1 Setembro

Em 2011 resolveram que iam voltar a fazer Rock in Rios no Rio de Janeiro. Frustrada fiquei pois não era viva em 1985 e jamais poderia ir a um show do meu amado e idolatrado Freddie Mercury gatão. Porém, no entanto, todavia, eles trouxeram System of a Down. Vulgo uma das minhas bandas preferidas graças à influências brotherísticas. É claro que meu irmão foi ao show deles em São Paulo e não me levou porque queria participar do mosh e não dava pra fazer isso e tomar conta de mim, pobre e vulnerável menina de dezessete anos. Frustrei-me novamente e passei a noite assistindo SOAD e Slipknot na minha televisão, cantando todas as músicas e surtando loucamente.

Não me imaginava no Rock in Rio. Minha mãe jamais deixaria que eu fosse. Eu sempre quis ir ao Rio de Janeiro, pra conhecer mesmo. Parece lindo e eu conheço tantos lugares desse país que me sentia mal por não conhecer o mais famoso. Mas nunca dava certo de irmos em família e eu praticamente desisti. Então no começo de Outubro do ano passado uma menina da minha sala disse que queria muito comprar o Rock in Rio Card porque o cantor preferido dela, Bruce Springsteen, estava vindo ao festival. Fui ver do que se tratava esse cartão, achei o preço do ingresso super camarada e como minha mãe tinha me dado ingresso pra um show que havia sido cancelado, falei para ela comprar esse para mim. Disse que ficaria na casa de uma amiga e que daria tudo certo. Então fui correndo perguntar pra Paloma se poderia ficar na casa dela, peguei o cartão de crédito da mamãe e meus documentos e efetuei a compra menos de cinco minutos após sua abertura. Até então não havia nenhum show que eu quisesse ir, mas isso era o que menos importava. Eu iria para o Rio. Eu iria para o Rock in Rio. Eu conheceria a Paloma.

O cartão chegou todo lindo, a lineup saiu, a única banda que eu conhecia e gostava era Offspring e eles caíram no mesmo dia que um tributo ao Raul Seixas, Muse e a querida e amada Florence e sua máquina. Escolhi esse dia e fiquei na expectativa para Paloma também escolhê-lo, caso contrário minha mãe não deixaria eu ir de maneira alguma. E ela escolheu. E a gente começou a planejar. E o dia de comprar as passagens nunca chegava, mas ele chegou. E quando chegou eu já sabia que não ia ter aula nas sextas-feiras, então poderia passar três dias inteiros naquelas terras aparentemente lindas. E eu já nem me importava com o festival, porque a ansiedade por estar no Rio ao lado das cariocas mais fofas que conheço já me bastava.

E Setembro chegou.

0 thoughts on “1 Setembro

  1. Ai, gente. Esse final de semana foi um universo paralelo tão incrível que a realidade está impressionantemente irritante! E o pior: Vai chover a semana inteira. Pelo menos vamos reafirmar os momentos RiR escrevendo os textos! *_*
    Beijo! <3

  2. Ai, cada vez que eu leio um texto de vocês sobre o RiR eu deprimo mais um pouco. Minha vontade era trancar todas vocês no meu quarto e a gente ficar pra sempre fazendo folia e perturbando os vizinhos. O Rio de Janeiro não é o mesmo sem vocês aqui. E agora eu quero escrever sobre o fim de semana também!

    Um abraço bem forte, mesmo que à distância <3

  3. Tô amando ler a histórias de Rock in Rio de você e da Analu (e agora quero de Paloma também!), apesar de tooooooodo o recalque que senti o fim de semana inteiro de vocês juntinhas foliando sem eu no meio.
    No aguardo dos próximos capítulos (e de um dia dividir um festival dos sonhos com você!)
    Beijo <3

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