Vamos falar de Energia sem dizer Analu

14 de Abril, para os curiosos, é o dia internacional do café. Só que além disso também é o dia do aniversário de uma GRANDE amiga minha e eu acho que as coisas acontecem porque devem acontecer, então passei o dia tentando bolar uma razão para que ela tenha nascido no mesmo dia em que é comemorado o dia da melhor bebida já inventada no universo.

Deparei-me, pois, com uma tarefa muito mais difícil que o esperado, afinal o que é que uma pequenina loira que batalha diariamente para não conseguir roer as unhas poderia vir a ter a ver com uma bebida? Nada, é o que vocês responderiam, mas eu encontrei o elo que faltava! O café é uma bebida mundialmente conhecida por dar energia às pessoas. Muita gente o toma somente para tentar ficar acordado, o que, na minha humilde opinião, é desperdício de uma belezura.

Até aí tudo bem: ela nasceu no dia do café porque é tão enérgica e boa companhia quanto ele. Só que iremos um pouco mais além, porque assim como o café impede muitas pessoas de dormir, ela também impede. Ela nunca dorme, pra falar a verdade. E ela também nunca faz xixi e ela adora tomar sorvete e ela abraça TÃO forte que você acha que está no céu. Ela acorda cedo, vai para a faculdade, depois vai para o trabalho, depois para a aula de teatro e ainda tem energia pra voltar pra casa e ficar até de madrugada conversando com quem quer que esteja online. E se ninguém estiver online ela fica acordada lendo ou vendo Grey´s Anatomy ou, mais recentemente, jogando Candy Crush Saga.  A energia dela é tão intrínseca que mesmo quando ela resolve passar o dia inteiro à base de um pacote de batata fritas ou o fim de semana inteiro se alimentando de misto quente ela continua sendo a mais elétrica do grupo.

Quando criança certamente era aquela coisinha branca e loira, toda rosadinha, que não cansava de gritar, pular, correr, brincar e insistir em não deixar ninguém em paz. Nunca.  Atualmente ela pode até ter crescido no tamanho, mas se alguém aí for capaz de me apresentar uma criança que não tenha se apaixonado por ela e me mostrar uma situação no meio infantil em que ela não tenha feito sucesso e não tenha saído correndo pra brincar com todo o resto da garotada podem ter certeza que algo de muito errado há com ela.

Seus olhos são enormes e de um azul tão absurdamente brilhante que eu costumo dizer que eles vivem sorrindo e quando a boca dela resolve fazer o mesmo, a coisa fica mais bonita que uma orquestra sinfônica tocando Bethoven. Uma foto de um sorriso espontâneo dela causa em mim um grau tão grande de euforia que eu simplesmente começo a rir sozinha. É que ela tem tanta energia dentro dela que a coisa emana, supera todas as barreiras possíveis e nunca cansa de agregar pessoas.

Ela pula, dança, corre, tira foto, atua, escreve, conversa, joga, telefona, é amiga e ainda sobra tempo, minha gente. Sobra tempo pra ser uma prima, sobrinha, filha, irmã, madrinha, afilhada e neta absurdamente dedicada e fabulosa, daquele jeito que toda a família sempre quis ter.

É claro que, assim como o café, ela tem certas desvantagens. A questão é que assim como o café ela é mundialmente aceita e os defeitos são tão ínfimos e pouco visíveis que quase todo mundo esquece. Os que não esquecem começam a fazer campanhas contra, como com o café, coisas como “café faz mal à saúde” ou “como vocês podem gostar tanto dessa coisa amarga?” que seriam “essa menina finge que o mundo é rosa” ou “é impossível que haja alguém tão awesome, ela deve ter um podre”, mas, assim como com o café, essas coisas duram alguns momentos. Logo redescobrem uma vantagem dela e tã dã ela virou a deusa grega que sempre foi novamente.

