O Amor em Forma Redonda

Não sei quando foi a primeira vez que experimentei, mas garanto que devo ter gostado logo de início. É a especialidade culinária da minha mãe que mesmo sendo Nordestina deixava minha avó mineira pra lá de satisfeita. Lembro-me de ter  menos de cinco anos e sair com meu cofre de hello kitty na mão acompanhada do meu irmão que andava com uma bacia repleta de sacos lotados deles rumo a todos os vizinhos do prédio, porque era nossa forma de obter uma renda extra. A gente vendia pão de queijo porta a porta e todos compravam porque nos achavam fofos e porque era bom demais.

Eu ao lado da minha mãe, com uma fralda para não cair cabelo na massa, aprendendo o passo a passo e comendo um pedaço de cada etapa. Porque pão de queijo é capaz de ser bom na parte que é só polvilho escaldado, na parte que mistura o queijo e os ovos e está a ponto de ser enrolado e depois de enrolado também, quando assa então. Nem se fala. Enrolar pão de queijo era uma das coisas mais divertidas da minha infância. Tentar achar o tamanho ideal e colocá-los na forma de maneira que tivessem espaço para crescer sem esmagar os outros. E quando o tamanho não estava bom, eu fazia igual ao brigadeiro e comia rapidinho antes de pular pra próxima bolinha! Porque não há nada mais divertido do que fazer pão de queijo ao lado da minha mãe.

A gente mudava de cidade e a fábrica não parava, minha mãe chegou até a ensinar uma de nossas ex-empregadas a amassá-los no lugar dela, pois o braço dela estava adoecido devido a tanta massa produzida. E a moça fazia, não ficava aquela brastemp, mas dava pro gasto. E a gente nunca parou. Em uma de nossas cidades, além de ir pessoas basicamente desconhecidas em casa só pra comer pão de queijo, criaram até uma comunidade do orkut homenageando aquela coisa deliciosa. Então veio o forno elétrico e nunca mais mamãe conseguiu atingir o nível de perfeição, a não ser quando trazem o queijo de Minas e ela resolve assar no fogão. Enquanto isso fico sofrendo ao pensar que meu momento de ser a assadeira de pão de queijo da família está próximo e com a ciência de que eu necessito honrar o nome, afinal o que é bom precisa ser mantido e eternizado. E como esse tempo não chega, tenho que saciar minha vontade em outros meios.

Ou vocês pensam que após basicamente quinze anos ingerindo altas doses de pães de queijo dá pra sobreviver sem eles por muito tempo? Eu digo que não. É fato que muitas das minhas amigas vêm aqui em casa só porque quando tem visita tem pão de queijo e nessas ocasiões eu consigo desvincilhar-me de minha vontade, mas como ultimamente tem sido cada vez mais difícil vir alguém me visitar, resta-me comprar minha delícia em lugares aleatórios.

Na minha ex-escola a cantina era careira e o salgado mais barato era nada mais nada menos que o pão de queijo, o detalhe, porém, é que além de ser o mais barato era o mais gostoso. Eu não conseguia resistir a ele e só o deixava de lado quando tinha croissant de chocolate à minha espera, porque eu sou absurdamente viciada em pão de queijo, mas croissant de chocolate não é aquela coisa que a gente come todo dia. Quase todo dia eu comia pão de queijo. Aprendi que gosto dos pães que vendem na “casa do pão de queijo” e consigo suprir minha vontade com aquele pão de queijo congelado – meia boca.

Então surge a cantina do teatro e eu sou fresca pra comer e nunca experimentei um salgado além de coxinha e pão de queijo, mas vem muito frango na coxinha e pão de queijo não tem recheio, por isso é perfeito, então, resumindo, na cantina do teatro eu só peço pão de queijo. Exceto quando há croissant de chocolate, como já foi explicado. A coisa é tão automática que eu nem falo nada, basta chegar na frente da Mira pra ela já ir tirando um pão de queijo e me entregando. E olha que eu nem sou muito fã de queijo, só gosto em pão de queijo e em lasanha, queijo ralado no macarrão ou pastel de queijo e afins me dão arrepio, porque fica uma camada muito espessa de gordura e tal. Bolinha de queijo eu té engulo, mas eu sempre formo fios de queijo e faço meleca, então prefiro o bom e velho pão de queijo. Sempre preferirei.

Eu sempre quis ir pra Minas, porque minha vó nasceu lá e minha vó era fantástica, mas depois que a tia do meu pai veio nos visitar e trouxe um pouco dos pães de queijo deles a vontade apertou ainda mais. Porque pão de queijo é a comida mais brasileira que existe, quiçá até mais brasileira que arroz com feijão preto. Porque eu nunca ouvi falar de outro país que tenha. É uma iguaria nossa. Só nossa. E eu fico tão feliz quando sei que há algo tão bom que foi inventado bem aqui! Sei que o Brasil é enorme e eu não conheço grande parte, mas recentemente concluí que Minas é a Itália do Brasil. Porque a Itália até é bonita e tal, mas o que me dá vontade de conhecer não é o Vaticano, a Capela Sistina e a Fontana di Trevi, mas sim os deliciosos restaurantes e quer saber? Com Minas é a mesma coisa. Porque lá pode ser a terra do doce de leite e sei lá o que, mas acima de toda e qualquer coisa, lá é a terra do pão de queijo e não há amor mais redondo e delicioso que este!

