[RESENHA] Mad Max (1979)

Características Técnicas

      Mad Max é uma produção australiana, de 1979. Com direção e roteiro de George Miller, produção de Byron Kennedy e música de Brian May, o filme tem 88 minutos e foi distribuído pela Village Roadshow Pictures. Custou cerca de 400 mil dólares australianos para ser produzido e rendeu cerca de 100 milhões de dólares americanos. Foi continuado por mais dois filmes, formando uma trilogia. Em 2015, um quarto filme da saga foi lançado, dessa vez sendo estrelado por uma mulher.

      O primeiro filme contou com Mel Gibson como protagonista, acompanhado por Joanne Samuel, David Cameron, Hugh Keays-Byrne. Ganhou o prêmio Australian Film Institute nas categorias de edição, som e trilha sonora.

Enredo

      A história se passa num futuro não muito distante, pós-apocalíptico e onde as leis australianas estão um caos. Max Rockatansky (Mel Gibson) é patrulheiro da Polícia Central e, junto com seu parceiro, Goose, tentam derrotar a gangue de motocicletas Nightrider, liderada por Bubba Zanetti e Toecutter. Max é casado com Jessie e eles têm um filho pequeno.

      Goose acaba sofrendo um grave acidente e sendo fortemente queimado, após uma tentativa de parar a gangue. Isso faz com que Max fique bastante abalado e peça para ficar um tempo fora da polícia. Nesse tempo longe, ele e sua família aproveitam para viajar e visitar parentes. No entanto, a viagem não é tão tranquila quanto esperavam.

      O grande estopim da história acontece e faz com que Max fique ainda mais revoltado e bravo com os motociclistas, incorporando o “Mad” que antecede seu nome no título do filme. Ele volta para a polícia e, auxiliado de armamentos e um carro inovador, volta-se para uma perseguição assídua da referida gangue.

O que eu achei do filme

     O filme acaba sendo engraçado de ser assistido atualmente. Os efeitos, roupas, fala e trilha sonora remontam a uma outra época. O mesmo ocorre com a ambientação e os automóveis utilizados. É um tanto cômico ver um filme que pretensamente se passaria no futuro, utilizando artifícios de faroeste e coisas muito próximas das que realmente existiam em 1979. Mel Gibson na flor da idade é um caso à parte.

        Fui levada a ver o filme porque tenho curiosidade em assistir ao que foi lançado no ano passado e não vejo sentido em ver o 4º filme de uma série sem ter visto os três primeiros – mesmo que me digam ser possível entender o quarto sem isso. Porém, com toda a repercussão que o último filme teve, eu esperava mais do primeiro. Não tanto da história, mas da composição do universo. Várias coisas são passadas de forma confusa, enquanto grande parte ocorre de forma absurdamente óbvia. Há cenas muito emblemáticas e bacanas, não há como negar. É possível sentir um tanto do sofrimento dos personagens e torcer pela vitória da polícia.

       Há um momento de bastante empoderamento no filme, mas ele logo é suprimido e o que ganha foco é a revolta de Max. Só que isso só ocorre mais próximo do final do filme. Acredito que o estopim poderia ter sido antes e o desfecho poderia ter sido melhor trabalhado. Da forma como foi colocado, Max acaba sendo um bunda mole fujão até perto do final. E o estopim para toda essa revolta acaba sendo mais cruel do que seria necessário. 

      Terminando o filme, fiquei mais curiosa ainda para saber o que ocorre nos filmes que o sucedem, pois a história ali foi bem fechada – apesar dos pesares. Pretendo assistir aos outros filmes em breve e venho relatar minhas opiniões assim que isso ocorrer.

2 thoughts on “[RESENHA] Mad Max (1979)

  1. Achei esse de 1979 o melhor da franquia. Gostei do figurino punk, dos personagens caricatas em uma Austrália pré-apocalíptica rural distópica. Engraçado não! Achei cru e com uma certa dose de sadismo em alguns momentos e personagens. Muito a frente de sua época, é assim que vejo Mad Max 1.

    Para quem gosta dessas películas atuais de ação com muita pancadaria e uniformes coladinhos no corpo (meio viadaço), não vai gostar desse filme setentista.

    1. É bastante cru mesmo! Por isso fiquei curiosa em ver o que acontecem nos filmes que o sucedem. Achei “engraçado” justamente pelo estranhamento que causa em assistir uma estética dos anos 70 estando em 2016, mas o filme não é engraçado no quesito ser uma comédia. Tem um sadismo cômico, mas não muito além disso.

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