Hoje o dia amanheceu bonito, embora um pouco frio, algo que é bem raro para os domingos curitibanos que em geral são cinzentos e chuvosos. O dia acordou sorrindo porque sabia que hoje era um dia muito especial para uma pessoa que adora dias sorridentes. Com certeza hoje foi um dia normal na vida da maioria das pessoas, ainda mais porque quase ninguém sabe dessa história do café, mas o dia foi lindo lá na casa da Analu. Foi lindo porque teve bolo e mais do que bolo, teve refrigerante, presentes, família e, claro, crianças maravilhosas, daquelas que é impossível não sorrir ao estar por perto.

Por fim, sabem qual foi a melhor parte do elo encontrado? Analu não gosta de café! O sonho dela era gostar, claro, mas ela não gosta. Ela vai no Starbucks e pede uma bebida linda que deve ser deliciosa, só que ela fala “sem café” e eu fico indignada com o fato de alguém ir a uma ~~cafeteria~~ e tomar um ~~milkshake~~ mas no fundo sei que ela não seria tão especial se fosse tão comum quanto o resto do mundo. Só que eu encontrei uma razão para isso: ela não precisa gostar do café porque ela nasceu no dia dele, então ela tem a essência dele dentro dela. Ela é naturalmente ativa, só dorme quando sabe que o resto do mundo também dormiu e mesmo quando acorda amarga é só dar um tempo que ela fica mais doce do que um bom mocaccino. Ana Luísa + café seria uma redundância para qual o mundo não está preparado.

Melhor que 1L de café com chocolate <3
Melhor que 1L de café com chocolate <3

Ei, meu amor, desculpa pela demora do texto! Espero que seu dia tenha sido fantástico e que  seu ano também seja. Eu nunca vou cansar de repetir que se há uma pessoa que merece toda a felicidade do universo, essa pessoa é você. Porque você é uma pessoa boa e sabe o que acontece com esse tipo de gente? O mundo sorri pra elas. Você pode não ser grande na estatura, mas você vai ser muito grande na sua vida e eu sempre vou ter muito orgulho quando abrir um sorriso, derramar algumas lágrimas e dizer que você é minha amiga. Então dessa vez eu não vou dizer que amo você, vou dizer que amo mais ainda o café depois que percebi que ele faz parte de ti.

Efêmero e Contagiante

É assim que o mundo se encontra hoje e como poderia ser diferente? Hoje é aniversário de duas musas do mundo blogueiro, a Kamilla com seus textos opinativos e a Anna Vitória com seus textos sobre todas as coisas possíveis. O que elas têm em comum além da paixão por Audrey Hepburn e da mineirice? Claro! São minhas amigas!

Kamis faz direito na UNB, é aquela pessoa com cara de tímida mas que na madrugada vira outra completamente diferente. Ela adora mexer em seu cabelo e faz vídeos divertidíssimos, sem contar que ela é uma fofa e que eu morro de vontade de conhecer, já sobre a Bavis eu tenho muito mais a dizer…

Confesso que perdi muito tempo tentando descobrir quando foi a primeira vez que comentei no blog dela. Não consegui, mas leio aquilo desde meados de 2010, sempre comentando com muita felicidade por existir alguém assim no mundo. Porque ela e eu temos conexões que eu nunca tive com alguém antes, como gostar de One Direction, por exemplo. Anna Vitória entrou na minha vida como um link na barra de favoritos do blog da Ana Luísa, mas, graças ao pai Eterno ela deixou de ser apenas um link. E ela comentou aqui pela primeira vez, no dia da amizade, claro “No sexto livro da Harry Potter que eu tive noção de como era forte a amizade dos três. Acho que foi ali que eu caí na real e percebi que o Rony e Hermione tinham largado suas vidas, suas famílias, para acompanharem o Harry em uma jornada que eles não sabiam direito como era, se tinha volta, e se eles viveriam para contar a história. Sinceramente, às vezes me pergunto se eu seria capaz de tal força e lealdade. Eles são demais. Amigos são demais.Olha a Analu ali, hahaha! Beijo” e eu saí pulando pela casa porque eu tinha recebido um comentário da blogueira mais fantastica do mundo. Mal sabia eu que em breve descobriríamos pertencer à mesma árvore genealógica, participar do mesmo grupo de amigas e trocar cartas e comentários alucinados sobre filmes e seriados mundo afora. Ai, Anna Vitória…

Ela me mandou a carta mais linda e cheia de amor da minha vida e eu tentei retribuir, não sei se com tanto êxito. Ela me abraçou e falou meu nome com aquela linda voz de pônei e me mostrou que o mundo pode ser muito contagiante, mesmo em momentos pra lá de efêmeros. E eu sei que nem preciso me demorar nas homenagens porque ela entendeu o quanto a amo. Anna Vitória me ensina tantas coisas durante tantos dias que eu nem sei como retribuir e muito menos como escrever um texto à altura dela e foi por isso que eu mandei a carta de aniversário mais gay da minha vida, em papel rosa, dobradura de coração e perfume borrifado. Porque ela merece. Ela merece o mundo e ela só tem 19 anos, imagina quando tiver 50?

Hoje é aniversário da madrinha da minha futura filha Anna que eu espero que seja pelo menos um quinto parecida com sua honorável madrinha.

Parabéns, suas lindas <3

Je t’aime <3

Compartilhada.

Eu partilho. Com-partilho. Partilho. Porque compartilhar é uma das melhores coisas do mundo. Não importa se são alegrias, tristezas, sonhos, resoluções ou desilusões, tudo fica muito melhor quando compartilhado, porque de nada adianta viver sozinho, não tem graça nenhuma.

Hoje faz três anos que eu compartilho com vocês as experiências mais agradáveis e desagradáveis da minha vida, que eu sumo e apareço e mudo absolutamente tudo ao mesmo tempo que continuo igual. Três anos que eu cliquei no “criar um blog” e abri-me a um mundo completamente novo, repleto de pessoas magníficas! Em 2010 eu não recebia nenhum comentário e não conversava com ninguém, daí eu conheci Analu e depois recebi lindos comentários da Gabs e depois da Tary e depois de tanta gente que hoje tenho 416 textos e tenho quase mil comentários! Sem contar as visualizações que já passaram de 29000! Nunca imaginei que conseguiria tudo isso simplesmente compartilhando as coisas da maneira porca que eu escrevo, mas eu consegui. E eu amo muito tudo isso. Cada letra aqui escrita, cada comentário e visita recebida, cada vez que vejo um nome novo me lendo e que vejo que foram mais de cinquenta visitas em um único dia!

Jamais arrepender-me-ei de ter aqui compartilhado cada micro coisa que compartilhei. Hoje meu blog inaugura um layout novo, o layout dos meus sonhos que estampa meu filme preferido na capa e que foi feito por uma das blogueiras que eu mais admiro e que eu mais sonhei em ter um layout de. E assim como meu muso McCandless eu acredito que a felicidade só é real quando compartilhada. Ele quem me ensinou. E eu só posso agradecer por poder compartilhar tantas coisas com vocês.

Sejamos felizes e compartilhemos com quem para nós importa.

Aqui vão as respostas mais legais que já recebi aos meus textos:

{…} Ai, May, toda vez que eu leio um post seu sinto que você sambou na minha cara porque você escreve bem demais e eu fico querendo ser assim. Me identifiquei com muitas partes desse post, mesmo eu não tendo a sorte de ter um cheshire cat na minha vida. Ah, fiquei sem saber o que dizer. Beijo!  Karina – Charmming

{…} Eu não me canso de pensar: Como a Mayra é bonita! Pessoa bonita, essa pequena.Já eu, sou do tipo que dá beijos na bochecha. Não aquele encostar de bochecha com bochecha, mas um beijo estalado mesmo – quando gosto da pessoa.Quero um abraço seu (: Del – Bonjour Circus

