Jane the Virgin – Série de 2014

Quem faz a série?

      Jennie Snyder Urman é a criadora da série, que já teve duas temporadas completas, somando 45 episódios, com uma média de uma hora cada. É produzida pela Poppy Productions, em parceria com a CBS e a CW, e passa nas televisões dos EUA, mas atualmente faz parte do catálogo da Netflix, que, por enquanto, disponibilizou apenas a primeira temporada. A terceira temporada tem previsão para estrear em outubro desse ano.

      O seriado ganhou em 2016 o prêmio Voice Arts Awards, pelo trabalho do ator Anthony Mendez. Em 2015, ganhou o prêmio Publicists Guild of America, na categoria Televisão; o People’s Choice Awards, na categoria Nova comédia de TV favorita; o Peabody Awards; o Online Film & Television Association, na categoria de Melhor atriz de série de comédia, com Rita Moreno; o Imagen Foudation Awards como Melhor atriz coadjuvante (Andrea Navedo) e Melhor atriz (Gina Rodriguez). Ganhou ainda o Gay and Lesbian Entertainment Critics Association, o AFI Awards e o Globo de Ouro, na categoria de Melhor performance para uma atriz em uma série de comédia ou musical, prêmio concedido a Gina Rodrigues.

      A série é estrelada por Gina Rodrigues (Jane Villanueva), Andrea Navedo (Xiomara Villanuevo), Ivonne Coll (Alba Villanuevo), Jaime Camil (Rogerio De La Vega), Brett Dier (Michael Cordero Jr.), Justin Baldoni (Rafael Solano), Yara Martinez (dra. Luiza Alver) e Yael Grobglas (Petra Solano).

Elenco Jane The Virgin
Elenco Jane The Virgin

Sobre o que se trata?

     Jane Gloriana Villanueva é uma jovem adulta filha de Xiomara Villanueva, que foi mãe aos 16 anos e que, por sua vez, é filha de Alba Villanueva, que migrou para os EUA quando jovem, vinda da Venezuela. Jane foi criada para não repetir os erros da mãe e isso significa que ela não iria perder a virgindade até estar casada. Até então isso não tinha sido um problema pois, apesar de ter um namorado bastante bonito, Michael é também paciente e atencioso e não faria ou forçaria ela a algo que ela não queria. O sonho de Jane é ser uma escritora de sucesso e para isso ela faz faculdade e trabalha como recepcionista em um grande hotel. 

      Um dia ela vai até a ginecologista, realizar exames de rotina e é artificialmente inseminada por engano. Ocorre que a médica que realizou a inseminação, dra. Luiza Alver, é irmã do dono dos sêmens, Rafael Solano. Sua esposa, Petra, havia ido até o consultório para realizar a inseminação e a amostra de sêmen acabou indo parar em Jane. Para piorar ainda mais a história, aquela era a última amostra de Rafael Solano, pois ele havia tido um câncer e ficado estéril. Além disso, ele é o chefe de Jane no hotel, por quem ela tinha sido apaixonada, cinco anos antes.

      Michael Cordero Jr., o namorado de Jane, é investigador na polícia local e está atrás de um criminoso muito perigoso, chamado Sin Rostro. Os indícios apontam ações do bandido na região do hotel que Jane trabalha e relacionado, justamente, com Rafael Solano e os demais donos do hotel.

       Essas são só algumas das tramas da série, que aborda a imigração para os EUA e a necessidade de novas leis para os imigrantes, fala sobre mulheres latinas, de diversas idades, vivendo nos EUA. Aborda a temática LGBT, com a personagem Luiza, que é lésbica. Trata, de maneira cômica, sobre as telenovelas mexicanas. Fala sobre família, amor paterno, maternidade, independência apesar da maternidade e, claro, muito drama típico de novela mexicana, sendo praticamente uma meta-história, onde as críticas às telenovelas se fazem presentes.

        A história conta ainda com um narrador, que está sempre recapitulando e lembrando as coisas.

O que eu achei dela?

       A série é fenomenal. Consegue agregar todo o drama típico de novelas mexicanas, com a sutileza e a boa qualidade de produção típicas das séries estados-unidense. É uma perfeita combinação de dois estilos, visivelmente feita para agradar a parcela latina da população dos EUA. A série ganha o nosso coração pelo fato de ter uma trama muito boa, que cada vez se complica um pouco mais. Os furos no roteiro existem, mas não são muitos e a série consegue manter uma narrativa excitante, em que é impossível assistir a apenas um episódio por vez.

   É perceptível a metalinguagem da série, pelo fato de que é um ator de telenovelas, a série é quase uma telenovela e as personagens assistem telenovelas. Então, ao mesmo tempo em que a narrativa típica desse tipo de produção é discutida e trabalhada, ela é posta em prática e funciona com os telespectadores.

     A ideia inicial da história é muito interessante, pois Jane é uma grávida virgem e isso desencadeia uma série de coisas bizarras em sua vida. É incrível acompanhar o crescimento dela e ver como ela amadurece com a gravidez e com o desafio de ser mãe. O final da segunda temporada é particularmente enraivecedor e agoniante e eu não vejo a hora de começar a terceira temporada, com os dedos cruzados para que não seja nada tão trágico.

    A série é bastante sincera e brinca bastante com a interatividade da era digital, lançando mão de diversas hashtags no decorrer dos episódios. Destaco um episódio em específico, onde é explicitamente levantada a bandeira “não votem em Trump” e eu achei fenomenal que tenha tido espaço na TV aberta dos EUA pra propagandas como essa. Sinceramente, essa série é totalmente anti-Trump, vide o elenco sumariamente latino. 

   Apesar de ainda estar no início, é o tipo de seriado que vejo tendo muitas temporadas, com bastante sucesso em todas elas. Recomendo fortemente, principalmente para quem gosta de ver coisas viciantes e que conseguem te deixar tão vidrado, a ponto de esquecer do resto da vida.

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