bem, sei lá… Na esperança de conseguir fazer a internet funcionar… Não sei mais como se vive longe disso aqui, o que se faz longe disso aqui, as vezes nem sei quem eu sou longe disso aqui.

Mesmo que o Jack atrapalhe minha vida escolar, minha vida real, tudo, a verdade é que ele é minha vida agora. É basicamente tudo que eu tenho. Ele possui minha vida inteira dentro de seu disco rígido, se algo acontecer ao Jack, garanto que dói mais do que se acontecer a algum dos meus amigos reais.

Se isso é bom? Lógico que não.

Mesmo lutando para que não acontecesse, aqui estou eu, viciada nesta porcaria. Alienada, sem voz, calada. Tudo por causa dessa coisa linda que me desperta tanta vontade de apertar, escrever, ser alguém que na realidade não sou…

Sou uma inútil.

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