Aventuras Juvenis de um Final de Semana Épico – Parte 1

Insegurança é o meu nome do meio, como já disse aqui diversas vezes. A ela agrega-se uma tremenda covardia e medo de experimentar coisas novas, no entanto, consigo ser paradoxal o suficiente para mesmo em meio a tantas adversidades amar a adrenalina liberada quando somos expostos a grandes aventuras ou momentos de tensão. Situações de quase-morte sempre me agradaram, porque passar com ela me faz ter uma consciência muito maior de vida.

Então convenço-me a participar de um acampamento. Sempre quis ir a um acampamento de verdade, onde barracas e sacos de dormir fossem utilizados e essa era a ocasião perfeita, portanto convidei-me para ir junto com uma amiga que iria de qualquer maneira. Fomos. Foi o final de semana mais impossível de ser descrito em toda a minha pequena vida.

Achei que ficaríamos numa barraca, teríamos algumas atividades ao longo do dia e dormiríamos cedo, o máximo que poderia acontecer seria um mashmellow na fogueira. Não esperava mais do que isso.

Ok, eu esperava momentos de oração e reflexão, tendo em vista que era um acampamento católico, mas não esperava que eles tomassem todo o tempo e nem que fossem escassos demais, esperava que fossem curtos e profundos o suficiente para fazerem a diferença. Tais momentos ocorreram, mas a intensidade não mudou nada em mim. O que me mudou foram coisas muito diferentes.

Já no primeiro dia, fizemos um tour pela mata da chácara em que o acampamento em questão ocorreria. Essa mata tinha alguns córregos e a terra estava molhada, formando alguns centímetros de lama que já ali no começo incomodaram um bocado, mas eu nem liguei tanto assim, eram só alguns centímetros de barro na calça, nada demais.

No segundo dia cada equipe tinha que cumprir cinco desafios que ocorreriam naquela mata. O primeiro deles consistia em apoiar-se em dois troncos finos que estavam caídos no chão, formando algo parecido com a letra V. A intenção era usar o peso da pessoa do tronco da frente para se sustentar e depois que conseguimos nos disseram que a próxima etapa seria fazer com que as filas ficassem em ordem alfabética. Deveríamos mudar de lugar sem sair do tronco. Foi difícil, mas não muito, logo conseguimos, conversamos sobre a experiência e partimos para o próximo desafio. Esse consistia em cair de um tronco com cerca de 1,5m de altura, sem olhar para trás, simplesmente se jogar e acreditar que sua equipe te seguraria. Por ser a menor e a mais leve, fui a primeira a ser mandada nessa experiência e a sensação de queda foi maravilhosa, mas só porque me seguraram, caso contrário seria deveras traumatizante. Depois que todos cumpriram essa prova, fomos para a próxima.

Essa consistia em um triângulo de cordas bambas em que cada vértice era uma árvore, onde as cordas estavam amarradas. Todos os integrantes da equipe deveriam subir naquela corda. O detalhe é que nossos tamanhos e pesos eram os mais variáveis possíveis e cada um que subia me transmitia uma sensação terrível de desequilíbrio e eu tinha plena certeza de que uma hora todos desmoronariam. Sabia que se eu subisse ali todos desmoronariam, então relutei a subir. Fui a última, na esperança de que tivesse que subir e descer rapidamente, sem precisar servir de apoio para ninguém. No grau de medo que eu estava, sequer conseguindo apoiar a mim mesma, sentia impossível cogitar a hipótese de segurar outros, mas aí o monitor da prova nos disse que deveríamos girar pelo triângulo, até que a primeira pessoa que entrou pudesse sair, pela mesma vértice e depois dela, o segundo, o terceiro e assim sucessivamente. Eu seria a última a sair daquela corda. Ficaria lá sozinha no final, teria que apoiar a todos e certificar-me de não permitir que nenhum caísse. Foi terrível. Mas algo fez com que eu conseguisse. Meu desequilíbrio passou e em alguns momentos eu até apreciei a diversão da brincadeira. Quando finalmente pude descer daquelas cordas, demorei cerca de cinco minutos para voltar a respirar normalmente, tamanho era o desespero em que me encontrava.

