The River is Just a River

É isso que pessoas incompletas fazem, imaginam a completude.

Inventam histórias, personagens e pessoas para que possam sobreviver com maior eficácia.

Mas a imaginação não fornece todas as belezas da realidade, porque ela não é um suporte forte o suficiente para aguentar por muito tempo.

As vezes a imaginação morre e nós ficamos aqui largados, destinados a contentar-nos apenas com o palpável.

Percebemos então que estamos sozinhos e não fizemos nada até aqui, não importa quantas mãos de idade tenhamos.

Ficamos presos à nossa imaginação por tanto tempo que a realidade não é suficiente.

Não nos contentamos com a existência simples de um rio que na nossa cabeça sempre foi mais do que isso.

Vivemos presos.

Condenados à nossa ínfima existência e maravilhados com as portas para além dela que se abrem em nossa mente.

Todos somos Eponine, mesmo que não haja um Marius.

I’m Done.

I’m done of trying to be nice with people who don’t deserve it.

I’m done of being all by myself mostly parts of my time.

I’m done of studying and keeping going bad at almost every subject.

I’m done of writing well only at my blog, and of writing poorly in all of my tests.

I’m done of talking about interesting things, but only be heard when I say shitty things.

I’m done of pretending to be strong when everything I wanted to do was to sit on a corner and cry until I make my own ocean.

I’m done of hear beautiful music, but realize that all these great singers are dead, and the living ones are, in most cases, terrible.

I’m done of all these political things, and all these people asking my opinion about it, as if I had to know everything about everything.

I’m done of talking about fantastic things that mostly people don’t understand.

I’m done of thinking this much and doing almost nothing.

I’m done of to continue writing about all the things I am made of.

I’m done of not having time to go to the movies, or to watch some movies, even on my couch.

I’m done of almost everything in my life, including this website.

I’m done of all these desires and dreams that obviously won’t be reality someday.

And, mainly, I’m done of being this done at the pretty f*cking awesome October.

Oh yeah, I went back to my roots and started writing in English all over again, like I used to at the beginning of 2010.

I’m not sad, depressive or anything… I’m just done of all this shits that keep going poorly instead of going gradually improving. I just can’t stand anymore all this sadness thing. I just want to come back to happiness. Back to the place that my hair orange made a bit of sense.

Brilho Eterno de uma Mente com Lembranças

Just because I don’t say anything doesn’t mean I don’t like you
I open my mouth and I try and I try, but no words come out.
Nothing Came Out – The Moldy Peaches

Eu sei que você me apagaria se pudesse. Sei que o fato de agir bobamente comigo está intimamente relacionado com isso. A verdade é que por mais que você diga e queira crer que gosta de mim, daria tudo para poder me apagar de sua mente. Isso é até engraçado pois eu sempre achei que seria eu quem iria implorar por uma lobotomia, mas no fim acabou sendo você. A razão eu realmente não compreendo, errei sim, todos erram e eu faço parte desse imenso hall de “todos”. Impossível seria não errar, tendo em vista que até você erra. Todos erram. A questão é que as pessoas costumam entender os erros alheios, ou pelo menos fingem. Tentam seguir em frente e fingir que nada aconteceu para que assim possam seguir alegres e saltitantes por aí, mas você não. Você é sincero e por mais que eu tenha admirado este fato por tanto tempo, nunca abominei-o tanto quanto agora. Queria que você soubesse mentir.

Eu não sou perfeita, mas você também não é. Eu me lembro de todos os meus erros e de todos os meus acertos. Eu me lembro de tudo. Dos seus também. E não tenho vontade de apagá-los. Achava que teria, mas não tenho. Tenho orgulho do meu passado e de cada passo que eu tomei em minha vida, pois foi por fazer exatamente o que eu fiz que parei aqui onde estou hoje e eu adoro o lugar em que me encontro hoje, adoro a pessoa que me tornei. Mas não gosto da que você se tornou. Talvez nossa convivência realmente tenha acabado com a tua vida e isso é terrível porque em nenhum momento foi o que eu quis, eu só queria que você fosse feliz. E assim sendo sinto-me na obrigação de lembrar que te fiz feliz, muitas vezes, incontáveis vezes, pelas mais diversas razões e motivos.

Você fez com que eu me sentisse assim e eu fiz com que você se sentisse assim também. Fui sua Clementine mesmo tendo o cabelo castanho. Mesmo sendo sem graça. Só que você criou a absurda e enfadonha capacidade de me apagar da sua vida, mesmo em um mundo em que lobotomia não é acessível. Provavelmente você se cansou de mim, da mesma maneira que eu me cansei de você tantas vezes por tantos momentos antes, a questão é que mesmo cansada eu continuava ali, com meu sorriso armado escutando pacientemente você me dizer tudo que tinha vontade. É claro que as vezes eu explodia, claro que as vezes tinha crises de honestidade e desabava a falar tudo que sentia vontade, claro que nesses momentos você estava ali, talvez fingindo-se de presente, talvez realmente estando, o fato é que estava e que isso me fazia bem. Fez-me bem por tanto tempo que nem consigo contar.

