O que você vai ser quando crescer?

Essa semana eu sofri um impasse. Eu, a menina mais sonhadora da face da terra, me deparei com a seguinte pergunta “Em qual profissão você deseja atuar?” e simplesmente, não consegui responder.

Parei e pensei, “tá… O  que eu quero ser quando crescer?” e nada me veio à cabeça. Eu não quero ser nada. Quero ser apenas eu, quero ser feliz, ter um marido bom, filhos educados e dinheiro para sustentar uma vida razoavelmente confortável, consigo pensar nas consequências e não nas causas. Não consigo pensar como arranjarei um marido, filhos eu sei como arranjar, mas não penso em como conseguirei educá-los e muito menos da onde virá o meu dinheiro.

Pretendo fazer Ciências Sociais, um curso com vestibular pouco concorrido e nota de corte baixa, porém um dos cursos mais difíceis dentre os existentes. As áreas de atuação são muitas, desde professor até presidente da república, mas nada que eu queira fazer, nada que eu consiga me imaginar fazendo.

Me olho no espelho e penso em como será o meu rosto daqui a 10 anos e no que eu gostaria de fazer daqui a 10 anos e nada me vem à cabeça.

A vida inteira eu soube que escrevo melhor do que muitas pessoas com quem estudei, que falo muito, que penso muito, que adoro história, mas quando minha mãe me perguntava o que eu queria ser, cada dia respondia uma coisa. Já quis ser médica, professora, astronauta, dentista, veterinária, cantora, dançarina, atriz e quando eu mandei uma carta para um convento e fui rejeitada por ter apenas 7 anos, resolvi pensar sério sobre o assunto.

O meu “sério”, como já disse aqui trocentas vezes, era ser dona de uma televisão onde eu era a protagonista de todos os programas. Depois de alguns anos evoluí, sonhava em ser atriz da globo, algum tempo depois o sonho era ser atriz de cinema e o sonho que permanece até hoje é “Ser atriz de cinema, morar em HollyWood, mas ter uma casa em cada uma das cidades legais existentes e ganhar um Oscar de melhor atriz”, mas eu não podia responder isso em uma pesquisa séria, certo?

Então eu olhei para os lados e me deparei com vários futuros advogados, médicos, economistas, arquitetos, engenheiros, psicólogos e simplesmente não consegui pensar em algo que fosse apto à mim.

É bom sonhar? Sim, é ótimo. Mas preciso de algo concreto para me sustentar. Não posso estudar para ser atriz de Hollywood, não posso abdicar todo meu conhecimento para voltar tudo para a arte. Não me imagino fazendo o curso de Artes Cênicas, parece muito chato. E depois de chorar horas a fio tentando decidir algo, tudo que consegui pensar foi que se eu quisesse ser atriz, não deveria ter parado o teatro para ir às aulas de sociologia, deveria ter feito o contrário.

Não sei o que eu quero da minha vida. Tenho medo de nunca descobrir. De ser uma perdida no mundo, uma inútil, apenas mais uma.

E hoje a aula de filosofia me mudou. Descobri porque meu irmão ama tanto Marx. O trabalho deveria dignificar o homem, mas ao invés disso o escravisa. Ao invés de trabalharmos para complementar nossa vida, para produzir o dinheiro necessário para nossa sobrevivência, pensamos em trabalho como algo muito superior, algo que não viveríamos sem e sempre queremos salários maiores, para cada vez comprarmos mais coisas que não são de nossa necessidade básica. Somos seres alienados. Ao invés de nos preocuparmos em sermos alguém, ao invés de irmos para a escola para aprendermos coisas que nos tornariam pessoas melhores, vamos para aprender coisas que poderemos usar em nossas profissões e aquilo que não interessa para nossas profissões, simplesmente descartamos.

Até que ponto isso é correto? O mundo é uma grande confusão, sem fim nem começo.

E por causa dessas minhas indagações acho que seria uma boa cientista social, quanto a “o que vou ser quando crescer”, talvez eu descubra um dia, talvez não, mas vou viver sempre da melhor maneira possível.

E eu vou ser atriz, nem que seja do teatrinho da esquina, não importa quanto tempo demore, meus sonhos serão realidade, porque eu acredito neles.

