What goes around, comes around.

Questiono a minha existência quase que diariamente. Por que, afinal, estou aqui? Não sei.

Estou cansada de viver de aparências, de não poder ser quem realmente quero. Estou cansada de tudo. Tanto física quanto psicologicamente. Tem dias que acordo e tudo que consigo pensar é em ter mais dias para dormir, dormir e não fazer nada além disso.

Não é preguiça, desânimo ou falta de vontade, embora por muito tempo eu tenha achado que fosse. Simplesmente não consigo aceitar a ideia de ser alguém que não é nada.

Não aguento mais essa história de vestibular. Não entendo porque têm tanto medo dele e dão tanta importância a ele. Para mim é apenas mais uma barreira da sociedade que nos impede de essencialmente ser algo e nos faz querer parecer que somos algo.

Estou cansada de ser estranha, aberração, bizarra, esquisita ou qualquer outro esteriótipo com este significado. Estou cansada de gente que só me julga e de gente que nem tenta ver algo bom em mim. Estou cansada de não conseguir encontrar nada bom em mim mesma.

Não entendo porque estou viva até hoje, porque não fui atropelada todas as vezes que poderia ter sido etc e tal. Algo me faz acreditar que é porque tenho um propósito a cumprir por aqui, uma missão maior. Só queria ter um controle remoto, igual em “click” e poder pular direto para a parte em que minha vida começa a valer a pena.

Quero poder sair desse quarto cor-de-rosa e desse mundo rosa em que vivo e quero poder ser eu, simplesmente isso. Acho que sou apenas mais uma adolescente que é revoltada com o fato de ter sua liberdade de expressão privada por aí.

As pessoas são cruéis umas com as outras, elas simplesmente não se importam e eu estou cansada de ser a única a se importar. Estou cansada de amar pessoas que não sentem a menor falta de mim. Estou cansada de ser apenas “mais uma” na vida de todo mundo, enquanto cada um é especial na minha vida.

É triste isso. Muito triste.

Querer ser alguém melhor, justo, ético, decente, responsável, bom e se deparar com um mundo deturpado a ponto de fazer com que eu me sinta a errada.

E querem saber mais? Não sei o que vou fazer da minha vida. Não sei se vou fazer uma faculdade, mestrado, doutorado, P.Hd e sair me exibindo pelo mundo. Não sei nem se vou conseguir prestar o vestibular, não sei se meus ideais permitirão isso. Mas hoje eu descobri o que quero fazer da minha vida. Eu quero ser atriz, afinal tudo que sempre faço é atuar mesmo. Só iria converter isso para algo bom, unir o útil ao agradável.

Mas… E aí? Preciso fazer uma faculdade para isso? O que os pais de Van Gogh disseram quando ele decidiu virar “apenas” um artista?

Sabe… O mundo é dos loucos. A gente passa a vida inteira estudando coisas que loucos fizeram. Para nós eles são gênios, mas na época deles eram apenas loucos. Talvez o fato de crescermos já planejando o que faremos na faculdade, como e onde constituiremos nossa família, quanto pretendemos ganhar etc e tal seja apenas mais uma maneira de sermos controlados pela sociedade alienante, que precisa que a cada vez menos desses loucos existam, para que assim possa manter sua soberania.

É triste acordar e perceber que a vida não é feita de ideais e que não sou uma dessas loucas, sou apenas mais uma. É triste ser apenas mais uma. Eu queria ser especial para alguém.

E sim. Talvez eu esteja carente.

Impessoalidade.

Eu nunca disse “eu te amo” sem realmente querer dizer isto. Sempre procurei ser sincera com meus sentimentos. Sempre me doei ao máximo aos relacionamentos. Quando tinha um amigo conseguia facilmente me imaginar com 50 anos tendo a mesma conversa normal com aquela pessoa. Costumava brincar com minhas amigas quase todos os dias, as mães delas eram minhas “tias” e elas sabiam exatamente quais eram as comidas que a minha mãe cozinhava melhor.

Com 11 anos mudei para Curitiba novamente e tive três amigas na escola, das quais eu realmente amava. Amava brincar de barbie com elas e até suportava o fato de elas se acharem mais espertas do que eu, passava cola para elas na prova, brincávamos de todas as coisas possíveis, mas elas me magoaram. Elas me ensinaram que amizades nem sempre são “para sempre” e que eu não devia entregar todo o meu coração nas mãos de tanta gente que poderia estraçalhá-lo tão facilmente.