{…} Mayrinha, me sinto na obrigação de discordar inteiramente de você, acho que pela primeira vez na vida. Primeiro de tudo, quem foi que disse que você não é especial e (ora bolas!) importante? Você é fantástica, e eu não digo isso da boca pra fora. Fico feliz por ter te conhecido e ter a chance de, através de você, das suas palavras, textos e vídeos, poder ver que ainda existe gente legal, que tem sonhos, que pensa fora da caixinha e que quer fazer a diferença no mundo. Aliás, todo mundo é especial e único em potencial. Pena que muitos deixam isso passar e acabam se tornando mais um dentre tantos, mas acredito DE VERDADE que todo mundo pode ser especial e único, basta querer, basta ser quem eles são. Segundo, não se cobra desse jeito. Você é tão nova e tem tanto pra viver! Eu digo isso me sentindo até meio estúpida, porque também me cobro HORRORES e já sofri pra caramba com isso, mas desde o ano passado tenho trabalhado isso em mim e sinto melhoras. É preciso ver que a gente não tem obrigação de ser perfeito. Somos humanos, falhos, vulneráveis, e temos que aceitar isso, porque senão não dá pra levar pra frente. A vida não pode ser um fardo, entende? E não adianta se espelhar em personagens, simplesmente porque eles são PERSONAGENS, não existem no mundo real. A Hermione é sensacional? É. Mas ela existe? Não. E mesmo no livro ela tem sim suas fraquezas, assim como todos temos, e para viver bem e ser uma pessoa melhor é necessário, antes de qualquer coisa, conhecer nossos pontos fracos, aceitá-los, e aí então trabalhar para tentar melhorar, pra tentar ultrapassar isso. E se algum dia ficar difícil demais, naquele dia, se permita cair, dizer que não consegue, entregar os pontos. Não dá pra ser forte o tempo todo e você já é forte demais. Não é qualquer um que aguenta o tranco pelo qual você está passando e é absolutamente normal e natural que você sinta os reflexos dessa crise. Vai passar. Não deixe jamais de acreditar em quem você é, no seu potencial e naquilo que você tem de bom. Se você não acreditar, quem vai acreditar depois? Já disse e repito: se precisar de alguém pra conversar, jogar conversa fora, desabafar e falar besteira, eu tô aqui. Você tem meu celular, meu e-mail, meu endereço (!), meu Facebook, enfim. Grite. Outra coisa: você já assistiu Tudo Acontece Em Elizabethtown? É o filme da minha vida, ao qual sempre recorro quando estou em crise, e o resultado é sempre ótimo. Ele fala comigo de forma tremenda e sempre sempre sempre sinto as coisas clarearem depois de vê-lo. Dicona.
Fica bem, amo você. Abraço beeeeeeeeeeeeeeeeem apertado <3 Anna (Maravilhosa) Vitória – So Contagious  comentário que mais me fez chorar na história do blog.

{…} Acho que foi assim: alguém um dia sentiu uma coisa por outra pessoa. E decidiu chamar de amor. E de repente todo mundo começou a dizer que amor era uma coisa palpável e criaram etiquetas de ”Sim, isso é amor” e ”Não, não é”. Mas como é que eles sabem se fica dentro da gente? Vai ver ninguém nunca sentiu a mesma coisa que o primeiro cara sentiu. A gente nunca vai saber. Mas ainda podemos sentir algo bom. E você pode. Mas entendo suas dúvidas, tenho as mesmas. Quem é o louco que vai resolver me amar? E UAUUUU! Essa cena tira meu fôlego. Se eu fosse fazer o meme, com certeza ela entraria. Como resistir ao Ryan Gosling ”singing goofy”? Amo essa música! E esse filme! Beijo, May may! <3 MilenalindaAgora Moro na Lua

{…} VOCÊ É MARAVILHOSA. SÓ ISSO. NÃO SEI O QUE DIZER, TUDO EM CAPS MESMO. VOCÊ É A MELHOR GÊMEA QUE ALGUÉM PODERIA TER! OBRIGADA, SUA LINDA! E PARABÉNS PARA NOZES! ESTAREI SEMPRE AQUI PRA TUDO E VOCÊ É MARAVILHOSA, NÃO CANSO DE DIZER! <3333 Marie (Gimenez) Raya Is The Top

