Mosca Morta

Nunca me esforcei pra nada. Minha vida inteira consistiu em pensar, ter ideias legais, falar para a minha mãe e, quando viável, concretizá-las. Nunca precisei correr atrás de algo para conseguir, tudo sempre foi fácil demais e nunca exigiu esforço. Minha família me chama de “mosca morta” no mínimo uma vez por dia. Eles saem e chegam em casa e sabem que se eu estiver por lá estarei em minha cama, lendo, dormindo ou assistindo a algum seriado. A pia pode estar cheia de louça e os lixos do banheiro repletos. A hora da refeição pode ter passado e a do banho também. A sede com certeza foi suprimida pela preguiça de levantar e pegar um copo de água e qualquer pensamento que envolva levantar da cama é seguido por um mar de outros pensamentos que dizem “você pode fazer isso depois, o livro está legal agora”. E enquanto isso sua mãe grita desesperadamente por ajuda para estender as roupas. Seu pai precisa de ajuda para tomar banho. Seu irmão quer ajuda para guardar as compras. Eu só respondo “não posso”. E sim, várias vezes que eles perguntam os motivos eu digo “estou com a mão no bolso”, “tenho que dormir”, “ah, vou estudar agora”. Sou uma vergonha.

Os amigos ligam e marcam programas incríveis com semanas de antecedência, passo um tempão empolgada, mas na hora a cama está muito mais atrativa do que o universo e eu penso “posso vê-los depois, posso ir a esse lugar depois” e simplesmente continuo no meu marasmo costumeiro. Eu sei que, por mais que as pessoas nos amem e digam sentir nossa falta, todo mundo é substituível em absolutamente todos os quesitos e, se nos afazeres domésticos minha mãe me substitui, sei que em todo o resto alguém também irá. Sei que por mais que eu pareça significante, ninguém de fato é. Todo mundo é capaz de sobreviver com a falta do outro, mesmo que no começo pareça impossível. Não vejo motivos para tentar. Não vejo razões para levantar da cama e fazer algo, se ali eu tenho acesso a todos os universos que quiser e ainda posso viver dormindo. Minha vida perfeita consiste em meu quarto com cortinas fechadas, meus edredons, meu computador, minha pilha de livros e um mol de chocolates. Tendo isso eu estou bem. No fim, minha mãe está certa, é muito fácil me agradar.

O psicólogo acha tudo isso um absurdo e ele passa horas, dias, anos tentando me convencer do contrário. Ele diz que é um absurdo que alguém tão inteligente, pensativo, criativo e com um potencial absurdo e um desejo abrupto de conhecer e explorar fique parado a vida inteira porque precisa encontrar um sentido pras coisas antes de fazê-las. Ele diz que eu tenho que parar de me importar com os sentidos e simplesmente ir. Quando eu vejo já pensei. Quando eu vejo já esquematizei tudo, racionalizei tudo, fiz listas, planos impossíveis e já cheguei à conclusão de que não. Não vai compensar levantar da cama hoje. Até que um dia ele me convenceu de que eu precisava ficar um tempo longe de casa. Longe da minha mãe que sempre faz tudo pra mim. A gente concluiu que eu precisava passar por uma experiência que eu dependesse de mim para sobreviver e que eu tivesse que sempre estar provando para mim mesma que eu consigo e que mesmo que não haja sentido nenhum, é muito mais legal ficar fora da cama.

Eu sempre quis acreditar nisso. Todas as viagens que eu fiz e todas as vezes que eu saio de casa com o intuito de fazer algo além da minha obrigação de todo dia, que é ir para a faculdade, é com o intuito de tentar descobrir que o mundo é legal, mesmo cheio de desgraças e que em meio a todo o mar de angústias, pessoas horríveis e coisas bizarras, existem as que valem apena. E existem. Eu sei que sim. Sei porque já vivi coisas incríveis com pessoas incríveis em lugares incríveis, mas tenho uma incrível dificuldade em acreditar que as coisas podem ser incríveis mais de uma vez. Faço a primeira e paro. Continuar parece chato e o simples fato de “parecer” me impede de continuar. Impedia.

