They can destroy your dreams.

Quando eu tinha sete anos, era uma menina criativa e sonhadora, empolgada (até demais) com o futuro.

Na minha cabeça eu era A Mayra, dona de uma televisão, minha secretária chamava-se Patrícia, meu marido chamava-se Juan Pablo e minhas filhas chamavam-se Kelly e Cassandra. Eu tinha 24 anos e minha primeira filha havia nascido quando eu tinha 20, o pai dela me abandonou e eu conheci o Juan Pablo, que aceitou criá-la, logo tivemos a outra filha e vivíamos felizes com nossa família. Eu ficava na televisão o dia inteiro e todos os programas eram apresentados e estrelados por mim, tudo era programa de televisão. Tinha um programa em que eu ensinava as crianças a tomarem banho. (temço)

Na realidade, eu era apenas uma menina de sete anos que andava por aí achando que estava sendo filmada e que conversava com o ar achando que era sua família e que brigava com seu marido e coisas do tipo. (weird.)

O fato é que eu fui crescendo e aprendi que com 20 anos eu não vou estar nem com um emprego fixo, se engravidar estragarei minha vida. Com 24 anos, o máximo que conseguirei é estar em um filme de baixo orçamento, nada comparado a ter uma televisão. E principalmente, eu aprendi que com 24 anos não estarei casada e que nunca vai existir alguém comparado ao Juan Pablo.

A vida nos faz sonhar, construir coisas imaginárias, pirar na batatinha, mas ela também nos faz acordar e dependendo de quão alto for seu sonho, é capaz de você cair da cama.

Mas mesmo sabendo que os sonhos da Mayra de sete anos não se realizarão, continuo sonhando. Vai que os sonhos da Mayra de 16 se realizam? Nunca se sabe.

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