500 mil desconhecidos fizeram a minha noite.

Foram mais de 500 mil votos que levaram o System of a Down ao Rock in Rio 2011.

Já estávamos em Maio e o festival seria em Outubro, eram apenas cinco meses de distância e eu surtei muito quando fiquei sabendo que o SOAD havia sido escolhido.

System é a banda preferida do meu irmão, por consequência a que eu mais ouvi ao longo da minha vida. Não posso dizer se são os meus preferidos, porque sou péssima em eleger preferidos, mas o fato é que SOAD é dono de uma parte imensa do meu coração, da minha setlist e do meu hall de músicas favoritas.

Os motivos são vários. Eles surgiram em 1992 e desde então fazem músicas com um cunho político muito intenso, isso sem contar a linguagem metafórica que utilizam. Pessoas “quadradas” ao lerem as letras de System acham que são um bando de drogado nonsense, mas as músicas deles são profundas demais, exigem reflexão para serem compreendidas e quando você reflete percebe que as letras são maravilhosas.

Se fossem só letras boas ainda era pouco, o detalhe é que além disso Serj Tankain tem um domínio vocal avassalador. Na mesma música ele é capaz de fazer os vocais gravíssimos que um rock pesado exige e segundos depois atinge os agudos deliciosos que só ele é capaz de fazer. Daron Malakian apavora na guitarra. Ele toca numa velocidade surpreendente e de uma maneira tão empolgante que torna-se impossível não amá-lo. Isso sem contar que Daron gira, pula, se joga no chão e não perde nenhuma nota! Além de ser um mestre na guitarra o cara ainda faz backing vocals apavorantes, é maravilhoso! E tem o Shavo Odadjian que toca baixo de uma maneira surpreendentemente fodástica também. A velocidade e a destreza são maravilhosas! Isso sem contar seus já clássicos passos de dança e seu olhar lunático sobre a plateia. Shavo faz backing vocals em determinados momentos também e ele tem uma barba muito legal! Ela é comprida e ele prende com vários elastiquinhos, muito legal mesmo! Fora isso ele canta rap numa banda paralela. O cara canta rap e faz parte de uma banda completamente rock ‘n roll. Foda. E o John Dolmayan? Porra o cara manda MUITO bem na bateria! E ele toca pandeiro também e ele é super simpático em entrevistas e inteligente demais também.

Fora todas as maravilhas individuais desses quatro caras fodásticos, a banda é linda também! Eles tem um tom super teatral. São diversificados e engraçados à sua maneira. Eles realmente parecem que fizeram aulas de teatro, aquelas que te dão noção de grupo e consciência corporal. É lindo de se ver.

Então, System vem para o Brasil pela primeira vez na vida! Vão pro Rock in Rio! Na hora que eu fico sabendo trato de convencer meus pais a permitirem que eu vá com o meu irmão e meu pai deixa, mas quando vou comprar os ingressos já haviam sido esgotados! Quando 500 mil pessoas votam pela presença de uma banda, assim que os ingressos são liberados eles acabam. Aprendi isso de uma maneira trágica, mas aprendi. A sorte foi que o SOAD foi bonzinho e além do show no RJ resolveu fazer um em SP, um dia antes. Nesse o meu irmão conseguiu ir, mas recusou a me levar com medo dos moshings que viriam a se formar e dos quais ele adoraria participar, não tendo assim como cuidar de mim (a irmãzinha mais nova e frágil), tudo bem fiquei extremamente feliz por ele poder comparecer, ele veria o Serj e ouviria entusiasticamente todas as suas músicas preferidas, seria lindo!

Então ele foi ontem ver SOAD e foi um dia muito triste e solitário na minha vida. Primeiro porque o meu irmão não estaria em casa e segundo porque ele tinha ido ver um show que eu venderia minha alma para poder estar junto. Então ele voltou hoje, completamente rouco, mancando e com alguns machucados ao longo do peito, contando detalhadamente como foi a experiência e eu fiquei com mais vontade ainda de ter estado lá. Principalmente quando vi vídeos do show no youtube.

O fato é que tudo já estava mais do que preparado, eu assistiria System no Multishow essa noite. Assisti todos os shows da noite, como se eu realmente estivesse lá e eu me diverti horrores com todos, esse realmente deveria ter sido o meu dia do RIR. O show foi simplesmente MARAVILHOSO, foda. O melhor show da minha vida.