{…} Puta merda, May, que texto mais LINDO! Sou absurdamente apaixonada por esse filme. Adoraria poder apagar certas pessoas e certas coisas da mente, mas no fundo, sei que não iria gostar muito. Essa parte do “wake yourself up, don’t erase me” é uma que já tá na minha listinha. Queria tanto dizer exatamente isso, sem tirar e nem colocar nada, pra alguém nesse exato momento… só eu sei. =/ E, que droga, você fez a coisa mais linda que poderia ser feita colocando, assim, partes avulsas e baseando seu texto nisso. Amei, amei. Posso marcar como favorito? P.S. Já te disse que amo seu cabelo novo justamente por ele te deixar igualzinha a Clementine? Beijos!! Rafaela VentoinhaEla Rafaela

{…} a escrita como refúgio é fundamental em tempos de guerra. é ela que muitas vezes nos mantem vivos. sou o contrário de você e quase nunca choro, mas felicidade é um conceito totalmente abstrato e, me parece, utópico. Carlos Massari – Crônicas Massarianas

{…} Confesso que realmente não conhecia esse lado dos assentamentos e das pessoas que vivem neles. É aquela velha história: toda história tem dois lados. E é triste que não possamos conhecer os dois lados de tudo. Mas sabe, de uma coisa tenho certeza: com respeito e conhecimento, o ser humano já tem o básico pra viver em paz. um beijo Carolda – Feel The Vibe

{…} Apesar de eu ter aquela jááá conhecida implicância com abraços, nunca tinha visto a moda do ”free hug” da forma como você fala. Vou pensar um pouco mais sobre isso. Mas entendi perfeitamente o que quis dizer sobre a parte chata da amizade virtual. Queria me sentir em casa quando recebo um abraço. Dessa casa eu sempre quero fugir HAHAHAH Mas garanto que do seu abraço eu nunca fugiria. Vanessa Bittencourt – Caixinha de Opiniões

{…} Você é meu orgulho, menininha. Eu fico, sabe; Fico. Já beijei um que eu não sabia o nome, e foi na mesma e única noite onde eu beijei 2 na mesma festa. E voltei pra casa me sentindo um lixo. Afinal de contas, não achei minha boca no lixo e não preciso pagar de moderninha aí e sair pegando um monte quando eu sei bem que nos meus sonhos eu já teria achado a muito tempo aquele em que eu vou querer beijar o resto da minha vida. Eu não vou ser hipócrita e dizer pra você que eu não faço isso, porque eu faço. Me maquio e vou pra balada esperando esbarrar em alguém que faça a noite ser mais animadinha. Só que eu sou daquelas que vou pra balada achando que posso tropeçar no amor da minha vida, e não em arranjar um cara pra pegar, sabe assim? HAHAHA. A mais retardada. Fico por ficar, mas não acho que esse seja o mundo ideal NÃO. Porque eu também sou romântica pra caramba, e me arrepiei toda com esse trecho sobre pegar na mão. Porque você arrasou muito! Isso faz TODO o sentido! Quando você tem toda a vontade do mundo de ficar do lado de um cara de mãos dadas, aí sim, o beijo vale a pena! <3 Te amo! Ana (Rainha dos Comentários) LuísaMinha Vida como Ela É

Obrigada por tornarem real.

Dear Friend,

Eu tenho crises existenciais frequentes e acredito que se você lê este blog com uma razoável frequencia sabe disto. Tento resolver minhas crises pensando, porque eu tento resolver a minha vida inteira pensando, porque a única coisa que eu sei fazer é pensar. Só que para que os pensamentos fluam alguns estímulos são necessários. Determinadas vezes eu leio um livro reflexível, em outras escuto a uma música que me lembre algo que me faça pensar com clareza, em muitos casos leio blogs das minhas amigas, que fazem os melhores textos do universo, em outras ainda eu assisto a alguma das minhas séries favoritas, que sempre me iluminam na vida, mas em suma maioria das vezes, eu assisto a filmes. Geralmente aos mesmos, tenho uma lista e fico reassistindo-os infinitamente, porque só consigo pensar com estímulos. Acho que todos são assim e os que não são deveriam, porque estímulos clareiam nossa mente um bocado.