Aqui eu não tenho escolha. Continuo a querer estar na minha cama e eu escolhi a pior cama da casa, justamente pra ver se conseguia ficar um pouco longe dela. Não consigo. Por diversas vezes eu invento desculpas e simplesmente fico dormindo. Eu me esforço. Levanto, coloco uma roupa e penteio os cabelos, faço cara de feliz e tento aproveitar e as vezes eu aproveito. Outras, tudo que consigo pensar é na cama que deixei para trás. Aqui eu não tenho muita escolha. Se eu não fizer as coisas por mim, sei que ninguém vai fazer. Procuro lugares para ir e encho o saco para me levarem, mas não sou o Sol nem da minha vida, quanto mais da dos outros. Não me é possível fazer nada sozinha, porque sair nas ruas sem um homem é um inferno, não que alguém faça algo de ruim, mas eles te olham como se você fosse um alien e eu, que já tive cabelos de todas as cores e já passei por muitas situações de gente-desconhecida-encarando e consegui chegar ao nível de não ligar, aqui me sinto um alien. Fico com vontade de me cobrir, me vestir como eles e fingir que sei falar urdu, só para me sentir um pouco mais confortável, só que não sei ser alguém sem ser eu, então sempre desisto da ideia. Quando estou sozinha, permaneço sozinha até que alguém apareça. Não quero atrapalhar as pessoas e, por favor, sozinha sempre há minha cama.

Eu não tenho um sonho definido da vida, algo como querer casar ou ser phD em algo muito emocionante, mas sonho em conseguir sair da minha inércia. Sonho em ter vontade de fazer as coisas. Em acordar empolgada para viver novas experiências. Sonho em continuar em movimento, mas em aprender a lidar comigo enquanto isso, ao invés de ficar enchendo o saco de pessoas que nada tem a ver com o que se passa na minha existência. Os afazeres domésticos são simples, realizo sem nenhum problema. As dores são lidáveis, mesmo que as vezes fortes o suficiente para me fazerem acreditar que não seria capaz de levantar nem se quisesse.

Nesse último mês eu juro que tenho tentado. Acho engraçado olhar as fotos do meu tal tumblr diário e ver a quantidade de vezes que eu saio de casa durante a semana. “Você está aí para isso”. Talvez. Mas para mim cada saída é uma vitória. Cada vez que eu consigo conversar com alguém mais de uma vez e que consigo entender um pouco o jeito que eles pensam sem achar completamente estranho me sinto um pouco melhor. Vários dos dias que eu saio é porque eu tenho vontade e vários dos dias que eu não saio é só porque não encontrei uma companhia, porque a vontade estava ali. Tenho conseguido sentir vontade. Tenho conseguido ser solícita e, de repente eu percebi que talvez não seja a pessoa horrível que sempre coloquei na minha cabeça que eu era e talvez o mundo não seja tão horrível quanto eu sempre achei que era, afinal eu estou no ~~Paquistão~~ há mais de um mês e ainda estou viva. Eu estou viva e mesmo que aqui, neste momento, meus sentimentos e opiniões e vontades não signifiquem muito, eu finalmente descobri que eles existem. Eu finalmente descobri muitas coisas que sempre estiveram ali e eu me recusei a perceber porque sou tão cega quanto qualquer outro terráqueo. E descobri que pessoas podem gostar de mim, mesmo não sendo da minha família, me vendo todos os dias e percebendo cada um dos meus inúmeros defeitos. Percebi que elas não só podem como gostam e que em cada abraço de adeus e em cada abraço de consolo e de permanência é possível sentir que isso é verdade e se isso é verdade é porque não sou o monstro que sempre achei ser. Só preciso descobrir quem eu sou de fato. Ou não preciso, talvez eu possa deixar isso pra lá e simplesmente – finalmente – viver e fazer meu psicólogo engolir o pensamento de “você dormiu tanto que só deve ter vivido por cinco anos”, talvez eu possa não dormir. Talvez eu possa realmente crer que é em mim que devo crer. De repente a mosca começou a mexer as perninhas e está naquele estágio de quase-renascência. Um dia talvez ela voe. Espero que voe. Eu finalmente estou tentando. E dessa vez não pretendo parar.

13 thoughts on “Mosca Morta

  1. Eis um post muito visceral e difícil de comentar. Mas vamos lá.
    Se tem algo mais difícil do que conviver com a própria vontade de não sair da cama, é conviver com ela e com todo mundo dizendo que você precisa muda porque você vive errado. Claro, se isso te incomoda, se isso te paralisa, tem mesmo que mudar. Mas não sou eu ou o seu psicólogo ou qualquer outra pessoa a te dizer isso, é você mesma. Enquanto isso não partir de dentro de você, nenhuma mudança efetiva é possível. Até porque até o momento em que você não se incomoda com isso, não há NADA de errado. Cada um vive a vida da maneira que sentir que deve. Se fôssemos levar em consideração um parâmetro de emoções que toda pessoa deveria sentir por dia pra significar que a vida dela é válida, todos estaríamos condenados a vidas vazias e sem significado porque Chris McCandless existiu. E nenhuma voltinha no parque com os amigos pode ser comparada à experiência dele. Só que essa é a chave. Não é preciso comparar. Comparação é nociva. Você viveu muito mais que cinco anos e não é uma outra pessoa que precisa validar as SUAS experiências.
    O termo “mosca morta” sempre me deu ânsia. Acho ridículo, sabe? Acho sempre ridículo quando alguém quer olhar pra uma pessoa e fingir entender tudo que ela sente, sentiu, pensa, pensou… A gente não entende! Por isso a gente não tem direito de julgar, é tão simples.
    Eu te acho uma pessoa muito corajosa, muito mesmo. Tenho certeza que você tá sendo uma heroína aí no Paquistão, lidando com suas questões interiores todo dia e superando elas, conseguindo lidar com elas.
    Não deixa ninguém te dizer o contrário, porque é só cagação de regra na vida alheia.
    Beijo <3

  2. Paquistão, May!!?? Em que parte do planeta eu estava que não sabia que vc estava aí? É intercâmbio? Bom, o teu exto me deixou sem palavras por que me I muito em cada linha aí de cima. Sou exatamente como você escreveu nos primeiros parágrafos, mas no meu caso eu já percebi que ficar em casa me faz mal. Funciono melhor longe das minhas raízes. Espero que vc se encontre por aí! Beijão!

  3. Ai Mayroca, me vi muito no seu texto, pra variar.
    Eu também tenho essa inércia, sabe? Sempre tive uma dificuldade imensa em sair da minha zona de conforto, porque é tão quentinho e aconchegante dentro dela. Não passei por uma situação extrema como a sua, de ir para um país distante e ter que viver por sua própria conta, mas algo que me doeu muito e que me forçou a sair da casca foi justamente ver que uma hora as pessoas cansam de te esperar. Meus amigos da faculdade são muito diferentes de mim, eles são aquelas pessoas que saem quinta, sexta, sábado e até domingo, se brincar. São aquelas pessoas que se martirizam se não tem uma festa pra ir no fim de semana e não veem problemas em ficar bebendo até 3 da manhã mesmo com aula no dia seguinte. E gente, eu sou eu, né. Tava tão segura com essa ideia, tão confortável, que nunca fiz uma força pra acompanhá-los, nunca fiz questão das festas, nem de dar aquela passadinha no bar depois da aula, uma horinha que fosse. E depois de um tempo eu vi que eles pararam de me chamar e que existia todo um universo de histórias, conversas e piadas internas que eu perdia porque nunca estava lá. Nem conseguia culpá-los por isso, porque eu também não faria questão de uma pessoa que claramente não faz questão de estar presente. Então comecei a fazer uma forcinha pra participar mais e é realmente um esforço. Antes de sair eu SEMPRE estou desanimada, pensando em desculpas pra não ir, torcendo pra cair uma tempestade e todo mundo desistir, etc. SEMPRE. Mas quando eu consigo ultrapassar essa barreira e ir, eventualmente eu consigo me divertir e ver que a vida é bem mais legal com eles, quando eu ouço a histórias e sei do que eles estão falando, e participo delas, enfim… Sair da casca nunca é fácil e acho que para algumas pessoas (tipo a gente) é bem mais difícil do que pra outras. Lembro que na última semana de aula antes do recesso do Natal eu tive festa todos os dias. E ali pela quarta-feira minha mãe chegou em casa e eu tava me maquiando chorando porque EU NÃO QUERIA IR, mas eu sabia que eu tinha que ir. Fui praticamente arrastada, e foi uma das melhores noites ever.
    Então, não desiste. Como a Milena disse, você tá no PAQUISTÃO!!!! Se isso não é coragem e força de vontade, eu não sei o que é.
    E leia Fangirl. Acho que você vai gostar muito. Vai doer um pouquinho, mas vale a pena demais.
    Amo você!
    beijones <3