Talvez não tenha sido o melhor show do rock in rio, mas para mim foi, porque aquele show cantava a minha existência, sabem? Eu estava no meu sofá arfando em cada uma das músicas, cantando e me tremendo inteira ali. Minha mãe ficou até assustada. E eu chorava, não conseguia não chorar. Foi lindo. Simplesmente lindo.

Daí o Serj parou de cantar para falar sobre os indígenas brasileiros e sobre como o ser humano é idiota por estragar o próprio planeta e porra… Além de ser uma banda fodástica os caras têm conteúdo, têm essa gana política, essa vontade incessável de mudar o mundo.

Essa foi a minha noite. A melhor noite da minha vida até agora e eu nem precisei sair de casa para isso. Se eu tivesse saído teria sido bem melhor, sem dúvidas.

O fato é que o John deu uma entrevista pro Multishow depois do concerto e disse que o SOAD pretende fazer um novo cd, com novas músicas alucinantes e que falem muito da geração atual. Agora passarei longos meses da minha vida imaginando uma trilha sonora do System para ela.

Esses caras são muito fodas.

Um ode a eles!

“Free thinkers are dangerous”

Voltem e voltem num dia que eu possa vê-los.

Metal é Vida.

Não vim aqui ser poser e dizer que morri vendo o Rock in Rio de ontem porque não é 100% verdade. Considerando que eu nunca tinha ouvido Motorhead e Slipknot consistia em uma música que tenho no meu primeiro mp3 – a qual nunca soube o nome, nem a letra, mas adorava mexer a cabeça ouvindo quando tinha 12 anos – e Metallica era aquela banda que englobava o metal mas eu nunca tinha ouvido e não sabia nenhuma música.

Não sou fã de nenhuma dessas bandas. Sepultura eu conhecia porque meu irmão conhecia, mas o meu “conhecer” limitava-se a ter ouvido falar e Gloria eu havia escutado uma música há um bom tempo, mas nem lembrava qual estilo eles tocavam, então, bem… Realmente não sou fã de nenhuma daquelas bandas.

O Metal surgiu na minha vida junto com o rock, junto com o meu irmão louco que tinha 16 anos na época, cabelo comprido, incontáveis camisetas de bandas e se trancava no quarto para ouvir um monte de homem gritando, enquanto ele pulava endoidecidamente e ficava se debatendo no chão. Por muito tempo eu fui traumatizada com o metal, achava que ele estava realmente endoidecendo o meu irmão e a cada vez que ele começava com suas crises metálicas eu entrava em colapso. Verdade.

Mas aí eu cresci e dentre todas as coisas que eu pensei gostar algum dia, o metal era a última que eu considerava. Morria de medo de metaleiros. Considerava o tipo de gente que deveria manter distância de 5km, no mínimo. Então eu conheci um menino ano passado que adorava Metallica e afins e ele ficava falando disso todo dia e ele era super legal e eu adorava passar minhas tardes de terça e quinta feira junto com ele e ele mudou completamente o que eu pensava a respeito de tal tipo de música.

Descobri então que três das minhas bandas preferidas tocavam algo parecido com metal, ou pelo menos um de seus subadjacentes e eu me considero uma pessoa boa e eu gostava de algo semelhante a metal, então metal não era tão mal assim.

Tais pretensões se confirmaram esse ano, em que por diversos fatores diferentes eu mergulhei de vez nesse mundo rock’n roll. Não que eu tenha abandonado meus cantores pops, meus amados folks e todos os outros sub-tipos que eu aprecio, mas eu descobri que o rock é capaz de englobar todos os estilos possíveis e o metal também. Descobri bandas de heavy metal que possuem violinos em seus instrumentos e aquelas que arrasam na percursão, isso sem contar que eu entendi toda a pira de se bater durante o show e percebi que as músicas são densas e lindas, que elas dizem exatamente tudo o que você quer dizer, de uma maneira metafórica e bem elaborada. Metal é tão bom quanto música clássica, no quesito musicalidade mesmo. Não que eu entenda muito de música, mas facilmente percebe-se que há muito mais acordes e pensamento musical numa música de heavy metal do que num pop ou numa música eletrônica, por exemplo. É ali que está contido todo o conhecimento musical do mundo, são aquelas pessoas que sabem decifrar corretamente o que é música.

Então cá estou eu, alguém que não conhece com afinco nenhuma das três bandas que apavoraram no Rock in Rio ontem, que não se considera metaleira ou qualquer outro tipo de esteriótipo possível, mas que berrou, pulou, se emocionou e sentiu uma nostalgia inexplicável somente por ver aqueles concertos pela televisão. Cá estou eu, completamente embestiada com a magnetude da beleza que o Rock pode alcançar.