Com 12 anos eu comecei a ser fria. Lembro da incrível sensação de mentir quando alguém me perguntava se estava bonita, lembro de fingir gostar de muita gente, quando na verdade rezava para me ver livre deles. Lembro de rir das burrices que falavam e de me achar inteligente e superior, lembro de virar um incrível monstro.

Com 12 anos eu fiz teatro pela primeira vez e eu tinha uma turma maravilhosa, cheia de pessoas que eram realmente importantes para mim, mas eu nunca tive coragem de dizer isso a elas. Raramente tinha coragem de falar com elas. Meus diários da época são cheios de textos como “hoje fulano me abraçou!”, sempre achei o máximo ser abraçada, mas eu não podia deixar com que os outros soubessem que achava isso um máximo. Tornei-me forte e fria. Mas um dia o professor do teatro me perguntou porque eu era tão arredia e não conversava com ninguém, eu fiquei desesperada e respondi enquanto chorava “É que eu tenho medo das pessoas.” e eu realmente tinha. Nunca suportei a ideia de que o mundo podia ser tão cruel. Fui criada para ser uma pessoa boa, honesta, ética e então fui jogada num mundo estranho e egocêntrico onde pessoas quebram seu coração sem nem pensar sobre isso. Nunca vou me esquecer das coisas que aquele professor passou a me ensinar a partir dali.

E quando eu tinha 13 anos consegui fazer novas amigas, amigas reais, legais e eu sabia que elas realmente eram minhas amigas. Lembro de morrer de medo de dizer a elas o quanto as amava, mas lembro também de não ter me arrependido quando o fiz. Aquelas seis garotas fizeram com que eu voltasse a ser a menina sensível e amável de antes, me ensinaram a não ter medo de todas as pessoas, pois ainda havia gente que prestasse no mundo. Naquele período de tempo eu sabia que não importaria o que acontecesse com a minha vida, eu teria a cada uma delas para contar com.

Mas o tempo passou e as vezes o tempo é bem cruel com a gente.

E não me recordo exatamente do que aconteceu, mas algo me deixou intensamente deprimida. Acordava todos os dias planejando a minha morte, fazia de tudo para que aquelas 6 meninas parassem de gostar de mim, desistissem de mim. Era ruim demais acreditar que eu ia magoar as pessoas que eu mais amava e várias, várias coisas aconteceram desde então, hoje aquelas 6 meninas são apenas recordações das melhores amizades que eu já tive. A maioria delas tornou-se apenas “amiga por hábito”, porque é impossível brigar com elas, pelo menos é impossível ficar brava com elas por muito tempo, mesmo que elas sejam completamente bobas as vezes e mereçam que eu fique brava. Elas me ensinaram que as coisas não são perfeitas, mas elas podem ser reais. Me ensinaram que é possível entregar seu coração e não recebê-lo estraçalhado.

Mas agora elas não estão mais ao meu lado em todos os momentos que necessitaria, elas raramente estão meu lado e é aí que vejo meu grande impasse. Se tive amigos de verdade depois delas? Tive, pelo menos acho que sim, mas não foram a mesma coisa. Todas as vezes que coisas boas demais ou ruins demais acontecem, sinto que só compartilhei com as pessoas certas, se falar com elas, mesmo sabendo que elas não se importam. Meus outros amigos foram passageiros, o que não significa que os ame menos. Mas, depois delas, minha capacidade de amar foi drasticamente reduzida e atualmente é um esforço imenso dizer a alguém que gosto da pessoa, é um esforço enorme abraçar alguém que não conheço direito, é um esforço enorme, gigantesco, tentar ser humana.

As vezes penso que o contato constante com invenções tecnológicas, a vida em meu casulo (também conhecido como “apartamento”) e o individualismo presente no mundo estão me tornando cada vez menos gente. Chego a pensar que daqui a algum tempo serei apenas igual a mais uma dessas máquinas, porque dependerei delas para ter voz e para ter afeto. É extremamente triste pensar que ao invés de fazermos amigos reais, criamos contas em redes sociais para nos aproximarmos de pessoas que jamais nos conhecerão de verdade. É engraçado pensar que passamos grande parte do nosso dia falando sozinho em um tal “twitter”, falamos sozinhos porque não temos coragem de falar diretamente para as pessoas que gostaríamos. Vivemos à base de indiretas e frases que devem ser interpretadas e lidas em entrelinhas, perdemos a simplicidade e a beleza de viver e é triste, é muito triste saber que das 6,5 bilhões de pessoas que existem, você não consegue conhecer direito nem a você mesmo.

