Insira um título sobre livros e memes aqui.

Começo este texto dizendo que estou com vontade de comer, mas não qualquer coisa. Estou com vontade de comer coração. Muita vontade. Só que é claro que não é sobre isso que vim falar! Vim foi responder um meme literário, a qual fui indicada pela Paloma. O meme foi criado pelo canal InesBooks e chegou até mim através da Ana Luísa, ou melhor, da Del.

São 15 categorias às quais devo mencionar pelo menos um livro e, ok, isso poderia ser feito por vídeo, mas devo confessar que a preguiça para vídeos anda mais do que grande – ainda mais depois de ter terminado de ler um livro, fato que sempre me dá uma vontade abrupta de escrever qualquer coisa que seja. Até sobre o fato de eu estar morrendo de vontade de comer coração. E só pra clarificar quanto à isso, falo de coração de galinha. Ainda não adquiri as habilidades da Regina (ou melhor, do Rumpelstiltskin – sdds OUAT) para comer os de gente, quem sabe um dia.

1. Vox Populi (um livro para recomendar a toda a gente)

Aprendi com Colin Singleton, de “O Teorema Katherine” que cada livro é meu preferido até que eu leia o próximo e, sinceramente, já não sei se foi com ele ou com o Charlie (As Vantagens de Ser Invisível) que aprendi isso – li os dois livros em um curto período de tempo e não faço a menor ideia de quando estou quotando um ou o outro. O fato é que toda vez que eu termino de ler um livro, gostaria que o universo inteiro lesse e tivesse a mesma sensação e pudéssemos entrar um um maravilhoso baile acrobático de danças literárias maravilhosas. À parte isso e toda a traição que essa escolha cruel gera, indico “Felicidade Conjugal”, do Tolstoi. É curto, dói a alma e diz coisas que todos deveríamos enfiar na nossa cabeça e nunca mais tirar, além de ter uma narrativa incrível e a melhor personagem feminina construída por um autor masculino que já li.

2. Maldito Plágio (um livro que gostaríamos de ter escrito)

Sinceramente, nunca pensei nisso. Não consigo me imaginar sendo capaz de escrever algum tipo de ficção absurdamente genial, mas em um universo paralelo – com habilidades narrativas hiper desenvolvidas e uma criatividade absurda – gostaria de ser Tolkien e ter inventado “O Senhor dos Anéis”, não só os livros, mas todo aquele universo. Acho uma das coisas mais geniais possíveis.

3. Não vale a pena abater árvores por causa disto

Pelo fato de eu sempre me desfazer dos livros que não gosto, é impossível encontrar um que se encaixe nessa categoria olhando para a minha estante. Então resolvi pensar nos últimos livros que encaminhei para o sebo e não consigo eleger um, mas digo que não vale apena gastar árvores com Nicholas Sparks e coisas semelhantes a Marian Keys. Eu sei, são os tipos de livros mais populares das livrarias, os mais vendidos etc e tal. Ao meu ver, o mundo seria muito melhor se suas leituras fossem limitadas a e-books e as árvores fossem destinadas as coisas mais relevantes.

4. Não és tu, sou eu (um livro bom, lido na altura errada)

Isso aconteceu com Shakeaspere, que comecei a ler muito nova e não entendia bulhufas e também com Memórias Póstumas de Brás Cubas, que depois descobri ser maravilhoso. Mas acho que o principal caso – e uma das minhas maiores frustrações literárias – é “Na Natureza Selvagem”, porque é uma das minhas histórias preferidas da vida, um dos personagens mais incríveis da minha existência e um dos livros que eu li mais arrastado e com raiva por não terminar nunca. Acho que hoje, cinco anos depois, a leitura seria completamente diferente e muito mais proveitosa. Tanto que é um dos poucos que deixo na minha lista de “releituras”. Quem sabe um dia.

5. Eu tentei… (um livro que tentamos ler, mas não conseguimos)

Ano passado foi cheio dessas tentativas furadas. “Casório?” da Marian Keys foi um deles. O começo era até interessante, mas depois as folhas brancas começaram a me irritar, a fonte, as personagens, a história. Larguei. O mesmo aconteceu com “Um Mundo Chamado Timidez”, que comprei na promoção pra ver qual era e descobri: era chato. Confesso que até hoje tenho vontade de saber como era o final da história, mas simplesmente não tive paciência. “Histórias Extraordinárias”, do Poe, também foi bem complicado. Lia um conto e pulava dois, só pra ter a ilusão de que tinha terminado. Por fim, vale citar “Um Certo Capitão Rodrigo”, que já tentei três vezes e nunca vai pra frente. Tenho muita vontade de me apaixonar por Erico Veríssimo, mas cada vez concluo com mais certeza de que não é pra mim.

6. Hã? (um livro que lemos e não percebemos nada OU um livro que teve um final surpreendente)

De finais surpreendentes sempre é bom citar Chuck Palahniuk, pois todos os seus livros terminam de um jeito muito WHAT THE FUCK, mas também cito “A Menina que Brincava com Fogo”, foi um bom final. Já dos que foram insignificantes, cito “Um Porto Seguro”, do Sparks e a explicação é só essa: é um Sparks.

7. Foi tão bom, não foi? (um livro que devoramos)

“A Menina que Brincava com Fogo” está no topo dessa lista por ter mais de 600 páginas e eu ter lido em menos de 24h por pura impossibilidade de largar. O mesmo aconteceu com “A Culpa é das Estrelas” e “Felicidade Conjugal” – que li rapidíssimo, mas porque a leitura era tão agoniante que PRECISAVA ser encerrada e com “O Teorema Katherine” e “Minha Querida Sputnik”, ambos por serem leves, agradáveis e manterem a curiosidade em voga.

8. Entre livros e tachos (uma personagem que gostaríamos que cozinhasse para nós)

Nessa categoria eu retorno ao Nicholas Sparks, porque em “Porto Seguro” as pessoas trabalham com comida e o livro dá muita vontade de comer a comida das pessoas. Não consigo me lembrar de nenhum outro livro com personagens que parecem bons na cozinha, mas ressalto que ler Lovecraft (estou terminando “A Tumba”) me dá uma vontade absurda de comer frutos do mar.

9. Fast Foward (um livro que podia ter menos páginas que não se perdia nada)

“Casório?” da Marian Keys. Eu não terminei de ler o livro, mas tenho certeza de que a história poderia ter sido resumida em 100 páginas ao invés de ter 500 e poucas. O mesmo com “A Rainha do Castelo de Ar” – que não consegui terminar ainda justamente por ter cheiro e cor de enrolação pura.  O mesmo com “A Sonata a Kreutzer”, do Tolstoi – tinha tudo pra ser bom, mas podia ter acabado na metade.

10. Às cegas (um livro que escolheríamos só por causa do título)

Sou fresca e nunca vou à livraria comprar livros aleatórios, só porque parecem bacanas. Preciso de estatísticas, indicações ou vontade própria. A única vez que me aventurei foi com “Um Mundo Chamado Timidez”, parecia interessante e tava dez reais. Não compensou.

11. O que conta é o interior (um livro bom com uma capa feia)

Sou uma pessoa muito visual e não consigo engatar em leituras de livros feios – isso inclui uma capa mal diagramada, textos não justificados e páginas brancas. Com isso, acredito que nenhum dos meus livros tenha capa feia.

12. Rir é o melhor remédio (um livro que nos tenha feito rir)

“O Teorema Katherine”, do John Green. Certamente foi um livro feito para rir. Ri do começo ao fim, em cada nota de rodapé matemática, em cada anagrama aleatório, em cada piada do amigo engraçado dele. Ri o tempo inteiro. É um livro ótimo! E também sempre rio nas sátiras sarcásticas do Chuck Palahniuk, especialmente com “Condenada”, é genial.

13. Tragam-me os Kleenex, se faz favor (um livro que nos tenha feito chorar)

Impossível iniciar isso aqui sem falar de “A Menina que Roubava Livros”. Foi o primeiro livro na minha vida que me fez chorar, nem HP7 teve essa proeza. E como toda boa primeira vez, não foi um simples choro, foi um lavar a alma. Terminei abraçando o livro em posição fetal na cama, peguei trauma nem consigo pensar em chegar perto. Quase a mesma coisa aconteceu com “A culpa é das estrelas” que pensei seriamente em largar na metade, só porque os soluços já estavam me enchendo o saco (e nesse caso sei que estava chorando bem mais pela minha vida do que pelo livro), talvez isso também tenha influenciado minha enorme pirraça para com a história. Depois disso tiveram choros mais leves, como em “As Vantagens de Ser Invisível” (aquele poema de natal me mata) e “Coisas que Ninguém Sabe” – o que é aquele final. Claro que também tiveram lágrimas em “O Apanhador nos Campos de Centeio” e “Extremamente Alto, Incrivelmente Perto”, mas esses quase não contam.