E depois de todo o emaranhado de sensações que aquelas músicas explêndidas me transmitiram, além de eu ter baixado metade da discografia do Slipknot e algumas músicas do Motorhead (que não me encantou muito) e do Metallica (que não pude ver inteiro), sou levada à grande pergunta que esse festival de música implantou em mim: O que diabos a Claudia Leitte, a Ivete Sangalo, a Katy Perry e a Rihanna foram fazer por ali? Elas podem até ser boas, mas para elas tem o Festival de Verão de Salvador, o Carnaval e as turnês mundiais, o Rock in Rio é um festival de ROCK e eu fico possessa com o fato de terem disperdiçado dinheiro com gente assim ao invés de contratarem mais bandas como as acima descritas. Fico mais possessa ainda com o fato de terem reclamado das vaias recebidas, pelo amor de Deus, você está num festival de ROCK não venha tentar cantar pop axezado.

Quanto a vocês… Ganharam o meu coração. Isso sem citar que demonstraram que metaleiros podem ser fodásticos, cantar super bem, serem assustadores e ao mesmo tempo magníficos e no final, mesmo depois de toda a nostalgia e o colapso nervoso, podem ser fofos, podem espalhar o amor por aí, podem abraçar-se e aplaudir o próprio trabalho. Vocês ganharam o meu coração muito fortemente, a ponto de fazerem com que eu desejasse ter um namorado metaleiro, para ouvir músicas pesadas e densas e logo em seguida manifestar o amor. Isso sem contar que me fizeram ter uma vontade gigantesca de estar presente nesse show e me fizeram jurar a mim mesma que comparecerei ao próximo que vocês resolverem fazer por aqui. Mesmo sem saber quem vocês são, como é o rosto de vocês ou detalhes sórdidos de sua carreira musical, acima de tudo, vocês me transmitiram amor e por isso eu os agradeço.

Metal é vida. É a minha vida.

Séries e o maior post da minha vida.

Quando a Tary me indicou para esse meme fui dormir pensando em 10 séries para colocar aqui e só consegui mentalizar cinco, daí eu fui ler o post dela e notei que ela colocou várias séries “antigas”, então minha conta passou muito de 10, mas eu vou tentar seguir o número certo das coisas, pelo menos uma vez na vida e vou reduzir minha quantidade de séries favoritas para apenas 10, então… Lá vai!

Minhas 10 séries preferidas

 

Smallville

Eu assistia “Liga da Justiça” e meu herói favorito era o Super Man, então eu descobri que ia passar no SBT um seriado sobre a juventude dele. Eu tinha 6 ou 7 anos na época, mas não perdia um episódio sequer. Foi a primeira série que eu realmente acompanhei e eu idolatrava Smallville. Quando o sbt parou de comprar episódios novos e ficava só repetindo os velhos, fiquei brava e parei de assistir por um tempo, daí a gente veio morar em Curitiba e colocaram tv a cabo na minha casa, eu descobri um canal que passava smallville com frequência e fiquei lá, assistindo a todos os episódios possíveis, para recuperar o tempo perdido. 18h era sagrado para mim, eu estaria assistindo a smallville, sem exceções. Daí tiveram que tirar a tv a cabo da minha casa e eu parei de assistir. Foi um momento tão triste na minha vida, que eu escrevia no meu diário todos os dias às 18h pra tentar suprir o vazio, não adiantou muito.

Sei que colocaram tv a cabo de novo, alguns anos depois e eu fui ver a quantas andava a minha série favorita. Assisti a um episódio e fiquei completamente indignada com o rumo que a série tinha tomado, estava tudo absolutamente distorcido e idiota e nada mais fazia sentido, fiquei possessa e parei de assistir a smallville. Mas sei que é algo que nunca vai ser completamente desvencilhado de mim, sempre fará parte da minha história e tal e sempre vai ser lembrada como a minha série favorita da infância, com o Clark lindíssimo e suas aventuras super legais.

No fim, indico para todos as quatro primeiras temporadas, comprem-as e assistam sem parar, quanto as outras, joguem ao fogo.

