Tamo Junto.

Aí que depois de um feriado maravilhoso temos que encarar a vida real. A minha inclui uma casa para cuidar, algo que eu nunca fiz antes propriamente falando. Eu sempre brinquei de querer morar sozinha, mas nunca pensei em concretizar isso porque eu não fui feita pra viver sozinha, sou uma faladora, faladores não sobrevivem sem interlocutores e eu não estou afim de sofrer. Só que nem tudo na vida acontece do jeito que a gente quer, e eis que uma sucessão de acontecimentos me fizeram chegar no agora, que consiste em solidão plena na minha própria casa.

É claro que tem partes boas, como dormir onde quiser e poder viver a base de pipoca e bolacha recheada, mas nem tudo são flores quando as vozes da televisão são as únicas que você escuta. Eis que hoje eu fui designada a cumprir uma série de tarefas que eu normalmente consideraria “coisas de adulto” e em meio à aflição pelo fato de eu talvez ser adulta e toda a confusão mental em escolher o que comprar pra comer, lembrei-me da Sasha.

Sasha é uma personagem linda, lá de Bunheads. A família dela é completamente insana e no meio da madrugada eles decidem se mudar, pois seus pais acabaram de se divorciar e a casa iria ser vendida. Só que ela é uma das melhores bailarinas da cidade e não tem como abandonar sua vida em uma madrugada por causa de loucuras familiares e, sendo rica, propõe à mãe que fique morando sozinha. A mãe nem pensa em relutar, já vai logo ajeitando tudo e então em pouco tempo ela tem uma linda casa só pra ela, na qual ela cozinha, arruma do jeito que tem vontade e vive como quiser. Eu sei que parece o paraíso, mas não é.

Sasha passa por uma série de desventuras em sua nova casa, chegando ao cúmulo de ignorar o namorado com medo de ele achar que por ela morar sozinha viveriam um cambalacho de sexo selvagem. Eu nunca tinha me identificado tanto com um personagem quanto agora. Porque é claro que não é aquela maravilha ficar sozinho, mas pior ainda é pensar que alguém pode vir atrapalhar sua solidão com coisas inúteis. É ter que receber interfonemas de vizinhos que você não suporta porque eles acham que você está precisando de algo. Porque é absolutamente óbvio que se eu estivesse precisando de algo interfonaria a eles.

Eu decidi ser forte. Resistente. Resgatar a adulta que talvez exista em mim e cumprir as obrigações exatamente como esperado. Despertar um pouco da independência que talvez exista na minha pessoa e ocupar a mente com coisas úteis para evitar de ficar matutando sobre problemas que nada fazem além de me machucar. Decidi que vou sim cuidar da casa, do jeito que mamãe faria. Claro que a parte das várias camas, da pipoca e dos doces continuará intacta, mas eu preciso provar que consigo. É o meu jeito de fortalecer o mundo em meio à situação que estamos. De mostrar que ainda estou aqui e que posso fazer algo por quem eu amo. Esse é um daqueles momentos chaves na vida em que uma oportunidade cai do céu e a gente tem que se remexer inteiro para conseguir apanhá-la da maneira certa. E eu não posso deixar a peteca cair. Não posso me dar ao luxo de perder dias e dias chorando. Sou mais que isso, sou muito mais que isso.

Então é isso, Sasha, estou com você nessa aventura pelo próprio espaço no mundo, nessa luta constante por aceitação, compreensão e boas conversas sem sufocamento. Nesse desejo invencível de ser quem somos e poder explanar isso onde quer que estejamos. Porque winners gonna win, doesn’t matter the situation.

(eis que eu volto a publicar tudo que me dá na telha… tô cansando de ser essa metamorfose ambulante…)

Não.

Eu não quero falar com você agora. Não é nada contra a sua pessoa, é apenas uma característica minha. Eu não gosto de conversar com as pessoas quando eu sei que não teremos algo útil a falar sobre. Não gosto de conversas que terminam depois do “tudo bem?”. Eu odeio que me perguntem se está “tudo bem”. Nunca vou entender o que a pessoa que inventou esse bordão tinha na cabeça. Se as pessoas não se importam com como você de fato está, para quê perguntar? Para quê tornar fútil uma pergunta que deveria ser útil?