E que explodam essas casas chinesas de Curitiba que fazem pão de queijo no liquidificador, colocam em formas de empada e assam a massa depois de a terem pré-fritado. Se querem estragar alguma coisa, estraguem algo que já é ruim, pois fazer isso com o ouro em forma de comida deve ser pecado e dos mais graves!

Aaaaahhh Pão de Queijo!

 

 

 

Uma Ovelha (pra lá de) Negra

Eu não tenho preconceitos raciais, é bom avisar porque na atual conjuntura uma mera palavra já significa toda uma ideologia que por diversas vezes não existe na cabeça de quem a pronunciou. Escrevo em prol das ovelhas negras, afinal não sei de onde tiraram que elas são as malucas da história. Certo que provavelmente o ditado surgiu baseando-se no fato de que em um grande rebanho de ovelhas brancas, geralmente há uma ou poucas ovelhas negras e elas são diferentes, talvez tenha sido isso que quem inventou o ditado quis dizer, que as ovelhas negras eram diferentes. Somente isso. Mas imaginemos que é um rebanho de ovelhas negras e há apenas uma minoria de brancas? Então o diferente seria o branco, o que me leva a crer que a diferença não está de fato na cor e sim na base de observação. Na amostragem feita. Talvez as ovelhas brancas sejam mais desengonçadas, esquisitas e malvadas que as negras, mas por serem a maioria acabam por serem tomadas como “normais” enquanto as negras, coitadas, que estão em menor quantidade são reconhecidas pelo mundo como as ovelhas malvadas. Ah! Como poderia uma ovelha ser malvada?

Pra falar a verdade esse texto tem o nome do meu perfume. Eu sempre fui a ovelha negra no quesito perfumes, aquela que acha um absurdo usar algo que vai mascarar seu cheiro e impedir que seus feromônios ajam corretamente sobre seu verdadeiro amor até que você acabe triste e sozinho pelo simples fato de ter escolhido usar um perfume maldito. Então eu fui obrigada a comprar um perfume em uma brincadeira de perfumes com nomes que parecem com as pessoas. Segundo a determinante perfumesca, sou uma ovelha para lá de negra. Perdoei-a a primeira instância pelo fato inimaginável de que o perfume tem um cheiro delicioso e viciante e porque uma sábia pessoa informou a mim que o perfume tem um cheiro diferente em cada pessoa e assim sendo os feromônios não são muito afetados. No fim das contas, eu posso encontrar meu grande amor mesmo usando um perfume que diz que sou uma ovelha negra.

Ser uma ovelha negra. Eis a questão. Baseando-me na conclusão feita até agora que o ditado tem a simples intenção de designar que algo é diferente, certamente eu sou uma ovelha negra, por outro lado, assim sendo, todos são ovelhas negras tendo em vista que todos pensam e são diferentes de algum modo em relação a alguma coisa. Eu sei que atualmente nada é original e que o meu diferente certamente é idêntico ao diferente de outra pessoa, mas se eu não conhecer essa pessoa meu diferente continua sendo diferente e creio que seja isso o mais importante. Em relação à minha família não me considero uma ovelha negra, pois ninguém se importa em ser diferente de ninguém e muito menos tenta ser igual a alguém, mas para com meus parentes eu possivelmente seja uma, tendo em vista que meu cabelo é colorido, eu gosto de rock e sou fã de Harry Potter, por outro lado, para a minha pessoa eles é que são ovelhas negras por passarem a vida na igreja rezando para ir para o céu ao invés de vivendo-a sabia e respeitosamente para assim atingirem o céu, já que é nisso que acreditam. Certamente sou a ovelha negra de vários de meus grupos de amigos, pois por ser uma pessoa diversificada tenho um grupo para cada quesito e se me encaixo no grupo por gostar de matemática, certamente me desencaixo por ainda assim ser melhor em português e assim vai. A questão central porém é de que se eu for reunir todos os lugares em que eu possa ser considerada ovelha negra realmente é na suma maioria deles, o que me faz crer que de fato eu talvez seja uma ovelha PRA LÁ de negra, já que fui criada num sistema democrático e minha base de pensamentos sempre volta a esse rumo. Mas veja bem, ser uma ovelha negra não significa que eu seja a chata do contra que odeia tudo que está no auge simplesmente por odiar, eu até gosto de coisas que estão no auge, mas desgosto de muitas e gosto e muitas outras que pessoas normais nem desconfiam da existência. A questão é que acho que eu não honro minha posição, pois nunca soube de um pai ou mãe que tenha dito para o filho não andar comigo por ser má companhia. Eu sempre quis ser a má companhia, mas minha carinha de criança e o jeito doce de ser sempre me impediu e ai, nem preciso comentar o quanto isso me magoou.

Quanto ao perfume, não sei a razão de seu nome, mas posso garantir que encaixou perfeitamente em mim, talvez tenhamos o mesmo tom de negro, não sei. O fato é que atualmente não consigo viver sem ele, não consigo sair de casa sem ele, não consigo deixar de passá-lo em meu punho e ficar cheirando por horas, sempre que estou entediada com algo. Talvez essa coisa de se viciar em um perfume específico seja própria de ovelhas negras, ainda não sei. Sou novata no assunto no fim das contas. Quanto às ovelhas, elas podem sim ser malvadas, ou pior, elas são como eu, com cara de boazinha e fofa mas que quando aparece um lobo por perto ao invés de sair correndo vão lá e enfrentam e enquanto o pastor não afasta o voraz uivador a pobre coitada fica lá, mesmo que saiba que morrerá caso continue, pois é melhor morrer do que deixar que os outros morram. Aliás, acho que esse deve ser um dos papéis da ovelha negra, provavelmente ela chama mais atenção do lobo e corre mais riscos, afinal, infelizmente, sempre acontecem coisas ruins à minoria. E é por isso que eu sou a favor das cotas, aliás, porque a minoria em cor e a maioria em classe social mais que merece ter a mesma oportunidade que eu considerada branca e de classe possivelmente apta a me classificar a um curso universitário, ou será que eles são inferiores e menos aptos simplesmente por serem diferentes? Creio que não. Aprendi recentemente que nossas diferenças são nossas maiores virtudes, é uma das filosofias do meu novo professor de teatro. Por exemplo se você não gosta do seu nariz por considerá-lo grande e fizer uma plástica para diminuí-lo, pode aparecer um papel maravilhoso que você não se encaixará por não ter um nariz grande, assim sendo, sua diferença torna-se sua principal característica e sua maior arma, pois você se torna apto a algo incomum por ter algo incomum e no fim das contas não há nada melhor do que ter algo incomum. Por isso meu cabelo é verde, afinal se é para ser ovelha negra e ter uma grande característica não faria sentido ter cabelo preto, todos o possuem, mas cabelo verde é algo mais restrito, mais excêntrico, até mais que cabelo roxo e assim sendo eu sou mais especial, mais negra, mais diferente e mais virtuosa e quer saber de uma coisa? Não há nada mais legal do que se sentir assim.

P.S.: Eu fiz uma vídeo resenha sobre o livro “O Segredo de Jasper Jones”, confiram!

Que não seja Eterno, posto que é chama, mas que seja Infinito enquanto dure.

Não me lembro como convenci minha mãe a me deixar participar disso, não me lembro do que foi que eu disse pra ela, se simplesmente joguei tudo de uma vez ou tive cautela. Até hoje não sei se meu pai, meu irmão ou qualquer outra pessoa da família sabe do que se tratou essa viagem, duvido muito. Para muitos de meus amigos foi apenas uma viagem a São Paulo rumo a bienal, mas mal sabem eles que a bienal era o menos importante da história, apenas um pretexto para que todas fôssemos, afinal, é inegável o fato de que amamos livros.

Adoro fazer relatos detalhados dos dias, mas acho que a magia da situação é tão maior que os fatos ocorridos que seria um desperdício fatal narrar cronologicamente as coisas. Resta-me dizer, portanto, que neste final de semana eu tive a maravilhosa oportunidade de conhecer todas as pessoas lindas que abrilhantaram a minha vida por quase um ano, nas mais diversas situações, por mais louca que eu fosse/seja.

Sobre a Bienal informo que considerei mal organizada pelo fato de deixarem muita gente entrar, acho que tinha mais gente que o lugar permitia. Não tinha ar lá dentro. Mal dava pra andar. Só conseguimos ir a DOIS estandes, foi frustrante. A luz caiu duas vezes ou mais, e enfim, parecia que estávamos em um show tentando chegar cada vez mais perto do palco. Terrível. O que amenizou foi só o fato das belas companhias e as lembrancinhas que vieram com os livros comprados.

O Museu da Língua Portuguesa e a Pinacoteca, por sua vez, considerei válidos. O primeiro contando toda a história da língua, tendo um joguinho virtual muito interessante e sendo um ambiente agradável, o segundo sendo alvo de belíssimas esculturas e quadros, paredes lindas e uma arquitetura impecável e o fato de ambos serem próximos a Estação da Luz tornou tudo mais legal ainda, porque aquela estação é a King’s Cross do Brasil e não há dúvidas disso.

