Unbreakable Kimmy Schmidt – Série de 2015

Quem faz a série?

         A série é produzida pela Netflix e foi criada por Robert Carlock e Tina Fey em 2015. A série já teve duas temporadas e foi renovada para a terceira. A média de episódios por temporada é de 13 e eles têm duração entre 22 e 30 minutos. O gênero da produção é comédia e a narrativa se passa em Nova York

      A ideia da série surgiu após a finalização de 30 Rock, série que era produzida e estrelada por Tina Fey e teve grande sucesso, acontecendo por 7 temporadas. Com o fechamento dessa narrativa, Fey acabou com outro contrato e outra ideia de série para ser produzida. Junto com Carlock, criaram Kimmy Schmidt e seu seriado.

        Unbreakable Kimmy Schmidt não tem um nome em português ainda, mas seria algo como “A inquebrável Kimmy Schmidt“. O nome original pode ser de difícil pronúncia para brasileiros leigos em inglês, mas a produção tem legendas e dublagem em português. As duas temporadas estão disponíveis na Netflix.

      A série é estrelada por Ellie Kemper (Kimmy Schmidt), Tituss Burgess (Titus Andromedon), Carol Kane (Lilian Kaushtupper), Jane Krakowski (Jacqueline White), Dylan Gelula (Xanthippe Lannister), Ki Hong Lee (Dong guyen) e vários outros, com aparições menores. Incluindo a própria Tina Fey.

Sobre o que se trata?

         Kimmy foi sequestrada por um chefe de seita e ficou 15 anos presa em uma caverna, junto com outras três mulheres e o sequestrador. O chefe da seita convenceu as 4 garotas de que o fim do mundo estaria chegando e elas seriam as últimas pessoas da Terra. Viver na caverna era complicado, porque a energia era gerada pelos exercícios físicos delas e havia constante racionamento de energia e alimentação. 

       Em 2015 conseguiram descobrir o esconderijo e salvar as 4 meninas. Kimmy foi a única que decidiu que precisava recuperar o tempo perdido e, para isso, resolveu se aventurar em Nova York, cidade desconhecida para ela até então. Logo no primeiro episódio ela, incrivelmente, encontra onde morar e um emprego. E já fica claro que seus colegas de casa e de emprego serão amigos e personagens importantes para o decorrer da série.

     As meninas que foram raptadas com ela não desaparecem da narrativa, fazendo aparições pontuais e mostrando um desenrolar próprio para cada uma de suas histórias. O responsável pelo sequestro foi preso no momento do resgate e aguarda julgamento, o processo e o julgamento dele também são retratados na série.


O que eu achei dela?

        Eu não sou muito boa em assistir séries de comédia. Nunca consegui ver Friends ou How I Met Your Mother por conta disso. Em geral, acho séries de comédia fracas e sem graça. As exceções são as séries que eu via durante a infância, vide Maluco no Pedaço e Todo mundo odeia o Chris. Resolvi dar uma chance pra Kimmy Schmidt por causa do possível viés religioso da narrativa. Mas a série acabou me fisgando, apesar de o viés religioso não ser o mais importante para o enredo.

        Em geral, é uma série sobre independência e descobertas e a Kimmy se demonstra realmente forte e inquebrável e é muito bacana ter contato com personagens assim. As coisas pelas quais ela passa as vezes parecem muito irreais e fantasiosas e é isso que deixa a série engraçada, de forma cativante. Além disso, a narrativa aborda assuntos pertinentes para a sociedade atual, como o fanatismo religioso, relacionamentos homossexuais e diferenças étnicas. Inclusive, diversidade é uma coisa bastante abordada na série, que conta com um negro homossexual como um dos protagonistas, uma descendente de indígenas e um oriental como personagens secundários e importantes. 

       Além de tudo, uma das coisas engraçadas da série é o saudosismo constante. Como Kimmy ficou 15 anos presa e afastada de todo o desenvolvimento tecnológico e social, ela é bastante inocente e considera coisas que para nós já são banais como absurdamente fantásticas. Ela parou de acompanhar o mundo no momento em que walkman ainda era usado, então há uma série de filmes, músicas, questões políticas e sociais e tecnologias que ela simplesmente desconhece. Acompanhar esses “primeiros contatos” dela é bastante interessante e divertido. A personagem também está atrasada no quesito moda, utilizando roupas extravagantes demais e combinações que não seriam feitas por pessoas que não foram raptadas por 15 anos. O papel de Titus na vida da Kimmy e nesse contato com as coisas é muito relevante e bacana.

