Thanks for the Memories.

Sei que muitos me julgarão por fazer um texto sobre o assunto, mas não consigo deixar as coisas passarem e eu tenho um blog justamente para poder falar tudo que eu quiser. Tudo.

Meu texto hoje será sobre amizade.

Desde pequenos temos os nossos “melhores amigos”, aqueles que brincam com a gente todo dia e que mesmo com todas as briguinhas infantis, estarão ao nosso lado quando tivermos ganho ma barbie nova. Conforme vamos crescendo essas amizades vão tomando diferentes dimensões em nossas vidas e atingindo diferentes graus de importância. Meninas tendem a brigar demais com suas “melhores amigas”, inventam rolos e mais rolos e ficam meses sem se falar, as vezes até anos, por coisas bem bobas. Não sei porque, mas somos assim.

O fato é que com o passar dos anos ser amigo deixa de ser apenas ser companheiro de brincadeiras de alguém, passamos a realmente nos importar com as pessoas, passamos a amá-las. Chega em um ponto em que tudo que acontece com nossos amigos, reflete em nossa vida e tudo que fazemos acaba nos lembrando um pouco deles. A questão é que amizades mudam bastante em seu decorrer, as vezes aqueles que achamos ser confiáveis hoje, nem olham na nossa cara amanhã. Isso sempre acontecia comigo, talvez por causa das minhas constantes mudanças ou por eu ser excêntrica mesmo, não sei. O fato é que tudo mudou quando eu encontrei o Kaça Abelha.

Esse era meu grupo de amigas da sétima série, a gente fazia tudo juntas e éramos super ultra mega felizes. O Ensino Médio chegou e fomos fatalmente separadas, por motivos diversos. Tentamos não nos abalar muito com isso, continuamos nos encontrando regularmente, batendo nossos papos maravilhosos e sendo simplesmente as boas amigas que costumávamos ser, mas era de se esperar que não duraria por muito tempo. Esse ano posso contar no dedo a quantidade de vezes que falei com cada uma delas e isso me machuca bastante, porque para mim elas sempre serão as minhas melhores amigas. Tudo que acontece com alguma delas, ainda me atinge e todas as vezes que me refiro a alguma delas eu digo “ela é minha melhor amiga!” e as pessoas me dizem “vocês nem conversam direito”, mas no fundo eu sei que elas realmente são as minhas melhores amigas. Talvez não extremamente presentes, mas elas têm mais o que fazer. Estão sempre aqui quando podem.

Hoje eu percebi que não importa quantos anos tenham se passado desde a sétima série ou quanta coisa tenha mudado em cada uma de nossas vidas, quando nos encontramos continuamos a ser o bom e velho Kaça Abelha e juntas conseguimos sobreviver a todas as situações que aparecem. Hoje eu descobri que ser amiga é muito difícil e que precisava de um manual que explicasse como devemos agir em certas situações. Mas, principalmente, hoje eu aprendi que não importa o quanto a gente brigue ou dia se odiar, não importa quantas vezes na semana eu pense que desperdicei meu tempo sendo amiga delas, nos momentos difíceis, sempre estamos juntas.

Eu queria dizer, especialmente para a Cibelle e estendendo-se à Harumi (embora eu não faça a menor ideia se elas leem esse blog), que eu nunca tinha visto as minhas amigas ficarem tão abatidas perante algo e que a gente realmente se importa, não só por educação ou por clichê e que foda-se tudo que já fizemos uma para a outra, nós nos amamos. Nós somos amigas de verdade. Hoje e em todos os outros momentos da vida em que vocês precisarem de mim, eu estou aqui. Podem me ligar, vir na minha casa, fazer qualquer coisa… Eu estou aqui. Eu me importo com vocês.

Sei que isso não é nada, que não vai mudar nada, não vai adiantar nada, mas é o máximo que eu posso fazer. Obrigada por fazerem parte da minha vida.

“Mr. Pickles is his name, do you not forget!

When you’re feeling down, don’t drawn! He is gonna be your friend!

Mr. Mr. Mr. Mr. Pickles!”

(vc inventou isso para me alegrar, agora quem precisa dessa dose é você.)

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