Eu não era assim, de ter crises existenciais e ficar pensando, tornei-me graças à Mia Thermopolis e seu infinito diário repleto de sua sede por auto atualização e auto conhecimento, eu achava legal tudo que ela conseguia descobrir sobre ela mesma de formas tão inimagináveis e queria conseguir fazer o mesmo, então eu comecei a pensar sobre o mundo e, principalmente, sobre o meu papel nele e comecei a me angustiar mais que o normal com isso e dei o nome de “crise existencial” para este pequeno emaranhado de coisas.

Há dois anos eu comecei a ler um blog sensacional e muitas de minhas crises foram solucionadas graças a seus belíssimos textos. Um dia tive coragem de comentar no blog e não parei mais. Eis que conheci a autora através de um grupo no facebook e ela comentou em meu blog pela primeira vez e eu sorri e pulei pela casa e pouco tempo depois nós viramos amigas e nos encontramos pessoalmente e hoje sei que há uma grande possibilidade de até sermos parentes de verdade! A questão é que esta pessoa é absurdamente incrível e todas as vezes que me via com crises existencias insistia em dizer “assista a Elizabethtown!” e eu ficava grilada porque nunca tinha visto o filme e achava que os da minha lista já eram suficientes e os melhores no serviço de resoluções pessoais, mas todas as vezes que ia a uma locadora procurava pelo tal filme. Nunca encontrei. Um dia estava caminhando pela minha livraria preferida e decidi que compraria três dvd’s, agarrei dois dos que sempre quis e lembrei-me do tal “Elizabethtown”, encontrei, nem vi o preço e já comprei. Ele tinha que ser bom. Nada que minha amiga gosta é ruim. Comprei e assisti na mesma noite e quando terminei contei pra ela e ela disse que eu precisava fazer um texto sobre. Só que eu não conseguia. Eu nunca consigo fazer textos sobre os filmes que me são realmente úteis, é por isso que nunca falei detalhadamente dos meus preferidos e é por isso que quando me perguntam porque eu gosto deles vem tanta coisa na minha cabeça que eu só consigo responder “porque é genial!” e eu não sei o que escrever sobre “Elizabethtown”. Só que minha amiga é fantástica, hiper ultra mega fantástica e eu ainda acho esquisito saber que posso chamá-la de amiga, porque pra mim ela sempre será um ícone mor de genialidade existente no planeta. Ontem ela inaugurou o novo layout do blog dela e escreveu um belíssimo texto sobre o filme mais importante da vida dela. E eu morri de inveja porque sempre quis escrever um texto genial sobre algum dos meus filmes preferidos, só que, bem, eu não consigo.

Após ler e reler o texto dela incontáveis vezes decidi que deveria reassistir ao filme, então me dei ao trabalho de pedir para o meu irmão ligar o PS3 e colocar meu dvd lá, sentei no sofá, compenetrei-me e comecei a assistir. É claro que o interfone tocou, depois o telefone, depois minha mãe chegou em casa e atrapalhou para ficar conversando, depois foi o meu irmão, depois ela reclamou que queria ver a novela e eu não deixava, depois ela começou a assistir a novela em uma altura terrível na televisão da cozinha, mas eu queria tanto ver o filme que nada disso me impediu e eu vi. Aprendi a mexer no controle remoto e prestei o máximo de atenção possível e senti tudo aquilo de novo.