Tenho medo de acordar e perceber que estou com medo das pessoas novamente.

Viva la revolucíon!

Ao invés de olhar para uma televisão e apreciar os filmes, como qualquer criança normal, eu imaginava como é que surgiam as imagens naquela telinha. Na minha cabeça, acreditava que haviam várias salas dentro da televisão e que dentro de cada uma delas estava as pessoas de cada um dos filmes que já tinha visto. Um dia perguntei para minha mãe se podia quebrar a minha televisão, só porque achava que se a abrisse, encontraria todos os meus personagens favoritos e poderia conviver com eles.

Ao invés de andar na chuva e pensar “Puts! Esqueci o guarda-chuva!”, pensava em quem inventou o guarda-chuva, como a pessoa teve essa bilhante ideia, imaginava os protótipos que vieram antes do guarda-chuva que conhecemos hoje, imaginava como o criador se sentia ao andar na chuva sob seu invento, enquanto o resto das pessoas andava na chuva se molhando. Imaginava o mundo mágico onde o guarda-chuva era a coisa mais estranha e anormal possível.

E a mesma coisa foi com o telefone, afinal… Como é que as vozes cabiam dentro de fios tão pequenos?

E as vezes ainda me pergunto como Santos Dumont se sentiu ao ver seu avião sendo usado para guerras ou como o cara que resolveu enriquecer urânio para ver o que acontecia se sentiu quando viu sua descoberta usada para a total destruição da humanidade.

Questionamentos são a base da minha vida, afinal são as perguntas que movem as pessoas e não as respostas, porém hoje em dia as pessoas pararam de se questionar sobre a vida intrinsicamente e passaram a vê-la apenas como algo “quadradinho”.

Há pessoas que acreditem plenamente que a escola serve apenas para te ensinar coisas para que você passe nas provas e que depois que passar no vestibular e fizer faculdade, tem que fazer mestrado, doutorado e achar um emprego muito bom (bom = que dê dinheir0), essas mesmas pessoas são aquelas que pararam de apreciar a beleza das pequenas coisas, que acham desperdício ficar à janela em um dia ensolarado enquanto os passarinhos cantam, que não veem a menor graça em sentar-se sob as estrelas para apreciá-las, são pessoas que estão com a mente tão fechada para a diversidade do mundo que só conseguem acreditar e aceitar aquelas coisas que a mídia passa como sendo as corretas, que só conseguem apreciar as músicas mais tocadas nas rádios e que acham que filmes bons são aqueles super produzidos, as vezes com histórias infames, porém com atores caros.

Eu sinceramente não acredito que o socialismo viesse a salvar o mundo, acho linda a ideia de Marx sobre o comunismo, afinal essas pessoas só são como são porque foram inventadas para comprar e é tudo que elas sabem fazer.

Mas qual a graça da vida se você não colocar um sentido nela? Qual a graça de viver pensando em se formar, ter um emprego bom, ser rico e morrer dormindo? Qual a graça de viver sem aventuras, sem se arriscar? Como as pessoas conseguem viver sem ideais?

São apenas mais algumas questões das quais ainda não encontrei resposta, aquelas questões que ainda me fazem perder a noite pensando sobre.

E talvez olhem para mim e pensem que sou uma garota extremamente nerd, mas me considero completamente diferente dos nerds, porque eles só sabem pensar logicamente e eu penso com intensidade.

Penso que filmes servem para você aprender sobre coisas que talvez você jamais viva, sobre coisas que talvez aconteçam algum dia, sobre coisas que já aconteceram, filmes são feitos de histórias. Histórias criadas por pessoas que, não necessariamente queriam apenas dinheiro, mas sim passar uma mensagem boa para o mundo. Vejo filmes porque é muito mais fácil viver aceitando e compreendendo a forma diferente que as outras pessoas tem de pensar, do que apenas pensando que tudo se resolve pela matemática.

Não desmereço, porém, as ciências exatas, elas também explicam as coisas, mas elas foram influenciadas pela arte e pela história. Toda matéria tem uma história, todas as coisas que existem tem uma história e o que é a arte? Apenas uma maneira mais simples de se representar as histórias, de modo que mais gente as compreenda.

Os poetas retratam coisas de sua vida de formas figuradas, para que raciocinemos até compreendê-los. E para que compreendê-los? Porque todas as coisas que te aflingem hoje, já aflingiram alguém algum dia e os poetas escrevem sobre essas aflições, ler pode ser um remédio muito melhor do que chorar.