E acredito que quando tiver que escolher meu trabalho, vou escolher com dignidade o suficiente para não errar. Se eu virar diarista, serei uma diarista mais feliz do que você que é advogado porque seus pais disseram que seria o melhor.

Homens = Mulheres

Desde que me entendo por gente existe essa coisa de “machismo”, depois comecei a ouvir falar sobre “feminismo”, eu acredito que a gente devia ser simplesmente iguais, poxa.

Sei que fisicamente temos diferenças básicas, mas não entendo porque insistem em extendê-las para todo o resto. Os homens se acham superiores e as mulheres também se acham superiores, mas no fundo… Somos iguais.

Algumas acham que eles não choram, claro que choram. Eles também sentem, amam, ficam tristes e todas as coisas que nós sentimos.

Eles dizem que as mulheres nunca vão saber o que é ter dor no saco, por sua vez eles nunca saberão o quão ruim é ter cólicas e talvez as duas dores sejam bem parecidas, jamais saberemos.

A sociedade é machista desde a Grécia Antiga onde tinham os patriarcas e coisas do tipo, mas desde aquela época sabe-se que a mulher também é importante para o total funcionamento da sociedade, afinal, sem ela não haveriam os homens.

Por muitos anos, porém a importância das mulheres foi diminuída, como se elas servissem apenas para reproduzir, mas as mulheres deram a volta por cima, o dia oito de Março está aí para comprovar este fato. Lutamos por muitos anos para conseguir nosso respeito na sociedade e liberdade para fazermos o que quisessemos e hoje em dia até a presidente é mulher!

Alguns homens, no entanto, acham isso um absurdo, parece até que eles têm medo que as mulheres façam com eles o que eles fizeram conosco, mas… Nós somos o “sexo frágil”, não? Até parece que faríamos os pobrezinhos comerem na nossa mão. Pelo menos não por muito tempo. Claro que eu acho que as mulheres deveriam se unir e fazer uma big vingança, MAS isso seria cruel então temos que lutar somente pela igualdade.

E o que significa essa igualdade? Simples.

Você gosta de um garoto? Vá até ele.

Você quer pedir certo garoto em namoro? Peça.

Você tá paquerando alguém numa festa e quer ficar com ele? Vá lá e fique!

Parem de ficar esperando os meninos fazerem tudo. Nós sabemos que eles demoram mais para amadurecer e que são naturalmente mais lerdos para entender as coisas, então… Não fique na vontade por orgulhinho besta. Qual o problema de ir até o garoto? Suas amigas vão te zoar? Inveja delas por não terem coragem para fazer isso.

Sabe… Se você quer ir numa festa para ficar com alguém, PARE de entrar em crise por esse alguém não ir atrás de você e vá atrás dele. Simples.

E, para os meninos, por favor né. Se uma menina te come com os olhos, aí tem. Se você está ficando com a mesma garota por mais de uma semana e não gosta dela o suficiente para querer namorar, DIGA antes de magoá-la.

E para ambos: Parem de ficar sofrendo e se corroendo internamente por pessoas que simplesmente não te merecem. Sei que não mandamos nos nossos corações, mas chega de ficar fazendo draminhas por aí, irrita, ok?

E meninas… Se deem valor. Parem de começar a se arrumar 5 horas antes para ir numa festa, os meninos se arrumam em 15 minutos!!! Vocês demoram horrores, fazem tudo e um pouco mais e ainda ficam com medo de que eles simplesmente não gostem de vocês? Vamos combinar de que eles nem têm esse direito, ok? Eles nem lavam as mãos depois de saírem do banheiro!

E meninos: Parem de acreditar que só porque uma garota foi simpática com você ela vai ser sempre. E que só porque ela te beijou uma vez ela quer te beijar sempre. Garotas também gostam de se divertir.

Meninas: Parem de colocar a culpa em todo seu mau humor e grosseria em TPM, só 5% das mulheres têm de fato TPM, o resto é tudo coisas que vocês enfiam na sua cabeça. Assumam quando erram. Parem de ficar falando por metáforas e entrelinhas, ELES NÃO SÃO OBRIGADOS A TE ENTENDER!!!!

Meninos: Parem de colocar toda a culpa na testosterona. Você não é um saco de hormônios que necessita sair comendo qualquer uma com os olhos e batendo punheta pensando em qualquer coisa que venha na tua cabeça. Você consegue se controlar se quiser. Consegue ser fiel se quiser. Então parem de colocar a culpa na testosterona e comecem a reparar em vocês.

E, para os dois: Acreditem… Nós somos iguais! Parem de ficar tentando encontrar diferenças e encarem o fato. Tentem entender um ao outro ao invés de apenas jogarem pedras. Parem com essa coisa besta de tentar achar um melhor a competitividade não leva a nada! Um sempre vai precisar do outro, mesmo que decida ser homossexual. É inevitável. Então… Pra que complicar a relação, se dá pra facilitar? Vamos ser civilizados, por favor. O mundo agradece.

Time to say GoodBye

Hoje fiz uma das coisas mais difíceis dos últimos tempos. Disse adeus para a melhor época da minha vida.

Fui ao Cena Hum trancar minha matrícula, porque com toda essa coisa de terceiro ano, minha família achou que seria o melhor para mim.

Lógico que não fiquei com raiva deles, eles realmente acreditam ser o melhor e no fundo eu sei que o destino nunca erra e que se era pra eu fazer só o primeiro semestre, é porque minha vida sofrerá grandes mudanças brevemente e isso pode ser bom, ou não.

O fato é que ao ir lá hoje o plano era trancar a matrícula e dar um saudável tchau pra galere, quem disse que foi assim?

Chorei igual a uma condenada quando disse pra Jose que tava saindo, chorei igual a uma condenada quando ela me abraçou e quando a Ana, Rafa e Letícia apareceram. Nem consegui dar tchau pro Leo porque simplesmente não consigo aceitar a ideia de ter que me separar deles. É como mudar para uma cidade longe da família. E eu sei que não mudei de cidade, mas eles são minha família. No caminho de volta minha mãe me disse “Ei, por que você está chorando? Cadê aquela menina forte que mudou de cidade tantas vezes e de escola mais vezes ainda? Você sabe muito bem como se reerguer e reacostumar, você sabe muito bem que vai sobreviver sem conviver diariamente sem eles e sabe muito bem que se forem seus amigos de verdade, não vai ser tão diferente!” E na hora eu fiquei brava pela insensibilidade dela, mas no fundo… Sei que ela está certa.

Mesmo assim, sei que vou sentir falta de cada momento junto, de cada abraço não dado, de cada palavra sincera, de cada massagem gostosa, de cada berro, de cada desentendimento, de tudo. Porque eles são parte de mim. Construíram a minha pessoa.

Mas sei também que “amigos não se perdem”, mas eles se distanciam. Não quero me distanciar de vocês. Não consigo. Eu amo vocês, muito.

E eu me odiei por ter que dizer tchau hoje, no primeiro dia de aula. Eu disse aqui no blog que não queria que fizessem isso comigo e fui lá e fiz com vocês, sou uma má pessoa. Mas não foi culpa minha, eu juro que tentei convencê-los, tem coisas que estão simplesmente fora do nosso alcance.

Eu só queria dizer que não importa quantas tardes eu passe longe ou quantas peças vocês façam sem a minha belezura em palco, vocês continuarão presentes na minha vida. Porque os meus amigos de verdade não fogem tão rápido e porque família é algo que nunca acaba, mesmo com a distância.

Então, boa sorte para vocês, ótimo semestre, leiam direitinho e contem comigo sempre que quiserem companhia para o cinema, teatro ou quando quiserem algum livro emprestado ou simplesmente precisarem conversar, vocês sabem como me encontrar e eu sei que posso continuar contando com cada um de vocês, não importa a distância.

Então, obrigada por tudo.

E sejamos positivistas! Agora vocês tem mais uma pessoa na plateia! O que são os atores sem a plateia?

Divirtam-se com a Hidalgo! E eu vou criticar se a peça for ruim hein!

Eu nunca vou me esquecer de vocês. Vocês são partes do meu todo.

