BEDA #3 – Maldito Vídeo

Esse texto tinha tudo pra ser legal e divertido. A ideia era contar a história do dia que resolvi tomar drinks, o que nunca tinha me acontecido.  Para dar mais vericidade ao fato, minha amiga filmou o momento em que experimentei um coquetel molotov, que o cardápio se recusava a dizer os ingredientes. Eu, tomando algo que não fazia ideia do que era feito já era histórico por si só. Só que a parada teve todo um visual arrojado e o vídeo ficou divertido e eu pensei: pronto, vou colocar o vídeo no blog com uma descrição de como é legal vencer as próprias barreiras vez ou outra.

Acordei e mandei mensagem pedindo pra ela me mandar o vídeo, já que era grande demais para o whatsapp. Ela disse que tentaria por email, facebook ou qualquer uma das tecnologias disponíveis. E foi assim que eu passei o dia inteiro esperando o vídeo, que estava há horas no dropbox upando enquanto o site dizia que faltavam “26 minutos”. Os tais vinte e seis minutos duraram mais de cinco horas, que foi quando falei para ela desistir e tentar pelo google drive. Não dava. Aí ela foi olhar o tamanho do vídeo e tinha mais de 100mb. Um vídeo de menos de dois minutos.

Rimos absurdamente da nossa desgraça e da vitória irreverente da tecnologia em prol de nós e me veio em mente que ops, era só diminuir o tamanho do vídeo. Peguei o site de conversão que uso regularmente e mandei pra ela. Ele não aceitava converter vídeos com mais de 100mb. Mandei o programa que normalmente uso para reduzir tamanho de arquivos de vídeo, ela se recusou a baixar com medo de ter vírus. E nesse mesmo momento se lembrou que tinha um programa parecido e foi tentar resolver.

No fim, o vídeo foi para 15mb (o que ainda é muito se a gente considerar que é um vídeo de câmera de celular que nem tem 2min) e chegou em minhas mãos antes que eu pudesse terminar esse texto.

E o pior é que depois que revi, percebi que o vídeo era uma merda e que toda a ideia de fazer esse texto era sem sentido. Mas agora já foi.

BEDA #2 – Carta aos Leitores

Queridos leitores,

Ontem aconteceu algo inusitado. Estava tranquilamente andando na rua quando sou parada por uma menina que pergunta “você é a Mayra?”. A menina, conforme descobri depois, se chama Luana e é uma das minhas leitoras. Disse que já havia me visto na rua antes, mas não tinha tido coragem de falar comigo, porque não sabia o que dizer. Não que ontem ela soubesse, na verdade foram alguns minutos sem saber bem o que fazer. Para ambas.

Bom, eu nunca imaginei que estaria andando na rua tranquilamente e seria parada por alguém que lê o meu blog. Isso porque eu raramente divulgo ele e escrevo coisas tão bobas e despretenciosas que custo a crer que alguém além das pessoas conhecidas perca seu tempo por aqui. Só que o passar do tempo e o aumento do número de visualizações me fez perceber que realmente há pessoas estranhas que leem isso aqui. E eu queria dizer obrigada.

Depois desse ocorrido de ontem, lembrei do início do meu blog, lá em 2010, quando Analu era minha única leitora e comentarista. E aí veio a Tary. Depois, com o surgimento da Máfia vieram várias outras e de repente começaram a vir os comentários de gente que eu não sabia quem era e eu comecei a achar estranha essa coisa de receber de desconhecidos palpites sobre aquelas coisas que escrevi em um sítio internético qualquer.

Hoje já não sou mais da Máfia, porém continuo a visitar os blogs delas exaustivamente e várias delas continuam a visitar e comentar o meu. Como com o tempo nossa relação transcendeu o universo blogueiro, também continuo a conversar com algumas em espaços fora este. E isso não teria acontecido se eu não tivesse criado um blog pra escrever micro-poemas tontos sobre um coração partido há 4 anos.

Esse texto é para você, leitor que, assim como a Luana, nunca pensou em ter um blog. E também para todos os que têm blogs e acham que ninguém o está lendo. É para todos que perdem um pouco do seu tempo vindo aqui de vez em quando. E também para todos aqueles que comentam sobre a perca de tempo. É para todos aqueles que sabem que esse espaço existe e que de alguma forma me conhecem.

Sem vocês eu provavelmente continuaria a ter um blog e continuaria a escrever sempre que desse na telha, mas não teria tanta graça. É muito mais divertido quando a gente olha o gráfico de visualizações e percebe que alguém nos leu hoje. E vocês sempre me leem. E eu fico muito feliz e agradecida por isso. Porque não esperava ter mais de 7mil visualizações no espaço de um ano (faz quase isso que mudei do acdua pro ancoragem). Esperava muito menos estar andando tranquilamente na rua e ser parada por uma leitora que além de conhecer a mim, conhece minhas amigas. Mas aconteceu. Acontece. Eu sou lida.

Tenho certeza que todo mundo que tem um blog e apresenta ele para um par de gente vez ou outra também tem leitores. Mesmo que eles sejam calados e não falem nada na caixa dos comentários. Eles provavelmente estão ali. Alguns te descobriram por amigos, outros por grupos de divulgação em redes sociais. Alguns ainda te conhecem porque te viram comentar em outro blog ou porque outro blogueiro te citou. E ainda tem aqueles que te encontram através do google, claro. Então, bem, não vejo sentido em deixar de escrever por falta de comentários/visualizações. Os blogs servem pra gente falar o que está afim, porque está afim. A satisfação que damos aos leitores vez ou outra sobre nossas ausências são apenas para demonstrar que há respeito. Não vejo razões, no entanto, para haver dependência.

Por fim, queridos leitores, quero reiterar que não me importo em vocês virem aqui e não comentarem e que não fico extremamente chateada quando um texto teve poucas visualizações (exceto aqueles textos que acho que ficaram muito fodas, porque tenho dessas, claro). Reconheço a importância de vocês. Reconheço que fico feliz em receber algum tipo de retorno. E que, mesmo sendo estranho, é hiper satisfatório encontrar alguém na rua que te reconhece porque lê teu blog. E eu desejo isso a cada um dos meus leitores blogueiros. É sinal de que, no fim das contas e mesmo que não pareça, o que a gente escreve importa.

Obrigada.

BEDA #1 Let the game begin!

Em Abril a Milena fez esse tal “BEDA” que significa “blogging everyday in august”. A ideia consiste em postar todos os dias do mês. Ela me explicou que BEDA vem de VEDA que é um desafio igual, só que para vloggers. Ocorre em Abril e Agosto e não tem um fórum ou afins pra todo mundo que faz se cadastrar e você poder ler o dos outros, o que considero penoso. Bem, resolvi aderir ao desafio porque Agosto tem fama de ser o mês do desgosto e eu sinceramente espero que o meu não seja e nada melhor do que escrever para dar um up naquele mês que já nasce pretendendo ser ruim.

Acho duvidoso que eu consiga postar nos 31 dias sem nenhuma fuga, mas prometo tentar fielmente. E prometo tentar não trazer assuntos repetitivos e nem textos enormes e muito chatos, costume, inclusive, que acho que estou perdendo.

Hoje não tenho muito a falar, vim apenas introduzir a ideia e convidar quem estiver disposto a me acompanhar nessa coisa meio exigente demais. Caso alguém tope, por favor, avisa aí nos comentários! É muito mais fácil cumprir desafios quando tem amigos fazendo também e eu ia adorar ler o que vocês escrevem!

É isso, que Agosto comece!