“Elizabethtown” não é o meu filme preferido e está longe de ser o melhor para minhas resoluções existenciais, mas eu consigo sentir o filme, a essência dele e isso é quase tão mágico quanto resolver suas questões existenciais com uma simples obra cinematográfica. A coisa mais importante que este filme me ensinou foi que a tristeza é mais fácil, mas não é o melhor caminho. O filme é fantástico porque pega a história de um completo fracassado e nos mostra que mesmo com todos os fracassos possíveis, a vida ainda tem salvação, basta que a gente mergulhe profundamente nela e não deixe se abater demasiadamente pela tristeza que facilmente chega e dificilmente vai embora. E tem toda a história de um mapa personalizado e de uma viagem de carro com trilha sonora que é completamente encantadora. E eu fiquei com uma tremenda inveja dessa viagem porque pareceu tão maravilhosa e resolutiva que acho que todos deveriam fazer algo do tipo algum dia na vida.

Eu ainda não sei como resolver minhas crises existenciais, mas acho que sempre vou continuar a tentar completar essa empreitada. Descobri que ainda não encontrei todos os filmes resolutivos que existem e continuo buscando por mais títulos. Confirmei meu pensamento de que eu posso absolutamente confiar em todas as coisas que a minha amiga me indica, porque de fato ela não erra e, principalmente, eu decidi começar este ano tentando deixar a tristeza e a melancolia alojarem-se com menor intensidade e frequência neste pequeno coraçãozinho sonhador e descobri que a chave para isso encontra-se simplesmente em mim. Basta que eu feche as portas para a tristeza e lembre-me de sempre levantar a cabeça, engolir as lágrimas e armar um sorriso, mesmo que forçado. Eu sei que fingir ser forte não é eficaz e eu não quero fingir que sou forte, eu quero realmente ser e quero ser capaz de reconhecer que não consegui. Quero ser capaz de chorar em algum lugar que não seja o meu quarto escuro ou trancada em um banheiro qualquer. Eu quero aprender a ser mais sincera comigo e com os meus sentimentos e a levar a vida mais levemente, acreditando que eu consigo, mesmo que ninguém acredite. Porque sim, eu consigo. Eu sei que consigo. E só posso agradecer aos filmes, livros, seriados, músicas, palavras amigas e à minha querida amiga.

Lema do ano.

Descobertas

RegrasParte 1Parte 2Parte 3

DIA 4 – O pior e o melhor dia do ano para você; Coisas que você tenha feito pela primeira vez neste ano; Algo que você tenha tentado fazer, mas não tenha conseguido, algo que você conseguiu e algo que você quase fez; A grande descoberta do seu ano; Uma pessoa que te fez morrer de vergonha e outra que te encheu de orgulho; 

