Sou portadora de artrite reumatóide juvenil (ou artrite idiopática juvenil) e faço tratamento contínuo para controle da doença desde que eu tinha cinco anos, agora, com vinte e um, somo dezesseis anos de tratamento. Já passei por diversos medicamentos por via oral, entre anti-inflamatórios, corticoides, modificadores de doença e vitaminas em geral. Atualmente, utilizo um medicamento mensal endovenoso, que tem um agente biológico específico para ajudar a não progressão da doença.

    Atualmente há diversos tipos de tratamento disponíveis e além dos cientificamente comprovados, há vários métodos alternativos para controle da artrite. O principal diz respeito à imunidade. Considerando que a doença é auto-imune, métodos que mantenham a imunidade alta tendem a diminuir os picos de dor e inflamação. Porém, isso é bastante difícil de se fazer.

     Como é uma doença subjetiva, indicar tratamentos à esmo não é adequado, sendo absolutamente necessário o acompanhamento contínuo com um reumatologista de confiança. Porém, é importante deixar claro que apenas o tratamento medicamentoso, sem o auxílio de exercícios adequados e uma dieta com alimentos que auxiliem o sistema imunológico a se manter bem, não é suficiente. Remédios, exercícios e alimentação são aliados para um bem estar adequado mesmo com a doença em atividade. Porém, tanto os exercícios quanto a alimentação precisam de acompanhamento médico adequado, pois correm o risco de piorarem a situação, ao invés de ajudar.

        É bastante possível realizar as atividades do dia-a-dia e seguir normalmente com a vida mesmo tendo artrite. Porém, em alguns casos a forma de realizar essas atividades precisa ser adaptada.

       Visando compartilhar um pouco da minha experiência com a doença, a fim de mostrar que ela é bem mais comum em pessoas não-idosas do que parece (só a minha médica tem três mil pacientes – e ela é pediatra!!!) e tranquilizar tanto outros portadores quanto pais, mostrando que é sim possível lidar com todo o tratamento e as visitas médicas e ainda assim cumprir atividades normais, resolvi criar uma TAG em meu canal do Youtube intitulada “Diários Reumáticos“.

         A ideia é fazer pelo menos um vídeo mensal falando um pouco sobre a experiência de conviver com a artrite, os altos e baixos, os tratamentos que já passei e como reagi com eles e afins. Conforme a receptividade dos vídeos, pretendo chamar outras pessoas que conheço e que também convivem com a doença e também médicos especialistas no assunto para conversarem um pouco com a gente. A ideia é trazer para o dia-a-dia um assunto que é difícil e doloroso para os portadores, que muitas vezes sofrem preconceitos e fazem de tudo para esconder sua condição. Acredito que esta seja uma forma de mostrar para todas as pessoas que sofrem com a doença que não somos menores ou menos capazes que o resto do mundo, apenas um pouco diferentes. Espero poder ajudar outras pessoas, mas caso não seja possível, tenho certeza que neste processo estarei ajudando a mim mesma.

           Segue o primeiro vídeo da TAG:

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