Indicação de autor: Stieg Larsson

          Sabemos pouco sobre a Suécia. As notícias normalmente veiculadas são sobre como o país é ótimo para passar a velhice, ao mesmo tempo em que é o país que abarca uma das maiores potências da extrema direita atual. Também sabemos que Estocolmo é uma cidade fria e bonita, mas as pessoas que lá residem parecem introspectivas. Ou talvez isso seja apenas um pré-conceito meu.

          Quem gosta de seriados e filmes, certamente conhece alguns atores suecos que trabalham em Hollywood. O meu preferido deles, por exemplo, é o Alexander Skarsgard, que fez o Eric Northman em True Blood (seriado que falarei com mais detalhes em breve). Baseando-me nele, é possível ser bem bonito e sueco ao mesmo tempo.

          Em 2011, porém, fui apresentada a outro sueco. Dessa vez, um escritor. Comecei a ler sua trilogia principal, que foi a única coisa que encontrei traduzida dele aqui no Brasil. Trata-se de Stieg Larsson, o autor da série “Millennium“.

          Para quem desconhece esta série, tenho várias coisas a dizer sobre. A primeira é: vão agora comprar os livros e começar a ler, por favor. Em segundo lugar, é legal falar que a trilogia inteira baseou, respectivamente, três filmes suecos e, além deles, um hollywoodiano. Infelizmente, Larsson faleceu antes de escrever tudo que gostaria na série, que chegou a comentar a possibilidade de existirem dez livros. No entanto, antes de morrer ele enviou uma parte do manuscrito do quarto livro, que posteriormente foi editado e publicado como sendo o quarto volume da série.

          No Brasil, a série foi editada pela Companhia das Letras, que fez um ótimo trabalho. A trilogia é dividida entre “Os homens que não amavam as mulheres“, “A menina que brincava com o fogo” e “A rainha do castelo de ar“. Em 2015, a editora publicou o quarto volume da série, chamado “A garota na teia de aranha“, livro que carrega o nome de  seu finalizador, David Lagercrantz, como autor.

          A série é protagonizada por Lisbeth Salander, uma garota franzina, bastante tatuada, com vários piercings e penteados não convencionais no cabelo, que é bissexual, órfã e hacker. Ela é uma mulher overpower, extremamente empoderada e decidida, que consegue realizar as coisas mais incríveis possíveis, sem a adição de super poderes, para resolver seus problemas pessoais e familiares e ainda consegue fazer com que isso reflita na organização política e econômica da Suécia.

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Lisbeth Salander na versão cinematográfica de Hollywood e da Suécia.

Enquanto isso, há Mikael Blomkvist, um jornalista investigativo que foi acusado de fraude em uma grande reportagem e está fazendo de tudo para recuperar sua reputação, se depara com casos muito potentes para tal e ainda conhece Salander, que está disposta a ajudá-lo. Juntos, eles fazem com que a Millennium (uma revista investigativa fictícia) volte a ser uma das maiores revistas investigativas da Suécia, jogando na cara dos políticos e grandes empresários tudo aquilo que eles vivem tentando esconder.

          A narrativa é empolgante e, por mais que os livros sejam compridos, é impossível parar de ler. Uma vez que você embarca na história, quer terminá-la o mais rápido possível. Ao mesmo tempo, você não quer terminar, porque os personagens são  entusiasmantes o suficiente para te fazerem querer ficar preso eternamente àquela leitura maravilhosa.

          O mais legal de tudo, é saber que a série não é apenas originária de pensamentos de Stieg Larsson. Ele era um jornalista investigativo comunista que tentava desbancar a extrema direita de seu país, mesmo quando ela estava no auge. Ele se aproximou da causa das mulheres após presenciar um estupro coletivo na adolescência e não ter tido coragem de intervir, para manter a lealdade para com seus amigos. O peso na consciência pelo fato fez com que ele se tornasse um estudioso do tema e fizesse uma série de publicações denunciando injustiças praticadas contra as mulheres. Inclusive, ele chegou a lutar com um exército de amazonas na Eritreia. Essas e outras coisas, a gente descobre lendo a graphic novel “Stieg Larsson antes de Millennium“, do Guillaume Lebeau e do Frédéric Rébéna.

          O cara parecia ser autêntico e fiel aos seus ideais. O mais fantástico, a meu ver, é ter conseguido transportar tudo isso para uma obra de ficção tão completa, brilhante e maravilhosa. Por essas e outras eu reitero: leiam as coisas que o Larsson escreveu. O arrependimento é quase impossível.

The end begins tonight.

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHH *————————————*

ONTEM EU ASSISTI HARRY POTTER NA PRE ESTREIA E DEI UMA ENTREVISTA PRA ACESSORIA DE IMPRENSA PRO SHOPPING E ESTAVA COM A MINHA CAMISETA LINDA E FOI PERFEITO E MARAVILHOSO EU CHOREI E ME DIVERTI COMO NUNCA E QUERO ASSISTIR NOVAMENTE COM TODAS AS PESSOAS QUE QUISEREM A MINHA COMPANHIA, POR FAVOR, ME CONVIDEM!

MAS

Não vim aqui contar o filme para vocês, se querem saber o que acontece, leiam o livro. É suuuper parecido, sério! haha

Vim aqui falar sobre outra coisa…

Lord Voldemort versus Hitler

Durante este ano inteiro li todos os livros de Harry Potter e vi todos os filmes, né.

E eu gosto do Hitler, em vários aspectos, embora o odeie em vários outros.

Lendo o livro pensei “J.K Rowling pode ser um gênio, mas ela deve ter tirado partes dessa história de algum lugar”

Não sei se fiz essa analogia corretamente, mas, na minha cabeça, Voldemort é baseado em Hitler.

Por que?

1 – Ele acha que sua raça é soberana

2 – É autoritário e totalitário

3 – É cruel e sem piedade

4 – Condena suas próprias origens (ele é mestiço)

5 – Teve problemas familiares na infância

6 – Era bom aluno na escola

E o Hitler? Analisem bem, ele foi todas essas coisas.

A única diferença que encontrei entre os dois é que Voldemort, quando era criança, era bonito, já o Hitler…

MAS

O mais interessante é que ambos têm o mesmo fim.

Hitler se suicida, por pressões externas e medo de ser preso.

Voldemort… Em Junho de 2011 vocês saberão!

I cannot wait for the second part. Really.

Avada Kedavra pra vocês!