Coisas que só o tempo faz…

Estava fazendo uma “limpa” no meu quarto e resolvi rasgar todos os papéis inúteis que certamente haveriam pelo caminho, me deparei então com meus cadernos da oitava série (2008), do primeiro ano (2009) e do segundo ano (2010)  e resolvi rasgar todas as folhas usadas, todas as provas, tudo. Mas tenho mania de escrever nas divisórias, escrever coisas sobre mim, escola, amigos, qualquer coisa que vier na cabeça e foi assim que comecei a perceber uma gigante diferença entre os três anos.

Em 2008 “Preciso tirar 8,5 na média final de matemática, se não serei oficialmente burra na matéria. Vocês podem achar que sou dura demais comigo mesma, mas pra mim quem tira menos de 8,5 na média FINAL é definitivamente burro na matéria.” – média final – 8,7

Em 2009 “GEENNTEEE Preciso de 4,8 pra passar em matemática e só falta um bimestre! Socorro!!!” – média final – 6,2

Em 2010 “PQP tô no último bimestre e preciso de ~~6,8~~ pra passar de ano em matemática!! Totalmente ferrada!!! HELPP!!” -média final – 5,8

Okeis, depois da recuperação subiu pra 7,8, mas mesmassim.

Em 2008 eu era “burra” em 2 de 10 matérias.

Em 2009 em 8 de 13 matérias.

Em 2010 em 9 de 13 matérias.

Em 2008 eu tinha hora cronometrada no pc, fazia as tarefas de casa, estudava muito para as provas e tinha aflição só de imaginar que ficaria em alguma recuperação algum dia.

Em 2009 eu só fazia as tarefas quando tava afim, estudava só pras provas que gostava ou quando tava muito ferrada, dormia em várias aulas e achava recuperação digno de mim.

Em 2010 acho que só fiz tarefa de casa uma vez e olha lá. Quando valia nota, eu copiava as tarefas. Não estudei pra nenhuma prova, até me ferrar o suficiente para ser obrigada a fazer isso, tava pouco me lixando pras minhas notas, desde que eu passasse de ano. Sabia o livro de história praticamente inteiro de cor. Passava o dia inteiro no computador, fazendo sabe-se lá o que e quando não estava no computador estava dormindo. Uma completa vagabunda. Achei um absurdo ter ficado de recuperação final, pois “não mereci”.

Em 2008 “Gosto mais das minhas amigas do que da minha família!”

Em 2009 “Amigas? Tenho amigas? Acho que não.” -muda de sala-

Em 2010 “Quem precisa de amigas na escola quando se tem a minha família e o teatro?”

Descrição de mim em 2008 “Sou muito estranha e assustadora, falo demais e sem pensar, por isso as vezes sou grossa e ofendo pessoas que não merecem. Me irrito facilmente, por qualquer coisa e em qualquer lugar, quando estou irritada tendo a bater nas pessoas, mesmo que elas não tenham nada a ver com a minha irritação. Belisco também! E dizem que dói! Bom… Estou tentando parar de fazer essas coisas, mas sempre faço e só depois me dou conta que falhei de novo, ainda bem que tenho amigas que me ajudam a não ser mais assim, porque deve ser legal ser uma pessoa legal! Também tenho algumas qualidades,  sou legal, divertida, confiável e surpreendente! Admiro pessoas sinceras e que sabem guardar segredos. Sou viciada em comer chocolate e ver filmes. Sou extremamente fresca com comidas e só tomo água, não gosto das coisas, mas nunca as experimentei.”

Em 2009 “Sou muito estranha e assustadora. Ninguém no mundo me entende, parece que sou uma alienígena jogada aqui para algum tipo de experiência. Sou uma droga com sentimentos, não sei o que eles significam. Não tenho amigas, sou completamente sozinha. Sou irritante e irritável. Bato em quem me provoca, mas na maioria das vezes reprimo minha raiva e desconto em mim mesma. Qualidades? Gostaria de saber se tenho alguma, mas não tem ninguém para me falar. Admiro pessoas felizes e que são amadas. Sou viciada em comer chocolate e ficar na internet boiando. Sou fresca com comidas, mas acho que um dia isso passará.”