Mas, tudo bem, faltavam só duas provas. A quarta delas consistia em ultrapassar um paredão liso de 3m de altura. Não teríamos como escalá-lo e eu não me recordo de como a primeira pessoa conseguiu tal feito, só lembro  que a partir da segunda o esquema começou a funcionar direito. Ficavam três pessoas embaixo, fazendo “pézinho” e empurrando os outros para cima, enquanto duas ficavam em cima do paredão puxando as que deveriam subir. Funcionou perfeitamente, eu fui empurrada por todas as mãos possíveis e cheguei lá sem grandes problemas, mas o último a passar por tal etapa sofreu, principalmente por ter 2,05m de altura, não saber pular e ser pesado o suficiente para que os que deveriam puxá-lo não obtivessem tanto sucesso assim. Demoramos muito e quando finalmente conseguimos fazer todos passarem pelo paredão demos gritos histéricos e felizes, foi legal. A próxima prova foi a que eu menos participei… Havia um poste com mais de 4m de altura e dois pneus em sua base, o objetivo era trocar os pneus de ordem sem jogá-los ou deixá-los cair no chão. Fizemos uma pirâmide humana, em que uma menina de 1,8m subiu nas costas do menino de 2m e ainda assim sofreu horrores para conseguir retirar os pneus do bendito poste. Ver a cara de sofrimento dos meninos que estavam servindo como base para as duas meninas partiu meu coração, mas não havia nada que eu pudesse fazer para ajudá-los.

Antes desses desafios, porém, houve algo muito pior. Era hora do almoço e chegou a notícia de que nós deveríamos fazer nossos próprios almoços. Recebemos portanto uma vasilha de inox com dois pacotes de miojo, dois ovos, um pouco de sal e uma mimosa, além de varas de pesca e minhocas. Para o preparo da comida seria fornecido apenas uma pequena porção de água quente e deveríamos prepará-la e comê-la em meia hora.

Enquanto metade do grupo foi pescar, a outra metade tratou de montar uma fogueira. Foi extremamente difícil fazer aquele fogo pegar e só conseguimos porque uma das integrantes do grupo possuía um isqueiro. Depois que conseguimos acender o fogo, fizemos apoios para a vasilha de inox e colocamos os miojos na água ali para cozinharem, minutos depois colocamos os ovos e acidentalmente o sal foi junto. Enquanto abanávamos a fogueira, várias cinzas, pedaços de folhas secas e até restícios de terra iam caindo em nossa comida, mas nem ligamos. O grupo dividiu entre si a mimosa, a qual eu recusei porque só se estivesse realmente morta de fome aceitaria. O peixe não pôde ser trazido a nós a tempo, devido ao fato de não ter tido tempo suficiente para limpá-lo e prepará-lo. O miojo, por sua vez, ficou delicioso. Tratamos de repartir o papel de seu pacote e utilizá-lo como prato e todos comeram daquele miojo maravilhoso (que mesmo que estivesse horrível, para nós, famintos, seria maravilhoso), quanto ao ovo, não cozinhou direito, mas um dos meninos da equipe (sem medo algum de pegar salmonela) o comeu mesmo assim. Quebrou-o e comeu-o, mesmo sem sal. Não sei até agora como eu tive coragem de comer aquele miojo, mas não me arrependo de tê-lo feito. Da mesma maneira como não me arrependo de ter deixado minha roupa extremamente fétida devido ao terrível cheiro de queimado que aquela fogueira dispersava. Aprendi a fazer uma fogueira e isso foi um conhecimento muito útil, mesmo em tempos de vidas modernas, pois nunca é possível que saibamos o que nos aguarda pela frente.

A noite chegou e nos mandaram colocar uma roupa que pudesse sujar. Eu fiquei com medo, mas coloquei. Junto com ela o meu all-star xadrez lindo que me acompanha desde meados de 2007 e fui até o local indicado, na hora indicada. Essa prova seria individual e eu até agora não fui capaz de compreender seu objetivo, embora acredite que tenha sido algo como “confie em si mesmo” ou “sempre há alguém para te ajudar“, mas sem tanta certeza disso. O fato é que estávamos na frente de uma mata até então inexplorada, sendo “convidados(na verdade, não havia outra escolha) a ser vendados e entrar ali, no meio da noite, sem uma lanterna, sem destino, apenas seguindo uma trilha de cordas e dispostos a encontrar qualquer tipo de perigo florestal por ali. Nossa única segurança eram os tais monitores, que prometeram estar sempre rondando a mata. Eu demorei muito para ser escolhida para tal trilha e quando finalmente cheogou a minha vez, estava empolgada. Havia imaginado uma trilha feita pelos organizadores, com alguns caminhos tortuosos, mas algo reto e sem perigos em sua grande maioria. Ledo engano. Em menos de 10 minutos eu já tinha tido a capacidade de me perder e quando fui encontrada estava voltando pela trilha, ao invés de andar pelo lugar certo. Enviaram-me para o lugar correto e minutos depois eu tropecei numa poça de lama, tentei levantar e caí nela novamente. Rindo desesperadamente, levantei-me de novo e segui em frente, cantando nos pensamentos e extremamente tranquila. Continuei pelo caminho que até então estava reto, com alguns galhos por aqui, espinhos por ali, muros e grades acolá, mas sem grandes problemas. Tempo depois comecei a ficar desesperada pelo fato de não ouvir nenhum ruído sequer e achar que realmente estava sozinha por ali, largada às traças, pronta para ser devorada pelos urubus que rodeavam a região. Continuei andando, tentando abstrair as sensações, fingir que estava tudo absolutamente normal. Trombei em alguém. Não estava sozinha. Isso foi de grande alívio. Continuei no caminho e ele parecia sem fim. Sentia minhas mãos sendo levemente machucadas e minhas pernas ganhando novos hematomas a cada tronco que eu esbarrava, batia, debatia ou tentava fracassadamente desviar. A cada curva que surgia, eu tinha a sensação de estar andando em círculos e comecei a ficar realmente desesperada. Em certa altura estava até cogitando a hipótese de desistir, mas logo repensava e concluía que não havia sentido em desistir, pois para sair da mata eu deveria passar por praticamente os mesmos lugares, então não ia valer a pena.

De repente, comecei a ouvir gritos histéricos vindos do meio da mata e fiquei mais desesperada ainda. Passos adiante ouvia barulhos de água e como já estava morrendo de frio por causa da lama do começo, comecei a surtar com a hipótese de ter que atravessar um riacho ou qualquer coisa do gênero. Não era esse o caso. Passos a frente eu perceberia que era apenas um barranco enlamaçado que nos levava a mais lama. Foi aí que o desespero começou de vez. Senti-me em um mar de lama, que as vezes parecia areia movediça, algo que ia me comer e eu ia padecer por ali. Comecei a imaginar a reação da minha amiga quando ela terminasse seu banho e soubesse que eu ainda não havia voltado do percurso. Imaginei a cara da minha mãe quando ligassem contando a ela que eu havia me perdido ali no meio da mata, no meio da noite, sem nada por perto. Desesparada, comecei a tentar andar mais rápido, tentar cair menos. Precisava sair dali. Então caí num buraco. O buraco não tinha um chão, comecei a bater os pés dentro da lama, tentando fracassadamente locomover-me. Não adiantou. Parei para pensar numa nova estratégia e quando cheguei a uma conclusão, não conseguia mais sair dali. Estava entalada na lama, no meio de uma mata fechada, num lugar bem longe da minha casa, de noite, sem uma lanterna ou um conhecido por perto. Estava pensando em todas as pessoas importantes para mim e na reação que elas teriam quando soubessem que eu havia padecido e resolvi que não era hora de morrer, então comecei a pedir por ajuda. “Socorro! Entalei aqui! Alguém me ajuda, por favor!” e eis que apareceu alguém! Gostaria muito de estar sem minha venda nesse momento, para gravar bem o rosto dessa pessoa e poder agradecer-lhe eternamente, mas não sei quem foi. Só sei que ele me puxava com toda a sua força e eu sequer mudava de posição. Ele disse que precisaria usar mais força e pediu para que eu gritasse caso ele estivesse me machucando. Eu já não sentia mais as minhas pernas e estava desesparada o suficiente para sequer perceber que ele estava usando força sobre mim. Eis que ele consegue me desentalar, mas meu tênis (meu querido all star xadrez que me acompanhava desde 2007) ficou preso na lama. Então eu disse “Meu tênis! Meu tênis ficou na lama!” e ele começou a procurá-lo. Minutos depois me disse “Olha, não consigo achar o seu tênis, você vai querer mesmo ele?” e eu respondia quase chorando “Quero sim! Posso tirar minha venda para procurá-lo?” e ele disse que se eu tirasse a minha venda ia querer sair correndo dali e ia ficar traumatizada. Respirei fundo e perguntei se ainda faltava muito para a trilha terminar, ele disse que não, eu acreditei e informei-lhe que terminaria sem o meu tênis. O que um tênis importava naquela altura? Eu tinha minhas pernas novamente, eu estava bem. Precisava sair dali. Só isso importava. Abandonei meu tênis e gritei “Muito obrigada a você, quem quer que você seja! Salvou minha vida! Obrigada!” e ele respondeu ironicamente “Obrigado você por ter sujado o meu casaco…” eu ri. Comecei a imaginar como estaria aparentando naquela altura, como estaria o meu casaco branco, minha calça agora enlamaçada e meu tênis, tanto o perdido quanto o que ainda estava em meu pé. Continuei andando e a lama continuou constante. Eram rios de lama, nojentos o suficiente para fazerem “BLEHK BLEHK BLEHK” a cada passo que as pessoas da minha frente davam. Minutos depois lá estava eu numa árvore que tinha uns cinco fios enrolados, sem saber para onde seguir. Tenho certeza de que fiquei girando por ali algumas vezes, até que um monitor segurou a minha mão e direcionou-a ao fio correto. Segui em frente. Cheguei num ponto da lama que não tinha condições de ficar em pé, não dava para descer sentada e a única conclusão chegada pela minha pessoa foi “Vou precisar me arrastar por aqui“. Agora aquilo havia deixado de ser apenas um passeio pela mata escura, era uma luta pela sobrevivência e era questão de honra que eu completasse o percurso, chegasse ao fim da trilha orgulhosa de mim mesma. Ignorei portanto o cheiro terrível que aquela lama emanava, deitei-me e comecei a rastejar. Nessa altura do campeonato, meu tênis remanescente já havia sido tirado de meu pé e estava sendo levado em minha mão, até que (mais uma vez) um monitor viu, pegou ele da minha mão e me mandou continuar rastejando para onde o fio levava. Eu fui, não queria mais saber de nada.

Eis que uma tora de lama espirra em minha boca. Ela estava fechada, graças a Deus, mas depois disso o desespero aumentou ainda mais, porque agora se eu atolasse novamente não teria condições de gritar. Por falar em atolamento, depois daquela vez houveram mais no mínimo três, porém não tão desesperadoras. Eu já não tinha medo de nada. Se tivesse que lutar com um leão para desvencilhar-me daquela mata, certamente lutaria. Eu precisava sair dali. Precisava tirar aquelas roupas molhadas, tomar um banho e deitar em algum lugar. Precisava ver o estrago que havia sido feito em meu corpo. Queria saber o que aquela experiência acarretaria em minha vida e, depois de mais vários minutos eternos de desespero, chego em um tronco onde o fio acabava. Tentei mensurar a posição da lama em minha boca, para ver o quanto poderia abrí-la sem correr o risco de engolir aquele barro nojento. Abri o máximo que eu pude e exclamei “Socorro! O fio acabou! Pra onde eu vou agora??” e uma voz plácida metros adiante me disse “Pode tirar sua venda, a trilha acabou.

Tirei aquela venda no maior estilo Brad Pitt, com um olhar de “Like a Boss” na cara e uma tremenda sensação de “Sou Foda.“, saí da mata e percebi que estava num lugar completamente diferente daquele por onde havia começado a brincadeira e que eu deveria ter andado por no mínimo 3h e que devia ter sido por no mínimo uns 2km (na verdade andei por 1:30h num percurso de cerca de 1km – ou menos), estava realmente cansada e saindo daquela mata já não conseguia fechar meus braços, ou sentir firmemente as minhas pernas. Andava com braços e pernas abertos, sem a menor noção de movimento. Cheguei próximo a nossa barraca e encontrei minha amiga, ela também estava suja e, o principal, também estava viva.