14. Esse livro tem um V de volta (um livro que não emprestaríamos a ninguém)

Sou parte do grupo que demonstra amor pelas pessoas a partir de livros, se eu empresto é porque gosto e confio na pessoa, caso contrário nem pensar. Não há nenhum livro que eu olhe e pense “jamais emprestarei”, isso porque aprendi com um bom amigo que livros são feitos para serem lidos, logo, é muito melhor saber que alguém o está devorando por aí do que que ele está mofando na minha estante. Nunca emprestei um livro que não fora devolvido, isso porque sou um pé no saco nesse quesito (e em vários outros, claro).

15. Espera aí que eu já te atendo (um livro ou autor que estamos constantemente a adiar)

“Um Dia” do David Nichols e todas as coisa da Stephanie Perkins que estão na lista de preferidos das minhas amigas, mas nunca passaram de verdade a fazer parte da minha lista de possível leitura. Assim como “50 Tons de Cinza”, “Jogos Vorazes” e essas novas sagas que sempre alguém diz pra eu ler e eu “já vou” e nunca vou. Infelizmente também adio autores que parecem realmente bons, como Zafon, Borges e alguns outros latinos, além – claro – de toda a minha prateleira na estante reservada aos livros do “quem sabe um dia”. Sei lá, não é sempre que rola uma química.

Findado isso, devo dizer que cansei de escrever e falar de livros. A vontade de comer coração ainda não passou, a hora do almoço chegou e decidi que vou caçar um meio de me deliciar com aquela coisinha. Ah, não vou indicar o meme pra ninguém, faça se quiser. Até mais ver!

3 thoughts on “Insira um título sobre livros e memes aqui.

  1. Sabe que uma das coisas que eu mais gosto na literatura de John Green é o fato de que ele sabe agradar gregos e troianos. Conheço pelo menos 1 pessoa que tem como favorito cada obra diferente dele, e acho isso muito mais sensacional do que se todo mundo preferisse uma só. Quando eu terminei de ler todas pensei que ele nunca mais conseguiria escrever algo como A Culpa é das Estrelas, que é seu livro de ouro. Amei quebrar a cara e perceber que EU acho isso, mas que cada uma acha a mesma coisa tirando como modelo uma outra obra. OTK, por sinal, é o que eu menos gosto de todas!
    Nicholas Sparks deveria ser obrigado a lançar obras em E-book só. Realmente já deu de árvore.
    Casório foi o segundo que eu li da Keys e achei bem divertido na época, mas hoje em dia não lembro da praticamente nada.
    Achei engraçada sua teoria de pegar raiva de um livro porque ele me faz chorar! Amo qualquer coisa que me coloque em uma posição catártica ao ponto de dominar minhas emoções. Já mais ficaria com birra de algo que mexeu tanto comigo! HAHHAA
    E: Leia Jogos Vorazes! Acho que você vai curtir. CLARO que não dá absolutamente para comparar (nada) com Harry Potter, mas lembre-se do quanto você enrolou para dar uma chance a HP só porque era modinha, e o quanto você ama 😉
    Beijo! <3

  2. May, não somos gêmeas literárias mas também não somos completas opostas. Vamos começar pelas similaridades – choramos por ACDE e A Menina que Roubava Livros e amamos John Green. Mas odeio Teorema Katherine. É um livro que na época não foi tão ruim, mas conforme o tempo vai passando acho cada vez pior. E odiamos Sparks! Apesar de achar Querido John bom, ré confessa. Você precisa mesmo dar a chance para Um Dia, porque ele é um dos meus livros favoritos da vida e fico chocada quando penso nisso. Amo uma história de amor.
    Preciso ler Felicidade Conjugal e você falou tão bem dele que tô quase correndo pra arranjar em algum lugar sentar e ler. Eu amo Stiegg Larsson, o primeiro eu devorei e assim foi com a maioria, apesar de reconhecer que tem horas que a política que ele mete no negócio simplesmente cansa. Tô tentando entender em qual parte de “O Apanhador” você conseguiu chorar. Paguei 60 reais por este livro na saraiva e até hoje penso que jamais vou reaver este dinheiro tão mal empregado. rs.

    Beijos! Love!

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