Parem de tentar comparar o que é incomparável!

(10/17)

(Daqui)

Se nem Star Wars não conseguiu superá-lo, não será uma trilogia qualquer que conseguirá. O fato é que Harry Potter é inalcançável, não adianta tentar superá-lo. É impossível. Foram oito filmes que por mais de uma década dominaram os cinemas do mundo inteiro. Não há quem nunca tenha ouvido falar no pequeno bruxo, mesmo que não saiba sua história ou diga desgostá-la mesmo sem nunca tê-la visto. Mas as pessoas insistem em criar concorrentes. Foi assim com Crepúsculo que logo teve fama de “saga mundial” e mesmo tendo sido conhecido em muitos lugares, não superou a série épica supracitada. Eles até transformaram o último livro em dois filmes, mas mesmo assim só terão cinco curtas-metragens. Nenhuma série tem oito filmes com no mínimo duas horas cada, não enjoativos, super produzidos, com atuações brilhantes e roteiro inigualável. Nenhuma.

Daí eu vou ao cinema nas férias, meu passatempo preferido nas mesmas, diga-se de passagem, e todas as vezes vejo um trailler em que uma garota grita “I volunteer as tribute” e diz que é de uma trilogia que virou “mania mundial” – eu nunca tinha ouvido falar – e que depois de Harry Potter e Crepúsculo, veio para dominar. Fiquei curiosa simplesmente pelo fato de ter Josh Hutcherson no elenco. Ele estrelou dois dos meus filmes preferidos, tinha crédito para comigo. Não questiono sua atuação, muito pelo contrário. Ele e Jennifer Lawrance foram brilhantes, mas, sinceramente? Esperava muito mais dos tais “Jogos Vorazes”. Nessas mesmas férias vi a estreia de outra trilogia “Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres” e se o título de “mania mundial” dependesse apenas de mim, certamente Millennium ganharia. Porque aquele filme é fantástico. Meio longo e cansativo em alguns momentos, mas extremamente bem feito, surpreendente e encantador. Assistiria mil vezes e não enjoaria e saí de lá morrendo de vontade de ver os próximos da saga e até ler os livros se for possível. Isso não ocorreu com os Jogos Vorazes. O trailler conta praticamente tudo que vai acontecer no filme, não há surpresa nenhuma. Na verdade, a minha maior surpresa foi ver a menina que fez “A Orfã” no elenco, porque de resto foi tudo óbvio. Nem a trilha sonora me encantou. Achei uma história banal que poderia ter saído da cabeça de qualquer um, sem personagens geniais ou maravilhas cinematográficas. Não me transmitiu sentimento algum, sendo a parte em que uma menina morre o momento mais emocionante e não quando o casal fica junto ou se dispõe a morrer junto. Os sentimentos eram falsos e forçados. Não convincentes. Tristes. Enquanto isso, Harry Potter é uma história de amor!! A melhor coisa do filme, aliás, foi a maquiagem e o estilo das pessoas, que tinham cabelos e sobrancelhas coloridas, unhas fantásticas e roupas futuristas sem serem toscamente desenhadas. Achei besta o fato de ser um local super tecnológico e tal e eles se depilarem com cera quente e tirarem sobrancelha com pinça. E na real não curto esses filmes que se passam no futuro. Achei a ambientação muito superficial e a história terminou no final do filme. Nenhum suspense! Nada que eu precise ver o outro filme para desvendar, nada. Se eu quiser terminar minha experiência ali, eu posso. E jamais perderia meu tempo lendo um livro de 400 páginas que conta simplesmente aquela história. Ler um livro que conta a história de uma guerra real é muito mais interessante. Sem brincadeira.

Sinceramente, senti-me desolada pelo fato de terem comparado HARRY POTTER com aquilo. Podiam ter comparado qualquer coisa, menos o meu queridinho das sagas mundiais. Nada jamais chegará aos pés de Daniel, Rupert e Emma, atuando na brilhante história de J.K. Rowling. Acho que as pessoas deviam simplesmente desistir porque eu me irrito demais com isso. Impossível que a adolescência de hoje se contente com uma história dessas. Sério.

Mas vejam bem, não estou dizendo que o filme é péssimo e não deveria existir, ele é até legalzinho, só não bom o suficiente para ser a nova sensação dos cinemas. Não mesmo. Até Edward Cullen brilhando é melhor do que aquilo. Josh devia ter continuado a fazer romances infantis fofos e Jennifer devia ser a Mística por um bom tempo ainda. 144 minutos da minha vida que teriam sido bem melhores gastos com outra coisa. Na real, só valeu a pena porque fui com as minhas amigas e porque custou só R$3,50. Reprovado.

E depois dessa alugarei HP no feriado e repetirei para mim mesma mais mil vezes se forem necessários, que nada jamais se equipará àquela obra de arte.

 

(Daqui)

Meus filhos serão Pottermaníacos.

0 thoughts on “Parem de tentar comparar o que é incomparável!

  1. Confesso, nunca fui muito fã de Harry Potter mas também não consigo entender como qualquer sequenciazinha de livros vira a “referência de uma geração” e afins. Por exemplo, Harry Potter foi lançado, as pessoas leram, gostaram, assistiram e depois veio aquele friozinho na barriga porque o último livro ainda não tinha sido lançado. Os fãs criaram expectativas, eles tinham alguma coisa com a qual se surpreender. Além do enredo, acho que também foi isso que fez com que as pessoas se interessassem pelos livros/filmes. Era imprevisível, não tava na cara o que ia acontecer. Poxa, foram bem uns 10 anos. Não é coisa pra ser substituída por uns 3 livrinhos com uma histórinha meia-boca (não quero julgar por que ainda não tive oportunidade de ler Hunger Games) e uma adaptação cinematográfica que provavelmente “assassinou” o livro.

  2. Harry Potter já virou lenda não adianta, apesar de nunca ter lido, acredito que não haverá outro igual, contando a popularidade entre livros e filmes, é inalcansável…
    Beijos

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