Tiramos algumas fotos enlamaçadas (embora eu não saiba se algum dia terei acesso a elas)  e descobrimos que antes de tomar banho, deveríamos passar pelo lago gelado onde os peixes haviam sido pescados mais cedo. Havia uma corda lá, deveríamos montar nela e puxá-la com a maior agilidade possível. Devo ter demorado uns 30 segundos naquela travessia, mas chegando ao banheiro fui obrigada a esperar por mais 30min (no mínimo) até que um deles ficasse disponível e eu pudesse finalmente voltar a ter minha cor normal.

Meu casaco, previamente branco, agora encontrava-se completamente marrom, assim como a camiseta e, acreditem se quiser, até a calcinha. No banho, cada parte nova que era limpa possuía um novo hematoma. Desde então nunca mais consegui encontrar uma posição confortável em meu corpo ou um lugar grande sem hematoma algum, exceto as costas, que pareceram intocadas, mesmo depois de tamanha aventura.

O fato é que tudo isso me fez perceber que eu não sou tão medrosa quanto sempre acreditei ser e que quando realmente há necessidade, faço o que for possível para manter-me viva. Foi a experiência de quase morte e a carga de adrenalina mais bem vindas que eu já tive. A sorte é que eu estava realmente precisando de uma boa dose dessas e tenho a absoluta certeza de que depois que os hematomas sararem só lembrarei de coisas boas aprendidas ali, no meio da floresta. No entanto, sobre tais coisas não comentarei aqui, tendo em vista que assim como a regra número um do clube da luta é não falar sobre o clube da luta, a regra do acampamento é não falar sobre o que ocorre na mata, porque o que ocorre na mata, deve ficar na mata e lá ficará. Todo o meu medo, insegurança e grande parte de meu nojo também. Ainda não consigo olhar para a minha cara e acreditar que fui capaz de passar por aquilo. Quem me conhece sabe que sou a típica pessoa que dá gritinhos de nojo quando vê um pombo morto na rua e que faz cara feia e sai de perto quando alguém abre uma mimosa ao seu redor, ou resolve comer/fazer alguma coisa fedida.

O fato é que eu me descobri ali e depois de tudo pelo qual passei, vai ser difícil sentir-me muito fisicamente ameaçada novamente.

Posso continuar com o meu metro e cinquenta e cinco e meio de altura, mas nesse final de semana eu cresci. Espero que isso tenha sido bom.

Agora sinto-me física e mentalmente preparada para meu tour pelo Brasil. Se eu sobrevivi a isso, não vou morrer em uma viagem sociológica por aí. Não vou morrer tão fácil.

 É assim que pequenas coisas causam tão grandes transformações. 

*Em breve mais coisas aprendidas nesse tal acampamento.


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  1. Parabéns! para mim que convivo com vc foi uma grande superação em tudo: na alimentação – meu Deus! quem diria? vc comer aquela comida… oh! que maravilha vc perceber que na hora que a fome aperta e sem a mãezinha por perto pra fazer qualquer coisinha que vc gosta!!! tudo é comível e mto gostoso, não tem sujeira nem gosto ruim, tudo desce bem de garganta abaixo, que lição! Quanto a aventura na mata foi o que mais me impressionou, pois sempre tive um cuidado extremo de proteger vc de quedas, de caminhos longos e tortuosos, com precipícios e demais obstáculos… garanto se tivesse junto com vc não teria deixado vc ir ou ficaria demasiadamente desesperada qndo ouvisse os seus gritos, sempre tratei vc como uma meninhina frágil e fraquinha – minha pequena – oh! depois que vc me contou sua experiência na lama e ví o estado fétido de suas roupas, é que caí na real e percebi o quanto vc é forte, corajosa, aventureira e não desiste facilmente do que lhe é proposto, agradeço a Deus por ter me dado a graça de tê-la como filha, muito amada e querida. Vc aprendeu neste acampamento e eu também… todos os desafios foram importantes para o seu crescimento espiritual, físimo e emocional. Continue sendo esta doçura da mamãe e parabéns mais uma vez. Que Deua a abençõe sempre.

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