Meme Literário – Parte 3

Parte 1 – Parte 2

Dia 15 – Se você pudesse escolher um único livro para ganhar/comprar até o final do ano, qual seria?

Ai gente, não faço a menor ideia! Tá, faço sim… Pediria o livro “Renato Russo – Filho da Revolução” porque, bem, depois de “Quem é você, Alasca?” eu percebi que adoro ler biografias e embora esse livro não seja exatamente uma, é algo semelhante e isso já me satisfaz, principalmente sabendo que se trata da minha pessoa preferida do mundo, dentre as que eu não conheci antes de morrerem, claro. E, bem, eu realmente quero esse livro, mas nunca achei numa livraria física e não é o tipo de livro que gostaria de comprar online porque quero sentir o gosto bom de procurá-lo, encontrá-lo, sentir os olhos brilharem e dizer “vou levar”, afinal, essa é a sensação boa de se comprar um livro!

Dia 16 – O que te faz largar a leitura de um livro no meio do caminho? Que defeitos imperdoáveis um livro tem que ter para você abandoná-lo?

Não ser interessante. É uma coisa bem simples. Por exemplo, quando eu tinha 14 anos e fui ler “Crepúsculo” e o livro consistia em mais de 100 páginas de descrição densa de personagens fez-me abandonar a leitura, afinal, eu não estava lendo um diário etnográfico. Não precisava saber exatamente como era cada personagem e isso me irritou muito. Quase sempre largo livros de auto-ajuda, porque acho a ajuda bastante fail e clichê e estou quase abandonando Millennium por ser uma leitura parada – pelo menos no começo – e muito aleatória, sabe, sem bases reais ou uma linha de raciocínio compreensível e, claro, um livro precisa de uma boa linha de raciocínio. Mas se eu tivesse que elencar um erro gravíssimo não saberia, porque cada livro é um livro e todos são passíveis de serem abandonados, depende do meu humor no momento, creio eu. Sou dessas que acredita que cada livro tem seu tempo certo para ser lido e que no meu caso eu já tinha passado da época pra ler “Crepúsculo”, por exemplo, embora tenha achado todas as continuações geniais.

Dia 17 – Na sua opinião, qual é o propósito da literatura? Entreter? Educar? Ampliar horizontes? Fale um pouco sobre isso.

Na minha opinião existem diversos tipos de leitura. Tem a leitura acadêmica, que obviamente serve para educar e ampliar horizontes. Tem a leitura de entretenimento que entretém por si só e tem a leitura de entretenimento que além disso educa ou amplia os horizontes ou faz os dois. Tudo depende do livro que você resolveu ler e o objetivo é não esperar algo completamente diferente de um livro que obviamente vai te fornecer somente coisa tal.
Mas quando estou lendo um romance, para mim o objetivo deve ser me fazer refletir sobre a minha vida de algum modo, na maioria das vezes identificando-me com algum personagem, mas não necessariamente fazendo isso.

Dia 18 – Você costumar ler e-books? Ou prefere o bom e velho livro em papel? Por que? (Pergunta feita no Meme de 2011. Se você participou na época, procure comparar as respostas.)

Nunca li um e-book. E acho isso uma lástima! Faço faculdade de humanas e assim sendo tenho zilhões de textos semanais para serem lidos e não há santo que me faça conseguir lê-los no computador, o que me faz gastar pequenas fortunas mensais em xerox. Tenho dor de cabeça, tédio, vontade de largar o livro e acessar uma rede social ou ir falar com alguém, enfim, irrito-me. E sempre penso que se não consigo nem ler um texto, quem dirá um livro inteiro! Por isso eu nunca li um e-book, adoro livros de papel, adoro o cheiro deles e tenho uma pretensão muito grande de lotar minha prateleira com os livros da minha vida o mais rápido possível!

Dia 19 – O que você acha da elitização da literatura? Você acha que realmente só é intelectualizado aquele que lê os clássicos da literatura? Que ler 1000 livros “de banca” não equivalem a 10 clássicos? O que você acha das pessoas que criticam a literatura “para a massa”, os blockbusters literários? É mesmo possível julgar o nível de intelecto de uma pessoa pelo que ela lê? Você tem algum preconceito literário?

Não tenho preconceito literário. Eu, particularmente, não costumo ler os best sellers simplesmente por serem, sempre pesquiso e preciso de indicações antes de comprá-los, mas até hoje não me arrependi de ter lido nenhum. Acredito sim que existe uma indústria cultural fortíssima que fabrica títulos com enredos basicamente iguais cofnicholassparkscof só porque vão vendê-los para um bando de fãs alucinados. Porém, no entanto, todavia, não acredito que as pessoas que leem esses tipos de livros sejam inferiores em algum quesito perante as que sabem toda a bibliografia de Machado de Assis de cor e que entenderam todos os livros do Nietzsche antes de completarem 14 anos. Acho que uma coisa não tem nada a ver com a outra e que a leitura por si só é importante, não importa se a pessoa vai ler outdoor na rua ou Dostoiévski  desde que ela leia. Sob o meu ponto de vista a importância está no ato de ler, no ato de desenvolver raciocínio, concentração, curiosidade, ampliar a visão de mundo e o conhecimento sobre escrita e ortografia da própria língua. O fato de uma história estar sendo contada, sendo ela boa ou ruim é apenas um adicional e cabe ao leitor dizer se é boa ou ruim, não a mim.

Dia 20 – Cite 3 livros especiais na sua vida. Fale sobre eles.

“A Droga da Obediência” Pedro Bandeira – Foi o primeiro livro sem figuras que eu li na minha vida. Tinha sete anos e fui passar as férias na casa da minha tia, minha prima de vinte anos me emprestou dizendo que foi o melhor livro que ela leu na escola e que eu tinha que ler naquelas férias. Apaixonei-me. Falei daquele livro para todas as crianças que encontrei e assim que meus primos de segundo grau começaram a ler obriguei-os a ler essa belezura. Minha decepção é que eu nunca tive uma cópia, mas nunca é tarde para comprá-la.

“O Diário da Princesa” Meg Cabot – Foi a primeira série de livros que dignei-me a acompanhar, na época que mamãe não me deixava sequer perguntar sobre Harry Potter. Eu pegava os livros emprestados de uma amiga, dizia para todos que estava indo dormir, mas pegava uma lanterna e passava  a madrugada inteira desvendando as histórias da maravilhosa Princesa Mia. A única série que conseguiu superar a depressão pós fim que senti ao ler a última palavra desta foi Harry Potter, por motivos que podem ser explicados caso vocês voltem no arquivo desse blog.

“O Mundo de Sofia” Jostein Gaarder – A primeira vez na vida que eu ouvi falar sobre filosofia. Um livro grande e cansativo que eu li mais pra saber sobre Platão e Aristóteles do que sobre a Sofia, embora a história dela fosse maravilhosa. Depois que eu descobri o que Sofia significava então, achei o livro ainda mais fantástico!

Dia 21 – Cite 3 personagens literários favoritos. Fale sobre eles.

Sou péssima ao me lembrar de nomes de personagens e nunca parei pra pensar em quais seriam meus favoritos, assim sendo falarei dos 3 mais marcantes.

1 – Lenina Crowne (Admirável Mundo Novo) – Ela é a fantástica que se apaixona pelo “fruto proibido” e, embora tenha um senso revolucionário fantástico não tem coragem de expressar seu amor por ele por estar quebrando as regras. A acho complexa, interessante e um tanto bipolar. Fantástica.

2 – Christopher McCandless (Na Natureza Selvagem) – Não sei se ele conta, porque ele de fato existiu, mas mesmo assim, é um dos personagens mais importantes pra mim porque eu sempre reflito horrores com a história dele, me identifico demais e o acho de uma coragem e sabedoria facilmente invejáveis, mas o mais invejável mesmo é seu jeito leve de ver a vida. Sou completamente apaixonada por esse personagem e nunca vou me perdoar por não tê-lo conhecido e abraçado.

3 – Lemony Snicket (Desventuras em Série) – Ele me fez ler treze livros sobre três irmãos que tinham uma vida desaventurada, para só depois, lendo sua biografia não autorizada, perceber que a história não era sobre os Baudelaire, mas sim sobre ele e sua amada Beatrice e que ele teve que falar sobre os Baudelaire como uma espécie de metáfora para que o leitor pudesse entender sua história de amor. Fora que ele é tão genial que mesmo mandando a gente parar de ler a cada cem palavras ainda continuamos lendo até o fim da série e morrendo de raiva de seu final, sendo que ele nos avisou sobre ele desde o começo e sendo que aquele nem era o intuito da coisa pra começo de conversa. É fantástico. Genial. O melhor narrador de histórias que o mundo já viu.

0 thoughts on “Meme Literário – Parte 3

  1. Ah moça! Mas se você gostou do Lemony Snicket (eu também li a série inteirinha), vai gostar ainda mais de “Por Isso A Gente Acabou”, do Daniel Handler – que atende como Lemony. É bem adolescente.
    O que me faz abandonar um livro é a sua narrativa. pode até ser de algop que não venha a me interessar, mas, se ainda assim for mal narrado, não me convence a continuar.
    Abraços.

  2. Lemony Snicket é sensacional, mas ao contrário da Nina, eu não indicaria “Por isso a gente acabou”. Daniel Handler, logo se vê, não tem nada a ver com seu pseudônimo genial! Achei o livro mal escrito e muito fraco! Vale a pena apenas pelas ilustrações, que são fofas demais.
    E vou ficar meia hora pensando nessa questão dos personagens, hahaha.
    Beijo!

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