  4. Me identifiquei muito com o começo do seu post, dessa inércia absoluta que eu também tenho dentro de mim. E acredita que eu achei que você, de todas as pessoas, fosse o exato oposto disso? Não sei, talvez pelos cabelos hahaha, pela espontâneidade, sempre te achei muito espírito livre e imaginei que você fosse daquelas pessoas que VAI. Diferente de mim, que sempre invento uma desculpa, e nunca vou.

    Que bom que você está mudando, e não desista! Tenho certeza que no final dessa experiência você terá mudado bastante, e para melhor, claro. E Mayra, você está no PAQUISTÃO! De todos os lugares do mundo, hahaha!

    Esse ano eu decidi que vou tentar participar mais também. Então, vamos?

    Beijoooo!
    Amo você!

  5. Confesso que li esse texto todo pensando e focando no fato de que por mais preguiçosinha que você seja você nunca rejeitou sair comigo quando eu invento nossos cinemas aleatórios! HEHEHE, te amo! E to doida pra você voltar logo do Paquistão, achei pesado seu Paquistão ser na semana da minha formatura, humpf. Tenho certeza que essa viagem está sendo um combo de aprendizados indescritíveis, e achei lindo você se enfiar nisso. Eu sou meio fresca, meio viciada em rotina e em coisas dando certinho.. Não sei se me atreveria. Beijo!

  6. Nossa, May, me identifiquei muito. Eu sou mosca morta e ponto. Só que em vez da cama eu uso o sofá. Eu vejo e me indigno com quanto minha mãe é explorada e carrega a casa nas costas – eu sempre prometo me esforçar pra ajudar, mas na maioria das vezes não consigo sair do sofá. Eu vou à faculdade e ao trabalho todos os dias, mas é por obrigação. Falta vontade – ou pior, SOBRA vontade de ficar no meu sofá, fazendo qualquer coisa que não requeira sair dele. Fico muito feliz que você esteja conseguindo reagir, May. Te admiro demais por tomar uma atitude e ir pro PAQUISTÃO e fazer todas essas coisas incríveis. Eu sei que não convivo com você diariamente, mas eu sei que eu gosto de você com ou sem defeitos – porque se eu precisasse de alguém perfeito para gostar, não gostaria de ninguém. Estou com saudades, viu? Bjos.

  7. Maymay,
    Em várias passagens do seu texto, eu me encontrei. Mas, estou há um tempinho tentando mudar. E já melhorei muito. Acredito sim que vai conseguir, principalmente que o Paquistão lhe trará outras leituras do mundo, que talvez antes, esteja te faltando.

  8. Me identifiquei tanto que fico pensando: será essa uma característica das novas gerações? A gente tem tudo o que precisa dentro do quarto! É até compreensível só sairmos dele por obrigação. Também sonho em conseguir sair da minha inércia particular e encarar o mundo. Do que será que eu tenho medo? Vivo me questionando. Mas infelizmente meus planos quase nunca saem do papel. Vai ver eu prefira sempre o mais fácil. Quero muito conseguir um dia.

    Por isso, morro de orgulho dessa sua jornada no Paquistão (!!!!!!) porque, quer saber de uma coisa, sinto que até sua escrita amadureceu. E crescer, apesar de doer, faz um bem danado também. É um despertar necessário e cheio de vantagens. Torço por você, sempre.

    Amei esse texto, tava com saudade de te ler <3 Beijo, Mayrinha!

