(01/16)

Não vim aqui falar mal de Restart, Michel Teló ou qualquer coisa assim. A cultura em questão é outra!

A conheci em São Paulo, sabe-se lá quantos mil anos atrás e por isso não recordava direito dela.

Em 2011 estudava a três quadras de um shopping e como tínhamos que almoçar nas redondezas várias vezes por semana, volta e meia acabávamos almoçando lá. Observadora nata que sou dei pulos de alegria ao ver que um tapume cobria uma loja e o recinto que costumava ser ocupado pelo salão de jogos do shopping. Chateada pelo fato de o boliche mais bem localizado da cidade ter sido fechado para a reforma comecei a torcer para que aqueles tapumes significassem uma atração boa, caso contrário eu não teria motivos para retorar ao tal shopping depois que mudasse de escola.

Fim de ano chegou, com ele a viagem em família e todas as outras coisas previamente programadas. Chego em casa e descubro que finalmente o tapume saiu de seu lugar e que ela havia nascido, mal sabia  que isso significava que eu tinha um novo lugar coberto preferido na cidade (isso porque meu lugar a céu aberto jamais será superado).

Primos de outras cidades vêm passar um tempo aqui e isso significa que eu – a pessoa com férias até Março – sou a encarregada de entretê-los. Sorte que uma prima já adulta resolveu propor uma atração hoje, iríamos ao cinema. Adoro cinema e costumo nem perguntar qual filme será assistido pois acho que todo filme é uma boa experiência, por pior que ele seja. Dessa vez eu estava parcialmente enganada. Fomos ver o nacional em cartaz “Argamenon o repórter” e foi o filme mais chato visto no cinema pela minha pessoa em toda a minha existência. Olha que eu vou MUITO ao cinema. Fiascos a parte, terminado o filme e o lanche resolvemos desvendar o mistério do ex-tapume e isso salvou não só a noite como a semana, o mês e até mesmo a minha vida, que agora será abençoada por um lugar tão maravilhoso como aquele.

Era a tal da Livraria Cultura.

Três andares, com direito a um “esqueleto” de dinossauro no meio, colunas muito legais, um carpet que me fez sentir no País das Maravilhas, junto com a Alice, e muitos, mas muitos MESMO artefatos proporcionadores de leitura. Fiquei embestiada, extasiada e não parava de repetir que queria morar naquele lugar. Euforia não descreve nem 10% da minha sensação. Foi como ter entrado na biblioteca da minha casa dos sonhos! Cada sessão era uma nova descoberta, livros MAGNÍFICOS, prontinhos para serem lidos. Sofás convidativos, cadeiras e poltronas aparentemente confortáveis, café aparentemente delicioso… Enfim. O último andar é inteiro de cds e dvds e tem uma sessão só de rock e uma sessão de Heavy Metal com cds de todas as minhas bandas preferidas. Todos os cds legais do universo! Empilhamos todos os cds dos Beatles para contar quantos tinham e desistimos quando não conseguíamos mais segurar a pilha em nossas mãos. Então encontramos a sessão dos lps. Lps do Nirvana, Iron Maiden, Metallica, Legião Urbana, Beatles, enfim muitas bandas legais. Estava TÃO eufórica que a minha vontade era de abraçar aquele lugar inteiro e não deixar ninguém mais entrar ou sair. Queria comprar aquele lugar, morar ali e abandonar somente para ir ao cinema que fica logo ao lado.

Além de ótimos lugares para leitura, há aparelhos de ouvir os cds para testá-los, videogames para testar os jogos e até tablets para se ler e-books! Esqueci de comentar que a sessão de filmes era muito mais farta que as locadoras aqui de perto. Tinha todos os filmes que eu sempre quis ver e nunca encontrei.

Foi o melhor passeio do meu ano até agora, sem a menor dúvida.

Agora tudo que eu consigo pensar é em encontrar MUITAS companhias para irem comigo até aquele lugar, desfrutar um pouco daquela maravilha. Quero companhias que gostem de cada uma das sessões, quero passar o dia inteiro naquela livraria. Quero Cultura! Anseio por cultura.

É o que acontece quando a cidade é empestiada pela tal “Livraria Curitiba” que não tem preços muito bons e a parte de papelaria é muito mais farta que a parte dos livros. Saraiva chegou aqui há menos de cinco anos e só tem duas na cidade, a mais perto da minha casa é meio pobrinha, com poucos livros técnicos e muita literatura e a parte de dvds muito ruim, a outra que fica num shopping quase sem nada, sendo a melhor atração do lugar, é enorme, menor que a cultura, mas enorme e tem MUITAS coisas também. Havia também a Fnac que fica num shopping longe do Centro (onde eu moro) e por isso pouco frequentada por mim, no entanto considero a parte de eletrônicos da Fnac tão farta quanto os livros/cds/dvds e eu acho que uma livraria não pode ter nada mais importante do que os livros. Subsessões são necessárias, mas os livros são a atração principal.

Cultura me fez perceber que se nenhuma biblioteca aceitar os meus serviços, é lá que tentarei trabalhar. Além disso me fez implorar para receber Vales-presente de presente de aniversário ou qualquer coisa comprada lá porque se eu não gostar vou ter um universo INTEIRO de opções de troca. E se você mora em Curitiba e está sem ter o que fazer, não pense duas vezes, corra para o Shopping Curitiba e desfrute desse maravilhoso universo.

A única coisa que não me agradou foi a logomarca da livraria e sua sacola, mas bem, nada é perfeito.

Essa coisa de 16 posts em 16 dias eu vi no blog da Anna e achei super legal e resolvi topar o desafio, tomara que eu consiga!

0 thoughts on “A tal da Cultura – 16 posts/16 dias

  1. JURA QUE TEM TRÊS ANDARES? Eu sabia que tava pra inaugurar uma Cultura no Curitiba tinha tempo. Mas ela inaugurou e eu acabei não indo. Agora, assim que voltar de Baixo Guandu quero passar uma tarde lá, BORA? I LOVE CULTURA!

  2. Noossa, amo livrarias em geral. Aqui tem a Curitiba também, May e é cara e só tem papelaria, se comprado à quantidade de livro que supostamente esperamos em uma livraria. Lugar deliciosa pra passar o tempo, mesmo. Livros smepre são ótimas companias 🙂

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