Passando por um Feriado com Eficácia!

Daí que hoje é feriado Nacional do dia da Independência. Não vamos entrar nos detalhes desse fato. Passei o dia revendo clipes antigos, que passavam naquele programa da Band com a Sabrina Parlatori (?) quando eu tinha menos de 10 anos e assim sendo, resolvi listar aqui alguns dos meus clipes estrangeiros preferidos porque quando o tédio aperta, nada melhor que um bom clipe pra rir um pouco!

Essa é a única música dessa banda que eu conheço, mas acho genial o menino loiro de máscara e camiseta laranja! Estava procurando esse clipe há SÉCULOS para rever e nunca encontrei, mas minha amada prima me mostrou onde estava!

Foo Fighters é um dos amores da minha vida e eu sempre fui viciada nesse clipe aí (1995 galere!) porque acho genial eles fantasiados de mulheres e é por isso que curto esse outro clipe também!

Aqui temos o GENIAL Eminem que era absurdamente esplêndido em seu início de carreira e depois indicou tanta gente que acabou sendo apenas o “feat” das músicas, super triste! Os primeiros clipes dele são geniais, mas o prêmio de consolação vai pra “Without Me“, porque… né.

O rei dos clipes, da minha opinião, é Blink. Porém, o incrível é que a minha música preferida deles “I miss you” tem um clipe TÃO melancólico que eu nunca consegui ver inteiro, não desce. Mas além do já citado, há os magníficos “What’s my age again?” e “First Date“.

Esse clipe nem é grande coisa, mas eu gosto TANTO dessa música, que não resisti! Linkin Park <3

Esse é um clássico, convenhamos! Acho o clipe maravilhoso, a música viciante e o protagonista com a melhor cara de retardado ever!

Obviamente não poderia faltar uma do Red Hot, porque eles fazem clipes fantásticos! Eu adoro essa música e tem um cara com cabelo azul em um momento, awesome.

Gosto dessa música porque mistura rock com rap e o clipe, consequentemente, mistura uma coisa Eminem com uma coisa Blink menos ousada, acho interessante.

Agora sim, o melhor clipe já feito! De 1984 Queen mostrando com toda sua magistratura como é ser rei, quer dizer, rainha.

 

P.S.: Não coloquei Michael Jackson porque não é minha praia, mas é válido! E os velhões da Britney também são vida! Enfim, aproveitem o feriado direitinho!

Onde foi parar?

Cresci com um pai ouvindo Raul Seixas 24h por dia enquanto minha mãe ligava o som na cozinha com Martinho da Vila para tentar competir. Meu irmão foi um interminável apaixonado por Metal e eu sempre jurei a mim mesma que seria a diferentosa da família, a Ovelha Negra. Sempre jurei que seria aquela que ia gostar das coisas da moda e ponto final. Então eu descobri que Ovelha Negra na verdade era uma música de uma senhora que canta desde que tinha cerca de dezenove anos e que é conhecida como a “Rainha do Rock Nacional”. Descobri que de Negra eu não tinha nada, ovelha talvez quem sabe, mas certamente sou da mesma laia que o resto da família. Foi assim que eu me apaixonei por Foo Fighters, CPM22, The Strokes e vários outros logo depois que Sandy&Junior resolveram se separar. Depois de Sandy&Junior acabei rendendo-me por inteiro a esse ritmo maravilhoso.

Os anos foram passando e eu descobri que as minhas bandas realmente favoritas ou não existiam mais porque tinham brigado ou porque algum membro fundamental fatalmente havia falecido e assim sendo eu sempre fui órfã de bandas preferidas vivas. Eu escuto coisas de trinta, vinte, dez anos atrás, mas infelizmente, tenho uma dificuldade incrível de gostar de bandas de hoje em dia, que estão criando ainda, que são novas, vivas e vibrantes o suficientes para lotarem um Maracanã inteiro de fãs alucinados. Não consigo ser fã alucinada de algo vivo. Isso me estressa. Muito. Porém, caros colegas, percebi que a dificuldade não está somente na minha pessoa. Ultimamente os shows lotadores de Maracanã são estrelados por alguém de outro país, os grande shows são de gente de outro país. Os festivais de música do Brasil são recheados por gente de outros países. Porque o Brasil basicamente só sabe fazer sertanejo, pagode, mpb (porque nem bossa nova sai mais), aquela coisa que restart faz e diz ser rock, está evoluindo no pop, o axé só funciona no carnaval, o funk só no Rio de Janeiro e o rock, bem… O rock nem existe.

Não estou desmerecendo as bandas atuais, não mesmo. A questão é que se a gente parar para ouvir algo atual deparamo-nos com coisas mais emotivas, lentas, com poucas guitarras, solos e gritaria, com pouca revolução na letra, com pouca essência roqueira, se é que isso existe. Nem Rita Lee faz mais rock. Outro dia, inclusive, surpreendi-me ao saber que Roberto Carlos ficou famoso por fazer rock, se o que ele faz atualmente ainda é considerado rock o povo daqui tem SÉRIOS problemas de identificação musical. Há uma exceção no ramo, que se perde diversas vezes e me irrita em inúmeras ocasiões, mas que as vezes ainda faz eu lembrar que talvez haja uma chance pro rock nacional, essa “esperança” é a Pitty. Pra mim é a única ainda roqueira aqui. Os caras do Fresno até tentaram, eu realmente gosto de algumas músicas deles, mas não acho que aquilo seja rock, pode ser qualquer outra coisa menos rock, assim como Nx0 e todas essas outras bandas que eu sequer sei o nome.

O que me irrita, porém, é que as pessoas que se dizem roqueiras na maioria das vezes nem parou pra pensar que existe um rock daqui, do nosso país. Que as terras verde-e-amarelas, mesmo que falhem nisso atualmente, um dia já souberam fazer rock’n roll e dos bons. Eu prefiro proclamar para o mundo que adoro bandas mortas e que choro por nunca poder ir a um show dos meus queridos do que viver sem sequer saber que eles existiram. O Brasil foi muito bom em rock e é isso que quero provar aqui. Fiz uma mixtape com 14 bandas e músicas que eu acho que representam o nosso rock. Faltaram VÁRIAS bandas/cantores e eu peço perdão por isso, porém se eu fosse colocar todos acabaria eternizando a lista. Vale ressaltar que eu fui a um show do Ultraje a Rigor ano passado e foi tão emocionante que eu nem sou capaz de descrever, ainda pretendo ver Pitty e Sepultura ao vivo e a cores e sempre chorarei por Cazuza, Legião, Mamonas, Raimundos e Raul.

Eu já pensei em ter uma dupla de bossa nova, pra ser o novo “Toquinho e Vinícius” porque acho que o Brasil realmente precisa reavivar a bossa nova, não dá pra inventar uma coisa TÃO legal e simplesmente jogá-la fora assim e também já pensei em arranjar uns amigos espertos e fazer uma banda de rock. O problema para os dois empreendimentos consiste no fato de que eu não tenho nenhum talento musical, mas se alguém algum dia fizer decentemente alguma dessas coisas, por favor me passe o trabalho que eu com certeza apreciarei. Quanto ao rock, eu acompanho o Trama Virtual que sempre expõe novas bandas e músicas e não desisti da minha busca infindável por um roquenrow brasileiro decente.

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Engenheiros do Havaí (eu sei que o certo é Havaii, mas gosto do acento) é de 1984 representa o rock gaúcho que sempre foi muito importante e decente e sempre desponta novos talentos fantásticos, como o Lucas do Fresno, por exemplo. A música escolhida trata de um tema interessante, tem uma batida agradável e é interessante pelo fato de criticar o pop e as pessoas pops em uma banda que é popular. Eles usam de críticas e ironias fantásticas, são maravilhosos.

Ultraje a Rigor é de 1981 e foi a primeira banda a obter um disco de platina para o rock nacional e o álbum “Nós Vamos Invadir sua Praia” foi considerado pela MTV em 2008 como o melhor álbum de Rock do país. “Inútil” não é minha música preferida da banda, mas eu gosto tanto do cd citado que não consigo eleger a preferida, acabou sendo esta porque a melodia me agrada bastante e a letra é de uma ironia incrível. Eles são capazes de nos fazer gritar em voz alta cada coisa… Roger é um gênio.

O primeiro disco do Houdini é de 2003, não sei de que ano é a banda pois não há quase nada sobre ela na internet. Não sei como a ouvi pela primeira vez, o fato é que era tão viciada em CPM que quando conheci Houdini não teve como não me apaixonar. O cd “Dia de Sorte” só tem músicas legais, nas letras não há apelo político, apenas histórias sendo cantadas mesmo.

Não sei o que comentar sobre Mamonas. Eu lembro de quando eles morreram, foi horrível. Eu tinha cerca de dois anos, mas lembro da imagem do mato com o avião no meio e a notícia de que eles haviam morrido. A gente tinha o cd em casa e sempre ouvia e cantava, eu e meu irmão. Absurdamente divertido. Só há poucos anos foi que entendi o que significava o nome da banda e achei fantástico. Eles eram ótimos porque sabiam fazer piada em forma de música e música legal, divertida mesmo. Não faziam só rock, mas vários ritmos, melodias e estilos e os shows deles deviam ser épicos. Sempre serei triste por não ter podido ver. Escolhi Robocop Gay porque acho ela irônica e hilária demais e os acho corajosos por terem feito uma música dessas – e todas as outras – sem a menor vergonha. Eles eram fantásticos. O legal é que a banda é de 1995 e eles moreram em 1996, durou apenas SETE MESES e todo mundo conhece, todo mundo já ouviu alguma música e enfim, eles venderam mais de TRÊS MILHÕES de cds em sete meses de banda! Ah gente, nem tem o que dizer. Basta.

falei sobre Raul por isso nem me alongarei muito na coisa, só comentarei a música. É uma mistura de uma música de Elvis Presley que ele ouvia e cantava quando era criança, enquanto dançava com “Asa Branca”, que é o hino do Nordeste. Essa música é muito legal porque mostra a capacidade incrível dele de misturar todas as coisas possíveis e ainda fazer músicas geniais, essencialmente rockeiras e divertidas. Raul foi um gênio. Ele era baiano e tocou de 1968 a 1989.

Sobre Cazuza eu confesso não saber muito. Assisti ao filme dele, mas fora o Daniel Oliveira não lembro de mais nada. Comecei a prestar atenção nele depois de ter visto uma peça teatral em que haviam acoplado várias músicas dele para uma espécie de homenagem. Eu não sei nada sobre ele como pessoa, nem sobre ele músico. Só que ele fazia parte do Barão Vermelho e depois começou na carreira solo. Todas as músicas que conheço dele são as famosas, não por desmerecimento, por preguiça mesmo. Se alguém fizesse uma mixtape chamada Cazuza com músicas importantes dele eu certamente me renderia. Carioca e cantor na década de 80/90. “Ideologia” é minha música preferida dele porque a letra é fantástica e o ritmo é muito legal, tem solos de guitarra incríveis e enfim, daquelas que a gente ouve gritando e “entrando na pira”.

CPM22 é de São Paulo e surgiu em 1995 eles cantam hardcore e suas músicas são inspiradas em sentimentos, mas não são emotivas como as do emocore. Eles mantêm a guitarra/bateria/baixo muito vivos e continuam cantando animadamente gritando. As letras contam histórias de vida e a “Tarde de Outubro” era minha preferida na minha infância, acho linda e maravilhosa e sempre recorro a ela quando sinto que estou entrando na fossa, mesmo com Adele e emocore no mundo, porque nada espanta uma fossa melhor que CPM.

Skank é mineiro e surgiu em 1991 cantando rock e depois mudando para diversas coisas. Não gosto muito da banda, mas há várias exceções, logicamente. “É proibido Fumar” foi escrita e cantada pela primeira vez por Roberto Carlos, só que eu não consigo gostar da voz dele, nem de quando ele era novo. Então optei pela versão do Skank mesmo. Essa música é importante pro rock nacional por ter sido uma das primeiras, mas nessa versão tem uns instrumentos esquisitos, acho que falta guitarra, enfim.

Hardneja Sertacore é gaúcha e canta clássicos do sertanejo em ritmo de hard core, acho ela maravilhosa porque eu adoro clássicos do sertanejo, as letras são lindas, só o ritmo que é meloso demais, só que quando todas as metáforas são misturadas com guitarra/bateria/baixo e tom de hard core tudo fica melhor! Acho fantástico. Tenho todo o cd no computador e volta e meia estou escutando que o fio de cabelo comprido ficou grudado no suor e que o moço dormiu no bando da praça etc e tal.

Ira! é paulista também, de 1981 e viveu os tempos de ouro do rock nacional emplacando vários sucessos. “Teorema” é uma música linda que foi gravada por Legião, mas que eu tenho quase certeza que foi escrita pela galera do Ira! mesmo. As letras deles são maravilhosas, o vocal também e o ritmo é aquela coisa gostosinha.

Meninos e Meninas é uma música com temática gay em pleno ano de 1989. Legião Urbana é assim, adora sambar na cara da sociedade, fez isso de 1982 a 1996, parando somente porque Renato Russo morreu. É a minha banda brasileira preferida, não consigo escrever muito sobre porque eu vou logo me inflando de sentimentos e suspiros e inevitavelmente choro. É sentimento demais por aqui, meu povo. Escolhi essa música por ser lá do começo, dum dos meus discos preferidos, ter uma melodia maravilhosa e a letra ser absolutamente divina. O mundo precisava que Legião fosse eterna. Se tem uma morte que eu nunca vou entender é a do Renato, se tem uma doença que eu nunca vou entender é a do Renato. E eu morro de orgulho de dizer que sou Brasiliense por causa deles, porque eles se juntaram lá, porque eles falam da cidade em várias músicas e ah. Legião.