2012 foi daqueles anos mágicos, mas tão mágicos que o pior e o melhor dia foram o mesmo. Lembro como se fosse ontem, ou como se eu tivesse sonhado ontem, porque é muito difícil saber se foi ou não sonho, embora as passagens de avião digam que foi realidade. Dia dezenove de agosto de 2012 começou às 10h, acordei e tomei café com a querida tia Ila. Tomei banho, troquei de roupa, conversamos, arrumei a minha bolsa e entrei em contato com as meninas para saber aonde deveria ir. O almoço havia atrasado e eu deveria encontrá-las em uma estação de metrô. Esperei um pouco e fui até lá. Não havia ninguém. Elas moram mais longe e por isso demoraram um pouco mais para chegar, só estava Anna, mas no outro lado da estação e não nos encontramos. Aparece na escada cinco lindas meninas sorridentes que me abraçam e dizem “vamos buscar a Anna” e então atravessamos a estação inteira e finalmente a buscamos. Decidimos que iríamos ao Shopping da Paulista, porque eu e a Anna ainda não havíamos almoçado e Deyse, Tary e Milena queriam comprar um óculos de Sol. Pegamos o metrô e antes de chegar à praça de alimentação encontramos a “Quem disse, Berenice?“, depois conhecida como a nossa loja, porque tudo ali tinha a nossa cara. E nós compramos perfumes da mesma linha para todas, desde que o nome deles combinassem com a pessoa em questão. E fomos até a praça de alimentação e eu e Anna comemos massa, enquanto Deyse e Milena comeram camarão e pouco tempo depois Ale e Lari chegaram e nós rimos, fotografamos, conversamos e fomos comprar o dito óculos de Sol. A folia na Chillibeans foi grande e saímos fotografando a bela avenida Paulista e caminhando rumo à Livraria Cultura, chegamos lá e pouco depois Marie aparece cantando OI OI OI, como sempre fazia. E rimos e conversamos mais e fomos até o Starbucks mais legal da cidade, andando abraçadas na rua enquanto cantávamos Tempo Perdido, Quase Sem Querer, Eduardo e Mônica e, claro, Pais E Filhos, como em um grande flash mob, enquanto os paulistanos nos encaravam e certamente pensavam “o que raios essas garotas estão fazendo?” e nós estávamos apenas nos sentindo absurdamente infinitas. E tomamos café no Starbucks, e o pior dia começou a aparecer, porque a gente se despediu. E nada nesse ano pôde se comparar com aquela dor. Na Livraria Cultura Lari nos deixou e eu chorei no colo da Milena porque aquilo estava perfeito demais para simplesmente acabar. E de repente era eu quem tinha que ir embora. E eu abracei Anna Vitória ainda sem acreditar que a tinha conhecido e abracei minha querida irmã gêmea prendendo o choro porque ela é feliz demais pra merecer lágrimas e despedi-me da Renata com um grande e meloso abraço e a partir daí cada uma que eu abraçava eu chorava mais e quando chegou na Milena o abraço foi tão grande e o choro tão intenso que nem sei como consegui me sustentar em pé. E então Ana Luísa solta um “até segunda, minha flor” e eu sorrio porque, aquilo estava acabando, mas eu ainda tinha ela. E volto pra casa andando, mas estava chorando tanto que desabo pro lado errado da Brigadeiro, em plena noite de domingo na maior cidade do país. E depois de andar umas oito quadras eu percebo que estava errada e volto e chego em casa cansada e sem acreditar que tudo aquilo havia acontecido em apenas um dia. O melhor e o pior dia do meu ano, em situação plenamente equilibrada. Porque eu tenho plena certeza de que nada nunca será igual ou meramente semelhante a toda aquela efusão de sentimentos que vivemos naqueles dois belos dias. Ainda bem que eu conheci vocês!

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Ano dos 18 anos é o ano de primeiras vezes. Dirigi, fui a balada, fui pra faculdade, francês, academia, assisti a vários filmes e seriados pela primeira vez, vi minhas melhores amigas virtuais ao vivo, fui pra Europa, andei de teleférico, comi chocolate belga  e suíço e caracol e usei uma calça de retalhos!

A única coisa que lembro de ter tentado fazer e não conseguido foi o quarto semestre do teatro, que comecei e estava indo bem, mas tinha muita coisa pra fazer tanto nele quanto na faculdade, não pude conciliar e acabei trancando. Uma coisa que eu consegui e achei que não conseguiria, foi subir ao palco em uma peça infantil. Teatro infantil era meu maior monstro teatral e eu consegui vencê-lo, não com muito êxito, mas com êxito suficiente. Não me lembro de nada que eu tenha quase feito…

Dentre todas as coisas fantásticas que eu descobri neste ano, acho que a mais fantástica foi Gilmore Girls. Esse seriado é fantaravilhoso, do tipo que me fez assistir a sete temporadas em menos de seis meses e me deixou completamente viciada e me legou várias lições que carregarei por toda a minha vida! Benzadeus que eu descobri ele, viu?

Não costumo ter vergonha das pessoas, mas orgulho eu tenho de monte! A pessoa que mais me encheu de orgulho esse ano foi Ana Luísa linda e diva que apanhou em duas peças diferentes – e ganhou troféu por uma das surras – beijou dois rapazes diferentes na mesma peça, brilhou muito como Lucy e Sino dos Ventos e que fez-me apaixonar ainda mais por ela quando apareceu de cabelo curto, maquiagem maravilhosa, só de sutiã e saia sendo a Vaidade. Chorei em todas as peças, não porque eram tristes, mas sim porque eu senti orgulho, MUITO orgulho por ser filha amiga de uma preciosidade como estas! Só tenho a dizer obrigada!