Hoje é quarta-feira, típico dia de prova, mas eu não tive prova! Então, fui aproveitar meu dia livre fazendo a melhor coisa que existe para ser feita: Cinema.

Fui com a minha mãe, eterna companheira para todas as horas, mas não sabíamos que filme assistir. Ao chegarmos ao cinema e verificarmos os horários, percebemos que o único que passaria em uma hora plausível seria o tal “Sucker Punch – Mundo Surreal”, sem fazer a menor ideia sobre o que o filme se tratava, resolvemos comprar os ingressos e embarcar nesta grande aventura.

A grande surpresa foi desvendar um filme cheio de mistérios e com uma não-linearidade invejável e linda. Fantasias e lições que foram embaladas com, nada mais nada menos, que “Where is my mind?”, mas não na versão do The Pixies, uma versão completamente inusitada e interessante. No meio do filme ainda tivemos “White Rabbit”, do cd Almost Alice e essas duas músicas significam tanto para mim que só por o filme contê-las já foi o máximo.

Além disso o quinteto principal era formado por atrizes extremamente lindas, dando ênfase para a magnífica Emily Browning que tem um rostinho de boneca que parece animação, mas ela é real. Extremamente fofa e os cílios postiços dela eram INVEJÁVEIS.

A história do filme é deveras interessante. Começa com a trágica história de vida de Babydoll e ela acaba sendo levada para uma clínica de recuperação para doentes mentais, que na verdade é uma boate onde as meninas levadas para a recuperação são obrigadas a dançar sensualmente e outras coisitchas más. A personagem principal vai ser vendida para um cara extremamente rico e assim está fardada a ter sua liberdade contida para sempre. Então ela resolve se juntar às outras meninas para fugir da clínica. O detalhe é que ela descobre ser uma dançarina explêndida, mas enquanto dança sua mente viaja para um mundo surreal onde coisas extraordinárias acontecem. As coisas que acontecem no mundo surreal acabam acontecendo no mundo real também, mas de uma maneira mais subjetiva.

É um filme cheio de grandes sacadas, com efeitos especiais muito bons e uma narração extremamente envolvente.

Para melhorar, quando o filme termina te deixa com um bom tema para refletir e um grande impulso para mudar sua vida.

Mas, fui pesquisar sobre o filme e encontrei a seguinte sinopse: “Durante os anos 1950, uma garota é internada em uma instituição mental por seu perverso padrasto, onde passará por uma lobotomia dentro de cinco dias. Durante esse tempo, a moça começa a imaginar uma realidade alternativa, em que precisa roubar cinco objetos para fugir de um homem desprezível.”

Então não sei se fiz a leitura correta do enredo, para mim significou algo completamente diferente e muito mais profundo do que a sinopse pode nos fazer pensar.

Achei uma mistura bastante interessante entre os sangrentos filmes de Tarantino, o efeito reflexivo clássico de “Fight Club”, o mundo extraordinário e mágico de “Alice in Wonderland” e até um pouquinho de “Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembrança”.

Garanto que se meu professor de sociologia o assistisse, diria que é “mais do mesmo” e realmente é, mas é aquele “mesmo” que a gente precisa ver várias vezes para poder fixar e resolver agir sobre.

Vale a pena.

0 thoughts on “Relatos de uma filmemaníaca.

  1. Uau. Sabe que quando vi o cartaz do filme não chamou muito minha atenção e eu estava realmente esperando alguém que já viu comentar sobre. Me deu muita vontade de ver, mas acho que terei que esperar sair do cinema, porque né…dinheiro zero. hahaha.

    Beijo!

Comentários: