Ode ao Amor

Hoje é dia de ovacionar alguma coisa, pelo menos foi o que eu e um grupo de blogueiras combinamos. Passei, portanto, o dia inteiro pensando a que dedicaria meu texto. Pensei no chocolate, sempre delicioso, presente e capaz de gerar êxtase mesmo nos momentos mais depressivos da minha vida, pensei no pão de queijo, aquele bem quentinho e delicioso preparado pela minha mãe, pensei também na pamonha e em todas as delícias que podem ser produzidas por grãos de milho e então resolvi fugir do tema “comida“. Comecei a pensar nos meus filmes favoritos, nos meus diretores favoritos, escrevi mentalmente um texto lindo para o Tim Burton, ovacionando junto com ele a magnífica Helena Bonham Carter e o incomparável Johnny Depp, mas pensei que homenageá-los em um texto conjunto não seria o suficiente. Mudei então o foco e comecei a pensar em lugares visitados pela minha pessoa e que me causaram boas sensações, comecei a pensar em pessoas que me trazem boas lembranças e boas sensações, comecei a pensar em épocas específicas da minha vida e aventuras passadas nelas, pensei em muitas coisas! Devo ter escrito mentalmente mais de 20 textos. Sim, porque depois de todos esses temas comecei a pensar nas músicas, nos meus cantores, nas minhas letras e nas minhas melodias preferidas, então abrangi temas fúteis como minhas roupas favoritas e depois temas mais abstratos, como o número 5 (meu número da sorte) e depois de passar horas a fio pensando, repensando, planejando e replanejando o que escrever em um texto de homenagem a algo, retornei ao tema mais simples e básico de todos.

Porque se eu não amasse cada uma dessas coisas jamais teria sequer cogitado a possibilidade de ovacioná-las.

E foi aí que eu percebi que é o amor que me move, que cada passo que dou em minha vida é impulsionado por amor a alguma coisa. Percebi que todos os meus planos e metas são fundamentalmente baseados no amor. Enquanto jovens pré-vestibulandos planejam suas vidas pensando no retorno financeiro de seu futuro, eu só quero saber de fazer algo que permita-me amar e ser amada. Não me importo em ser pobre, feia, gorda ou doente, desde que eu seja livre para amar tudo o que eu resolver amar.

Então parei para pensar e concluí que o mundo de hoje é muito fechado para pessoas como eu. Enquanto eu saio amando todas as pessoas simplesmente por sorrirem e serem gentis comigo, os outros saem odiando a qualquer um que não sorria para eles por um dia. Eu não, se eu amo alguém eu sempre vou amar esse alguém, mesmo que ele passe a ser totalmente o oposto do que um dia foi, mesmo que passe a me maltratar e que vire um completo trouxa segundo o meu ponto de vista, porque essa pessoa me proporcionou coisas boas e ao amar os momentos que passamos juntos, estou amando nem que seja um mínimo pedaço dela.

Percebi que sou uma pessoa completamente passional, movida ao amor, literalmente. Percebi que se eu não me sinto confortável, bem, se certa coisa não me agrega nada de agradável eu vou logo descartando. Sou dessas que mantém por perto somente o que lhe engrandece, convive somente com quem se é capaz de amar. Eu amo. Amo muito. Sei que é perigoso fazer isso em um mundo como o de hoje, mas não me importo, morrer por amor continua sendo a melhor maneira de morrer.

É por isso que eu gosto tanto de Beatles, eles me entendem. Eles entendem que tudo que precisamos é de amor. Eles me impulsionam e me motivam a continuar acreditando nisso. É por isso também que gosto tanto de estudar o romantismo, aquelas pessoas eram capazes de cometerem suícidios após escreverem livros lindos e perceberem que no mundo real nem um oitavo daquilo seria possível.

Então eu resolvi homenagear o amor, que segundo Empédocles (um filósofo clássico grego) é a força que une os quatro elementos e é dele que derivam todas as coisas unidas que conhecemos.

Resolvi homenagear o amor porque sem ele eu não seria nada.

Resolvi homenagear o amor porque sem ele o mundo não seria nada.

Resolvi homenagear o amor porque é disso que estamos precisando.

Resolvi homenagear o amor porque não tenho a menor vergonha de dizer que eu amo a quantidade absurda de coisas, pessoas, sentimentos, momentos, comidas, cheiros, gostos e toques que eu amo.

Resolvi homenagear o amor porque ele merece, ele é suficiente.

E, como em uma peça teatral que eu vi anos atrás, digo-lhes: Ode ao Amor, seja como for.

0 thoughts on “Ode ao Amor

  1. Posso falar? Quando li o título do seu meme já me apaixonei. Porque, você sabe, que, assim como você, EU ME APAIXONO. Eu achava isso legal, até chegar o semestre passado e tia Airen EMBASAR a paixão como sendo a chave de tudo, e aí, pronto! PAIXÃO, PAIXÃO, PAIXÃO! AMOR, AMOR, AMOR! ISSO É A BASE DE TUDO!
    E você me ganhou aqui: “Porque se eu não amasse cada uma dessas coisas jamais teria sequer cogitado a possibilidade de ovacioná-las.”.
    Realmente, fiquei sem palavras.
    Te amo, pequenininha!

  2. Ai que ode mais linda! Ontem eu passei por uns problemas, sabe, por conta de gente maldosa… e eu fiquei um pouco desesperada perdendo a fé nas coisas boas da vida. Sei lá, existe tanta gente RUIM nesse mundo disposta a fazer com que a gente se sinta um lixo que dá até uma pontada de tristeza. Mas, quando acordei hoje cedo, olhei pro céu lindo num tom de azul claro, pro meu cachorrinho, pra minha mãe… meio que percebi que a vida é pra ser vivida além das coisas ruins, que o amor é maior do que qualquer coisa – por mais clichê que isso pareça. Falar de amor é clichê, mas vivê-lo NUNCA será! Beijos.

  3. Vou homenagear o amor também porque “VOCÊ É FRUTO DE UM GRANDE AMOR” … sem o amor não somos nada, sou e vivo o amor no meu dia a dia. O Amor é lindo!

  4. Não poderia existir tema melhor para que se houvesse uma ode. E, por incrível que pareça, jamais vi uma ode nesse mundo blogueiro com um tema tão simples e complexo como o amor.
    Amor é dedicação pura. Mas também é amor solitário. É nosso, de tudos, único bem a ser distribuído, necessidade, assiduidade. Amor, assunto eterno e inexplicável!

  5. Também sou dessas May. Me apego muito fácil às coisas e amo tudo com muita intensidade. O que me move ainda é a vontade de vencer, de provar que eu sou capaz, mas ainda tenho tempo pra mudar. O amor me mantém firme nessa jornada, mas não é o que me move. Ainda.

    Adorei o jeito que você escreveu. Sério mesmo.

    Beijos!

  6. O amor. Simples, fácil e prático. Sem o amor eu nada seria. Amo meus pais e amo um garoto (sim, ele é apenas um garoto) e mesmo ele não me amando, eu o amaria de qualquer forma. Lindo texto, o amor move o mundo *-*

  7. Eu ia falar dos Beatles e All You Need Is Love, mas como você já falou, lembrei de outra coisa; “Ainda que eu falasse a língua dos homens e falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria”, trechinho de Monte Castelo, do Los Hermanos, inspirado nas passagens do livro de Coríntios, da Bíblia.
    beijo

Comentários: