#1 Diário de Leitura – Os Miseráveis, Victor Hugo

Os Miseráveis Capa Martins Fontes

          Comentei que faria, neste primeiro semestre, o desafio de ler a versão completa de “Os Miseráveis. O desafio já começou e o primeiro mês correu super bem!

          O livro é dividido em diversas partes, que são subdivididas em livros, que são subdivididos em capítulos. Eu e minha amiga selecionamos em média dois livros por semana e estamos realizando essa leitura incrível. Ainda não terminamos a parte 1, que fala sobre a Fantine, mas por hora as impressões da leitura estão sendo de superar expectativas! Há apenas uma pulga atrás da orelha em relação à estrutura da história, mas que precisamos ler um pouco mais antes de definir se é ou não problemático, rs.

          Por hora, deixo vocês com um vídeo que falo um pouco sobre o que anda rolando até agora!

Diário Reumático

           Sou portadora de artrite reumatóide juvenil (ou artrite idiopática juvenil) e faço tratamento contínuo para controle da doença desde que eu tinha cinco anos, agora, com vinte e um, somo dezesseis anos de tratamento. Já passei por diversos medicamentos por via oral, entre anti-inflamatórios, corticoides, modificadores de doença e vitaminas em geral. Atualmente, utilizo um medicamento mensal endovenoso, que tem um agente biológico específico para ajudar a não progressão da doença.

    Atualmente há diversos tipos de tratamento disponíveis e além dos cientificamente comprovados, há vários métodos alternativos para controle da artrite. O principal diz respeito à imunidade. Considerando que a doença é auto-imune, métodos que mantenham a imunidade alta tendem a diminuir os picos de dor e inflamação. Porém, isso é bastante difícil de se fazer.

     Como é uma doença subjetiva, indicar tratamentos à esmo não é adequado, sendo absolutamente necessário o acompanhamento contínuo com um reumatologista de confiança. Porém, é importante deixar claro que apenas o tratamento medicamentoso, sem o auxílio de exercícios adequados e uma dieta com alimentos que auxiliem o sistema imunológico a se manter bem, não é suficiente. Remédios, exercícios e alimentação são aliados para um bem estar adequado mesmo com a doença em atividade. Porém, tanto os exercícios quanto a alimentação precisam de acompanhamento médico adequado, pois correm o risco de piorarem a situação, ao invés de ajudar.

        É bastante possível realizar as atividades do dia-a-dia e seguir normalmente com a vida mesmo tendo artrite. Porém, em alguns casos a forma de realizar essas atividades precisa ser adaptada.

       Visando compartilhar um pouco da minha experiência com a doença, a fim de mostrar que ela é bem mais comum em pessoas não-idosas do que parece (só a minha médica tem três mil pacientes – e ela é pediatra!!!) e tranquilizar tanto outros portadores quanto pais, mostrando que é sim possível lidar com todo o tratamento e as visitas médicas e ainda assim cumprir atividades normais, resolvi criar uma TAG em meu canal do Youtube intitulada “Diários Reumáticos“.

         A ideia é fazer pelo menos um vídeo mensal falando um pouco sobre a experiência de conviver com a artrite, os altos e baixos, os tratamentos que já passei e como reagi com eles e afins. Conforme a receptividade dos vídeos, pretendo chamar outras pessoas que conheço e que também convivem com a doença e também médicos especialistas no assunto para conversarem um pouco com a gente. A ideia é trazer para o dia-a-dia um assunto que é difícil e doloroso para os portadores, que muitas vezes sofrem preconceitos e fazem de tudo para esconder sua condição. Acredito que esta seja uma forma de mostrar para todas as pessoas que sofrem com a doença que não somos menores ou menos capazes que o resto do mundo, apenas um pouco diferentes. Espero poder ajudar outras pessoas, mas caso não seja possível, tenho certeza que neste processo estarei ajudando a mim mesma.

           Segue o primeiro vídeo da TAG:

O hype galático

Star Wars não é uma novidade. Na verdade, o primeiro filme foi ao ar há quase quarenta anos e de lá para cá outros seis já foram lançados. Além deles, diversos livros, histórias em quadrinhos, fanfics e teorias de fãs foram publicadas e divulgadas. A merchandising criada pela LucasFilm deu super certo e a série ficou conhecida mundialmente.