Aí está a outra brasiliense da história, porque a terra do sertanejo um dia foi a terra do rock. Raimundos é de 1987 e misturou rock com todas as coisas possíveis, fez músicas épicas que ficaram na boca do povo por muito tempo e que são famosas inclusive hoje em dia. Eles ainda se apresentam, mas Rodolfo – divo – saiu da banda pra virar protestante e agora canta música gospel e isso é tão cômico que eu não tenho saco pra formação atual da banda e as pessoas que foram no show disseram que nem vale apena porque não é a mesma coisa e tal. “Me Lambe” é aquela música que eu sei de cor desde que me entendo por gente sabe-se lá como, que eu adoro ouvir enquanto estou tomando banho pra fingir que o shampoo é o microfone e cantar endoidecidamente. Fantástico.

Pitty é mais uma prova de que Bahia não é só axé, ela entrou no mundo do rock em 2003 e se tornou sucesso nacional desde seu início, creio eu. Já me decepcionei horrores com ela, mas acho que o último disco voltou um pouco pra essência, gosto bastante. Essa música acho legal porque o título lembra meu livro preferido “Admirável Mundo Novo” e a letra é muito muito muito legal, daquelas rock de verdade. Adoro quando mulheres resolvem abalar as estruturas rockeiras do mundo, porque a gente também consegue. Joan Jett e Janis Joplim são mais que provas disso.

Sepultura surgiu em 1984 e sobrevive até hoje, com uma formação completamente diferente, mas mesmo assim. Eles são a prova de que é possível fazer heavy metal sendo brasileiro, minha crítica consiste no fato de eles não cantarem em português, já dizia Renato Russo que se a gente mora no Brasil e fala português é importante levar isso pra música também, mesmo que eles sejam ótimos em cantorias em inglês e tal. Acho muito legal o álbum em que eles misturam heavy metal com músicas indígenas e adorei a apresentação deles no Rock in Rio do ano passado. Essa música aí pode ser considerada o “bonus track” da história, porque não queria que tivesse algo inteiramente em inglês aqui, mas achei que seria ridículo fingir que Sepultura simplesmente não existe, porque eles existem e são fantásticos. A banda foi formada em Minas Gerais, mas hoje em dia não tem nenhum de seus criadores no elenco e não sei de onde eles dizem ser, mas o cantor nem é brasileiro mais… Absurdo.

Eu sei que o dia do Rock foi semana passada, mas meu calendário é outro. Finjamos que hoje é dia de São Róqui e festejemos!

por mais guitarras e menos pandeiros!

30 Músicas de Rasgar o Peito

Quase não dormi essa noite por puro êxtase. Êxtase porque eu vi um show AO VIVO de Legião Urbana (sem Renato Russo, por motivos óbvios) com Wagner Moura no vocal e o show foi em SP (não em Brasília, como deveria) e eu passei duas horas cantarolando (e gritando em alguns momentos) enquanto minha prima estava tentando dormir porque iria acordar cedo para trabalhar. Pedi desculpas a ela, mas não tinha como eu ficar calada. O show foi FANTÁSTICO. Wagner Moura me surpreendeu um bocado e ele estava TÃO empolgado e TÃO vivendo aquilo pra valer, com todas as suas forças, que tudo com o que consegui sonhar foi como teria sido ainda melhor caso eu tivesse comparecido ao show. Acho que jamais me perdoarei por não tê-lo feito. Jamais. Não sou de eleger uma banda favorita, mas digo que nesse momento da minha vida, a preferida É Legião Urbana. Estou completamente viciada e não consigo passar um dia sequer sem ouvir o LINDO do Renato Russo, cantando bem no meu ouvido de preferência. É amor demais, minha gente.

Daí eu entro na internet e a Ana me deixou um meme, que a Anna criou e consiste em uma lista com trechos das músicas mais choráveis entre sua lista de músicas. Eu pensei em responder o meme SÓ com Legião, mas acho que perde a proposta, então decidi reservar o maior espaço pro trio mais lindo do Brasil e completar com as outras amazings que eles não escreveram, espero que não fique assim, MUITO chato, rs.  Lembrando que as músicas aqui me fazem chorar pelos mais diferentes motivos e nem é todo dia que eu choro, tá?

Bonfá, Russo e Villa-Lobos: Os Melhores.

“E quando chegar a noite cada estrela parecerá uma lágrima”

A Via Láctea – Legião Urbana

“Ela falou: – Você tem medo.
Aí eu disse: – Quem tem medo é você.
Falamos o que não devia nunca ser dito por ninguém
Ela me disse: – Eu não sei mais o que eu sinto por você. Vamos dar um tempo, um dia a gente se vê.”

Ainda É Cedo – Legião Urbana

Índios, a melhor.