Em 2010 “Sou absolutamente normal. Igual a todos os idiotas jogados aqui na Terra. Tá, talvez eu tenha algumas individualidades, mas garanto que são poucas. Tenho poucos amigos, mas eles bastam. Estou quase conseguindo entender os sentimentos, mas acho legal a dúvida que eles causam na gente. Nunca bato em ninguém, só encosto nas pessoas depois que as conheço por um bom tempo e se eu bato nelas não é por raiva, é por impulso, mas nunca dói. Sou nutrida de força interior, mas exteriormente sou uma magrela fraca que não consegue nem carregar a mochila sem ficar corcunda. Admiro pessoas realizadas e que são apaixonadas pelo que fazem. Sou viciada em Tumblr, Twitter, Harry Potter, MSN, chocolate e algumas pessoas. Não me preocupo nem um pouco com a minha alimentação, se sobrevivi até agora assim, sobreviverei por muito tempo ainda.”

Em 2008 eu ia ao psicólogo porque… me achava burra e ficava muito brava comigo quando tirava 9,0 ao invés de 10,0.

Em 2009 porque queria morrer a qualquer custo, não importava quem fosse o assassino ou a arma utilizada.

Em 2010… Não fui ao psicólogo.

Em 2008 “Eu AMO a escola!!! Queria morar aqui se pudesse! É tudo tão perfeito e maravilhoso nessa escola! Fins de semana e férias são um SACO! Por que eles existem?”

Em 2009 “Odeio a maldita escola. Pra que tenho que ir até lá? Não podia estudar em casa e ir lá só fazer as provas? Escola é tão chato. Todas aquelas pessoas que se odeiam e odeiam estar lá, fingindo estarem felizes e enganando a si mesmas, com a intenção de aprender algo, sendo que na verdade só decoram as coisas para ir bem nas provas. Pra que ir bem nas provas? São apenas números! Fodam-se os números. Para que estudar todas aquelas coisas inúteis? PRA QUE? Queria simplesmente poder não ir pra escola.”

Em 2010 “Adoro a escola! Minha turma é HILÁRIA! Eu posso estar extremamente triste, que eles conseguem me fazer feliz! Mesmo aprendendo um bocado de coisas inúteis, é divertido ir pra lá. Mesmo não tendo os melhores amigos do mundo lá, é legal conhecer pessoas novas e usufruir do convívio social que a escola proporciona. As notas são apenas números e o sistema de avaliação é extremamente precário então… É só não ligar pra ele e fazer uma auto-avaliação sempre. Aprenda tudo que achar necessário e divirta-se nas outras aulas! Odeio as férias, porque me sinto sozinha e sem graça, mas me canso quanto chega na metade do semestre. Acho que as férias poderiam ser mais curtas e mais frequentes! Sei lá, duas semanas por bimestre, talvez… Enfim.”

Matérias preferidas em 2008: Matemática e História

Em 2009: Filosofia e Geografia.

Em 2010: História, Sociologia, Geografia e Química.

Se essas três Mayras se encontrassem, certamente haveria discussão. Como é possível haver coisas tão diferentes em tão pouco tempo? Como é possível que a gente mude tanto, mesmo sem se esforçar para isso?

Vocês acham que eu regredi ou evoluí?

O tempo é surpreendente, não é mesmo? Quem diria que aquela nerdizinha retardada de 2008 viraria essa rebelde folgada que vos fala hoje? Nós nunca sabemos o que está para acontecer, por isso apenas devemos nos esforçar para fazer o melhor possível. Devemos viver da melhor maneira possível.

O que me aguarda em 2011?

Não sou apenas uma formiga.

Um dos meus filmes preferidos, desde a infância, é o bom e velho “Vida de  Insetos”, garanto que todos já assistiram e quem não o fez, já ouviu falar, pelo menos.

Hoje o bom e velho filme foi a “atração” da Sessão da Tarde, da Globo e eu, como uma boa e velha adolescente desocupada que tem como único afazer das férias sentir tédio, reassisti.

Com o olhar crítico de alguém mais maduro do que na época em que eu costumava ver, o filme teve um sentido diferente para mim. Claro que eu chorei igualmente, do jeito que fazia quando era menor e não pelo fato de ser emotiva demais, mas pelo fato do filme passar uma lição tão importante e essencial que se me emocionou.