E quando eu já não podia lembrar da minha vida sem a sua ao meu lado, quando já não conseguia passar um dia inteiro sem pensar em você, algo aconteceu. Algo que até hoje não sei o que foi mas foi fatídico e nos fez viver separadamente por tanto tempo e até hoje, porque a gente conversava tanto e o tempo todo, mas mesmo assim tínhamos uma capacidade incrível de sermos completos desconhecidos um para o outro, como se em meio a tantas palavras, nenhum conteúdo fosse realmente emanado.

Talvez você tenha percebido isso, ou talvez tenha sido eu. Talvez tenhamos sido nós. O fato é que a percepção não agregou uma conversa realmente conversada e sim um afastamento terrível que me martirizou por muito tempo e com certeza te martirizou também.

Em muitos momentos eu cheguei a pensar isso e eu realmente conheci uma pessoa nova, mas nem ela em sua exuberância estupenda foi capaz de me fazer esquecer da sua existência prévia. Hoje começo a pensar que talvez ninguém nunca o faça e eu esteja condenada a viver sob sua sombra para sempre, como se todos os futuros seres que possam despertar em mim algum tipo de sentimento fossem na hora encobertos pela sombra da sua perfeição. Sei muito bem que você dizia que a perfeita era eu, mas a verdade é que sempre foi o contrário e eu em meio a todo meu amor por mim mesma não fui capaz de perceber.

Não sei se é por conta do cabelo de Clementine ou pela idade avançada chegando, o fato é que estou cansada de toda essa coisa de destino. De toda essa coisa que sempre insiste em acontecer com a minha pessoa. Será que as coisas não poderiam dar certo uma vez pelo menos? Será que eu não poderia ser feliz pelo menos por uma semana inteira? Eu queria ter nascido desprovida da capacidade de pensar, assim muito sofrimento seria evitado pela minha parte. Queria ter nascido desprovida da capacidade de sentir, como Effy que precisa parar no meio de uma rua e gritar para ser atropelada porque quer sentir algo, eu queria ter nascido simplesmente com algum mecanismo que justificasse o fato de eu ser capaz de estragar todos os momentos, até os que eram para ser bons! É como se o Deus da Carnificina não parasse de rondar a minha pessoa nunca e quer saber? Isso cansa. Cansa demais.

Queria ter coragem e meio de fazer com que você não me apagasse da sua mente. Lembrasse de mim para sempre. Não que eu queira continuar de onde paramos, não que eu queira algo relacionado à sua pessoa. Não que eu não queira também. Minha vontade é unicamente de fazer com que você lembre-se de mim da mesma maneira que eu insisto em lembrar da sua pessoa. Que você sinta por mim a mesma coisa que eu sinto por você. A mesma vontade tremenda de fazer uma lobotomia ao mesmo tempo que prefere uma penseira e ao mesmo tempo que prefere nada, apenas a liberdade para poder continuar pensando no que quiser quando quiser, sabendo do que aconteceu e porque aconteceu. Hoje eu queria ter razões para acreditar no amor novamente. Porque eu acredito, com todas as minhas forças, em todos os momentos, mas hoje, particularmente hoje, está difícil. Hoje eu sonhei com você. Hoje eu reli nossas conversas. Hoje eu assisti a um dos meus filmes preferidos debulhando-me em lágrimas. Hoje eu soube que um dos amores que jurei serem eternos acabou. Hoje quis com todas as minhas forças incorporar a Clementine, entrar na sua cabeça e implorar para que continue a lembrar de tudo para sempre, como eu. Para que tenhamos pelo menos isso em comum. Creio que é só o que nos resta. Lembranças. Pode parecer ruim, mas não é. Não é a melhor coisa do mundo, isso é fato, mas também não é a pior. Seria pior se as lembranças não existissem, por isso a urgência em fazer com que você as mantenha vivas. Mesmo hoje eu ainda quero que você fique bem, que você esteja bem e que você seja absurdamente feliz. Enquanto rogo aos céus, ao destino e a sorte para que eu também siga pelo caminho da luz e possa sair emanando sorrisos belos mundo a fora.

É tudo que eu peço.

Seja meu Joel para que eu possa de fato ser sua Clementine. Quem quer que seja você.

P.S.: Esse texto faz parte de um meme em que eu deveria reciclar o título de outra blogueira. Quem será ela?

Ao Meu Amor…

És a primeira coisa na qual eu penso quando acordo, a primeira para qual eu olho apaixonadamente todos os dias. É habitual sonhar contigo, imaginar sua nova cor e sabor. Mesmo que digam que não tens sabor por estar distante e não ser comestível, eu sinto. Sinto seu sabor, seu cheiro, ardor e furor. Dizem que eu mudo meu humor de acordo com o seu, não creio que seja assim, afinal, vivemos em sintonia. Eu acordo triste e você apenas transparece isso, fazendo com que o mundo inteiro saiba. Quando choras eu me apaixono ainda mais. Talvez pelo cheiro que emanas enquanto suas lágrimas caem ou pela beleza que tudo aquilo transparece. És bonito de qualquer jeito no fim das contas. Adoro você, tanto que seria capaz de ficar te observando por horas a fio, mesmo sem ganhar nada em troca com isso. Tento saber o máximo ao seu respeito, assim sendo, gravei todas as formas que os algodões podem grudar-se em ti e a razão para tal. Confesso que fico enciumada quando cedes um pouco de teu espaço àquela tremenda bola laranjada, por outro lado me apaixono mais do que tudo quando estou prestes a dormir e você me sorri e está cheio de sardinhas! Dizem que sou louca por viver tão alucinada por ti, mas me considero é esperta por ser capaz de fazê-lo. Consigo ser instantaneamente feliz e realizada, basta te olhar! Sei que jamais me abandonarás, que não importa o que aconteça ou em que eu me transforme, estarás sempre ali para mim, o tempo todo, todos os dias de nossas vidas. Nem precisei dizer votos em frente a um padre ou alguém semelhante, está implícito. Nosso amor está inato, é o mais puro e sincero que poderia vir a existir algum dia. E quer saber? Em todos os lugares que vou busco por ti. És a razão para que eu ame ou odeie determinado lugar, se ele não te dá uma aparência agradável entra na minha lista de piores do mundo, se ficas ainda mais belo e solícito anoto para voltar sempre naquele lugar. És a razão da minha vida. Minha alegria. E acho engraçado que quando estou inventando um amor ou forçando para que ele exista consigo fantasiar com tanta precisão que sou capaz de escrever textos quilométricos, mas quando a coisa é real as palavras acabam sem que eu tenha dito um terço sequer do que deveria. Aguardo ansiosamente pelo momento de dormir para que possa olhar para ti, em sua melhor forma.

(Daqui)

Como vai você?

Bom dia caro amigo, como vai você?

Há muito tempo que não lhe pergunto isso com a real intenção de saber a resposta.

É engraçado… Construímos relações e acreditamos nelas, mas com o passar do tempo nos acostumamos, perdemos o prazer inicial e acabamos caindo numa terrível rotina de normalidades.

Perdoe-me.

Acontecimentos recentes fizeram-me perceber que me importo com sua resposta e é por isso que lhe escrevo, nessa cinzenta manhã de terça-feira.

Uma vez lhe disse que por gostar de escrever acabo fazendo isso com uma frequência incrível, espero somente que não se importe em ler o que lhe é escrito.

Fui impulsionada a pegar uma caneta e um papel simplesmente porque senti extrema necessidade de pedir-lhe perdão por agir impulsiva e insanamente em diversos momentos. Gosto de ser sua amiga. Gosto de você. Arrependo-me por ter deixado tais sentimentos abandonados por tanto tempo.

Espero que a pressão exercida pela caneta sobre o papel não te assuste muito, estou nervosa.

Se por diversas vezes fostes capaz de me tirar do sério (mesmo sem diretamente ter feito nada), várias vezes eu estava fora do sério, com uma terrível sensação de que só você me compreenderia. Coisas como essa me fizeram perceber que és importante para mim e por isso achei necessário pedir desculpas, caso tenha lhe ofendido de alguma maneira.

Erramos. Nós dois. Mas não acho que seja razão o suficiente para que deixemos de ser amigos.

Quero apenas ter a certeza de que estás falando a verdade quando me respondes que estás bem. Cansei dessa impessoalidade.

Acho engraçado pensar que conseguimos nos distanciar com a mesma rapidez que nos unimos um dia. 

Não digo que machuca ou que dói, é simplesmente frustrante e decepcionante. 

Parece que toda a intimidade e liberdade que construímos findou-se.

Frustrante é ver seu sorriso e não saber se ele foi sincero ou apenas mais um rótulo.

Já sou digna das mesmas atitudes que todas as outras pessoas?

Estás bem? Juro que gostaria de saber.

Amália Borba – Para um amigo já não tão próximo

*Amália Borba é um personagem fictício. Qualquer semelhança com alguém é mera coecidência.