As vezes eu acho engraçado o fato de eu ter preconceitos contra mim mesma.

É estranho olhar para as pessoas e ver que várias delas possuem coisas que eu considero como defeito em mim, mas neles considero como algo bom.

É engraçado perceber que tudo que percebo em mim, levo como se fosse defeito.

Não importa se eu sei fazer algo, ou não, o fato é que sempre vou acabar dizendo que não sei, que não está bom e que se o mendigo da esquina fizesse, seria melhor do que eu.

Hoje tive que responder quais são minhas aptidões e interesses… Não tenho aptidões, logo… Como pensar em meus interesses?

Complico demais as coisas que poderiam ser fáceis, verdade, mas não consigo mudar isso.

Estou passando por um período tênue da minha vida e é engraçado olhar para o lado e ver que as pessoas que encontro não se importam realmente com o que está acontecendo e as que se importam, sempre são as que estão longe, as que eu não posso olhar nos olhos e dizer o quão importante são para mim.

Não digo que minhas amigas não são boas o suficiente ou que elas não me fazem feliz, pelo contrário! Não sei o que seria de mim sem elas, mas há um amigo para cada coisa.

Queria alguém que entendesse que não importa quantas coisas falarem para mim ou de quantas maneiras tentem me mostrar que sou boa em algo, no fim voltarei ao início, onde acreditava ser um ninguém. Preciso aprender a trabalhar com este ninguém. Preciso de um abraço sincero.

Tem momentos na vida em que é necessário evoluir, geralmente a evolução deve ser feita sem a interferência de outras pessoas, pelo contrário. Quero que interfiram, preciso disso. Mais do que qualquer outra coisa, preciso de pessoas, porque entre estar rodeada de gente e ainda assim me sentir perdida, a ficar sozinha, prefiro a primeira opção.

Odeio, acima de qualquer coisa, a solidão excessiva.

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