As vezes eu fico a pensar que se cada um que assiste a um filme tirasse as lições que o filme quer passar, o mundo seria bem melhor. Mas não, as pessoas insistem em pensar que filmes são apenas um meio de entreter, bobas estas pessoas. Eu não faço parte delas.

Hoje eu aprendi umas coisas com as aventuras do atrapalhado Flick e da linda pequenina Dot, é o seguinte:

– As vezes uma única formiga consegue comprometer o formigueiro inteiro, ou seja, as vezes conseguimos arruinar o mundo inteiro com pequenas ações que para nós parecem corretas, mas na realidade só atrapalham. Se parássemos de agir pensando apenas no nosso bem e tomássemos a vida das formigas como exemplo, evitaríamos muitos problemas de relacionamento e até problemas sociais graves, como algumas guerras que são declaradas por puro egoísmo, afinal… Estamos todos condenados a viver juntos mesmo, então para que tornar essa convivência algo ruim?

 

– “Uma pequena semente contrói uma árvore imensa”. Vocês têm ideia da complexidade desta frase? É algo aparentemente clichê, mas totalmente real. Afinal, não importa se você é baixo, pequeno, não importa se você é apenas uma formiguinha no meio do formigueiro, você vai crescer, se tornar forte e vistoso e as pessoas vão olhar para você como se você importasse, só depende de você estar ou não disposto a fazer a diferença.

 

– As aparências enganam. Não é porque você é um palhaço que não consegue ser sério quando é necessário. As vezes você se prende a uma única função, achando que é o melhor naquilo e que aquela coisa lhe engrandecerá como pessoa, mas se você olhar ao redor e experimentar novas coisas, pode utilizar suas habilidades em outras funções também e talvez até descubra que você é melhor sendo sério, ao invés de palhaço.

 

– “Uma formiga sozinha não machuca, mas e se todas as formigas começarem a perder o respeito por nós?” Você consegue fazer a diferença com as próprias mãos, mas isso não significa que consiga mudar as coisas sozinho. Cada um de nós é capaz de propor mudanças, mas ao mesmo tempo, devemos ser capazes de aceitar as mudanças propostas pelos outros, afinal, a união faz a força e de nada vai adiantar se apenas uma pessoa economizar água, mas se uma cidade inteira economizar, é uma grande coisa.

 

– Ideias constróem pessoas. Sempre haverá gente tentando nos oprimir, nos dizendo para não fazer tal coisa e não ser de tal jeito, mas se você tem uma ideia inovadora e acredita nela, nunca desista. Mesmo que todos digam que não vai dar em nada. As vezes em nossas vidas surgem pessoas que querem nos controlar e ideias nos libertam dessas pessoas, por isso elas não gostam e são contra elas.

 

– Tenha coragem, nunca abaixe a cabeça e mostre sempre que você é importante. Não é porque você é uma pequena formiga que não pode mudar a vida de um formigueiro inteiro, ou acabar com a dominação dos gafanhotos folgados. Quando te oprimirem, lembre-se de erguer a cabeça e dizer firmemente que você é sim importante e essencial e que na verdade, a pessoa que te oprime que é o bobo da história.

 

E nunca se esqueçam…

 

– “Imagine que é uma semente…” “Mas é uma pedra!” “Eu sei, mas imagine que é uma semente”. Não tenham a mente fechada, abram-se a novas ideias, novos costumes, tudo novo. Principalmente agora é que um novo ano, não se prenda ao passado, use sua imaginação. Tudo é possível, basta você acreditar.

 

Agora me diz… Tem alguém aí que ainda acha que filmes infantis são inúteis?

Meus filhos serão criados à base de animações da Disney Pixar e eu vou assistir com eles todas as vezes que eles quiserem, porque são filmes assim que engrandecem as pessoas e são crianças criadas com filmes desse naipe que se tranformam em adultos capazes de transformar o mundo. (Lógico que além dos filmes é necessário uma boa educação, base familiar etc e tal, mas os filmes ajudam.) E em tempos como os de hoje, o que mais precisamos são mudanças.