Fui a um karaokê pela primeira vez na vida e preciso dizer que me surpreendi, é um milhão de vezes mais legal do que eu imaginava.  Cantamos todas as músicas cafonas que achamos, todas juntas, não somente as que estavam com o microfone, pois isso não teria graça. E além de cantar ainda havia coreografia, coro, palmas, gritaria pra quem estivesse com o microfone sentir-se realmente uma rock star. Morremos de rir da doida que se achava a grande revelação do Ídolos e do cara esquisito que foi ao karaokê pra cantar Evanescence. Porque eu adoro Evanescence e afins, mas karaokê não é pra isso, me desculpem.

O Shopping da Paulista é maravilhoso, lá encontramos coisas brilhantes, como a loja “Quem disse, Berenice?” que virou logo a NOSSA loja e onde achamos mini perfumes com nomes que tinham a cara de cada uma e nos obrigamos a comprar. Também encontramos o queridíssimo Ariston Vasconcelos, funcionário da Chilli Beans que atendeu algumas das lindas que resolveram comprar óculos de Sol, para sairmos divas depois. Em ambos os lugares tiramos fotos e tivemos a absoluta certeza de que somos brilhantes e o mundo inteiro merece saber disso. A Paulista é linda, mas torna-se ainda melhor quando a gente pode perder um livro no ponto de ônibus, correr atrás do Sol pra tirarmos fotos de óculos, todas juntas à lá Hollywood e atravessá-la cantando clássicos de Legião Urbana em coro alto enquanto os Paulistas e Paulistanos que passavam por nós nos achavam loucas ou adoravam nosso jeito de ser. A Livraria Cultura que já é linda aqui em Curitiba, conseguiu ser ainda mais bela em São Paulo, não só porque tem o dobro do tamanho, mas porque consegue ser mesmo assim ainda mais aconchegante. Porém há uma ressalva: os vendedores daqui são mais legais. Starbucks no Brasil é realmente caro, mas não há preço tomá-lo acompanhada pela Luciana Gimenez e em meio a tudo isso, legal mesmo é desembestar-se pela rua errada, após sabe-se lá quantos metrôs e escadas rolantes, apenas por estar chorando como um bebê por ter acabado de se despedir das pessoas mais importantes da sua vida que você não faz ideia de quando terá oportunidade de reencontrá-las.

As vezes dois dias não servem pra nada, as vezes fins de semana são inúteis e as vezes mesmo passando voando eles se tornam capazes de serem imortais. As vezes um poema não faz o menor sentido e as vezes faz todo o sentido do mundo, pois não conseguimos eternizar os dias, o tempo ruge e dura a quantidade certa, mas conseguimos tornar tudo infinito. Porque eternidade remete a tempo e a cronologia, enquanto que infinitude remete a intensidade e amplitude e é isso que nos rege desde o último sábado: um infinito de sentimentos, recordações, alegrias, valores, sorrisos, olhares, vozes, cores, músicas e abraços. Dizem que  tudo dura o tempo certo para ser inesquecível, espero que seja verdade.

 

 

 

Grão de Areia

(Daqueles textos que ninguém deveria perder tempo lendo)

Pela primeira vez eu realmente pensei em apagar este espaço. Não consigo. No momento é a única coisa da minha vida virtual que eu não me desvencilharia de maneira alguma. A questão é que não é por eu achá-lo espetacular, por acreditar ser ele capaz de mudar algo em alguém, por gostar das minhas palavras ou sequer pela necessidade de continuar em escrevê-las, é simplesmente pelo fato de que foi a única coisa por mim feita capaz de me causar algum tipo de orgulho em algum momento.

Estamos em época de Olimpíadas e eu sempre digo para os meus pais que tenho sorte de ter nascido brasileira, pois se eu fosse chinesa já teria me matado. Simplesmente pelo fato de que eu não suportaria tanta pressão. Pressão para ser o melhor, sempre, em todos os quesitos e em todos os âmbitos. Não que eu não saiba lidar com a pressão, é que eu não preciso dela. Sou uma pessoa que naturalmente se cobra muito em relação a tudo, daquelas que tudo que faz acha que poderia ter sido melhor e que nunca fez o suficiente, que sempre pode melhorar, se eu fosse criada na China seria insuportável, não que eu brasileira seja muito melhor que isso, pelo menos tenho aprendido a me controlar… Tenho tentado mudar muitas coisas na minha pessoa, mudar para melhor, melhorar.  a principal delas é a dependência à internet.  Achava que seria um esforço enfadonho ficar menos tempo online, mas estou me saindo bem… A internet tem perdido a graça para mim, nunca achei que chegaria a esse ponto da minha vida, mas acho que cheguei. Pensei em apagar o espaço principalmente pelo fato de ele ser online e de eu ter preguiça de ligar o computador e ficar loucamente correndo meus dedos por teclas e mais teclas para dizer palavras repetidas e sem sentido. De fato, se eu fosse uma exímia escritora não haveria o menor problema, mas nem isso tenho conseguido ser. Na verdade, creio jamais ter sido, apenas sonhei que fui, como sempre.

Sofri muito na escola, principalmente no Ensino Médio, o velho bullying de todo dia nem era o pior, o pior era a tortura psicológica que eu fazia em mim mesma, dia após dia, até que, sabe-se lá porque, a tortura esvaiu-se de meu ser e virei a retardada que vos fala. A principal conclusão dos últimos dias foi essa: sou retardada e quanto a isso recuso discussões. Enfim. Em minha retardadice sempre fui mestre em fazer as pessoas me odiarem, creio que além dos que considero amigos – que são poucos – todos os outros com os quais estudei não gostam de mim. Não os culpo, logicamente, mas enfim. Meu principal desafeto ensinomediano certa vez olhou aos meus olhos no ápice de uma discussão e me acusou de ser uma “retardada que não vai ser ninguém na vida porque vive no mundo dos sonhos e não se preocupa com a realidade”, após ouvir essas palavras meus olhos se encheram de lágrimas e eu corri para chorar no banheiro. Foi a única vez na minha vida que fiz isso e fiquei tão brava comigo mesma por ter deixado as palavras daquele ser me atingirem que não sei se chorei pelas palavras ou por minha braveza mesmo. Não esqueci a frase e sempre que estou revoltada com algo me lembro da cena e começo a matutar em cima do que me foi dito. Porque quando verdades são ditas elas doem e a gente nem percebe a razão, simplesmente sente. Não me conformo com o fato de ter deixado as coisas chegarem a esse ponto. Sim eu sempre sonhei. Sim eu sempre vi vários filmes. Sim eu sempre me imaginei vivendo todos, mas eu também sempre estudei e batalhei para conseguir resultados reais capazes de fazer com que pessoas reais se orgulhassem de mim, não consigo lembrar onde foi que eu desisti dessa segunda parte.

Voltei pra fisioterapia recentemente depois de dois anos e meio de abstinência, eu estava indo bem, mas viciei-me no maldito computador e ele danificou os tendões do meu braço mais do que o lápis previamente havia feito. Mais uma razão para tentar me afastar. Com a volta da fisioterapia obriguei-me a relembrar minha primeira tendinite: catorze anos, overdose de escrita. Eu tinha seis cadernos com textos, mais uma carta quilométrica em processo de criação, meu diário e as redações da escola feitas dez vezes antes da versão definitiva para ter certeza de que tudo ia bem. Ai que saudades das redações escolares, acho que eram a única maneira de me fazer escrever algo útil. Hoje eu pego um lápis para tentar escrever uma carta e só sai futilidade atrás de futilidade acrescida de uma terrível letra que a cada ano piora um pouco mais – enquanto, obviamente, a velocidade de digitação aumenta. Eu penso em todos os blogs que eu tive, em todos que eu tenho, penso no fato de ter conseguido fazer um sobreviver por mais de dois anos sem grandes espaços de tempo ausente de atualizações e isso me é de muito orgulho, só por isso ainda não desisti.

Porque eu sou uma desistente. Sou aquela que começou curso de todas as coisas legais possíveis, entrou em todos os projetos legais possíveis, prometeu todas as coisas que conseguiu mas sempre absolutamente sempre sentiu-se sufocada e pediu para sair. Nunca concluí algo na minha vida, aliás, o teatro vem sido a minha mais forte esperança – falta só um ano! Eu desisti da natação quando tinha oito anos, resolvi mudar pra hidroterapia, desisti da hidroterapia com dez e voltei pra natação, desisti dela de novo e voltei pra hidro, então voltei pra natação e desisti de vez aos treze anos. Desisti do inglês, desisti da guitarra, desisti do espanhol, da Avon, das… Quantas mesmo? Ah sim! SETE escolas, desisti dos meus amigos, dos meus amores, dos meus pretendentes, de odiar e de amar, de experimentar coisas novas, de comer coisas diferentes, de abandonar o chocolate e enfim de fazer absolutamente tudo que tive vontade, não por duvidar da vontade, mas sim por não ter certeza de que seria o correto. Porque eu não quero desperdiçar tempo e energia fazendo algo para  só depois de terminar descobrir que não era para mim. Hoje além de desistente sou indecisa, pois além de tudo e pior que tudo, não faço ideia de quem sou como estou ou para onde pretendo ir. Não tenho mais meta ou sequer uma direção. Não sei se vou ser cantora ou prostituta, esposa ou amante, delegada ou parteira, não tenho sabido mais de nada. Tenho andado mais insuportável do que música de político, a ponto de nem eu me aguentar mais, tenho falhado em absolutamente tudo e deixado de ter vontade de fazer absolutamente tudo, tenho simplesmente existido e nada mais. Estamos em época de Olimpíadas e ao invés de eu sentar e curtir calmamente sento e curto morrendo de inveja de cada uma daquelas pessoas por terem tido força para lutar por seus objetivos e antes disso, sapiência para saber quais eram eles.

