Da biblioteca da faculdade…

Bibliotecas costumam ser lugares mágicos que despertam coisas ótimas em mim. Não hoje.

Tive um dia péssimo ontem e dormi como um recém nascido, para acordar as 6h30 e vir para a faculdade. Teria aula de antropologia, a minha preferida. Acabei me atrasando na arrumação porque deixei pra colocar as coisas na mochila de manhã e minhas roupas estão em malas e é difícil de encontrá-las. Chego na faculdade e encontro uma velha amiga no pátio, fico conversando por alguns minutos e quando subo para o nono andar já são 7h40. Dez minutos de atraso. Seria rechaçada. Não hoje. Chego no meu andar e encontro a sala inteira no banco do corredor, comunicando-me que, infelizmente, a professora não viria hoje e eu teria duas horas livres. Duas horas livres. Sem saber o que fazer, obviamente vim para a biblioteca, o meu refúgio. Mas ler ultimamente está muito mais para obrigação do que refúgio, então vim usar o computador. Entrei na internet e li blogs de amigas (porque ler blogs ainda é legal), mas enquanto isso minha lente de contato começou a falhar no olho esquerdo e a arder, fazendo com que ele lacrimeje incansavelmente. As lágrimas despertaram os então adormecidos, sintomas de pseudo-resfriado e logo minha narina começou a minar água ou uma espécie de catarro aguado, que seja. Eis que se encontra uma garota aparentemente arrumada, que quando vira a cara está vermelha, inchada e lotada de água para todos os lados. Pensei em ir pegar um lenço, o colírio ou simplesmente ir ao banheiro tentar resolver a situação, mas isso acarretaria na perda do computador, provavelmente, e não estava afim de ter tempo livre e literalmente nada para fazer. Deveria ter trazido meu livro de lazer, mas justo hoje deixei em casa, porque deixei para arrumar a mala somente de manhã. E em meio a um emaranhado de situações constrangedoras, há uma menina da minha sala no computador do lado, que chamou-me há alguns minutos e provavelmente se assustou com a minha cara de louca, ou pelo menos a cara de louca que devo ter nesse momento. Mas para melhorar esse dia, que até agora não foi agradável, venho inaugurar o meu novo layout. Que energias boas cerquem o acdua e textos bons surjam em minha mente, já não tão sã.

Abraços, Mayra.

Eis que o Silêncio grita.

Nunca havia visto o silêncio falar tão alto. Ultimamente venho notado que o ser humano tem uma necessidade incessável de falar e ser ouvido, precisa de atenção, as vezes muito mais do que realmente consegue obter, a verdade é que todos nós gostamos de ter alguém por perto que esteja ali simplesmente por querer estar ali, sem se importar com rótulos e afins.

O silêncio grita porque ele não existe. São poucas as pessoas que se sentem confortáveis em ambientes silenciosos, poucas sentem-se confortáveis consigo mesmas, poucas tentam entender seus pensamentos, poucas tentam realmente ser algo, enquanto a maioria está preocupada em ter coisas.

Vivemos acostumados a submeter as nossas vidas a tudo e todos que tentam mandar em nós, não digo isso apenas por experiência própria, é o que tenho visto. Poucos são os que são autênticos o suficiente para chutar tudo aquilo que fazem por obrigação e fazem somente aquilo que realmente lhes fornece prazer. Certo é que a maioria diz que nem tudo são flores, que para se chegar ao céu é preciso passar pelo inferno, no fim, precisamos do desequilíbrio para que valorizemos o equilíbrio.

Tenho sentido inveja dos animais considerados “irracionais”, porque eles sim valorizam a vida, fazem tudo instintivamente, sem grandes intenções por trás, sem esperar grandes coisas, sem se decepcionar, fazem tudo que é necessário como é necessário, não sentem essa insatisfação que não nos abandona nunca, não, para eles está tudo bom, tudo sempre bem, é uma vida fácil e boa. Queria ser um pássaro, deve ser legal sair voando por aí, sem lenço nem documento.

Mas eu sou humana e vivo num mundo cheio de gente que finge que ser o que não é e tem vergonha de quem gostaria ser. O humano almeija a perfeição e quanto mais próximo chega dela, mais ele almeija, estando assim eternamente insatisfeito. Testam seus limites, mesmo que ninguém os peça para fazer isso, estão sempre em alguma competição, mesmo que seja contra eles mesmos.

Enquanto isso o silêncio está apenas lá, sozinho, esperando que nos aproximemos dele e sintamos seu sabor.

Certamente sou insatisfeita, nada nunca me satisfaz, porque não sei o que eu busco. Felicidade é algo extremamente lindo e necessário, mas fútil demais para ser o ideal máximo de vida. Amor é maravilhoso, mas difícil de ser encontrado em meio a tanto ódio e tanta superficialidade. A arte é o que me prende aqui, o que ainda consegue me surpreender um pouco e me fazer respirar, sentir algo. As vezes eu só queria sentir algo.

Realmente espero que todas as pessoas que conheço atinjam seus ideais de vida, quanto a mim, continuarei a pensar e escrever sobre isso, dinheiro não é assim tão necessário, pelo menos não em grandes quantidades e enquanto eu não achar algo pelo qual valha a pena lutar, continuarei sem lutar por nada, vivendo passivamente e banalmente. Chata, como sempre fui. Fútil, ridícula e mimada. Super-protegida e insatisfeita, eternamente.

Se algum dia algo muito bom acontecer por aqui, bom o suficiente para me fazer levantar da cama com um sorriso no rosto e vontade de lutar, a vida perderá seu sentido, porque ela só faz sentido enquanto não descobrimos o nosso real ideal, depois que fizermos isso, de nada mais adiantará continuar aqui.

Eu amo muita coisa, meu coração acelera a cada vez que presencio muitas coisas, muitas coisas despertam bons sentimentos em mim, mas a felicidade só é real quando compartilhada e enquanto estiver aqui sozinha, somente o silêncio poderá me compreender – se algum dia eu conseguir ouví-lo – a verdade é que sem a minha mãe por perto (o único e supremo referencial de amor que possuo) fico assim, abobada e desesperada por algo que seja ao menos real.

De mentirinha.

Realmente odeio fazer posts de tão baixo nível, odeio parecer triste e louca. Odeio transmitir uma imagem antônima à do meu dia-a-dia em cada um dos meus textos. Odeio parecer tão insegura e idiota, mas… Não estou conseguindo ser diferente.

Cada dia é uma imensa tortura. Tenho os sonhos mais loucos do mundo, onde sou todas as coisas possíveis e estou em todos os lugares imagináveis. Enquanto sonho penso “relaxa, é só um sonho” e então eu acordo, mas ainda estou sonhando. Pra quem já viu “Inception”, pode-se dizer que tenho sonhos com várias camadas. Sempre estou sonhando. Então eu acordo, visto meu uniforme e dou início à minha rotina tremendamente chata. Chego na escola e ao olhar para os professores continuo pensando “relaxa, é só um sonho”, mas bem… Não é só um sonho. Pelo menos fui levada a crer desde sempre que essa é a realidade, que por eu sentir meus beliscões estou acordada. Só não sei até que ponto as coisas são reais.

Acordo e tudo que quero fazer é voltar a dormir, voltar para a minha zona de conforto, sem risco algum. Dormir porque levantar e fazer algo é inútil e trabalhoso demais. Porque se não é possível que se faça exatamente aquilo que se quer fazer, é melhor que não se faça nada. Mas eu não posso voltar a dormir. Acordo e tenho que sair da minha zona de conforto, correr riscos. Passar mais 24 horas com minhas vontades suprimidas e olhando para coisas que não me interessam nem um pouco. Não sinto que pertenço a lugar nenhum e então começo a fingir. Finjo que estou feliz, que tive uma boa noite, que minha vida é maravilhosa e estou super satisfeita com ela. Finjo que gosto das minhas atitudes, que acho inútil estudar, que concordo com o fato de passar os dias inteiros coexistindo com o nada. Finjo que estou satisfeita. Sorrio e finjo. Tem sido assim desde que me entendo por gente. Afinal, de que adianta tentar deixar de fingir? Ninguém vai realmente se importar. Se eu resolver acordar um dia e ser apenas quem sou, com todos os meus defeitos e gostos, se eu resolver ser realmente excêntrica, fico sozinha. Ninguém quer ficar sozinho. Então eu como chocolate. Como chocolate para esquecer todos os meus medos e decepções. Como desesperadamente, para que aquilo me complete. Como porque o chocolate não vai me decepcionar ou dizer algo que me magoe, vai simplesmente estar ali o tempo todo, pronto para me satisfazer. Como abundantemente, como se nada mais importasse. Então tenho alguns minutos de felicidade. Consigo olhar ao redor e sorrir de verdade. Consigo ver beleza nas coisas, nas diferenças. Diferenças, pft. Tudo sempre foi tão diferente de mim. Nunca encontrei algo semelhante a mim. Algumas pessoas têm alguns traços semelhantes, mas nenhuma é realmente parecida. Nunca encontrei alguém que compartilhasse da maioria dos meus gostos e que eu pudesse conversar sobre qualquer coisa que quisesse que a pessoa entenderia e se não entendesse, discutiria a respeito. Não. Todos são essencialmente diferentes. Pego então os meus amigos, cada um deles. Serão eles realmente meus amigos? Se meus pais morressem, eles realmente se importariam? Eles se importam com algo? Ou apenas coexistem comigo? Aproveitam meus momentos felizes e me abandonariam nos tristes? São raras as coisas em comum perante eu e meus amigos e é por isso que não conversamos tanto. Se for expor qualquer uma das minhas ideias, serei rechaçada. Então, como não consigo ficar calada, falo merda. Falo muita merda. O dia inteiro. Falo mau dos outros, falo sobre coisas que vi na televisão ou na internet, falo sobre desconhecidos porque tenho certeza absoluta que se fosse falar sobre mim ninguém estaria interessado. Mas, porra. Eu cansei. Cansei de ter que estampar um sorriso no rosto quando tudo que queria era chorar. Cansei de fingir que não me importo, quando estou desesperadamente preocupada. Cansei de desejar abraços e carinhos e ficar parada, esperando-os porque correr atrás poderia ser mau interpretado. Cansei de viver dentro de tantas regras e limitações. Cansei da escola, de tudo aquilo que ela representa. Cansei das aulas, dos professores e até das pessoas. Não de todas, claro, porque mesmo que elas me façam viver inertemente e ser alguém completamente diferente daquilo que eu gostaria, imagino que tudo seria muito mais doloroso sem elas ao meu redor. Mas eu cansei da maioria das pessoas. Cansei do cheiro daquele lugar, da cor feia daquelas paredes, daquelas janelas que não deixam a luz passar completamente, daquele sistema de som que nunca funciona direito, dos materiais didáticos repletos de erros e da necessidade incessável de competição que reina aquele lugar. Ir para a escola é a maior tortura que se pode impor à mim. Mais torturante do que fazerem eu comer banana e olha que eu odiaria se me fizessem comer banana. Só que eu continuo indo lá. Continuo sorrindo. Continuo fingindo que concordo com toda aquela besteira, que quero passar no vestibular, me importo com ele. Finjo que sonho com a universidade e com os amigos que farei por lá. Amigos, humpf. Meu irmão tem apenas quatro amigos. De toda a sua vida só sobraram quatro. Sempre me pergunto quantos sobrarão para mim. Porque eu não sou nem um terço do que ele era. Sou um centésimo, mas com o dobro da idiotice. O que vai sobrar? Acho que nada. Viverei no vazio. Sozinha. Então me verei obrigada a constituir uma família convencional, só para que a sensação de vazio diminua, mas ela NÃO VAI DIMINUIR!!!

Preciso gritar. Preciso chorar. Sinto que vou explodir em breve. Não sei mais quanto tempo aguentarei aqui. Tomara que eu resista até o fim do ano, porque realmente acho que talvez as coisas melhorem um pouco na faculdade, nào vou conhecer ninguém, vai ter todo o tipo de gente e eu terei livros legais e matérias super interessantes para estudar, não precisando me preocupar com relacionamentos e pessoas. Eu me cansei de me preocupar com as pessoas. Passar os dias calculando milimetricamente como devo agir para que elas se sintam confortáveis com a minha presença enquanto nenhuma pessoa se importa com a minha presença em algum lugar. Então eu resolvo escrever a respeito disso, porque já não tenho com quem conversar sobre nada. Escrevo inutilmente achando que de algum modo conseguirei ver as coisas com mais clareza e “retornar à sanidade”, escrevo inutilmente achando que alguém vai ler e conversar comigo de verdade, deixar eu desabafar a respeito de tudo e continuar ao meu lado quando as lágrimas aparecerem e eu estiver precisando de um abraço. Mas eu sei que o máximo que receberei aqui é um pouco do que sempre recebo. Pessoas dizendo para eu parar de ser fresca, que não é bem assim, que se importam comigo e que estarão ao meu lado para sempre. Pessoas que não têm coragem de comentar aqui e jogam na minha cara depois que eu estava desmerecendo a amizade deles. Amizade? Se ela fosse real não seria necessária toda essa falsidade. Haverá ainda alguns idiotas que dirão “você precisa de um namorado!”, não, não preciso de um namorado. Preciso de alguém que me ame e saiba demonstrar isso. Mais uma vez estou aqui tentando tirar todas as minhas máscaras, vulnerabilizando-me em busca de algo real em meio a esse mundo de sonhos. Algo sólido e que demore bastante para se desmanchar no ar. Só quero alguém com quem eu possa conversar sobre qualquer coisa sem precisar escrever sobre elas, falando enquanto olho nos olhos e vejo a reação perante a cada coisa insana que sai da minha mente deturpada. Mas só encontro gente que também está fingindo. Fingindo ser alguém que pareça bom e feliz, para ser mais aceito, para pertencer a mais grupos e mais lugares, porque isso é o que as pessoas consideram “feliz”, alguém rodeado de pessoas e sorrindo. Mau sabem eles que um sorriso pode esconder muitas coisas.

No fim somos apenas parasitas. Corpos habitados por almas que resolveram encarnar-se para tentar evoluir um pouco. Em vão. A cada vez que trocamos o rosto amigo de alguém e a voz sábia dessa pessoa por um caderno ou um blog estamos nos distanciando um pouco mais dessa tal “evolução”. Ao invés de melhorarmos nossos laços afetivos com as máquinas ou com nossos vícios, deveríamos correr atrás das pessoas, mas cadê a força para isso?

Sou apenas uma boneca que respira e veste uma máscara diferente para cada ocasião.

Sobre uma festa…

Ontem teve uma grande festa dos terceirões da cidade, onde a minha escola era a principal promotora. Por ser da comissão de formatura e tal, não pude deixar de comparecer. Festas sempre me ensinam muitas coisas. Na verdade… São raras as coisas que não me ensinam nada. Então, compartilharei aqui meu recente aprendizado.

1 –  Eu abomino pessoas bêbadas. Nem precisa estar bêbado de verdade, basta parecer. Para mim a pior coisa que pode acontecer é eu conviver com você bêbado. A única exceção é a @LeticiiaC, porque me divirto incrivelmente com ela bêbada, o resto do povo torna-se irritante. O pior ainda é quando os meninos bebem desesperadamente porque é o único jeito de terem coragem de conversar com alguma menina. Sinceramente? Entre um cara sóbreo e um bêbado, 90% das meninas escolheriam o sóbreo. Nesse critério entra o fato de a maioria das pessoas começar a beber muito antes dos 18 anos. Desulpem-me os que acham que “regras são feitas para serem quebradas”, mas acho que além de toda a responsabilidade que é necessária para você sair enchendo a cara, beber com pouca idade pode causar vários problemas futuros e não digo problemas de convivência, somente, mas também problemas metabólicos. Além disso, beber após os 18 anos não é uma regrinha imposta pelos seus pais, é uma Lei Federal. Você poderia ser preso, se a justiça do Brasil realmente funcionasse. A partir do momento que você bebe um gole de álcool antes da idade certa, você fez tão mau para a sociedade quanto todos os políticos corruptos e você perde seu direito de julgá-los. Eu sei que muitos dirão que sou uma exagerada e alienada pelas Leis e talvez eu seja mesmo, o fato é que, para mim, você tem que ser MUITO foda para beber e eu ainda te respeitar.

2 – A moda rege as pessoas. Ano passado se uma menina fosse a uma dessas festas usando tênis, seria uma aberração, neste ano usar tênis se popularizou e muita gente os usava. Festa é um lugar onde a maioria das pessoas deixa de ser quem é e se veste de outra pessoa, na tentativa frustrada de conseguir alguém que a aprecie, pois ninguém o faz quando ela é ela mesma, então talvez alguém aprecie sua nova personagem. Qual o sentido de, por 1 minuto, ter alguém ao seu lado que te acha linda, sendo que essa pessoa nunca nem viu tua cara como realmente é?

3 – Eu não sou adepta a “ficar com desconhecidos”. Várias pessoas vão a festas em busca de amor ou apenas de alguma demonstração de afeto que a faça se sentir mais viva, o fato é que beijar alguém que você não faz a MENOR ideia de quem seja, não te fará uma pessoa mais amada. Quando você precisar de alguém, vai continuar estando sozinho. Fora que tem um monte de doença  que pode ser transmitida com beijos. O amor é um sentimento bonito demais para ser banalizado dessa maneira então eu me entristeço ao ver tantos jovens renderem-se a seus instintos carnais, desprezando todo e qualquer sentimento que possa vir a existir.

4 – Música eletrônica é um saco e Sertanejo também. Acho que ninguém aguenta ficar ouvindo “tunch tunch tu-tu-tunch” durante 3 horas sem ficar enjoado ou com dor de cabeça. Pelo amor de Deus. Se tivesse um cantor na música ainda melhoraria um bocado, mas só aquela batida é um caos infinito! Quanto ao sertanejo… Não dá pra dançar isso sem ter um par então acaba se tornando o momento em que todos os bêbados nojentos chegam nas meninas na esperança de conseguirem um “pedacinho” dela junto com a dança. Deveria tocar mais Pop+Eletrônico, coisas como Lady Gaga, Black Eyed Peas, Ke$ha, Rihanna… Convenhamos que música com toques de eletrônico é o que não tem faltado ultimamente e elas são bem legais, mas só o eletrônico é uma grande merda. Outra coisa, quem foi que inventou de substituir o bom e velho funk das festas pelo Sertanejo? Convenhamos que dançar funk causa uma puta alegria insana e que é engraçado e divertido, dá para se divertir loucamente dançando funk, não vejo como é possível haver diversão com o sertanejo.

5 – Através desta tal festa, descobri quem realmente sou. Gosto muito mais de ir num show com alguns amigos, ouvir rock e gritar as letras junto com o vocalista, ir ao cinema, teatro ou até mesmo ficar em casa divertindo-me comigo mesma, do que ir a uma festa ver pessoas fazendo escrotices enquanto tentam provar para outras que são sim super legais.  Também descobri que todas as festas que fui e que gostei não foi por causa da festa em sí e sim por causa das pessoas que estavam comigo nessas festas, porque não importa o lugar, desde que você esteja com as pessoas certas. Parece clichê, mas é verdade. Talvez eu tenha percebido tantas atrocidades porque não estava com pessoas legais o suficiente para me distrairem delas. Sou uma pequena nerd, que acha estudar um atraso de vida, mas que aprecia muito mais as pequenas coisas e pequenos momentos do que coisas faraônicas. Gosto de cumprir regras, quando concordo com elas e tento ser politicamente correta a maior parte do tempo, porque acredito que a ética e a moral são as únicas coisas que ainda fazem de mim uma pessoa que pode ser considerada decente. Sigo meus princípios onde quer que esteja e, mesmo sendo influenciável quanto a comportamentos, ninguém consegue influenciar meu modo alimentar e ninguém é capaz de me induzir a vícios que sei que me levariam à desgraça. Sou responsável na maior parte do tempo e, vou dizer algo meio presunçoso agora: Sou melhor do que a maioria das meninas existentes, sem precisar de muito esforço para provar.

No fim das contas, por motivos completamente diferentes do que os da maioria das pessoas, ir a essa festa ontem aumentou consideravelmente a minha auto-estima, ainda bem que fui.

Coisas que me irritam profundamente.

Ultimamente tenho me irritado DEMAIS com certas pessoas e, para diminuir a incidência de tal fato resolvi enumerar as coisas que me irritam, para que as pessoas que convivem comigo e leem isso possam criar consciência e parem de agir de tais maneiras.

1 – Não me abrace sem ter intimidade comigo. Aceito cumprimentos, aqueles “beijinhos” de bochecha e afins, mas só encosto em quem eu gosto e se eu nunca encostei em você, é porque não quero que você encoste em mim.

2 – Beijinhos no rosto, aqueles dados de verdade, com contato da boca na bochecha, só são permitidos se eu te conhecer há um bom tempo e tiver muita intimidade contigo, ainda assim acharei estranho, mas aceito.

3 – Deixem eu ter meu espaço. Não aguento mais gente grudenta que acha que tem que ficar comigo o dia inteiro, eu preciso da minha liberdade, preciso de um tempo para respirar e para conviver com pessoas diferentes. Realmente não gosto de quando ficam me seguindo pra todo lado e blablabla, really.

4 – Gente que se acha superior e fica o dia inteiro tentando provar isso, mas acaba fazendo com que todo mundo ao seu redor se sinta péssimo.

5 – Falar sobre coisas fúteis. Meninas adoram isso, mas o dia inteiro não, né? Não quero saber se o fulaninho estava com a calça azul ou a preta… Invente outra coisa para falar sobre, assim não pareceria tão retardada.

6 – Quem faz pergunta burra no meio da aula. O professor acabou de explicar tal coisa e algum retardado pergunta o que ele acabou de dizer.

7 – Gente que falou comigo umas quatro vezes e acha que é meu melhor amigo e fica dando conselhos para toda a minha vida.

8 – Quando não entendem que eu não gosto de comer UM MONTE de coisas e que não vou experimentá-las só porque você está pedindo. Não importa se você é a pessoa mais importante da minha vida, não vou comer algo ruim para te agradar. Aceite isso.

Bom… Acho que é isso aí… Se algum dia aparecer mais coisas que me irritam, faço uma “parte 2” pra esse post.

Beijinhos!