E o que são quadros se não modos de pensar diversificados? Modos diferentes de ver o mundo? Não é maravilhoso analisar as diferenças? São elas que nos constróem!

E a música? Nem consigo falar sobre música. O que seria do mundo sem a música?

O que seriam dos revolucionários sem a arte? E o que seria do mundo sem os revolucionários?

E… Do que a gente precisa hoje, se não uma revolução? Seja artística, intelectual ou cultural?

Vocês já pararam para pensar sobre alguma coisa ou simplesmente aceitam tudo que te falam? Vocês realmente acreditam em tudo que sai no JN e na Veja? Mas e os outros pontos de vista? A unilateralidade não está com nada.

Nasci com um instinto revolucionário gigantesco e sei que muitos dizem que as ideologias morrem com a idade, mas eu digo que se algum dia minhas ideologias acabarem, não haverá mais razão alguma para eu continuar por aqui.

Nunca vou entender as pessoas céticas.

We need people like them.
P.S.: Desculpem-me pelo post embaralhado, cheio de assuntos diversos, talvez chatos para alguns, não ligo. Precisava falar sobre o assunto.

Homens = Mulheres

Desde que me entendo por gente existe essa coisa de “machismo”, depois comecei a ouvir falar sobre “feminismo”, eu acredito que a gente devia ser simplesmente iguais, poxa.

Sei que fisicamente temos diferenças básicas, mas não entendo porque insistem em extendê-las para todo o resto. Os homens se acham superiores e as mulheres também se acham superiores, mas no fundo… Somos iguais.

Algumas acham que eles não choram, claro que choram. Eles também sentem, amam, ficam tristes e todas as coisas que nós sentimos.

Eles dizem que as mulheres nunca vão saber o que é ter dor no saco, por sua vez eles nunca saberão o quão ruim é ter cólicas e talvez as duas dores sejam bem parecidas, jamais saberemos.

A sociedade é machista desde a Grécia Antiga onde tinham os patriarcas e coisas do tipo, mas desde aquela época sabe-se que a mulher também é importante para o total funcionamento da sociedade, afinal, sem ela não haveriam os homens.

Por muitos anos, porém a importância das mulheres foi diminuída, como se elas servissem apenas para reproduzir, mas as mulheres deram a volta por cima, o dia oito de Março está aí para comprovar este fato. Lutamos por muitos anos para conseguir nosso respeito na sociedade e liberdade para fazermos o que quisessemos e hoje em dia até a presidente é mulher!

Alguns homens, no entanto, acham isso um absurdo, parece até que eles têm medo que as mulheres façam com eles o que eles fizeram conosco, mas… Nós somos o “sexo frágil”, não? Até parece que faríamos os pobrezinhos comerem na nossa mão. Pelo menos não por muito tempo. Claro que eu acho que as mulheres deveriam se unir e fazer uma big vingança, MAS isso seria cruel então temos que lutar somente pela igualdade.

E o que significa essa igualdade? Simples.

Você gosta de um garoto? Vá até ele.

Você quer pedir certo garoto em namoro? Peça.

Você tá paquerando alguém numa festa e quer ficar com ele? Vá lá e fique!

Parem de ficar esperando os meninos fazerem tudo. Nós sabemos que eles demoram mais para amadurecer e que são naturalmente mais lerdos para entender as coisas, então… Não fique na vontade por orgulhinho besta. Qual o problema de ir até o garoto? Suas amigas vão te zoar? Inveja delas por não terem coragem para fazer isso.

Sabe… Se você quer ir numa festa para ficar com alguém, PARE de entrar em crise por esse alguém não ir atrás de você e vá atrás dele. Simples.

E, para os meninos, por favor né. Se uma menina te come com os olhos, aí tem. Se você está ficando com a mesma garota por mais de uma semana e não gosta dela o suficiente para querer namorar, DIGA antes de magoá-la.

E para ambos: Parem de ficar sofrendo e se corroendo internamente por pessoas que simplesmente não te merecem. Sei que não mandamos nos nossos corações, mas chega de ficar fazendo draminhas por aí, irrita, ok?

E meninas… Se deem valor. Parem de começar a se arrumar 5 horas antes para ir numa festa, os meninos se arrumam em 15 minutos!!! Vocês demoram horrores, fazem tudo e um pouco mais e ainda ficam com medo de que eles simplesmente não gostem de vocês? Vamos combinar de que eles nem têm esse direito, ok? Eles nem lavam as mãos depois de saírem do banheiro!

E meninos: Parem de acreditar que só porque uma garota foi simpática com você ela vai ser sempre. E que só porque ela te beijou uma vez ela quer te beijar sempre. Garotas também gostam de se divertir.

Meninas: Parem de colocar a culpa em todo seu mau humor e grosseria em TPM, só 5% das mulheres têm de fato TPM, o resto é tudo coisas que vocês enfiam na sua cabeça. Assumam quando erram. Parem de ficar falando por metáforas e entrelinhas, ELES NÃO SÃO OBRIGADOS A TE ENTENDER!!!!

Meninos: Parem de colocar toda a culpa na testosterona. Você não é um saco de hormônios que necessita sair comendo qualquer uma com os olhos e batendo punheta pensando em qualquer coisa que venha na tua cabeça. Você consegue se controlar se quiser. Consegue ser fiel se quiser. Então parem de colocar a culpa na testosterona e comecem a reparar em vocês.

E, para os dois: Acreditem… Nós somos iguais! Parem de ficar tentando encontrar diferenças e encarem o fato. Tentem entender um ao outro ao invés de apenas jogarem pedras. Parem com essa coisa besta de tentar achar um melhor a competitividade não leva a nada! Um sempre vai precisar do outro, mesmo que decida ser homossexual. É inevitável. Então… Pra que complicar a relação, se dá pra facilitar? Vamos ser civilizados, por favor. O mundo agradece.

Time to say GoodBye

Hoje fiz uma das coisas mais difíceis dos últimos tempos. Disse adeus para a melhor época da minha vida.

Fui ao Cena Hum trancar minha matrícula, porque com toda essa coisa de terceiro ano, minha família achou que seria o melhor para mim.

Lógico que não fiquei com raiva deles, eles realmente acreditam ser o melhor e no fundo eu sei que o destino nunca erra e que se era pra eu fazer só o primeiro semestre, é porque minha vida sofrerá grandes mudanças brevemente e isso pode ser bom, ou não.

O fato é que ao ir lá hoje o plano era trancar a matrícula e dar um saudável tchau pra galere, quem disse que foi assim?

Chorei igual a uma condenada quando disse pra Jose que tava saindo, chorei igual a uma condenada quando ela me abraçou e quando a Ana, Rafa e Letícia apareceram. Nem consegui dar tchau pro Leo porque simplesmente não consigo aceitar a ideia de ter que me separar deles. É como mudar para uma cidade longe da família. E eu sei que não mudei de cidade, mas eles são minha família. No caminho de volta minha mãe me disse “Ei, por que você está chorando? Cadê aquela menina forte que mudou de cidade tantas vezes e de escola mais vezes ainda? Você sabe muito bem como se reerguer e reacostumar, você sabe muito bem que vai sobreviver sem conviver diariamente sem eles e sabe muito bem que se forem seus amigos de verdade, não vai ser tão diferente!” E na hora eu fiquei brava pela insensibilidade dela, mas no fundo… Sei que ela está certa.

Mesmo assim, sei que vou sentir falta de cada momento junto, de cada abraço não dado, de cada palavra sincera, de cada massagem gostosa, de cada berro, de cada desentendimento, de tudo. Porque eles são parte de mim. Construíram a minha pessoa.

Mas sei também que “amigos não se perdem”, mas eles se distanciam. Não quero me distanciar de vocês. Não consigo. Eu amo vocês, muito.

E eu me odiei por ter que dizer tchau hoje, no primeiro dia de aula. Eu disse aqui no blog que não queria que fizessem isso comigo e fui lá e fiz com vocês, sou uma má pessoa. Mas não foi culpa minha, eu juro que tentei convencê-los, tem coisas que estão simplesmente fora do nosso alcance.

Eu só queria dizer que não importa quantas tardes eu passe longe ou quantas peças vocês façam sem a minha belezura em palco, vocês continuarão presentes na minha vida. Porque os meus amigos de verdade não fogem tão rápido e porque família é algo que nunca acaba, mesmo com a distância.

Então, boa sorte para vocês, ótimo semestre, leiam direitinho e contem comigo sempre que quiserem companhia para o cinema, teatro ou quando quiserem algum livro emprestado ou simplesmente precisarem conversar, vocês sabem como me encontrar e eu sei que posso continuar contando com cada um de vocês, não importa a distância.

Então, obrigada por tudo.

E sejamos positivistas! Agora vocês tem mais uma pessoa na plateia! O que são os atores sem a plateia?

Divirtam-se com a Hidalgo! E eu vou criticar se a peça for ruim hein!

Eu nunca vou me esquecer de vocês. Vocês são partes do meu todo.