Melhores do Ano

Sou fanática por retrospectivas e por mais que a escassez de tempo tenha feito com que uma guerra mental se instalasse em mim, acabei por decidir em fazer apenas uma retrospectiva no quesito “melhores do ano”. Eu vou escolher cinco séries, cinco filmes vistos no cinema, cinco filmes vistos fora do cinema e cinco coisas que fiz pela primeira vez em 2013 (mesmo que não tenham sido as melhores do ano). Os textos serão em forma de lista, porque eu adoro lista, mas sempre contarão com um primeiro parágrafo explicativo, porque eu adoro explicar as coisas e introduzir tudo certinho até elas. Não sei qual será a frequência, mas tudo será postado até o final do ano. Se alguém também quiser entrar nessa aventura, deixe o link nos comentários porque eu adoro ler listas alheias! Começaremos com os seriados.

Minha amiga sempre diz que um ótimo jeito de medir confiança no mundo moderno é analisando por quantos anos uma pessoa consegue acompanhar uma série. A gente sabe que seriados raramente mantêm o padrão alto durante todas as temporadas e que depois de algumas a história fica confusa e você continua assistindo apenas para honrar o que já começou. Já fiz isso com várias séries, mas também desisti de várias outras. Acresço pois um fator à teoria da minha amiga: seriados também são excelentes para medir a capacidade de variância que uma pessoa consegue suportar. A quantidade de histórias que ela consegue acompanhar ao mesmo tempo, sejam elas completamente diferentes ou totalmente parecidas, diz muito sobre como ela conseguiria lidar com muitas pessoas, iguais ou diferentes e como ela não gosta de ficar sempre na mesma coisa. Refiz minha conta no Orangotag hoje e descobri que assisto a 23 séries. Isso porque nunca fui capaz de tirar da watchlist séries como Skins, Gilmore Girls e Gossip Girl, que mesmo mortas e enterradas ainda vivem na minha playlist. Não é que eu seja fiel até o fim, veja bem, Glee e The Vampire Diaries eu só consegui acompanhar até a terceira temporada, então desisti. Incontáveis outras eu só assisti o primeiro episódio e desconsiderei. Outras, como How I Met Your Mother, eu juro que tentei acompanhar, mas realmente não fez meu tipo. Várias eu nunca sequer tentei ver em ordem, mas ali estão porque todos os momentos de ócio que me levam ao canal da Warner me levam a algum episódio de alguma delas. Tirando tudo isso, eu acompanho de verdade somente quinze séries, por enquanto e enquanto várias delas são amores antigos, outras são hiper novas e boas o suficiente para serem indicadas a todo o universo.

2013 foi muito triste para o meu catálogo de seriados, pois foi o fim definitivo de Skins e Gossip Girl, coisas que eu acompanhava desde quando inventei de acompanhar séries. Então cancelaram Bunheads, uma série absurdamente genial, feita pela mesma roteirista de Gilmore Girls. Pro coração ficar mais chateado, o computador com vários torrents de várias séries que eu pretendia ver, pifou. E o site em que eu encontrava todos os torrents e as legendas também. A vida parecia sem sentido, até que eu encontrei o Netflix, o seriestvix voltou a funcionar e eu parei de frescura e comecei a me aventurar em alguns seriados sem legendas. As séries que serão aqui mencionadas não são todas parte das que eu assisto, mas as assisti ao longo desse ano e elas mereceram estar aqui.

1 – United States of Tara

A série acabou em 2011, conta com três temporadas e todos os episódios estão disponíveis no Netflix. A história é de Tara, uma mãe de família, esposa e irmã que tem transtorno dissociativo de identidade, ou seja, ela tem múltiplas personalidades que surgem em momentos impróprios e agem de acordo com a própria moral, trazendo problemas para Tara e sua família. O seriado é bastante intenso, ao mesmo tempo que simples e ameno. A vontade é assistir super rápido e fazer de tudo para cuidar da Tara. Confesso que esperava mais do final, mas vale apena mesmo assim. As temporadas contam com apenas 12 episódios cada e a direção é do Steven Spielberg.

2 – The Carrie Diaries

Carrie Bradshaw é uma das personagens de “Sex and the City”, a história dos seus diários ocorre em sua adolescência, ou seja, nos anos 80. O seriado da CW surgiu para substituir o horário ocupado antes por Gossip Girl e, com isso, pegar um pouco do seu público. Funcionou comigo. Anna Sophia Robb, a Carrie, era minha atriz mirim favorita há alguns anos, por causa de filmes como “Ponte para Terabítia”, saber que ela era a Carrie, não importa quem essa Carrie fosse, atraiu-me ao seriado automaticamente. A ambientação é fenomenal, as músicas são ótimas e para uma série fútil, sobre moda, adolescência e picuinhas da vida, não há de que reclamar. A série começou esse ano e ainda está em funcionamento, já na segunda temporada. A primeira teve apenas treze episódios.

3 – Da Vinci’s Demons

Leonardo da Vinci é o artista e inventor mais polêmico da história, há várias especulações sobre sua vida e seus pensamentos. Esse seriado ajuda a explorar o universo de Da Vinci, mesmo deixando claro que é apenas uma ficção histórica. Nele somos apresentados a uma Roma Antiga cheia de podres e a um Da Vinci atordoado, morando em Florença e tendo como meta de vida descobrir quem é sua mãe, pois é um filho bastardo. Cada episódio é uma carta de tarot, a magia, tensão e genialidade permeiam cada segundo e é impossível terminar um episódio sem sair correndo atrás do outro. O seriado é em inglês, mas eles têm um sotaque romano que as vezes é até engraçado, explora os percalços da Igreja Católica e nos proporciona o contato com invenções geniais de um cara fenomenal. A primeira temporada terminou neste ano, com oito episódios de quase uma hora de duração cada. A segunda temporada foi confirmada para o próximo ano.

4 – Game of Thrones

Baseada nos livros das “Crônicas de Gelo e Fogo” de G. R. R. Martin, Game of Thrones conta a história de sete famílias que moram em Westeros e lutam para conseguir o trono de ferro, que no momento está nas mãos dos Baratheon. O seriado da HBO dá um show em produção, efeitos especiais, trilha sonora, figurino e maquiagem e não deixa a desejar em nenhum aspecto. Não é o tipo de coisa que se recomenda ver na sala com os pais por perto, porque gente pelada e sexo quase explícito é uma constante, mas é aquele tipo de coisa que você assiste quase sem ar e que quando acha que não tem mais como se surpreender, você se surpreende. Absurdamente intenso e incrível, assistido de supetão durante as últimas férias e automaticamente considerado um dos melhores seriados da minha vida. Foram exibidas três temporadas, com cerca de dez episódios cada. Foi renovada para a quarta temporada, a ser iniciada em Março de 2014. Cada segundo compensa.

5 – Doctor Who

Doctor Who entrou no ar em 1963 pela BBC em Londres e conta a história de um timelord, que é uma espécie de alienígena com forma humana proveniente de Gallfrey. Os timelords conseguem sentir o tempo dentro de si mesmos e o Doctor conseguiu (eu não sei direito ainda como, quando ou por quê, pois comecei a primeira temporada da série clássica muito recentemente e ainda não sei de tudo, um dia, quem sabe) uma nave espacial facilmente camuflável em Londres, por ser uma Police Box. Tudo dos timelords é maior por dentro, então quando você entra na nave, que se chama TARDIS, ela é gigante e capaz de te levar a qualquer lugar no espaço-tempo, não só na Terra, mas em todas as galáxias. Então Doctor e uma acompanhante perambulam por aí vivendo altas aventuras, correndo bastante e salvando alguma espécie de alguma catástrofe. Embora tenha 50 anos, a série não precisa ser vista desde o começo para que seja compreendida. A parte nova iniciou-se em 2005, conta no momento com 7 temporadas e está inteiramente disponível no netflix. É plenamente possível de entender o fio da meada iniciando pela primeira, ou pela segunda, ou por qualquer uma. Doctor Who é compreensível em episódios aleatórios ou para ser visto em sequência e nunca se torna cansativo e repetitivo, sempre é uma nova aventura que nunca é banal e sempre agrega algo às nossas vidas. É claro que eu recomendo que também seja assistida a série clássica, porque é fantástico ver a evolução de algo durante 50 anos e analisar como foi capaz de se manter, é como se deixasse de ser um simples seriado e se transformasse em um fenômeno. A série antiga conta com 26 temporadas e, embora os primeiros episódios sejam mais curtos, é estimado que contando com todos os episódios e especiais demore-se cerca de dois anos para assistir a tudo relacionado a Doctor Who. Se você está procurando compromisso sério com um seriado, acaba de resolver os seus problemas.

Além dessas cinco séries lindas, escolhi três para dar menções honrosas: Revenge, Girls e Orange is the New Black.

Caso não tenha ficado claro, os números ao lado dos nomes das séries não são hierarquizações, de maneira alguma. Em breve volto com mais listas!

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