Mais conhecido como “São Francisco de Assis”, é um dos poucos santos que inspira em mim uma paz, tranquilidade, convicção e alívio absoluto.

Conta a história que Francisco era um jovem muito rico que passava seus dias embebedando-se e “curtindo” a vida, com mulheres e prazeres mundanos, até que um dia recebeu um “chamado Divino” e resolveu seguir a vida religiosa.

Ao contrário de muitas pessoas, ele realmente a seguiu. Foi até uma Igreja, despiu-se e disse que nenhuma daquelas coisas o pertencia, que seus bens deveriam ser distribuídos para quem realmente os precisava e que de nada adiantava ter muita coisa se você não fosse nada.

A partir disso ele criou sua própria congregação, a dos frades franciscanos e passou a pregar o amor e a seguí-lo, como se essa fosse a verdade absoluta. Francisco passou a ser pobre, viver como qualquer um, mesmo pertencendo à classe nobre. Seu pai o deserdou, disseram-lhe que estava indo contra Deus, mas ele não se importou e seguiu seu caminho, ajudando a qualquer um que precisasse, fosse gente ou animal, como se todos fossemos apenas iguais. Ele costumava chamar todas as coisas da natureza de “irmãos”, porque tudo se completava em um ciclo perfeito para que a vida funcionasse perfeitamente.

Teve uma vez que ele resolveu construir sua própria Igreja, mas ninguém concordava porque ela seria frequentada por pobres, ele não desistiu. Recolhia pedras nas ruas, junto com seus seguidores e de pedra em pedra foi construindo sua própria Igreja, que existe até hoje. Francisco ajudou a reconstruir o cristianismo de sua época, seguiu ao pé da letra os ensinamentos de Jesus, não se importava em conviver com os excluídos, podia passar dias sem comer, ele simplesmente vivia.

Francisco conheceu Clara, uma jovem também nobre e também apaixonada pela vida que largou todas as suas regalias para seguí-lo e ajudá-lo. Eles construíram um lindo e puro amor juntos. Clara criou a versão feminina da ordem franciscana, as clarissas e seguiu sua vida amando a todos como a ela mesma e cuidando da natureza.

Os dois foram perfeitos um para o outro, se completaram. Eles sabiam exatamente o que era o amor, entenderam a essência da pregação de Cristo e a seguiram como se não houvesse nada além disso para ser feito.

Por que estou escrevendo sobre a vida deles?

Em meio a essa hipocrisia ambulante que me corrói por dentro, a essa falta de amor constante que me impede de respirar livremente e a toda essa maldade em que vivemos, histórias como essa me dão esperança de que talvez o mundo melhore algum dia.

Isso me leva a mais um lindo exemplo, a Comunidade Toca de Assis, fundada pelo Padre Roberto Lettieri, não é apenas uma ramificação dos franciscanos, é gente que realmente segue São Francisco. Essas pessoas ajudam os moradores de rua, os tratam como seus iguais. Doam alimentos, ajudam-os em seu higiene pessoal, os abraçam e conversam com eles quando precisam. Eles amam ao próximo como a eles mesmos. Me inspiram tanto que até pretendo passar um tempo convivendo com eles, para sentir um pouquinho da alegria de poder ajudar a quem precisa.

O mundo precisa de mais gente assim. Não de gente que vai à Igreja e concorda quando o padre diz que homossexuais são errados, que abraçar bêbados e mendigos é um grande sofrimento, que os pais devem brigar com os filhos e controlá-los e concorda novamente quando, logo em seguida, ele  diz que devemos amar incondicionalmente, que Deus é o perdão e não julga a ninguém e que devemos doar nosso dinheiro para a reforma da Igreja ao invés de gastá-lo comprando comida para nós mesmos. (acabei de ouvir tudo isso na missa em que fui, fiquei indignada e por isso resolvi escrever esse texto.) S Será que essas pessoas simplesmente não percebem a hipocrisia em que estão sendo levadas a acreditar? Que se Deus é perdão ele não vai ficar bravo porque você ama alguém do seu sexo ou qualquer coisa assim? Não percebem que se Deus acredita no amor ele não vai te julgar por amar? Esquecem-se de que Deus comia com leprosos e brigava por fazerem comércio na Igreja?

Desculpem-me por tocar nesse assunto novamente, mas isso é algo que me deixa completamente revoltada.

Então eu peço a você, Deus, Alá, Jesus qualquer que seja o seu nome, eu sei que você está em algum lugar. Acredito nisso porque se você não estiver aí, estaremos realmente fodidos. Então, Deus, onde quer que você esteja, por favor faça algo por nós, antes que acabemos por realmente nos destruir.

Eu preciso de forças para continuar a crer que o amor vale a pena.

0 thoughts on “Giovanni di Pietro di Bernardone

  1. sou católica e frequento a igreja de São Francisco de Assis desde que me entendo por gente. Vc não sabe a minha alegria ao abrir aqui e ler sobre ele. Acho sim, que ainda existe amor entre as pessoas, pode acreditar, só assim ele persistirá, não desista, pois saiba que Deus é amor e ele nunca desistirá de você 🙂
    bjos

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