“Feche a porta do seu quarto porque se toca o telefone pode ser alguém com quem você quer falar por horas e horas e horas…”

Eu Sei – Legião Urbana

“Hoje a noite não tem luar e eu estou sem ela  já não sei onde procurar
Onde está meu amor?”

Hoje a Noite Não tem Luar – Legião Urbana (melhor música romântica do mundo)

Há Tempos

“E o povo declarava que João de Santo Cristo era santo porque sabia morrer e a alta burguesia da cidade  não acreditou na história que eles viram na TV”

Faroeste Caboclo – Legião Urbana

Mais Uma Vez

“Ainda que eu falasse a língua dos homens e falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria. É só o amor! É só o amor que conhece o que é verdade. O amor é bom, não quer o mal, não sente inveja ou se envaidece.”

Monte Castelo – Legião Urbana (choro nessa música inteira, quase sempre)

“Já morei em tanta casa que nem me lembro mais, eu moro com os meus pais.”

Pais e Filhos – Legião Urbana (frase da minha vida)

“Até bem pouco tempo atrás, poderíamos mudar o mundo, quem roubou nossa coragem?
Tudo é dor, e toda dor vem do desejo, de não sentimos dor.”

Quando o Sol Bater na Janela do teu Quarto – Legião Urbana

“Esse é o nosso mundo: O que é demais nunca é o bastante e a primeira vez é sempre a última chance.
Ninguém vê onde chegamos: os assassinos estão livres, nós não estamos.”

Teatro dos Vampiros – Legião Urbana

“Tínhamos a idéia, mas você mudou os planos
Tínhamos um plano, você mudou de idéia
Já passou, já passou – quem sabe outro dia.”

Sereníssima – Legião Urbana

E tem essa aqui que não me faz chorar, mas como diz o nome, é perfeita.

“Where are you and I’m so sorry… I cannot sleep I cannot dream tonight. I need somebody and always. This sick strange darkness comes creeping on so haunting every time. And as I stare I counted the webs from all the spiders catching things and eating their insides. Like indecision to call you and hear your voice of treason…Will you come home and stop this pain tonight? Stop this pain tonight.”

I Miss You – Blink 182

“Living is easy with eyes closed, misunderstanding all you see. It’s getting hard to be someone, but it all works out; It doesn’t matter much to me.”

Strawberry Fields Forever – The Beatles

Imagine

“I used to be frightened of dying. I used to think death was the end, but that was before I’m not scared anymore I know that my soul will transcend.”

The Spirit Carries On – Dream Theater

“Vou te encontrar vestida de cetim, pois em qualquer lugar esperas só por mim e no teu beijo provar o gosto estranho que eu quero e não desejo,mas tenho que encontrar. Vem, mas demore a chegar. Eu te detesto e amo morte, morte, morte que talvez seja o segredo desta vida”

Canto Para Minha Morte – Raul Seixas

O Anjo Mais Velho

“Hey you, hey you, finally you get it. The world ain’t fair eat you if you let it. And as your tears fall on your breasts, your dress vibrations coming through
You’re in a mess… A lonely life, where no one understands you, but don’t give up, because de music do.”

Twisted Transistor – Korn

“Your feelings I can’t help but rape them. I’m sorry, I don’t feel the same my heart inside is constantly hating. I’m sorry, I just throw you away”

Trash – Korn

Sozinho – Caetano Veloso

“I hope that you see right through my walls. I hope that you catch me ‘cause I’m already falling. I’ll never let our love get so close, you put your arms around me and I’m home”

Arms – Christina Perri

“And who do you think you are? Running ‘round leaving scars, collecting your jar of hearts and tearing love apart. You’re gonna catch a cold from the ice inside your soul so don’t come back for me. Don’t come back at all.”

Jar of Hearts – Christina Perri

Bring Me to Life – Evanescence

“Couldn’t take the blame, sick with shame. Must be exhausting to lose your own game. Selfishly hated, no wonder you’re jaded. You can’t play the victim this time. And you’re too late.”

Call Me When Your Sober – Evanescence

“I have a problem that I cannot explain, I have no reason why it should have been so plain, Have no questions but I sure have excuse, I lack the reason why I should be so confused.”

Roulette – System of a Down

Indico o meme para a Del, a Karina e pra Char.

Espero que com esse post vocês tenham aprendido a me dar cds quando tiverem vontade, rs.

PS: Pena que o Wagner não se atreveu a cantar “Faroeste Caboclo”… Eu bem que queria dar umas risadas dos erros!

PS2: Tá rolando uma enquete lá na página do blog! Quem puder, passe para responder!

PS3: Sou louca e gravei eu cantando os trechos, quem quiser baixar tá aqui e aqui 🙂

Ps4: Não, eu não canto bem.

Quase o Cheshire

Eu estava feliz. Feliz e plena como há muito não me sentia. Essa semana foi tão boa que chegou a ser surreal e ainda custo-me a crer que as coisas de fato aconteceram. Diversas vezes passo a crer que foram apenas reflexos da minha imaginação sempre fértil, mas daí eu me belisco, eu releio as mensagens lindas que recebi e todo o filme volta à minha mente até que eu passo a crer, por livre e espontânea vontade, que sim, tudo foi real.

Confesso que estou desanimada com essa história de greve e que minha criatividade voa para longe sem as aulas de antropologia e sociologia para impulsioná-la. Confesso que acho chata a parte de ensaios no teatro, me cansa e ao mesmo tempo tenho a consciência de que não posso faltar porque uma falta pode estragar tudo e nem de longe essa é minha intenção, ainda mais porque no fim das contas fiquei realmente empolgada com a história da minha nova peça, que estreia em Junho. Creio que tudo dará certo. Tive que mudar o horário da aula de francês para a tarde e isso foi completamente decepcionante porque a professora é lerda e só tem meninas na sala, meninas mais novas do que eu. Justo eu, a pessoa que sempre gosta de estar cercada por gente mais velha, inteligente e madura do que ela, que abomina os adolescentes chatos entre treze e dezesseis anos, sou obrigada a ficar rodeada por umas nove garotas com no máximo dezesseis anos, se alguma delas tiver mais, certamente tem mentalidade de dezesseis anos. Achei que tinha me livrado dessas besteiras de gente boba quando o ensino médio acabou, mas parece que nem todo lugar pode ser delicioso e repleto de gente interessante quanto o curso de ciências sociais. Em meio a todo o desânimo, porém, um sorriso se abriu, um sorriso não só com os dentes, mas também com olhos, braços e todo um corpo sorrindo. Quando já não via sentido em nada e estava prestes a refazer toda a aparência do meu blog novamente, na tentativa de voltar a amá-lo e a usá-lo, um sorriso aconteceu.

A vida é boa quando começa a sorrir para a gente, quando todas as pequenas coisas e os atos falhos que tanto nos entristecem de repente começam a fazer sentido, a nos alegrar. É tão bom ficar alegre, feliz. É tão bom ver quem a gente ama alegre e feliz. É tão bom quando as coisas dão certo, mesmo depois de muito sufoco e quase erro. É tão bom respirar novamente, acordar para a vida de novo. É tão bom viver. No entanto, ao mesmo tempo em que sinto toda essa leveza e alegria, desanimo-me novamente. É engraçada toda essa situação, toda essa confusão que me cerca. É engraçado essa coisa de precisar escrever, mesmo que por entrelinhas, para poder ao menos tentar resolver-se internamente. Vai que funciona? Vai que eu consigo? Nada melhor que tentar.

Então surge a aula de psicologia e o maravilhoso texto em que Tenessee Williams nos manda falar doce como a chuva. Precisávamos fazer uma leitura psicológica da obra, tentando desvendá-la. Obviamente não conseguimos concluí-la por inteiro, havia entrelinhas demais, significado demais, metáforas demais, subjetividade demais. Coisas demais. Tudo tão denso, profundo e ao mesmo tempo raso e banal que acabou por nos confundir mais ainda e em meio à imensa pira que nos envolvia, acabamos por nos identificar em algum momento, de algum modo. E eu saí daquela aula morrendo de vontade de ouvir Adele cantar que nada importava porque eu encontraria alguém como você, até que me lembrava que não tenho um “você” para espelhar o encontro do outro alguém. Até que lembrava que tudo que vivi até então foi apenas uma epopeia de fatos que no quesito romântico nada avançaram. E em meio a toda a densidade de pensamentos que me ocorriam no momento, bastava eu me lembrar daquele sorriso para sorrir junto. Para morrer de vontade de pegar o telefone e exigir que me deixassem falar contigo, mesmo sabendo que você não poderia me atender.

Há algum tempo decidi-me que dignar-me-ia a encontrar algo para amar, não importava o que fosse. Não imaginei que seria justo você o escolhido, você que sempre esteve ao meu lado e eu nunca fui capaz de ver pois encobria sua bondade com todos os seus defeitos e esquecia-me de pensar que valia apena tê-lo por perto. Todas as coisas ruins têm um lado bom no fim das contas, sempre me falaram isso e eu precisei esperar todo esse turbilhão acontecer para realmente me dar conta. Para me dar conta de tudo que andava perdendo por levar mais em conta as zilhões de lembranças e traumas vividos do que a realidade do hoje, do agora. Logo eu que decidi que neste ano tentaria viver mais o hoje… Tentar estou tentando, espero que agora eu já possa dizer que consegui. Espero ter conseguido.

Eu ainda vejo filmes românticos e choro no final por nunca ter vivido algo parecido. Ainda condeno os contos de fada por terem me feito crer que um dia encontraria alguém que me faria feliz e me faria sentir amada. Ainda condeno a mim mesma por ser tola o suficiente para acreditar em todas as bobas palavras que alguém me fala. Ainda caio, tropeço e levanto procurando o que espero encontrar. Ainda não tenho coragem de desistir de tudo o que me parece correto. Ainda tenho forças para crer que de fato um dia serei feliz o suficiente para que os motivos de me desanimarem não sejam capazes de fazê-lo. Ainda tenho coragem para dizer em alto e bom tom que eu me basto e não são meras picuinhas de garotinha inocente que me abalarão e acima de tudo, ainda tenho o bom senso para saber o que é certo, o que é errado e até onde os meus limites aguentam. Eu ainda quero ser feliz. Quero ser estonteantemente feliz, quero continuar aprendendo a cada segundo que passa com cada uma das coisas que passam. Eu ainda não desisti e hoje não creio que o farei, pois todas as vezes que pensar em fazê-lo, lembrar-me-ei de ti. Do teu sorriso, sorrindo para mim enquanto diz o meu nome e gargalhando ao me ouvir falar e ao conversar com a minha pessoa. Porque hoje, depois de todas as razões para chorar que você me causou, és simples e unicamente minha principal razão para sorrir e quanto a isso não há nada que eu possa fazer, a não ser acatar sua ordem e saltitar por aí.

E hoje mesmo que milhares de músicas me façam chorar porque a solidão me assola, lembrar-me-ei de ti. Lembrar-me-ei de ti enquanto ouvir Oasis no último volume caminhando para o teatro e quando simplesmente estiver estirada no sofá vendo um filme qualquer. Porque hoje eu sou gente como a Alice e você é o meu Cheshire Cat, que não cansa de me sorrir.

(Daqui)

O ínicio, o fim e o Meio

A maioria de vocês passou a infância ouvindo Xuxa, Balão Mágico e seus semelhantes. Nunca tive um cd de nenhum deles. Minha infância foi sim norteada por Sandy & Junior e Chiquititas e desses eu tinha todos os CDs que saíam. As primeiras músicas que ouvi foram clássicas, pois minha mãe havia lido que música erudita acalmava os bebês. Eu dormia ouvindo Mozart, Bethoven ou algum outro da coleção de clássicos que ela comprou, no entanto, ao acordar deparava-me com uma balhureira sem fim, ressoando palavras que mesmo sendo na minha língua eu desconhecia. Volta e meia ouvia meu pai cantando e meu irmão vivia dizendo que odiava o dito cantor, como boa irmã mais nova, fui logo o odiando também. Desde que me entendo por gente, portanto, eu odeio Raul Seixas.

Sandy & Junior acabou, Chiquititas também. Nunca mais comprei um cd, pois nunca mais me apaixonei loucamente por uma banda a ponto de fazê-lo. É certo que no auge dos meus quinze anos, enquanto eu era toda emo, comprei os CDs do Simple Plan (shame on me) e um ultra legal do Panic! At the disco. Fim do ano passado comprei meu primeiro cd da Legião Urbana também, mas é só. Sou louca para ter todos os dos Beatles e pelo menos algum do Chico Buarque, depois que tiver completado minha coleção de Legião, claro. O fato é que com todas as nossas mudanças de cidade, meus CDs foram se perdendo e hoje só tenho os comprados depois de grande. No entanto, desde que me entendo por gente, a coleção do Raul Seixas está completa e nem um pouco intacta, tendo em vista que meu pai continua a ouvir sempre que pode. Todos os CDs, originais. Ele tem até hoje os ingressos dos shows ao qual compareceu e sabe a vida do cara inteirinha, mas eu sempre rejeitei isso, porque sempre odiei o cara. Até que meu irmão começasse a aceitá-lo. Não que eu seja influenciável, mas sou completamente influenciável pelo meu irmão.

Atualmente o cd do carro é do Raul Seixas e esse é pirata, mas só porque baixamos todas as músicas em MP3 pra caberem em um cd só e a gente pudesse ouvir o tempo todo. Hoje eu sei músicas dele, além das mega famosas. Consigo ouvi-lo tranquilamente e até entendo um pouco de sua poesia, talvez quando criança fosse apenas um monte de barulho justamente porque não tinha maturidade e conhecimento o suficiente para compreendê-lo.

Meu pai foi ao cinema comigo pela primeira vez há duas semanas e depois disso queria muito poder juntar a família inteira numa ida ao cinema. O filme do Raul estreou. Era a oportunidade perfeita! Combinamos com extrema antecedência, mas acabamos por nos atrapalhar e no fim das contas ele saiu de cartaz de quase todos os cinemas, quase, porque em um ele ainda está, em apenas um horário, mas está. Hoje eu fui ao cinema com a minha mãe, o meu pai, o meu irmão e a namorada dele. Como se já não estivesse extasiada o suficiente com a simples situação, o filme começou. O filme começou e eu descobri que Raul Santos Seixas não foi apenas um porra louca qualquer, ele era formado em filosofia e durante o documentário são entrevistados todos os seus parceiros (tanto musicais quanto românticos), um fã e um cara que inspirou ele a acreditar em certas coisas, fundando uma “Sociedade Alternativa” de fato. A história do cara é simplesmente genial! Fantástica de verdade! Ele foi o primeiro rockeiro de verdade do Brasil e não satisfeito teve a brilhante ideia de misturar o rock com vários outros ritmos, como nessa música aqui. Quando criança ouvia bastante Luiz Gonzaga e Elvis Presley e sabia decorado toda a performance do Elvis no filme dele. Ele começou a cantar quando era criança e teve várias bandas antes de se tornar o Raul Seixas de fato. Seu auge de carreira ocorreu durante a ditadura militar e enquanto todos os tropicalistas eram presos ou se exilavam pra fugir dos militares, ele fazia músicas tão inteligentes que passavam pela censura e ninguém notava o que de fato queriam dizer e assim ele não foi presto! É certo que os militares o fizeram morar nos EUA por alguns anos, mas segundo o filme, foi uma coisa pacífica. Ele teve cinco esposas e três filhas, embora sempre quisesse um filhO. Ver as companheiras dele falando sobre ele foi fantástico! Descobri um Raul Seixas homem, amoroso, cuidadoso para com suas filhas e esposas. Ele até escreveu músicas para algumas delas!

O que ele gostava mesmo era de quebrar os padrões estabelecidos, por isso fazia todas aquelas coisas inesperadas, como a música do Diabo, que no filme é explicada e é fantástica! E mesmo que eu seja chorona, confesso que é muito raro lágrimas realmente caírem de meus olhos durante algum filme. Eu fico chorosa, lacrimejando, mas não choro de verdade. Com Raul Seixas eu chorei. Porque fiquei tão envolvida com a história e estava com tanta vontade de sair correndo para um show dele que quando começaram a narrar sua decadência, seus problemas com o álcool, a cocaína e suas loucuras com éteres e outras coisas, fiquei realmente triste. Porque eu nunca vou entender a razão para que a vida da maioria das pessoas geniais acabe graças a elas mesmas, que acabam se matando em busca de uma paz interior e de uma vida realmente bem vivida. Eu fico triste, com pena, com vontade de voltar no tempo e salvar a eles todos, de mudar alguma coisa. Mas eu não tenho essa capacidade, então me limito a lamentar.

Lamento hoje por Raul Seixas, um cara genial, fantástico, que mudou a forma como a música era vista no país e trouxe uma endoculturação maravilhosa, proporcionou intercâmbios fantásticos, tocou com pessoas incríveis e acabou consigo mesmo, sendo digno de pena no fim de sua jornada. A coisa que me fez parar de chorar e ficar feliz de novo, foi ver como foi o seu velório e enterro. Tinha um MAR de gente por lá e foram os fãs que os levaram para a cova, foram eles que o velaram e transformaram seu velório no velório dos sonhos, pelo menos no dos meus sonhos.

Até hoje se faz uma passeata anual de fãs de Raul Seixas em São Paulo. Até hoje há fãs que o acompanharam enquanto vivo e aqueles que mesmo tendo nascido depois que ele já havia morrido, conservam em si um carinho e uma gratidão muito especial para este que foi o rei do rock do país, pelo menos até agora. E que nunca parem de gritar “Toca Raul”, porque ele é uma essência, uma vida que está espalhada por cada um de nós e que jamais morrerá de verdade.

Hoje eu agradeço ao Raul por ter inspirado o meu pai a sempre me dizer para não ter vergonha de ser uma metamorfose ambulante, de ser diferente. Para sempre tentar outra vez, para ser maluca e que eu podia fazer tudo que queria, pois seria tudo da lei e que não havia o menor problema em sonhar com uma sociedade alternativa. Entre tantas outras coisas que nortearam a minha vida desde sempre e só hoje fui notar que era graças a ele. E também agradeço a ambos por terem me feito aprender que a morte é o segredo da vida, não algo a ser temido.

É por isso que hoje eu grito, sem a menor vergonha e para que todos ouçam: VIVA O RAUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUL!!!!!!

“Um sonho sozinho é um sonho. Um sonho sonhado junto é realidade.” Raul Seixas

(Daqui)