Eu sou apenas um reles mortal, uma metamorfose ambulante, uma das que queria ser heroína, mas não faz ideia de qual é o problema ou como consertá-lo. Sou apenas um grão de areia, daqueles que sozinho não serve pra nada, que é igual a todos os outros e que a multidão nem se dá conta da existência. Sou apenas mais uma sonhadora sem espaço nesse mundo de realidades infames. Ou não.

 

 

 

Onde foi parar?

Cresci com um pai ouvindo Raul Seixas 24h por dia enquanto minha mãe ligava o som na cozinha com Martinho da Vila para tentar competir. Meu irmão foi um interminável apaixonado por Metal e eu sempre jurei a mim mesma que seria a diferentosa da família, a Ovelha Negra. Sempre jurei que seria aquela que ia gostar das coisas da moda e ponto final. Então eu descobri que Ovelha Negra na verdade era uma música de uma senhora que canta desde que tinha cerca de dezenove anos e que é conhecida como a “Rainha do Rock Nacional”. Descobri que de Negra eu não tinha nada, ovelha talvez quem sabe, mas certamente sou da mesma laia que o resto da família. Foi assim que eu me apaixonei por Foo Fighters, CPM22, The Strokes e vários outros logo depois que Sandy&Junior resolveram se separar. Depois de Sandy&Junior acabei rendendo-me por inteiro a esse ritmo maravilhoso.

Os anos foram passando e eu descobri que as minhas bandas realmente favoritas ou não existiam mais porque tinham brigado ou porque algum membro fundamental fatalmente havia falecido e assim sendo eu sempre fui órfã de bandas preferidas vivas. Eu escuto coisas de trinta, vinte, dez anos atrás, mas infelizmente, tenho uma dificuldade incrível de gostar de bandas de hoje em dia, que estão criando ainda, que são novas, vivas e vibrantes o suficientes para lotarem um Maracanã inteiro de fãs alucinados. Não consigo ser fã alucinada de algo vivo. Isso me estressa. Muito. Porém, caros colegas, percebi que a dificuldade não está somente na minha pessoa. Ultimamente os shows lotadores de Maracanã são estrelados por alguém de outro país, os grande shows são de gente de outro país. Os festivais de música do Brasil são recheados por gente de outros países. Porque o Brasil basicamente só sabe fazer sertanejo, pagode, mpb (porque nem bossa nova sai mais), aquela coisa que restart faz e diz ser rock, está evoluindo no pop, o axé só funciona no carnaval, o funk só no Rio de Janeiro e o rock, bem… O rock nem existe.

Não estou desmerecendo as bandas atuais, não mesmo. A questão é que se a gente parar para ouvir algo atual deparamo-nos com coisas mais emotivas, lentas, com poucas guitarras, solos e gritaria, com pouca revolução na letra, com pouca essência roqueira, se é que isso existe. Nem Rita Lee faz mais rock. Outro dia, inclusive, surpreendi-me ao saber que Roberto Carlos ficou famoso por fazer rock, se o que ele faz atualmente ainda é considerado rock o povo daqui tem SÉRIOS problemas de identificação musical. Há uma exceção no ramo, que se perde diversas vezes e me irrita em inúmeras ocasiões, mas que as vezes ainda faz eu lembrar que talvez haja uma chance pro rock nacional, essa “esperança” é a Pitty. Pra mim é a única ainda roqueira aqui. Os caras do Fresno até tentaram, eu realmente gosto de algumas músicas deles, mas não acho que aquilo seja rock, pode ser qualquer outra coisa menos rock, assim como Nx0 e todas essas outras bandas que eu sequer sei o nome.

O que me irrita, porém, é que as pessoas que se dizem roqueiras na maioria das vezes nem parou pra pensar que existe um rock daqui, do nosso país. Que as terras verde-e-amarelas, mesmo que falhem nisso atualmente, um dia já souberam fazer rock’n roll e dos bons. Eu prefiro proclamar para o mundo que adoro bandas mortas e que choro por nunca poder ir a um show dos meus queridos do que viver sem sequer saber que eles existiram. O Brasil foi muito bom em rock e é isso que quero provar aqui. Fiz uma mixtape com 14 bandas e músicas que eu acho que representam o nosso rock. Faltaram VÁRIAS bandas/cantores e eu peço perdão por isso, porém se eu fosse colocar todos acabaria eternizando a lista. Vale ressaltar que eu fui a um show do Ultraje a Rigor ano passado e foi tão emocionante que eu nem sou capaz de descrever, ainda pretendo ver Pitty e Sepultura ao vivo e a cores e sempre chorarei por Cazuza, Legião, Mamonas, Raimundos e Raul.

Eu já pensei em ter uma dupla de bossa nova, pra ser o novo “Toquinho e Vinícius” porque acho que o Brasil realmente precisa reavivar a bossa nova, não dá pra inventar uma coisa TÃO legal e simplesmente jogá-la fora assim e também já pensei em arranjar uns amigos espertos e fazer uma banda de rock. O problema para os dois empreendimentos consiste no fato de que eu não tenho nenhum talento musical, mas se alguém algum dia fizer decentemente alguma dessas coisas, por favor me passe o trabalho que eu com certeza apreciarei. Quanto ao rock, eu acompanho o Trama Virtual que sempre expõe novas bandas e músicas e não desisti da minha busca infindável por um roquenrow brasileiro decente.

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Engenheiros do Havaí (eu sei que o certo é Havaii, mas gosto do acento) é de 1984 representa o rock gaúcho que sempre foi muito importante e decente e sempre desponta novos talentos fantásticos, como o Lucas do Fresno, por exemplo. A música escolhida trata de um tema interessante, tem uma batida agradável e é interessante pelo fato de criticar o pop e as pessoas pops em uma banda que é popular. Eles usam de críticas e ironias fantásticas, são maravilhosos.

Ultraje a Rigor é de 1981 e foi a primeira banda a obter um disco de platina para o rock nacional e o álbum “Nós Vamos Invadir sua Praia” foi considerado pela MTV em 2008 como o melhor álbum de Rock do país. “Inútil” não é minha música preferida da banda, mas eu gosto tanto do cd citado que não consigo eleger a preferida, acabou sendo esta porque a melodia me agrada bastante e a letra é de uma ironia incrível. Eles são capazes de nos fazer gritar em voz alta cada coisa… Roger é um gênio.

O primeiro disco do Houdini é de 2003, não sei de que ano é a banda pois não há quase nada sobre ela na internet. Não sei como a ouvi pela primeira vez, o fato é que era tão viciada em CPM que quando conheci Houdini não teve como não me apaixonar. O cd “Dia de Sorte” só tem músicas legais, nas letras não há apelo político, apenas histórias sendo cantadas mesmo.

Não sei o que comentar sobre Mamonas. Eu lembro de quando eles morreram, foi horrível. Eu tinha cerca de dois anos, mas lembro da imagem do mato com o avião no meio e a notícia de que eles haviam morrido. A gente tinha o cd em casa e sempre ouvia e cantava, eu e meu irmão. Absurdamente divertido. Só há poucos anos foi que entendi o que significava o nome da banda e achei fantástico. Eles eram ótimos porque sabiam fazer piada em forma de música e música legal, divertida mesmo. Não faziam só rock, mas vários ritmos, melodias e estilos e os shows deles deviam ser épicos. Sempre serei triste por não ter podido ver. Escolhi Robocop Gay porque acho ela irônica e hilária demais e os acho corajosos por terem feito uma música dessas – e todas as outras – sem a menor vergonha. Eles eram fantásticos. O legal é que a banda é de 1995 e eles moreram em 1996, durou apenas SETE MESES e todo mundo conhece, todo mundo já ouviu alguma música e enfim, eles venderam mais de TRÊS MILHÕES de cds em sete meses de banda! Ah gente, nem tem o que dizer. Basta.

falei sobre Raul por isso nem me alongarei muito na coisa, só comentarei a música. É uma mistura de uma música de Elvis Presley que ele ouvia e cantava quando era criança, enquanto dançava com “Asa Branca”, que é o hino do Nordeste. Essa música é muito legal porque mostra a capacidade incrível dele de misturar todas as coisas possíveis e ainda fazer músicas geniais, essencialmente rockeiras e divertidas. Raul foi um gênio. Ele era baiano e tocou de 1968 a 1989.

Sobre Cazuza eu confesso não saber muito. Assisti ao filme dele, mas fora o Daniel Oliveira não lembro de mais nada. Comecei a prestar atenção nele depois de ter visto uma peça teatral em que haviam acoplado várias músicas dele para uma espécie de homenagem. Eu não sei nada sobre ele como pessoa, nem sobre ele músico. Só que ele fazia parte do Barão Vermelho e depois começou na carreira solo. Todas as músicas que conheço dele são as famosas, não por desmerecimento, por preguiça mesmo. Se alguém fizesse uma mixtape chamada Cazuza com músicas importantes dele eu certamente me renderia. Carioca e cantor na década de 80/90. “Ideologia” é minha música preferida dele porque a letra é fantástica e o ritmo é muito legal, tem solos de guitarra incríveis e enfim, daquelas que a gente ouve gritando e “entrando na pira”.

CPM22 é de São Paulo e surgiu em 1995 eles cantam hardcore e suas músicas são inspiradas em sentimentos, mas não são emotivas como as do emocore. Eles mantêm a guitarra/bateria/baixo muito vivos e continuam cantando animadamente gritando. As letras contam histórias de vida e a “Tarde de Outubro” era minha preferida na minha infância, acho linda e maravilhosa e sempre recorro a ela quando sinto que estou entrando na fossa, mesmo com Adele e emocore no mundo, porque nada espanta uma fossa melhor que CPM.