Gossip Girl

Esse é o meu xodó. Comecei a assistir nas férias de verão de 2009 para 2010, assistia a um episódio e queria logo o próximo, eu era completamente obcecada por tal seriado. Gossip Girl me ensinou muitas coisas, mesmo. Acho que só consegui sobreviver ao ensino médio, porque aprendi muito ali. Blair Waldorf é o melhor personagem que já foram capazes de inventar, eu a idolatro e estou do lado dela em todas as brigas e aifins. Serena Van der Woodsen é aquela típica amiga chata que todas nós temos, que sempre é o foco das coisas, que sentimos uma inveja danada, mas não conseguimos viver sem. Daniel Humphrey é o típico cara pobre que estuda na escola dos ricos e se sente deslocado, Chuck Bass é o garoto riquinho que ao invés de ter um pai, teve um cartão de crédito e várias babás “gostosas” e Nate Archibald é o garoto sem sal (na personalidade), com uma família super problemática, mas que é lindo de morrer.

Eu gosto muito dessa série, porque mesmo sendo algo completamente irreal para nós, esses personagens são maravilhosos. Eles descrevem perfeitamente comportamentos típicos dos jovens e com uma sabedoria imensa. Consigo ver um pouco de mim em cada um deles, em diversos momentos, mas ainda acho que a maior parte de mim é formada pela Blair. Aliás, acho que é impossível assistir esse seriado e não se apaixonar por ela e seu amor impossível, Chuck Bass. O romance deles é a coisa mais linda do mundo, é impossível não desejar algo parecido.

Sei que chorei horrores quando a terceira temporada terminou, aquele fim me matou, porque eu queria muito ver a continuação e demorou uns 5 meses pra sair, foi tenso. Daí a quarta temporada começou e estava legalzinha, até o quarto episódio, mais ou menos, então passou por um longo e tenebroso período chato e nos últimos episódios ficou mais ou menos. Quero a quinta temporada logo, porque não quero que a Blair se case com o príncipe, mesmo ele sendo lindo, legal e deixando-a feliz, ela tem que ser do Chuck. Pra sempre.

No fim, é uma série bem legal que eu sempre vou recomendar para todo mundo, mas tem uns picos… As duas primeiras temporadas são ótimas, as outras têm uns episódios ótimos e outros péssimos.

 

Skins

Olha, eu não faço ideia das razões que me levaram a assistir essa série, mas quaisquer que tenham sido, obrigada. Já fiz dois posts sobre ela e se me deixassem eu faria muito mais, porque a cada vez que eu reassisto a um episódio, descubro novas coisas.

Quando comecei a ver eu era inocente e achava completamente nojenta e desagradável, mas a história me interessava tanto, que passei a ignorar as cenas de sexo e drogas e aproveitá-la como se não tivesse nada além disso para ser feito. Skins foi a minha vida por muito tempo e até hoje eu sonho em participar de uma festa parecida com as que ocorrem por lá.

Quanto aos personagens, bem… são três gerações, aproximadamente 27 personagens, não dá pra eu ficar falando detalhadamente de cada um, só sei que todos são MARAVILHOSOS e a história deles é linda. A sabedoria, o amor e a amizade que eles nos transmitem é maravilhoso e o jeito como a série é construída é absurdamente encantador. Na minha humilde opinião, Skins é a melhor série sobre adolescentes que já existiu, porque os mostra como realmente são, inseguros e inexperientes. É amazing. Completamente.

Ah… não vou conseguir não falar dos personagens! O Sid e a Cassie são os meus preferidos da primeira geração, ele por ser inseguro, meio nerd, fofo e bobinho e ela por ser espontânea, corajosa e transparente. Eles me inspiram muito. Effy e Cook também são inspiradores, ela por ser corajosa, forte e nunca ceder a nada, mesmo quando ela fica louca ela continua linda e perfeita. As frases da Effy, o comportamento dela e as atitudes dela são fortes e inspiradores. Eu odiava essa geração, mas me apaixonei pela linda Effy e já era. Cook é muito intenso e eu gosto de pessoas intensas, a visão dele sobre as coisas é muito legal e ele nunca desiste do que quer. Grace e Rich são o casal mais perfeito que Skins já foi capaz de fazer, ela é completamente igual a mim e ele é meu sonho de consumo. (Cada série inspira um sonho de consumo, entendam.)

Resumindo: se você quer uma série curta, intensa e que diz tudo, assistam skins. São cinco temporadas até agora, mas deve ter uns 45 episódios no total, vale a pena. Muito.

