Das Ende

Há quatro anos eu fiz um vestibular para ciências sociais e saí chorando da prova de redação, porque a minha sobre a Amy Winehouse não tinha nada a ver com a de todo o resto das pessoas. Porque eu não sabia nada de sociologia. Porque eu certamente tinha zerado tudo. Fui olhar o resultado pessoalmente, no dia do banho de lama, acompanhada por meus pais e já avisando que não queria ser retaliada caso não passasse, afinal, fazia parte da vida. Acabou que eu passei, me sujei de várias coisas e comecei a vida universitária.

Passei por duas greves, uma que durou quatro meses, logo no meu ano de entrada, e outra de um mês, no meu ano de saída. Reprovei em duas disciplinas sem nem ter ido para a final. Consegui não reprovar em arqueologia (um mérito que carregarei para toda a vida). Consegui bolsas para quase todo o período de graduação, além de ter sido monitora e ter me envolvido com eventos das pós-graduações relacionadas ao meu curso. Fiz dos professores meus grandes amigos e fiz alguns amigos alunos também. Encontrei o namorado mais daorinha da vida logo em minha primeira pesquisa etnográfica – e não larguei dele até hoje.

Foi na universidade que tomei minha primeira cerveja e fiz outras várias “primeiras” incursões, inclusive no momento em que decidi comparecer a uma das festas ofertadas pelo meu curso – e só não me arrependi porque era funk. É impossível se arrepender quando a festa só toca funk.

Eu não passei na seleção do mestrado (e o vídeo dessa semana é sobre a superação disso!), mas continuei firme na minha empreitada de concluir o curso em quatro anos. A previsão é essa, mas é provável que eu seja a única do meu ano, dentre os que escolheram antropologia, que vai conseguir se formar no prazo certo. Os outros escolheram por prorrogar a monografia, se desperiodizaram no meio do caminho, trancaram o curso etc etc. Eu reprovei, mas consegui me manter dentro da periodicidade adequada e batalhei o ano inteiro para chegar no dia de hoje: a banca da monografia.

Escolhi estudar os usos do véu islâmico em Curitiba, após meu retorno do Paquistão e o interesse recém despertado. Foi um processo difícil e intenso, principalmente na parte da escrita e milhares de reescritas. Mas, graças à minha boa orientação e ao meu fiel leitor Willian, tudo deu certo no final. Hoje apresentei a monografia e concluí mais essa etapa! Fui aprovada com nota nove! Agora só preciso escrever dois trabalhos finais para as últimas disciplinas que frequentei e esperar pelo dia da colação de grau. Aparentemente, estou prestes a ser uma cientista social!

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#pegaessabrézzziiilll

3 thoughts on “Das Ende

  1. Oi, Mayra! Faz tempo que não passo por aqui (ou qualquer outro blog, no geral). Adorei o novo layout, que talvez nem seja mais tão novo assim. Hahahah.
    Parabéns pela banca! O assunto parece ser bem interessante também. Tu ficou muito nervosa pra apresentar? Só de pensar na banca do TCC eu já tremo toda, e isso que tenho mais um ano de chão pra percorrer antes de me preocupar com isso.

    Beijo!

    1. Fiquei mais nervosa antes do que na hora! Todas as perguntas eu sabia responder, então fiquei tranquila! Tenho certeza que você vai se sair bem também!

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