PORÉM, quando eu era criança, Star Wars era considerado “coisa de menino”. Assim sendo, não assisti nenhum filme até ter idade suficiente para ir atrás de ver o que era. Até então, sabia sobre o Darth Vader e o Luke porque ouvia dos outros. Assisti pela primeira vez com dezesseis anos e, confesso, achei engraçado. Os efeitos, os cortes, o tipo de narrativa… É tudo temporalmente marcado, ou seja, a primeira trilogia não nega que foi realizada entre as décadas de 70/80. Da mesma forma, a segunda trilogia não nega que pertence ao início dos anos 2000. E a história em si, para quem não conhece o universo expandido e tenta compreender apenas pelos filmes, vira uma bagunça. Tanto que depois de seis filmes eu cheguei a conclusão que o jeito é deixar de tentar encontrar sentido, algum tipo de reflexividade ou qualquer coisa que fuja o quesito mercadológico da saga. Prefiro encará-la como uma grande badalação do universo pop/nerd, capaz de unir várias pessoas completamente diferentes na mesma sala de cinema e fazê-las sair apaixonadas e querendo comprar coisas da série.

Mas, ok, eu tentei dar uma elaborada nas opiniões e acabei fazendo dois vídeos. No primeiro eu dou um catch up básico da série, para as pessoas que nunca viram nada dela terem noções do que se trata – e para as que viram saberem o que eu acho dela.

Já no segundo vídeo, conto sobre a minha experiência na pré estreia do filme e faço alguns comentários sobre o reforço do meu desapontamento com a série: continua sem desenvolvimento narrativo de personagens forte o suficiente para me fazer criar empatia. Os melhores personagens continuam sendo droids.

BEDA #9 Millenium

Costumo fazer vídeos sobre o que leio, embora ultimamente esteja relapsa nesse hábito. Recentemente terminei a leitura da série Millenium e estou protelando desde então a feitura de um vídeo falando sobre. Aproveitando o sábado manso e cinzento de Curitiba, resolvi que nada melhor do que fazer hoje o que pode ser feito hoje, então fiz o vídeo. Está enorme e provavelmente as opiniões não foram densamente expressas ou habilmente ditas. Ah e há quem diga que tenho problemas na dicção, o que nunca percebi!

Ah! Desculpem pela minha mãe interromper no meio do vídeo gerando segundos de constrangimento, pretendo arrumar isso quando o youtube resolver funcionar direito!

BEDA #3 – Maldito Vídeo

Esse texto tinha tudo pra ser legal e divertido. A ideia era contar a história do dia que resolvi tomar drinks, o que nunca tinha me acontecido.  Para dar mais vericidade ao fato, minha amiga filmou o momento em que experimentei um coquetel molotov, que o cardápio se recusava a dizer os ingredientes. Eu, tomando algo que não fazia ideia do que era feito já era histórico por si só. Só que a parada teve todo um visual arrojado e o vídeo ficou divertido e eu pensei: pronto, vou colocar o vídeo no blog com uma descrição de como é legal vencer as próprias barreiras vez ou outra.

Acordei e mandei mensagem pedindo pra ela me mandar o vídeo, já que era grande demais para o whatsapp. Ela disse que tentaria por email, facebook ou qualquer uma das tecnologias disponíveis. E foi assim que eu passei o dia inteiro esperando o vídeo, que estava há horas no dropbox upando enquanto o site dizia que faltavam “26 minutos”. Os tais vinte e seis minutos duraram mais de cinco horas, que foi quando falei para ela desistir e tentar pelo google drive. Não dava. Aí ela foi olhar o tamanho do vídeo e tinha mais de 100mb. Um vídeo de menos de dois minutos.

Rimos absurdamente da nossa desgraça e da vitória irreverente da tecnologia em prol de nós e me veio em mente que ops, era só diminuir o tamanho do vídeo. Peguei o site de conversão que uso regularmente e mandei pra ela. Ele não aceitava converter vídeos com mais de 100mb. Mandei o programa que normalmente uso para reduzir tamanho de arquivos de vídeo, ela se recusou a baixar com medo de ter vírus. E nesse mesmo momento se lembrou que tinha um programa parecido e foi tentar resolver.

No fim, o vídeo foi para 15mb (o que ainda é muito se a gente considerar que é um vídeo de câmera de celular que nem tem 2min) e chegou em minhas mãos antes que eu pudesse terminar esse texto.

E o pior é que depois que revi, percebi que o vídeo era uma merda e que toda a ideia de fazer esse texto era sem sentido. Mas agora já foi.