Não gosto dessa coisa de me sentir obrigada a conversar com fulano ou ciclano ou beotrano quando eu sei que não tenho sobre o que dizer, mas deveria porque supostamente somos amigos e deveríamos ter assunto. Não é assim que as coisas funcionam. Irrito-me quando sobe em meu facebook a janela de uma pessoa completamente aleatória, que nunca falou comigo antes e já vem querendo saber como eu estou. É falsidade demais para a minha cabeça e olha que minha cabeça sabe muito bem como ser falsa. Quando uma pessoa dessas vem falar comigo eu tenho que abusar do meu auto controle para não soltar um “fala logo o que você quer” ao invés do esperado “tudo sim, e você?”.

Eu não consigo fingir que está tudo bem quando simplesmente não está. Não me sinto confortável dizendo pra pessoa que estou “ótima” quando na verdade passei a tarde chorando por algum motivo grave. Sempre fui do tipo que deixa  a máscara da tristeza mais visível que a da felicidade, embora saiba valorizar muito bem as alegrias quando as mesmas aparecem.

Com o passar do tempo, porém, minha angústia inaugurou em mim uma nova maneira de enxergar as coisas e eu percebi que consigo fazer a conversa ficar interessante a partir do “tudo bem”, basta dar uma resposta inesperada. Há pessoas que vão querer parar para ler todas as desgraças da sua vida, há outras que vão mudar de assunto ou fingir que você respondeu que “tudo está bem” e há outras que vão tentar entender a razão pela qual você simplesmente respondeu “sobrevivendo” à pergunta de “como você está?” quando o esperado é “bem, e você?”. A resposta inesperada gera um diálogo muito mais farto do que a esperada, afinal raramente as pessoas sabem o que dizer após o tal “tudo bem”. A não ser que, de fato, haja um motivo real para a conversa, algo extremamente raro nos dias atuais.

Entendo perfeitamente que em diversos momentos a gente se sente só e tudo que quer é sentar e conversar, independente do assunto. Entendo que faz parte de um contrato social assinado imaginariamente e involuntariamente por nós várias dessas regras completamente bestas quando paramos para pensar sobre. Entendo que, de fato, é divertido ficar horas e horas falando sobre nada. O que eu não entendo, caros colegas, é porque diabos as pessoas insistem nessa pergunta idiota quando elas não estão interessadas em saber como você está. É injusto perguntar isso. Ainda mais para pessoas como eu, que tiveram um imenso trabalho cerebral para compreender que nem sempre o que se diz tem significado literal.

Eu queria que todo mundo entendesse o meu jeitinho aleatório de chegar com um link de algo que vi por aí e me remeteu à pessoa e a partir disso fazer um gancho para uma conversa e só perguntar se está tudo bem quando realmente for relevante e usar o velho “o que você almoçou hoje?” para casos de falta de assunto. Eu queria poder chegar na janela facebookiana de quem me desse vontade e dizer “oi gatinh@ quer tc?” e ver a pessoa rir e embarcar na brincadeira comigo. Eu queria poder chegar na janela de alguém muito importante e dizer “ei, faz tempo que a gente não conversa! Conte-me sobre a sua vida.” e poder passar horas  e horas apenas lendo sobre as desventuras alheias. Eu queria que as conversas internéticas fossem fluidas como um dia foram, que a gente tivesse a liberdade de outrora. Eu queria que houvessem gifs dos emotcons que usávamos há alguns anos, só pra gente ficar se enviando e rindo. Eu só queria um mundo mais leve, mais sincero e menos falso e repleto de frivolidades. Eu sei que talvez isso nunca exista e é por isso que reservo-me no direito de manter conversas diretas apenas com aqueles que já entendem o meu jeitinho. Eu juro que não é nada contra vocês, é contra o querido sistema mesmo.

No fim é isso que acontece com quase todos nós, quase sempre.

Humana.

Conheci diversas galáxias, países e sistemas de vida. Perambulei por todos os lugares que fui capaz e tentei me identificar com todos, tendo sempre em mente que sou um pouco de cada coisa e nunca uma só.

Enganei-me.

Eu não sou alienígena. Nunca fui. Eu sempre fui humana. Sempre tive um umbigo. Sempre tentei me encaixar em um esteriótipo. Sempre tentei participar da vida comum. Sempre tentei ser exatamente o que esperavam de mim, sempre fui apenas e ridiculamente humana. Uma simples humana fingindo-se especial.

A gente se sente alien algumas vezes, não posso negar. Senti-me assim principalmente em meu ensino médio, lá parecia que eu não me encaixava. Parecia que eu havia sido largada em um lugar completamente diferente de mim e sim, eu fui. Eu sofri tentando redescobrir-me e reinventar-me a fim de ser cada vez mais parecida com o que todo mundo esperava. Então eu libertei-me e caí exatamente no meu ninho. Se um dia fui alienígena, na faculdade sou mais humana do que qualquer um. Lá tudo o que me incomodava em mim durante o ensino médio passou a fazer sentido, fui compreendida e deixei de me sentir como uma alien. Humana. Mesmo com os cabelos coloridos.

Eu não sei mais o que escrever por aqui. Tenho feito tantas coisas, descoberto tantos lugares que nem sei o que poderia escrever. Tenho tentado aproveitar minha privacidade, para isso preciso parar de divulgar cada mísera coisa que faço por aí. Não estou triste ou incompleta, pelo contrário, vivo um dos melhores momentos da minha vida porque eu finalmente ando vivendo. Isso é legal.

Viver é legal. Vocês deveriam experimentar.

Devo confessar que muito me decepcionei com o mundo blogueiro, no qual textos sobre cabelos, seriados ou listas aleatórias são muito mais visualizados do que textos com essência. Isso me irrita. Principalmente porque eu não sei ser assim. Não sei escrever mil textos rasos sem me sentir inútil e não sei escrever textos filosóficos e sucintos, como os da Milena, por exemplo. Eu não tenho um estilo literário. Não tenho uma voz no mundo blogueiro. Não sei escrever algo que alguém – exceto eu – queira ler e estou cansada de receber comentários que parecem ter sido feitos por “obrigação”, porque eu já fiz muito disso, comentar por obrigação. Consigo saber quando o mesmo ocorre comigo e não é legal. Já disse e repito: prefiro não ser visualizada ou comentada, mas poder falar o que eu quero.

Não tenho conseguido falar o que quero. Tenho me sentido pressionada a cumprir um padrão bloguístico capaz de fornecer visibilidade à minha escrita. Tenho me sentido muito mal com tudo isso.

Resolvi dar um basta.

Eu não sou de fazer “hiato” no meu blog. Nunca fiz isso. Esse lugar sempre foi o meu maior orgulho e eu não posso simplesmente abandoná-lo, mas ultimamente eu o tenho abandonado, mesmo que involuntariamente.

Este blog não está em um hiato propriamente dito, mas sinto-me na obrigação de avisar aos escassos leitores que aparecem por aqui por se interessarem em meus textos que só voltarei a escrever quando sentir-me realmente apta a. Estou tentando levar a escrita um pouco mais a sério e pretendo usar esse blog para investir nisso.

Enquanto nada disso acontece, vocês podem acompanhar alguns escritos meus no Amásia.

That’s all folks.

Sentido

Muita gente vê como grande incógnita da vida o que acontece quando ela acaba. Muita gente vive em busca do seu “Grande Talvez” e tentando saber “Como sairei deste labirinto?” e toma resoluções como esta para toda uma vida. Eu já fui assim, por um longo e tenebroso tempo. Tudo que eu me dignava a pensar sobre era o que aconteceria comigo quando eu finalmente parasse de respirar. Viraria microorganismos? Iria a um paraíso? Viraria estrela? Luz? Alienígena? Voltaria em outro corpo? Pensei em todas essas possibilidades até que eu decidi não pensar mais, afinal, de que adiantaria perder grande parte da vida que tenho aqui e agora pensando num depois completamente incerto enquanto eu poderia – e deveria – aproveitar o meu tempo para realizar e pensar coisas sobre a vida que eu vivo agora? Desisti.

