Freddie Mercury.

Tyler Durden pergunta: se você tivesse que escolher qualquer pessoa, viva ou morta, para lutar contra, com quem você lutaria? Gandhi. Resposta mais óbvia possível. Mas a questão é que a pergunta não deveria ser essa e sim com qual pessoa viva ou morta você jantaria. Freddie Mercury, resposta nem tão óbvia e tão pouco desnecessária.

Exite uma grande diferença entre ouvir uma música e ouvir uma música. Quando você ouve a música, mas só escuta o que as letras estão falando ou só está se entretendo com a sincronia da melodia, a coisa não funciona. Músicas são pequenos universos e você precisa entrar dentro deles pra conseguir entender. Porque na música, tá uma alma precisando ser compreendida. E o fato de milhares de pessoas por algum motivo doentio se identificarem com a mesma falta de compreensão almística prova a existência de um inconsciente coletivo (jung you genious).

O fato é, pra música ser um universo ela não pode estar acontecendo apenas na cabeça de quem escuta, mas sim com a certeza de que também estava acontecendo na cabeça de quem a fazia. E é absurdamente impossível ouvir qualquer coisa desse maldito desse Freddie Mercury sem sentir a alma dele fervendo lá dentro.

Há algum tempo eu decidi que minha música preferida da vida era Bohemian Rhapsody. Não porque eu sabia a letra de cor, mas porque a letra ME sabia de cor. Porque aquela música fala de mim mais do que muita gente é capaz de entender e porque eu falo muito mais através daquela música do que tudo que eu quis dizer em todas as vezes que escrevi aqui. Porém, no entanto, todavia, eu precisei que o dia de hoje acontecesse para que eu finalmente viesse a entender que:

Eu não entendo porra nenhuma. E que isso não importa. E que não importa o quante eu tente entender ou racionalizar no mundo. Bohemian Rhapsody pode ser ouvida por todas as pessoas do universo e ser cantada em voz unissona e eu não vou sentir ciúmes. Porque sei que ela ainda vai continuar sendo minha e ninguém nunca vai conseguir roubar.

Porque o que acontece aqui, dentro da minha pressão interna, do meu universo particular e na batalha com os meus fantasmas, caveiras, espíritos e demônios, só eu vou saber. E não tem problema nisso. Porque é assim que tem que ser. Eu precisei chegar aqui pra dizer que descobri o sentido da vida e o sentido é: ela não tem sentido nenhum.

Obrigada Freddynho, não te conheço, mas nunca vou te esquecer.

One thought on “Freddie Mercury.

  1. Bem vinda ao mundo real!
    Onde para sobreviver tens de jogar o jogo, mesmo pensando diferente, jogar o jogo.
    E isso não é ser falso, é sobreviver.
    Grato pela música. Também gosto de Metal Contra as Nuvens.
    Cada mente é um universo, e para tal, somente ela pode se conhecer.
    Abraços querida amiga.
    “Mas é claro que o sol, vai voltar amanhã”…

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