  9. Mayra… seus textos…….. eu amo seus textos… oh meu deus
    as pessoas dizem que é difícil explicar sentimentos, mas você faz com que isso pareça tão fácil, sabe? expor essas coisas assim, com palavras…

    “Cada vez que eu consigo conversar com alguém mais de uma vez e que consigo entender um pouco o jeito que eles pensam sem achar completamente estranho me sinto um pouco melhor.”

    pode parecer loucura da minha cabeça (ou não), mas eu parei de cobrar das pessoas depois que dei conta disso. eu também me sentia assim, Mayra, mas não por mim… por alguém, alguém que eu realmente amava, mesmo que não do jeito budista de ser, mas alguém que eu achava ser o dono da verdade. e a verdade era essa descrita no texto.

    mas eu não sou assim. vai ser gay falar isso, mas eu sou um pássaro querendo voar. e eu estou voando, desde o dia em que eu cortei essa corda que me prendia a ele e a tudo o que eu NÃO concordava. achei que fosse impossível. eu olhava pros lados e via todo mundo parecendo tão livre enquanto eu estava lá, acorrentada nas tais ‘verdades’.

    aí eu vi um abismo.
    aí eu pulei.
    aí eu chorei, gritei, ninguém pareceu me ouvir e eu pensei que tivesse feito a maior cagada da minha vida.
    aí eu fui forte.
    aí eu percebi que não devo apoiar minha vida/minhas ideias em cima de ninguém.
    aí eu percebi que as pessoas não são pra sempre, e que a vida é mais efêmera do que eu pensava.
    aí eu percebi que amigos não são pessoas que devem estar 24h disponíveis a nos compreender, nem 100% prontos pra nos ouvir.
    aí eu percebi que sou muito, inexplicavelmente, mais forte do que eu achava que era.

    aí eu comecei a viver, independentemente de qualquer opinião. e eu voei.
    e mesmo nunca tendo te visto, eu espero que você também voe, Mayra. de coração.

    sinta-se abraçada.

  10. May, eu fico impressionada com o dom que você tem de se expressar. Honestamente, acho que você é uma das pessoas que eu conheço que melhor sabe se colocar nas palavras, sem amarras, sem pudor, só sendo.
    É engraçado se reconhecer em um texto assim tão autoral. Porque eu sou uma mosca morta, amiga. Literalmente falando. Poucas coisas me agradam tanto quanto meu mundo particular, meus livros, minhas séries, minhas próprias vozes. Fiquei tanto tempo querendo criar asas em um relacionamento – vivi brigando com meu ex namorado porque eu queria e precisava sair – e quando me vi sozinha entendi o quanto eu gosto de ficar enclausurada.
    Você tem muito mais asas do que eu, May! Você foi pro Paquistão (pelamordeDeus, Paquistão!) e está criando tudo aí na cara e na coragem. Quando eu crescer quero ser que nem você!

  11. Uau, um post que foi pra mim, um soco no estômago.
    Irei redefinir meu conceito de antissocial haha
    Acho que cada um tem seu ritmo, seu momento. Você é MUITO jovem, e por mais que na sua idade eu tivesse despirocando por aí, entendo que você tem seu jeito, seu ritmo. É claro que ficar trancada no quarto o tempo todo não é bom, porque sua vida vai passar e vc nao vai ter feito mta coisa (e acredite, tem muita coisa boa lá fora).
    Qualquer momento uma mudança pode acontecer, um alguém que te inspire, que te mova, algo que mude sua maneira de ver a vida, enfim… Como eu disse, despiroquei mto na sua idade e hoje sou super antissocial, reservada e tals. Tudo muda, mas o importante é que mude dentro de você em primeiro lugar e que vc faça escolhas qe te façam bem;
    Ps: adorei sua lista de blogs, que inclusive conheço a maioria, vou visitar outros.

    BJs

  12. Talvez você só precise do estímulo certo. Digo, estender as roupas e guardar coisas não são tarefas interessantes. Eu sei que você também citou seus amigos e “programas incríveis”, mas se o livro parece mais atrativo – é porque é mais atrativo mesmo. Pelo menos pra você.
    Por mais animada que você fique, mudar de ideia mostra que você não quer realmente ir. Existem pessoas que realmente são mais “morca morta” que outras. Que realmente não lutam muito pelas coisas, aceitam e se acomodam no que der e tal. Mas “não sai”, “não arrumar nada” essas coisas não são grandes batalhas da sua vida. São apenas escolhas. E por mais que você julgue suas próprias escolhas erradas, elas são suas. Se você conseguir mudar, parabéns, se não, pense nisso.
    Você diz que queria fazer algo, mas logo depois diz que precisa encontrar um sentido pras coisas antes de fazê-las. Isso é uma coisa da sua personalidade. Entenda isso, aceite isso, e aí – só aí – tente lidar com isso.
    De qualquer forma, boa sorte.

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