Manual de Sobrevivência Escolar do Ned

Está aí uma parte da minha infância que eu espero nunca esquecer. Eu contava as horas para ver Ned e tinha até um caderno em que anotava todas as dicas de sobrevivência que ele passava. Morria de rir e achava tudo um máximo. Quando tiraram a tv a cabo aqui de casa, foi a segunda coisa da qual senti mais falta. Eu ia dormir tarde todo dia porque ficava esperando passar, eu amava Ned. Sei a música de abertura até hoje, aliás, eu adoro aberturas de séries e se a abertura for chata, nem assisto. Gosto de cantar e ficar com a musiquinha na cabeça e Ned além disso me fazia escrever e me inspirava a ir para a escola. Eu sempre quis encontrar um tubo de ar igual ao da escola dele, meu sonho era subir num treco daqueles e passear pela escola inteira dali. Deve ser tão legal!

Mas eu fiquei sabendo que depois que eles crescem o Ned namora a Mose, pff. Isso deve ter estragado tudo, sério.

Enfim, ainda me pego assistindo isso as vezes, lembro até das falas de certos episódios, pra mim Ned foi o precursor de todas essas séries pré adolescentes que se passam na escola existentes hoje em dia. Merece estar na lista.

Drake e Josh

Enquanto todo mundo assistia Kenan e Kell, eu não via a menor graça neles, então fui apresentada a esses dois aí e meus dias foram muito mais felizes. É a típica série que eu nunca vi inteira, não sei quantas temporadas tem ou qual é a ordem dos capítulos, mas isso não importa. Eles me faziam rir muito e eu era fascinada pelas ideias malucas da Megan. A Megan é um exemplo para todas nós, irmãs mais novas.

Sei que eu assistia isso aí com o meu irmão, eu decorei a música de entrada e a gente ficava dançando. Aprendi a dançar igual ao Josh e é o jeito que danço até hoje na maioria das vezes. Drake não era muito legal, mas eu gostava das músicas dele, tanto que depois que o vi num episódio de Zoey e descobri que ele era cantor de verdade, comecei a tietá-lo. Durou pouco, graças ao bom Deus.

Indico Drake e Josh para quem quer rir e se sentir com 12 anos de novo.

Zoey 101

Vou confessar que Nickelodeon foi meu canal preferido por muito tempo. (não que isso seja uma grande confissão, depois das duas séries acima citadas, mas ok) Além disso, eu gostava da Britney Spears e descobri que a Zoey era irmã dela (descobri no primeiro episódio, porque as duas são idênticas) então, eu tinha que assistir a esse seriado.

Acho ele legal porque mostra o primeiro amor de uma forma mais inocente, eu fico realmente puta com a Zoey por sempre ignorar o Chase. Ele é tão legal! E tem a Queen também! Adoro as invenções dela. Queria conhecer alguém daquele jeito. Tem uma temporada que surge a Lola e ela é legal porque tem uns cabelos divertidos, aliás, outro dia eu estava vendo Nickelodeon e descobri que agora a Lola tem um seriado próprio, weird.

Enfim, tudo ficou chato quando a Zoey engravidou na vida real. A série ficou meio nada a ver desde então e eu parei de acompanhar, mas marcou a minha pré-adolescência e eu indico para quem estiver nessa fase por ser fofa, engraçada e de certo modo até construtiva, hm.

Glee

Ok, como descrever Glee?

Bom, comecei a assistir porque minhas amigas assistiam e achavam legal, eu gosto de séries e tinha tempo disponível, então voilá. Glee ganhou meu coração já no primeiro episódio, por ter personagens super diversificados e me lembrar bastante de HSM, uma paixão que a idade me fez perder. Com o passar dos episódios, porém, percebi que Glee não tinha nada a ver com HSM, mas mesmo assim era lindo e já tinha ganhado meu coração.

Sei que é a típica série que eu assisto toda semana pra relaxar um pouquinho, gosto bastante de ouvir a versão que eles fazem das músicas, porque acho que eles cantam muito bem e acho super legal essa ideia de “reavivar” músicas antigas, que eram muito boas e foram esquecidas.

Não gosto muito dos episódios que fazem homenageando certos cantores, acho meio sem graça, gosto mais dos diversificados e daqueles em que há competição entre as pessoas do coral. Acho legal eles fazerem novas versões das músicas pops que estão na mídia ainda, mas prefiro quando eles fazem novas versões de músicas antigas.

Tirando as músicas, a história é meio banal, porque todo mundo pega todo mundo e nada realmente acontece, são raros os episódios em que uma história é realmente contada e você fica com vontade de saber o que vai acontecer no seguinte. Segue um cronograma, logicamente, mas não é aquela coisa inspiradora. Os diálogos também não são nada especiais, mas vale a pena.

A primeira temporada eu indico para todas as pessoas do mundo, a segunda para quem tiver paciência e gostar do Kurt e do Blaine, como eu.

Pretty Little Liars

Essa série me ganhou com a abertura, adoro essa música e acho a abertura LINDA. Não lembro porque resolvi assistir, mas sei que passei várias madrugadas em claro assistindo aos episódios. Assisti os seis primeiros seguidos, porque era completamente impossível parar de ver e isso foi uma das principais razões para eu gostar dessa série. Acontecem muitas coisas, em todos os episódios e se você perde um você fica perdida na história. Tem um tom de mistério muito agradável, histórias de amor lindas e personagens maravilhosas também. Acho meio deprimente porque as quatro principais são lindas e os namorados delas são absolutamente lindos e ver essas coisas e depois perceber que no mundo real não tem gente assim é muito irritante.

A história em sí é muito legal e eu indico a primeira temporada para todo mundo, já avisando que é impossível ver um capítulo só. A segunda temporada está muito boa também, embora a história esteja meio enrolada agora, está ficando meio enjoativo, sei lá. Mistério demais cansa, pelo menos a mim. Seria legal se elas descobrissem algo pra variar.

Gosto bastante dos diálogos e da maneira como os personagens são apresentados. Vale a pena.

The Big Bang Theory

Conheço essa série há séculos, mas nunca tive paciência para realmente assistí-la. Acho a abertura a mais fantástica existente. Se tivesse um prêmio para série com melhor abertura, essa ganharia com certeza. A música da abertura é genial e é uma daquelas que não sai da cabeça por um bom tempo. A-DO-RO. Já tinha visto alguns episódios perdidos e gostado bastante, agora que tenho Warner Channel de novo, vou correndo pra lá na hora de tbbt, pra saber o que vai acontecer. Não sei nada sobre a história direito, mas adoro os personagens, mesmo. O tema dessa série é maravilhoso e não há nada que me faça rir mais do que isso. Pretendo assistir certinho nas férias de verão, quero saber o que acontece no romance Sheldon/Amy, porque os acho super legais.

Não vou fazer grandes recomendações sobre essa, porque não a vi inteira, então não acho certo, mas fica a dica. Deve valer a pena, tem o Sheldon, não pode ser ruim.

Two and a half men

Confesso que a última série a ser colocada aqui foi a escolha mais difícil, porque sinto que faltaram várias, mas tive que escolher e two and a half men está aqui por causa das três primeiras temporadas, em que o Jake ainda é criancinha e a história ainda está legal, depois passa a ficar bem chato, quer dizer… O Jake não é mais um “meio homem”, pelo menos na minha opinião.

Vale a pena por causa das risadas incontáveis, é uma série bem fútil, para ser vista quando você quer realmente não pensar sobre nada e apenas rir intertemente.

 

Ok, eu acho que eu escrevi demais e que serão poucas as pessoas que lerão isso aqui tudo, então se você chegou até aqui, parabéns.

Quanto a outras séries que deveriam estar ali, seriam Chaves, Todo mundo odeia o Cris, House, Chuck, Misfits, Friends, The O.C, Gilmore Girls e Buffy. Não as coloquei ou porque não as vi inteiras, ou porque considerei essas aí mais importantes.

O desafio era escolher 10 séries preferidas, acho que concluí com êxito! Se mais alguém aí desejar fazer o mesmo, sinta-se a vontade, mas vou logo avisando que não é uma tarefa fácil!

No mais, aproveitem seu tempo livre para ver seriados, porque eles são maravilhosos e garanto que você não vai se arrepender por ter entrado nessa.

Sobre olhares…

Muito mais do que a janela da alma...

Olhos sempre foram a minha parte favorita do corpo.

Para mim eles são muito mais do que apenas a janela da alma. Eles são a alma. Os olhos abrem um mar de possibilidades.

Adoro olhos. Analisá-los e pensar sobre eles.

Mas nunca me importei muito com as suas cores. Nunca parei para pensar sobre qual cor eu acho mais legal e significativa. As cores não importam, cada um transmite aquilo que deve transmitir. Tem uns que transmitem muito bem aliás. Sou dessas que se hipnotiza por olhos e que cria toda uma imagem da pessoa apenas por causa dos olhos dela. Consigo identificar os mais diversos tipos de olhares e as situações em que aparecem. O olhar para mim é a coisa mais importante que as pessoas podem transmitir. Por isso não gosto muito de relações à distância. Não dá para ver o olhar da pessoa perante a cada coisa que você fala ou faz. E isso é uma grande merda.

Ultimamente tenho sonhado com olhos. Olhos grandes e azuis. Gostaria de saber quem é o dono daqueles olhos, porque eles certamente me enfeitiçam. Basta aparecer aquele par de bolas azuis para que eu me sinta como a Alice caindo na toca do coelho branco. Sinto-me mergulhar profundamente ali e de repente estou navegando por histórias incríveis com pessoas que eu jamais vi. Acordo e as vezes fico com medo de que aqueles olhos realmente sejam de alguém e que eu esteja sonhando com as lembranças de tal pessoa. Seria muito estranho se isso acontecesse, será que é possível? Espero que não.

Continuarei partindo do pressuposto que é tudo apenas um sonho e que aqueles lindos e hipnotizantes olhos azuis simplesmente não existem.

O fato é que depois de toda essa sessão de sonhos esquisitos, duvido que eu consiga encarar novamente alguém com um olhar azulado. Espero que isso não afete minha afeição por olhares, no entanto, porque não vejo outra coisa para apreciar no físico das pessoas além deles.

Deixando de ser Reacionários

Desde a época da ditadura militar, onde os jovens pintaram as caras e saíram às ruas exigindo a redemocratização do país, em movimentos como o das Diretas Já, os jovens tornaram-se passivos em relação à política do país.

Há anos não se houve falar de passeatas, movimentos, marchas, é como se com o passar do tempo os jovens tivessem apenas perdido seus ideais e achassem muito mais fácil aceitar o mundo do jeito que é ao invés de tentar mudá-lo.

Um dia desses tive que fazer uma redação na escola e o texto base era uma entrevista com um cara que dizia que os jovens de hoje não têm mais nada para lutar por e que atualmente o mais próximo de “sagrado” que existe é família, pois muitos até deixaram de acreditar em Deus, que há alguns anos era verdade absoluta.

Ontem ouvi uma frase de Gandhi muito interessante, em que dizia “Tudo que você fizer será insignificante, mas é muito importante que você o faça.”

Com essa frase apresento a vocês a Marcha das Vadias

Lembram do meu último post, sobre a minha indignação perante às atitudes masculinas? Então, essa marcha é mais ou menos com o mesmo propósito. Essa marcha surgiu em Toronto, no Canadá. Em uma universidade teve uma palestra sobre segurança em que o palestrante pedia às meninas para não se vestirem como “vagabundas” para evitar estupros. O termo original é “Slut Walk”, ou seja, “Marcha das Vadias”. O intuito é conscientizar os homens que as mulheres são livres e podem se vestir com quem quiserem, transar com quem quiserem, fazer o que quiserem. Conscientizá-los de que não é porque elas usam minissaias que querem transar com eles e de que elas não se vestem somente para impressioná-los, mas para se sentirem confortáveis e seguirem seus ideais de moda. O objetivo é mostrar que as mulheres são vítimas em casos de estupro e não as causadoras de tal ato. Nenhuma mulher quer ser estuprada. O problema é com os homens que cometem tais atos. Depois de vários protestos ao redor do mundo, chegou a vez do Brasil. Ontem em Belo Horizonte milhares de mulheres se reuniram em prol dessa causa, com cartazes muito bons.

 E comprovam mais uma vez o que eu disse no post anterior, as mulheres não ficam caladas perante a injustiças, elas vão a luta, correm atrás de seus direitos e não deixam passar oportunidades. Isso é apenas mais uma tentativa de garantir o respeito que os homens já deveriam nos dar há um bom tempo. Estamos no século XXI e a ainda temos que fazer coisas desse naipe para podermos nos sentir um pouquinho mais “gente”. Eu teria vergonha de ser homem, meus caros.

Mas a Marcha em Belo Horizonte não foi a única coisa que fez do dia 18/06/2011 um dia histórico. Ocorreu também a Marcha pela Liberdade, essa com proporções muito maiores e em várias cidades brasileiras.

A Primeira Marcha pela Liberdade ocorreu em São Paulo, no dia 28/05/2011 e foi uma reação da população sobre o ocorrido na Marcha pela Maconha, ocorrida dias antes, onde a polícia agiu de forma repressiva sobre os manifestantes, utilizando-se de bombas de efeito e balas de borracha para tentar impedir que aquela manifestação tivesse proporções maiores. A Marcha pela Maconha era apenas uma forma de expressar a vontade do povo, manifestações do tipo não são proíbidas no país e a repressão da polícia foi desnecessária, além de absurda. A Marcha da Liberdade, portanto, surge com o intuito de tornar o cidadão de fato livre para expressar-se sobre o que quer que tenha vontade.

No site oficial do manifesto, há um convite para a sociedade participar do movimento, lá ficam bem claros os ideais pregados e o que se espera dos manifestantes. Segundo o site, eles querem uma sociedade igualitária, com amor e respeito. Convocam todos os tipos de pessoas, de todos os grupos, classes sociais e possíveis “rótulos” para lutar em prol de um bem comum, a liberdade de expressão. O objetivo principal da Marcha é conseguir uma regulamentação que proíba o uso de armamentos pela polícia em manifestações sociais. Eles ainda afirmam ser contra o conservadorismo presente no Estado e no judiciário. Querem realmente ser livres, como nos é de direito.

Essa manifestação passou pela minha rua ontem. Eu até pensei em descer para participar, mas não sabia do que se tratava, foi por isso que resolvi pesquisar e foi isso que motivou esse post. Foi uma manifestação muito linda de ser vista. Muitas pessoas de bicicleta, as mesmas que participam do movimento que me faz acordar cedo em vários domingos, aquele que eu nunca soube do que se tratava, mas sempre me faz ir para a janela e gritar junto um pouco de “Menos carro! Mais bicicleta!”, muitas pessoas com cartazes sobre vários movimentos, bandeiras de arco-íris, bandeiras do PSTU, pessoas entoando a cada minuto um hino diferente, em unissono. Vários ideais sendo propagados, com certeza ideais que não atingiam todo aquele grupo, mas nem por isso eram considerados menos importantes.

Em meio a toda aquela gente o que mais me chamou atenção foi o rapaz que carregava um violão. Sou dessas que se encanta com as coisas mais simples e para mim aquele cara com o violão, parando nos semáforos e indo até os carros tocar algo, provavelmente lindo e significativo, me mostrou que é possível fazer a revolução pacificamente, tornando cada pequena coisa um pouco mais bela. Além do cara do violão, havia também algumas mulheres segurando corações de cartolina, aquele típico clima de “rosas entre guerras”, sabem? Bom, eu sempre vejo imagens do tipo na internet, uma guerra f*dida acontecendo e uma pessoa com uma rosa na mão, algo assim. Essa moça do girassol também é da Marcha da Liberdade, só não sei de qual cidade.

O fato é que foi uma manifestação que simplesmente me encantou, pela simplicidade, organização e depois que eu conheci um pouco melhor o movimento em sí, me encantou pelos ideais e objetivos. Senti um arrependimento amargo por não ter saído da minha zona de conforto e ido junto com eles nessa marcha pela liberdade.

E, bem… Depois de ter convivido apenas com dois tipos de manifestação ao longo da minha vida, um deles sendo a Parada Gay e o outro sendo a tal marcha das bicicletas, citada àcima, do qual pouco sei sobre, senti-me orgulhosa pela minha geração estar tomando jeito e criando coragem de sair às ruas em prol de alguma coisa. É bom saber que os ideais ainda existem, que o cheiro de Revolução ainda encanta algumas pessoas. Dá uma esperança a mais, me faz pensar que realmente o mundo pode tomar jeito algum dia.

Lembrei-me agora da Passeata contra o novo código florestal, que ocorreu aqui em Curitiba há algum tempo, onde os estudantes pintaram a cara de branco e foram à luta em prol de alguma coisa.

Neste exato momento minha rua foi interditada pela polícia, porque hoje é o dia mundial do skate e está tendo uma passeata de skatistas. Eu nunca tinha visto tantos skatistas junto, muito legal! Tirei algumas fotos  para vocês terem uma noção:

 

Eu sei que isso não é bem uma manifestação e que não representa a diminuição da passividade dos jovens, mas achei muito legal e tive que compartilhar.

 

 

 

Mais um pouco da “Marcha da Liberdade”

 

Fico extasiada com coisas assim, talvez tenha nascido para ser militante. Serei eu a futura “Lula” do país ou meus ideais morrerão com o tempo e tornarei-me apenas mais uma, reacionária, como tantas outras? Só o tempo dirá.

Estamos aqui para mostrar que temos vez e voz e não vamos ficar calados perante a injustiça. Estamos deixando de ser reacionários aos poucos, nos aguardem.

Parafraseando Gandhi, talvez meus posts, comentários, pensamentos e atitudes sejam completamente insignificantes, mas é muito importante que eu os faça, porque jamais saberei o resultado de algo se não tentar realizá-lo.

Pra finalizar, uma musiquinha para vocês: 

Mais informações sobre a Marcha das Vadias aqui e sobre a Marcha da Liberdade aqui.