        Eu, particularmente, gosto muito do núcleo da Jacqueline e acho que ele foi muito bem desenvolvido na segunda temporada, tendo desencadeamentos bastante interessantes e proveitosos. Torço bastante por ela enquanto personagem e acho a história dela realmente interessante, apesar de parecer exagerada e irreal demais.

           É uma série leve, despretensiosa e muito bacana de passar um tempo assistindo. O excessivo otimismo de Kimmy é, as vezes, irritante. É bem engraçado que conforme você vê a série, acaba pegando algumas manias idiotas dela (ou pelo menos eu peguei). A música de abertura é daquelas que gruda na sua cabeça e nunca mais sai. E, claro, as aparições da Tina Fey não são de deixar ninguém com dúvidas sobre o talento dela. A última temporada saiu no primeiro semestre desse ano e teve uma aparição muito legal no último episódio – que eu espero que siga aparecendo nas próximas temporadas. 

          A terceira temporada já está confirmada e prevista para estrear no primeiro semestre de 2017, sempre na Netflix.

True Blood

         Ainda falando de séries de vampiros, vou apresentar uma que trata mais do ponto de vista dos vampiros do que dos humanos, que é o oposto do que acontece em Buffy – The Vampire Slayer. Em True Blood, a trama gira em torno justamente da convivência entre vampiros e humanos, na cidade de Bon Temps, localizada em Louisiana (sul dos Estados Unidos da América).

         Tudo começa com a garçonete Sookie Stackhouse, interpretada pela Anna Paquim. Ela tem uma habilidade anormal, a de ouvir os pensamentos alheios (coincidentemente, a mesma coisa que o Edward Cullen). Eis que chega um sujeito em seu bar e ela não consegue ouvir seus pensamentos, logo descobre que se trata de um vampiro e que sua telepatia não funciona por sobre membros desta espécie. No decorrer do seriado, descobrimos que isso se dá pelo fato de vampiros não terem alma e, com isso, terem perdido sua humanidade.

         Os vampiros da série, porém, são um pouco mais legítimos do que os de Crepúsculo. Primeiro porque eles realmente se alimentam de sangue humano, segundo porque são seres noturnos. Caso andem no Sol, entram em combustão instantânea e viram pó. Também são torturáveis com prata e podem ser mortos com estacas de madeira diretamente em seu coração (como ocorre em Buffy). Eles vivem por muito tempo, o ritual para criar um novo vampiro envolve dormir com ele embaixo da terra (ou algo assim) e a maior parte deles, de fato, dorme em tumbas ou coisas semelhantes. É claro que o fazem apenas durante o dia. Podem interagir com humanos e frequentar locais que eles frequentam.

         Considerando que vampiros e humanos co-existem, temos que considerar as razões para tal. Visto que vampiros se alimentam de sangue humano, para que houvesse a coexistência garantida por lei, era necessário garantir que seria possível uma convivência pacífica. Graças à uma empresa japonesa capaz de fabricar sangue sintético, essa garantia se fez pronta. O sangue sintético é chamado de “True Blood” e vendido em garrafas, tendo disponíveis todos os tipos sanguíneos. O interessante é que, enquanto o sangue humano serve de alimento para os vampiros, o sangue dos vampiros serve como droga para os humanos. Isso faz com que algumas pessoas façam trocas, oferecendo seu sangue humano em troca de algum sangue vampiresco. A droga é a mais perseguida pela polícia local e seu efeito parece melhor do que qualquer outra droga conhecida, o que atrai diversos usuários. Além de tudo, basta uma gota de “V” (como é chamado o sangue dos vampiros) para que os efeitos alucinógenos tenham início.

         Além dos vampiros, porém, a série agrega outros seres fantásticos em seu decorrer, discute alcoolismo, homossexualidade, fanatismo religioso, magia e consegue até colocar a Lilith no meio da história.

         Os personagens principais são a já citada Sookie, seu patrão Sam Merlotte (Sam Trammel) e seus companheiros de trabalho: Lafayette Reynolds (Nelsan Ellis), Arlene Fowler (Carrie Preston). Além disso, há sua melhor amiga Tara Thorton (Rutina Wesley) e sua mãe Lettie Mae Daniels (Adina Porter). O vampiro que aparece em seu bar logo no primeiro episódio, e por quem ela se apaixona, Bill Compton (Stephen Moyer), a vampira que ele é obrigado a criar, Jessica Hamby (Deborah Ann Woll). O xerife da cidade, Andy Bellefleur (Chris Bauer) e o irmão de Sookie, que é o policial mais mulherengo que já existiu, Jason Stackhouse (Ryan Kwanten). Além disso há os vampiros festeiros, o dono da boate “Fangtasia“, chamado Eric Northman (Alexander Skarsgard) e sua secretária, melhor amiga e a primeira vampira que ele criou, Pam Swynford de Beaufort (Kristin Bauer van Straten). Há ainda uma série de outros personagens, que se tornam relevantes nas temporadas em que aparecem.

         O seriado foi produzido pela HBO e está disponível no HBO NOW, além disso, é possível encontrar dvd’s para comprar e ainda fazer o download dos episódios via torrent. A classificação indicativa é 18 anos pelo fato de ser altamente violento, aparecer muito sangue e pessoas peladas. As temporadas têm uma média de dez episódios e eles duram quase uma hora cada um. A trilha sonora é muito bacana e a música de abertura bastante sugestiva.  Cada temporada apresenta um novo mistério, que é resolvido até o final da mesma. São sete temporadas no total e a série foi finalizada em 2014.

A série é bastante conhecida entre o público feminino, por ser uma das poucas onde a objetivação do corpo masculino acontece sem o menor pudor. Enquanto na maior parte das produções vemos muitas mulheres peladas e objetivadas, em True Blood o grande destaque é para a beleza masculina. Além disso, o sotaque sulista da série e o universo inteiro que ela cria são bastante atraentes para o telespectador. Os episódios são bastante envolventes e é muito difícil não considerar um bom seriado de vampiros.

Ficção e Representatividade

Com um namorado pesquisador sobre ficção científica, torna-se impossível não adentrar-se um pouco mais no meio. Percebi logo de início que uma das principais discussões que acontece é em torno da representatividade feminina, visto que na maior parte de filmes de ficção científica as mulheres são subservientes aos homens e seus personagens não tem narrativa própria, sendo supérfluos e/ou submissos.

Bom, isso é verdade em diversos seriados, filmes e livros de ficção científica. Principalmente nos que dizem respeito a super heróis, onde o herói é sempre um ego masculino salvando mocinhas frágeis que, na maior parte das vezes, acabam por se apaixonar ou pelo herói, ou pelo vilão (ou pelos dois).

Porém, tenho visto alguns seriados que mudam um pouco essa chave de pensamento e mostram que é possível mulheres terem pulso forte na ficção científica. As mulheres estão conquistando esse espaço há algum tempo e produções deste ano, como Sense8 e Jessica Jones, são provas vivas disso. Pensando em todas essas coisas, resolvi gravar um vídeo com indicações de cinco séries com mulheres bacanudas, que indico para todas as mulheres que buscam por inspirações decentes para a vida!

BEDA #8 Diga-me o que assistes e te direi quem és

Clima de férias ainda instalado em minha pessoa e relembrando um post que vi há algum tempo sobre as séries que estão sendo acompanhadas no momento, vim dar o meu testemunho de que continuo firme, forte e tenho conseguido fazer outras coisas sem ver seriados e só assisti 3 eps na última semana! Mas, com as aulas voltando assumo que voltarei à maravilhosa rotina adquirida no ensino médio de passar o domingo inteiro vendo seriados. Enfim, vamos ao que ando vendo:

Fringe

Típico seriado que nunca me chamou atenção, até eu começar a assistir e me apaixonar por Walter Bishop. Fringe conta a história de uma sessão do FBI especializada em casos que fogem do normal, mas não no sentido espiritualista e sim no científico. Para resolver os casos que FBI não dá conta, resgataram Bishop um velhinho (muito muito fofo e engraçado) que estava preso há séculos em um sanatório, tem problemas de memória e é genial. Você vai ver histórias malucas, universos paralelos, outras dimensões e realidades, seres estranhos, o poder da química e aprender que de fato todo limite existe para ser testado. Ainda estou no começo da terceira temporada, mas é genial.

True Blood

A season finale da série de vampiros mais legal já inventada está incrivelmente melhor do que a quinta temporada. Eu odiei a quinta temporada. Mas isso não significa que a atual esteja grandes coisas. É claro que cada episódio continua dando vontade de ver o próximo, mas chegou num ponto que meio que todo mundo sabe o que está prestes a acontecer e, sinceramente, se eles me surpreenderem ficarei grata. Porém, para quem nunca viu, eu super recomendo. Principalmente pela maravilhosa objetificação ao corpo masculino. True Blood é uma série necessária.

Ru Paul’s Drag Race

Descobri essa durante o mês final do semestre passado na faculdade e não há nada mais tranquilizador do que assistir as drag queens mais divertidas da história competindo para ser a próxima drag super star. Os desafios são sensacionais, as drags são incríveis e é impossível não rir ou não aprender algo novo depois de uma maratona desse reality incrível. Com várias temporadas no netflix, a facilidade de ver um episódio atrás do outro é gigante e quando você vê, lá foi um dia inteiro. Só não é o melhor reality da vida porque Keeping up with Kardashians existe, mas tá quase lá.

Breaking Bad

Outra pérola do netflix, a série foi finalizada no começo desse ano. Conta a história de Walter White, um professor de química que se descobre com câncer terminal, sem dinheiro para o tratamento,  mas com talentos químicos para fazer a melhor metanfetamina do pedaço. Ainda estou no começo, mas é muito interessante.

Doctor Who

Com a oitava temporada prestes a começar, com um novo Doctor e novas aventuras, eu finalmente me vi obrigada a terminar a sétima. Ainda não embarquei na aventura de acompanhar a série desde seus primórdios (1963), mas a tomada nova é interessante o suficiente para manter qualquer pessoa vidrada. Doctor é o último timelord existente, ele tem dois corações, poder de regeneração e uma caixa de telefone de polícia azul móvel, que na verdade é uma incrível máquina que viaja através do espaço e do tempo. Com uma densidade de personagens incrível e aliens maravilhosos, o seriado é um dos mais legais que já assisti e merece ser visto por todos, e tem episódios suficientes para dois anos vendo literalmente sem parar, ou seja, adeus tédio.

Orange Is the New Black

A segunda temporada da série de presidiárias que retrata como nenhuma outra as representações femininas atuais teve sua segunda temporada lançada no início de Junho pela netflix. Como é uma produção netflix, todos os episódios são lançados no mesmo dia e a vontade é de assistir um atrás do outro até acabar. A temporada foi incrível e faz com que todos que assistem, ao terminar, queiram imediatamente ver a próxima. Espero que o ano que vem chegue logo para isso! A série conta a história da Piper, jovem branca, cis, classe média alta, presa após ser delatada por uma ex namorada como cúmplice em tráfico internacional de drogas. Só que Piper deixa de ser o foco, tornando a série uma rica exploração sobre comportamentos. É sensacional.

Game of Thrones

A última temporada lançada de GoT, com cenas de estupro desagradáveis que geraram uma falta de cenas de sexo em geral (o que, a meu ver, sempre foi o chamativo principal de público para a série), foi mais decepcionante que as anteriores. Por mais que a história tenha se desenvolvido, fiquei com a sensação de que não se desenvolveu o suficiente. Faltou a sensação de surpresa e aventura que as temporadas anteriores haviam causado e continuei assistindo apenas por causa da khaleesi. Espero que na próxima volte ao normal. A série conta, basicamente, a história de vários reinos que brigam para ver quem terá o comando do Trono de Ferro, que dá o poder de comandar todos os reinos. Os efeitos são muito bons e os episódios costumam ser incrivelmente surpreendentes.

Bom, essas foram as minhas companhias de férias, mas claro que continuo tendo Gilmore Girls e Skins como companhias de vida, que volta e meia dão vontade de retornar ao meu mundo e o fazem com eficácia. Se tiver alguma série bacana pra me indicar, sinta-se à vontade!

Melhores do Ano

Sou fanática por retrospectivas e por mais que a escassez de tempo tenha feito com que uma guerra mental se instalasse em mim, acabei por decidir em fazer apenas uma retrospectiva no quesito “melhores do ano”. Eu vou escolher cinco séries, cinco filmes vistos no cinema, cinco filmes vistos fora do cinema e cinco coisas que fiz pela primeira vez em 2013 (mesmo que não tenham sido as melhores do ano). Os textos serão em forma de lista, porque eu adoro lista, mas sempre contarão com um primeiro parágrafo explicativo, porque eu adoro explicar as coisas e introduzir tudo certinho até elas. Não sei qual será a frequência, mas tudo será postado até o final do ano. Se alguém também quiser entrar nessa aventura, deixe o link nos comentários porque eu adoro ler listas alheias! Começaremos com os seriados.

Minha amiga sempre diz que um ótimo jeito de medir confiança no mundo moderno é analisando por quantos anos uma pessoa consegue acompanhar uma série. A gente sabe que seriados raramente mantêm o padrão alto durante todas as temporadas e que depois de algumas a história fica confusa e você continua assistindo apenas para honrar o que já começou. Já fiz isso com várias séries, mas também desisti de várias outras. Acresço pois um fator à teoria da minha amiga: seriados também são excelentes para medir a capacidade de variância que uma pessoa consegue suportar. A quantidade de histórias que ela consegue acompanhar ao mesmo tempo, sejam elas completamente diferentes ou totalmente parecidas, diz muito sobre como ela conseguiria lidar com muitas pessoas, iguais ou diferentes e como ela não gosta de ficar sempre na mesma coisa. Refiz minha conta no Orangotag hoje e descobri que assisto a 23 séries. Isso porque nunca fui capaz de tirar da watchlist séries como Skins, Gilmore Girls e Gossip Girl, que mesmo mortas e enterradas ainda vivem na minha playlist. Não é que eu seja fiel até o fim, veja bem, Glee e The Vampire Diaries eu só consegui acompanhar até a terceira temporada, então desisti. Incontáveis outras eu só assisti o primeiro episódio e desconsiderei. Outras, como How I Met Your Mother, eu juro que tentei acompanhar, mas realmente não fez meu tipo. Várias eu nunca sequer tentei ver em ordem, mas ali estão porque todos os momentos de ócio que me levam ao canal da Warner me levam a algum episódio de alguma delas. Tirando tudo isso, eu acompanho de verdade somente quinze séries, por enquanto e enquanto várias delas são amores antigos, outras são hiper novas e boas o suficiente para serem indicadas a todo o universo.

2013 foi muito triste para o meu catálogo de seriados, pois foi o fim definitivo de Skins e Gossip Girl, coisas que eu acompanhava desde quando inventei de acompanhar séries. Então cancelaram Bunheads, uma série absurdamente genial, feita pela mesma roteirista de Gilmore Girls. Pro coração ficar mais chateado, o computador com vários torrents de várias séries que eu pretendia ver, pifou. E o site em que eu encontrava todos os torrents e as legendas também. A vida parecia sem sentido, até que eu encontrei o Netflix, o seriestvix voltou a funcionar e eu parei de frescura e comecei a me aventurar em alguns seriados sem legendas. As séries que serão aqui mencionadas não são todas parte das que eu assisto, mas as assisti ao longo desse ano e elas mereceram estar aqui.

1 – United States of Tara

A série acabou em 2011, conta com três temporadas e todos os episódios estão disponíveis no Netflix. A história é de Tara, uma mãe de família, esposa e irmã que tem transtorno dissociativo de identidade, ou seja, ela tem múltiplas personalidades que surgem em momentos impróprios e agem de acordo com a própria moral, trazendo problemas para Tara e sua família. O seriado é bastante intenso, ao mesmo tempo que simples e ameno. A vontade é assistir super rápido e fazer de tudo para cuidar da Tara. Confesso que esperava mais do final, mas vale apena mesmo assim. As temporadas contam com apenas 12 episódios cada e a direção é do Steven Spielberg.

2 – The Carrie Diaries

Carrie Bradshaw é uma das personagens de “Sex and the City”, a história dos seus diários ocorre em sua adolescência, ou seja, nos anos 80. O seriado da CW surgiu para substituir o horário ocupado antes por Gossip Girl e, com isso, pegar um pouco do seu público. Funcionou comigo. Anna Sophia Robb, a Carrie, era minha atriz mirim favorita há alguns anos, por causa de filmes como “Ponte para Terabítia”, saber que ela era a Carrie, não importa quem essa Carrie fosse, atraiu-me ao seriado automaticamente. A ambientação é fenomenal, as músicas são ótimas e para uma série fútil, sobre moda, adolescência e picuinhas da vida, não há de que reclamar. A série começou esse ano e ainda está em funcionamento, já na segunda temporada. A primeira teve apenas treze episódios.

3 – Da Vinci’s Demons

Leonardo da Vinci é o artista e inventor mais polêmico da história, há várias especulações sobre sua vida e seus pensamentos. Esse seriado ajuda a explorar o universo de Da Vinci, mesmo deixando claro que é apenas uma ficção histórica. Nele somos apresentados a uma Roma Antiga cheia de podres e a um Da Vinci atordoado, morando em Florença e tendo como meta de vida descobrir quem é sua mãe, pois é um filho bastardo. Cada episódio é uma carta de tarot, a magia, tensão e genialidade permeiam cada segundo e é impossível terminar um episódio sem sair correndo atrás do outro. O seriado é em inglês, mas eles têm um sotaque romano que as vezes é até engraçado, explora os percalços da Igreja Católica e nos proporciona o contato com invenções geniais de um cara fenomenal. A primeira temporada terminou neste ano, com oito episódios de quase uma hora de duração cada. A segunda temporada foi confirmada para o próximo ano.

4 – Game of Thrones

Baseada nos livros das “Crônicas de Gelo e Fogo” de G. R. R. Martin, Game of Thrones conta a história de sete famílias que moram em Westeros e lutam para conseguir o trono de ferro, que no momento está nas mãos dos Baratheon. O seriado da HBO dá um show em produção, efeitos especiais, trilha sonora, figurino e maquiagem e não deixa a desejar em nenhum aspecto. Não é o tipo de coisa que se recomenda ver na sala com os pais por perto, porque gente pelada e sexo quase explícito é uma constante, mas é aquele tipo de coisa que você assiste quase sem ar e que quando acha que não tem mais como se surpreender, você se surpreende. Absurdamente intenso e incrível, assistido de supetão durante as últimas férias e automaticamente considerado um dos melhores seriados da minha vida. Foram exibidas três temporadas, com cerca de dez episódios cada. Foi renovada para a quarta temporada, a ser iniciada em Março de 2014. Cada segundo compensa.

5 – Doctor Who

Doctor Who entrou no ar em 1963 pela BBC em Londres e conta a história de um timelord, que é uma espécie de alienígena com forma humana proveniente de Gallfrey. Os timelords conseguem sentir o tempo dentro de si mesmos e o Doctor conseguiu (eu não sei direito ainda como, quando ou por quê, pois comecei a primeira temporada da série clássica muito recentemente e ainda não sei de tudo, um dia, quem sabe) uma nave espacial facilmente camuflável em Londres, por ser uma Police Box. Tudo dos timelords é maior por dentro, então quando você entra na nave, que se chama TARDIS, ela é gigante e capaz de te levar a qualquer lugar no espaço-tempo, não só na Terra, mas em todas as galáxias. Então Doctor e uma acompanhante perambulam por aí vivendo altas aventuras, correndo bastante e salvando alguma espécie de alguma catástrofe. Embora tenha 50 anos, a série não precisa ser vista desde o começo para que seja compreendida. A parte nova iniciou-se em 2005, conta no momento com 7 temporadas e está inteiramente disponível no netflix. É plenamente possível de entender o fio da meada iniciando pela primeira, ou pela segunda, ou por qualquer uma. Doctor Who é compreensível em episódios aleatórios ou para ser visto em sequência e nunca se torna cansativo e repetitivo, sempre é uma nova aventura que nunca é banal e sempre agrega algo às nossas vidas. É claro que eu recomendo que também seja assistida a série clássica, porque é fantástico ver a evolução de algo durante 50 anos e analisar como foi capaz de se manter, é como se deixasse de ser um simples seriado e se transformasse em um fenômeno. A série antiga conta com 26 temporadas e, embora os primeiros episódios sejam mais curtos, é estimado que contando com todos os episódios e especiais demore-se cerca de dois anos para assistir a tudo relacionado a Doctor Who. Se você está procurando compromisso sério com um seriado, acaba de resolver os seus problemas.

Além dessas cinco séries lindas, escolhi três para dar menções honrosas: Revenge, Girls e Orange is the New Black.

Caso não tenha ficado claro, os números ao lado dos nomes das séries não são hierarquizações, de maneira alguma. Em breve volto com mais listas!