BEDA #5 Yoga

As coisas acontecem exatamente quando devem acontecer. Por algum motivo, quando penso nessa frase penso em Jung. Sei que ele não acreditava em coincidências e talvez por isso a cabeça faça essa conexão ou talvez ele tenha algo a ver com esse pensamento.

Voltando.

Fazer Yoga é parte de um dos meus anseios desde que tinha uns doze anos, ou talvez antes, mas nunca senti vontade o suficiente para me fazer levantar da cadeira e ir atrás de um canto que me proporcionasse o relaxamento perfeito atingido com simples movimentos corpóreos e sem auxílio de nenhum aparelho ou medicamento. Era um daqueles sonhos utópicos que ficava para o “algum dia, quem sabe”. E o dia nunca chegava.

Esse ano, após muita insistência da minha médica para que eu retornasse a alguma atividade física e puxões de orelha da minha mãe que dizia “tem yoga no clube, vai lá, você sempre diz que quer fazer, vai lá”, resolvi ir. Creio que tenha sido em Maio a minha primeira aula e de princípio achei tudo aquilo muito estranho e sensacional demais para ser posto em palavras. Não consigo falar sobre Yoga da maneira que ela merece ser falada. Então eu raramente falo e fico profundamente brava quando alguém diz “faz uma posição aí pra eu ver o quão boa você está”, porque Yoga não é nada disso.

Ao entrar naquele ambiente azul, que emana paz e energias positivas, você percebe que Yoga está muito mais na energia e no ritual que envolve os movimentos do que nos movimentos em si. E eu demorei um bocado de tempo pra perceber isso, mesmo estando lá. Nas primeiras vezes ficava estarrecida com quase 20min da aula serem dedicados à meditação, ora bolas, e o movimento? E o tônus muscular? E o projeto verão? Só que não é nada disso. Sem a meditação a Yoga não é Yoga. Sem a energia calmante, os shakras emanados, a respiração envolvida e a cabeça extremamente focada, aquilo ali é só um bando de exercício qualquer. Só que Yoga não é só exercício. É exatamente aquele exercício revigorante que faz as costas pararem de doer, o pé ganhar mais habilidades de movimentos e a abertura do quadril se ampliar drasticamente, mas, principalmente, é aquele tempo reservado para entrar em contato íntimo consigo mesmo, tomando posse do seu próprio corpo e também da sua mente e da sua alma.

Yoga é paz, é vida, é graça. E é calmo, é tranquilo, é empoderador. É fenomenal. Yoga é uma das melhores ideias que já atingiu minha cabecinha e dá até raiva de pensar que demorei quase vinte anos pra encarar esse mar esplêndido. Aí eu lembro exatamente de que as coisas acontecem no momento que têm que acontecer. E percebo que se eu tivesse entrado nessa em qualquer outro momento da vida, teria largado na primeira oportunidade. Por ser parado demais. Por ter muitas idosas. Por ser de noite e estar frio. Ou por qualquer outra desculpa babaca. Só que aconteceu agora e isso fez com que eu entenda e me interesse em absoluto e defenda de pés juntos que o universo inteiro deveria fazer Yoga em algum momento. Porque é incrível e não depende de nada além de nós mesmos.

3 thoughts on “BEDA #5 Yoga

  1. Yoga é amor, e infelizmente sou daquelas que sempre pensam em fazer, mas acabam não fazendo :/
    E né? Tudo o que queremos na vida depende de nós mesmos.

  2. Yoga, pra mim, é o melhor exercício que tem! Tá que eu não venho praticando ultimamente, mas enfim… quem sabe na próxima segunda-feira 😛

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