Tenho uma nova futura resolução de vida e jamais saberei se ela é mais simples ou complexa que a anterior. Venho gastado grande parte do meu tempo tentando decifrar os cinco sentidos. Vejam que nem estou supondo um sexto, cinco já são o suficiente para me fazer não entender mais nada da vida. É uma questão simples, mas que me artodoa há um bom tempo: e se eu enxergar as cores diferente dos outros? E se a voz das pessoas for diferente para cada um dos ouvidos? E se a sensação dos toques também for diferente? E se os cheiros puderem ser diferentes para cada um? E se cada um for assim, tão individual?

Uma vez eu tinha um blog cinza, mas quando ia no outro computador ele era preto. Foi daí que surgiu a indagação, será que algum olho tem mais contraste e outro menos? Será que a gente exerga diferente? E se enxergar, como sabemos do que estamos falando? Existe um consenso chamado “vermelho” e outro chamado “azul” e tudo que se pareça com aquilo passou a ser aquilo?

Chuck Palakniuk diria que não, que não somos flocos de neve únicos e especiais, que todos pensamos ou pensaremos as mesmas coisas em algum momento. Mas talvez nem ele saiba dessas pequenas diferenças. Talvez nem ele saiba que além das digitais as pessoas também podem ser diferidas pela maneira que seus sentidos se expressam.

Da onde surgiu a ideia de que se uma pessoa vê o verde como sendo laranja ela tem uma doença? E se todos nós tivermos um certo grau de daltonismo, vocês estão captando a minha ideia?

Meu cabelo é colorido e eu juro que eu o enxergo vermelho, de verdade! As vezes o vejo um pouco laranja, mas na maioria das vezes é vermelho, só que a maioria das pessoas insiste em dizer que ele é laranja! Será que algum de nós está errado? Será apenas uma diferença na quantidade de bastonetes no sangue?

E a banana? Alguém consegue me explicar a banana? Eu sinto um cheiro absurdamente abominável vindo daquilo. Eu não consigo ficar perto. É terrível. Ruim mesmo. Eu passo mal. E tem gente que nem sente! Tem gente que gosta! Como vocês podem garantir que essas pessoas sentem exatamente o mesmo cheiro que eu? Sinceramente, se sentirem são loucas por gostarem.

Eu não pretendo ser cientista, só cientista social, nada com exatas, então jamais terei cacife para comprovar isso para alguém, mas se você estuda algo do tipo, aí está a dica para o seu nobel: cada um sente diferentemente e nem estou falando dos sentimentos e sim dos sentidos mesmo. Podem pesquisar. Não posso ser assim tão louca!

Desventuras em Série.

Descobri sobre inferno astral quando conheci a Renata. Ela dizia que com certeza o presente de amigo secreto dela chegaria atrasado porque ela estava no inferno astral. Descobri que tratava-se do período de um mês que precede o seu aniversário e que neste período coisas bizarras, no sentido ruim da palavra, tendem a acontecer ao seu redor. Ano passado testei isso e pude comprovar que de fato é verdade, mas não sei se é verdade porque eu sabia que poderia ser ou se simplesmente sempre foi assim e eu nunca tinha parado pra notar. Só que não falta um mês para o meu aniversário, falta um pouco menos de seis meses para a dita data e, no entanto, minha vida tem sido tão desventurada que duvido que as coisas piores no meu inferno astral. Na verdade, acho que eu não devia duvidar de nada, vai que as coisas pioram.

