Devo confessar que minha cultura musical não é das mais apuradas. Acredito que a veia artística está intimamente presente em minha família, mas como eu nasci e esqueceram um pedaço da minha alma nos palcos teatrais, acabei não me dedicando a boa e bela arte sonora. Tal talento foi deixado exclusivamente para meu irmão, que até prestou vestibular para música ao final do seu terceiro ano. Enquanto ele tinha um som legal no quarto e sabia tocar instrumentos musicais, cantar um pouquinho e era super entendido a respeito de tal cultura, eu era apenas requisitada para balançar meus cabelos durante as músicas de heavy metal.

Cresci um pouco e o Sandy&Junior se desfez. Depois de um ano na grande depressão musical, resolvi explorar novos ares e descobri-me então completamente apaixonada por aqueles tipos musicais que meu irmão não parava de ouvir. Foi assim que descobri uma das minhas maiores paixões, o Rock.

Devo confessar que música é boa não importa qual seja sua origem, pois todas elas tem uma razão para existirem e um público alvo que se sente feliz ao ouví-la, mas o rock tem algo que o torna completamente especial.

É que Rock não é apenas uma coisa, há vários tipos de rock. Dizer-se “rockeiro” é inclusive abrangente demais, por isso algumas pessoas se dizem “metaleiros” outros “emos” e até mesmo “coloridos“, o fato é que mesmo sendo essencialmente diferentes, todos são estilos de rock e por isso são legais.

Não estou me utilizando desse texto para declarar meu amor platônico pela banda Restart, longe disso. Nada tenho contra o seu estilo musical, mas considero a banda em sí decadente, a começar pelo fato de o vocalista sequer saber cantar direito. Mas não sou entendida o suficiente para criticá-lo e nem boba ao ponto de julgar seus fãs, cada um gosta daquilo que considera bom e vivemos felizes aceitando as diferenças. Eu vivo, pelo menos.

O fato é que nunca haverá um estilo musical mais maravilhoso do que o bom e velho Rock. Tudo porque se você está triste, basta ouvir um pouquinho de Livin’ On a Prayer para sair sorridente por aí novamente, ou um pouco de I Miss You, para continuar triste. Há também We’re all Living in America, caso você deseje criticar o mundo e Imagine para sonhar com um mundo melhorzinho. Isso sem contar  Bad Reputation para os momentos de revoltas e Twisted Transistor para as revoltas internas. Já A Change of Seasons é boa para um momento de paz interior, enquanto Na Na Na serve para gritar pelas ruas. Fucking Perfect para te dizer que o mundo é que está errado por não te aceitar e não você por não se encaixar nele e Make Me Wanna Die para um amor que não era verdadeiro. Fora Chop Suey, que serve para todas as ocasiões acima descritas e todas as outras músicas/bandas que poderiam ser citadas por aqui. Há um tipo de rock para cada ocasião, um para agradar cada tipo diferente de gente. Não consigo acreditar em sobrevivência longe do rock. Se fossem escolher um estilo apenas para predominar, esse deveria ser o escolhido. Sem dúvidas. Não há quem nunca tenha se identificado com uma musiquinha sequer embalada pelos bons solos de guitarra e ritmada pelo contrabaixo maravilhoso.

Longe de mim desprezar os outros estilos musicais, ainda mais porque eu gosto de Chitãozinho e Xororó, amo as sensações que a Bossa Nova me faz sentir, adoro dançar Funk em festas (e cantar funks inteligentes em todos os lugares possíveis), sempre tento imitar grandes rappers e até admito que tem algumas músicas legais do Bob Marley (Three Little Birds <3) (embora eu abomine qualquer reggae que não esse), também gosto de ouvir Pop, claro. Aquelas músicas que sempre tocam em rádio, Lady Gaga e afins, fora o samba, forró, o axé e até mesmo o pagode de vez em quando (bem de vez em quando mesmo). Até Taylor Swift se salva! Aliás, até Sertanejo Universitário é bom em determinados momentos. Todas as músicas possuem seus momentos, todas elas possuem seu valor. Mas o Rock está presente em todos os momentos e representa todos os valores.

Sou da opinião de que todo cantor é capaz de fazer pelo menos uma música decente.

Aqui vai um pouco do bom rock brasileiro para você.

Eu, que odeio rótulos, sentiria-me completamente honrada caso algum dia fosse chamada de “rockeira” por alguém.

0 thoughts on “Atire a Primeira Pedra Quem Nunca Gostou de Rock.

  1. Eu curto mais MPB, trilhas de filmes e música francesa ou do leste europeu. Dá para dizer que entendo do assunto. Do rock, atualmente me apaixono pelas bandas indie internacionais e daqui adoro grupo independentes nordestinos e/ou paulistas, que fazem um rock de muita qualidade.
    Beijão.

  2. Olha, não sou tãããão eclética como você, e nem tenho todo esse otimismo musical para acreditar que todo mundo consegue fazer música boa. Sou chata e rabugenta, mas amo, amo o rock. Gosto desde os grandes clássicos, Elvis, Beatles, Rolling Stones, até os modernosos indies de hoje, Strokes, Vaccines… Também curto os desdobramentos do rock, uns mais que outros, porque não dá pra amar tudo.
    Beijo

Comentários: