42 ao contrário.

Há um ano atrás eu escrevia meu primeiro texto para sua pessoa. Lembro que na época o sentimento dominante em mim ao seu respeito era a agonia e lembro o quão agoniante foi sentar para escrever algo.

Acho interessante colocar aquele texto como contraponto para pensar o quanto mudamos de lá para cá. E digo “mudamos” porque, ao contrário de um ano atrás, agora existe um “nós”. E, sinceramente, lendo aquele texto eu rio e penso no quanto eu estava errada, sobre muitas coisas na minha vida. Mas acho que disso você já sabe, digo, do quanto eu mudei – a mim e a você, enquanto você fazia o mesmo – a mim e a você. E o quanto isso foi e é extremamente bom.

Então, ao contrário de um texto sobre a agonia que você me causa, preciso de um texto com mais de mil palavras e ainda assim elas seriam falhas, porque há muito a dizer sobre o que você me causa neste momento. Partirei para o clichê de que eu só descobri o que era amor e que ele realmente existia, depois que passamos a nos relacionar. E que a partir de então, todas as vezes que ouço falar sobre essa palavra obscura, a imagem do seu rosto surge imediatamente na minha cabeça.

Como você disse outro dia, talvez eu sofra de algum tipo de fanatismo religioso redirecionado para você, mas não acho que seja o caso. É só que a vida é cruel em tantos aspectos e ansiedade, insegurança e outros atrasos mentais fazem com que eu redirecione todo o meu esmero àquelas pessoas que eu quero bem. Não aprendi a dar valor para as coisas que tenho, porque aprendi que elas perderiam completamente a importância caso eu fosse sozinha. Considerando isso, prezo mais a capacidade de increase my skills no que diz respeito a ser tão boa para as pessoas quanto elas são para mim e, bem, você é muito melhor para mim do que jamais seria capaz de imaginar.

Bom, cá estou eu, um ano depois, ainda sem saber exatamente qual a melhor maneira de te desejar um feliz aniversário. Sei que com muito doctor who, pessoas ruivas, sci fi em geral, jogos, lasanha e alguns cachorros a felicidade reinaria no seu big day, mas, cá entre nós, você consegue esse tipo de awesomeness não importa que dia do ano seja. Talvez o dia do aniversário não tenha nada de especial – além da desculpa para ganhar bons presentes e receber um texto mané. Ou talvez tenha, tipo, sei lá rir da minha cara enquanto eu me sujo comendo lasanha e tentando me impor perante cachorros fofos e entender um pouco dos jogos obtusos.

O fato é que, 24 anos se passaram desde que o mundo ganhou a preciosidade mor e muitas vezes incompreendida, sir Willian Perpetuo Busch. Eu, que tenho a honra de compartilhar bons momentos há pouco mais de um ano, só posso dizer que quem teve mais tempo é incrivelmente sortudo e bobo por ter se distanciado. Espero poder estar com você por muitos outros aniversários e que até lá eu aprenda o que te dizer neste dia que talvez nem seja tão importante assim.

Por hora, cabe lembrar-te de que te amo muito e sem você meu mundo estaria eternamente no darkside. Que neste e em todos os anos a força esteja com você e que você nunca se esqueça de 42.

Abraços sinceros, Mayra.

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