Aconteceu em Dezembro. A televisão da sala pifou. Dias depois a tv a cabo também. A televisão do quarto veio para a sala, mas não tem como ligar o dvd nela. Em meio a isso eu entrei de férias. Sem poder assistir a filmes, exceto no PS3 do meu irmão, objeto que eu não sei mexer. Minha tia e minha prima chegaram para nos visitar dois dias antes do natal e descobri que era possível colocar um pen drive na televisão. Foi assim que começamos a baixar nossas séries e assistir através do pen drive, de madrugada porque nossos pais se assustariam com “Once Upon a Time”, imagina a reação com “True Blood”.

A única coisa que gostamos de assistir na televisão é “Malhação”, mas, por incrível que pareça, quase todo dia arranjam outro compromisso para nós neste horário e nos vemos obrigadas a assistir pela internet depois. Em um belo dia o som do computador pifou no meio da malhação e tivemos que ir para o outro, que estava desligado, acabamos desistindo e assistimos somente no outro dia.

Depois de quatro dias de reclusão em casa devido ao feriado interminável resolvemos ir ao cinema assistir “O Hobbit”. A sala estava lotada. Voltamos para casa e continuamos a vida mais ou menos, ou seja, baseada na programação da Globo no sofá com os adultos.  No outro dia iriam à feira comprar pamonha, pois era quinta-feira. A barraca não foi neste dia e ficamos sem a pamonha. Na sexta combinamos de ir a sorveteria, “Coldstone”, estava fechada pela falta do sorvete importado, então tentei mudar para a “Freddo”, mas também estava fechada. Só restava shopping ou hamburgueria, mas eu já tinha percebido o que estava acontecendo: onde quer que pisássemos algo daria errado. E deu. Era festa de aniversário do amigo do meu irmão e fui convidada, levei a minha prima pois as vizinhas chatas vieram fazer visita e queríamos fugir. Às 23h40 passaria o último episódio de “Xingu”, série que estávamos assistindo, mas só conseguimos sair do lugar por volta de meia noite. Ao entrarmos no carro encontramos um outro amigo do meu irmão que disse que estava ajudando um outro com o carro, pois este havia sido aberto, haviam roubado o carro e cortado os cabos da bateria para o alarme não tocar. Lá fomos nós ajudar neste caso, fizeram uma gambiarra que aguentou até o posto na frente da minha casa, que foi quando eu e minha prima subimos e meu irmão e os outros terminaram de arrumar o carro.

Resolvemos que deveríamos passar por mais alguns dias de reclusão, tendo em vista que as desventuras insistiam em acontecer. Então no sábado estávamos ansiosas para assistir aos seriados, só que meu irmão resolveu assistir filme e agora só temos uma televisão, assim sendo, passamos boa parte da madrugada jogando dominó na cozinha enquanto ouvíamos músicas engraçadas e depois fizemos um lanchinho da madrugada, até que resolvemos assistir ao seriado no computador, que ainda estava sem som. No domingo eu revoltei-me e briguei com o mundo inteiro, meu irmão, a namorada e minha prima conseguiram assistir a “O Hobbit”. Eu não fui porque havia brigado com ele.

Eis que ontem chegou o dia em que havíamos combinado de ir ao cinema assistir a 2 filmes, só que antes passaríamos na Livraria Cultura. Tudo daria certo porque o feriado era só hoje. Ledo engano. Fomos de ônibus até o shopping da Cultura, fechado, andamos léguas até o shopping do cinema, aberto, mas completamente vazio. Descemos a escada rolante que fazia um barulho alto demais para a situação e nos deparamos com o cinema, obviamente fechado. Parecia cenário de filme de terror. Fomos ao outro shopping de perto, também fechado e então resolvemos voltar para casa, só que o ônibus não passava nunca e acabamos tendo que vir de taxi porque a rua estava muito mal frequentada.

Ontem o mundo inteiro estava feliz porque o ano novo estava chegando e eu só conseguia pensar em duas coisas:

1 – Tomara que tudo isso tenha sido um inferno astral pré ano novo e que agora tudo volte ao normal e eu possa ter férias felizes.

2 – Por favor, que Lemony Snicket tenha visto tudo isso e se inspirado para continuar a saga dos Baudelaire porque eu jamais me conformarei com aquele final.

E é assim que eu desejo um bom 2013 pra vocês, folks.