Skank é mineiro e surgiu em 1991 cantando rock e depois mudando para diversas coisas. Não gosto muito da banda, mas há várias exceções, logicamente. “É proibido Fumar” foi escrita e cantada pela primeira vez por Roberto Carlos, só que eu não consigo gostar da voz dele, nem de quando ele era novo. Então optei pela versão do Skank mesmo. Essa música é importante pro rock nacional por ter sido uma das primeiras, mas nessa versão tem uns instrumentos esquisitos, acho que falta guitarra, enfim.

Hardneja Sertacore é gaúcha e canta clássicos do sertanejo em ritmo de hard core, acho ela maravilhosa porque eu adoro clássicos do sertanejo, as letras são lindas, só o ritmo que é meloso demais, só que quando todas as metáforas são misturadas com guitarra/bateria/baixo e tom de hard core tudo fica melhor! Acho fantástico. Tenho todo o cd no computador e volta e meia estou escutando que o fio de cabelo comprido ficou grudado no suor e que o moço dormiu no bando da praça etc e tal.

Ira! é paulista também, de 1981 e viveu os tempos de ouro do rock nacional emplacando vários sucessos. “Teorema” é uma música linda que foi gravada por Legião, mas que eu tenho quase certeza que foi escrita pela galera do Ira! mesmo. As letras deles são maravilhosas, o vocal também e o ritmo é aquela coisa gostosinha.

Meninos e Meninas é uma música com temática gay em pleno ano de 1989. Legião Urbana é assim, adora sambar na cara da sociedade, fez isso de 1982 a 1996, parando somente porque Renato Russo morreu. É a minha banda brasileira preferida, não consigo escrever muito sobre porque eu vou logo me inflando de sentimentos e suspiros e inevitavelmente choro. É sentimento demais por aqui, meu povo. Escolhi essa música por ser lá do começo, dum dos meus discos preferidos, ter uma melodia maravilhosa e a letra ser absolutamente divina. O mundo precisava que Legião fosse eterna. Se tem uma morte que eu nunca vou entender é a do Renato, se tem uma doença que eu nunca vou entender é a do Renato. E eu morro de orgulho de dizer que sou Brasiliense por causa deles, porque eles se juntaram lá, porque eles falam da cidade em várias músicas e ah. Legião.

Aí está a outra brasiliense da história, porque a terra do sertanejo um dia foi a terra do rock. Raimundos é de 1987 e misturou rock com todas as coisas possíveis, fez músicas épicas que ficaram na boca do povo por muito tempo e que são famosas inclusive hoje em dia. Eles ainda se apresentam, mas Rodolfo – divo – saiu da banda pra virar protestante e agora canta música gospel e isso é tão cômico que eu não tenho saco pra formação atual da banda e as pessoas que foram no show disseram que nem vale apena porque não é a mesma coisa e tal. “Me Lambe” é aquela música que eu sei de cor desde que me entendo por gente sabe-se lá como, que eu adoro ouvir enquanto estou tomando banho pra fingir que o shampoo é o microfone e cantar endoidecidamente. Fantástico.

Pitty é mais uma prova de que Bahia não é só axé, ela entrou no mundo do rock em 2003 e se tornou sucesso nacional desde seu início, creio eu. Já me decepcionei horrores com ela, mas acho que o último disco voltou um pouco pra essência, gosto bastante. Essa música acho legal porque o título lembra meu livro preferido “Admirável Mundo Novo” e a letra é muito muito muito legal, daquelas rock de verdade. Adoro quando mulheres resolvem abalar as estruturas rockeiras do mundo, porque a gente também consegue. Joan Jett e Janis Joplim são mais que provas disso.

Sepultura surgiu em 1984 e sobrevive até hoje, com uma formação completamente diferente, mas mesmo assim. Eles são a prova de que é possível fazer heavy metal sendo brasileiro, minha crítica consiste no fato de eles não cantarem em português, já dizia Renato Russo que se a gente mora no Brasil e fala português é importante levar isso pra música também, mesmo que eles sejam ótimos em cantorias em inglês e tal. Acho muito legal o álbum em que eles misturam heavy metal com músicas indígenas e adorei a apresentação deles no Rock in Rio do ano passado. Essa música aí pode ser considerada o “bonus track” da história, porque não queria que tivesse algo inteiramente em inglês aqui, mas achei que seria ridículo fingir que Sepultura simplesmente não existe, porque eles existem e são fantásticos. A banda foi formada em Minas Gerais, mas hoje em dia não tem nenhum de seus criadores no elenco e não sei de onde eles dizem ser, mas o cantor nem é brasileiro mais… Absurdo.

Eu sei que o dia do Rock foi semana passada, mas meu calendário é outro. Finjamos que hoje é dia de São Róqui e festejemos!

por mais guitarras e menos pandeiros!