Tudo Começou com o Vôlei.

Há alguns anos, não sei ao certo quantos, apaixonei-me pelo esporte em que não há contato físico, mas há emoção de sobra. Vôlei tornou-se o meu favorito e eu adorava ver a seleção ganhando a liga mundial e fazendo peixinho no final. A seleção feminina também é maravilhosa e não há o que comentar sobre os nobres e honoráveis Ricardo e Emanuel. Vôlei certamente é aquele esporte que eu adoraria ser capaz de praticar, porque é lindo, emocionante e perfeito.
Assisti a um jogo que contava com parte da seleção feminina, em seus respectivos times dos campeonatos brasileiros e foi fantástico, mas o sonho de ver um jogo da seleção em si ainda não morreu e espero ter o prazer de realizá-lo em 2016, porque tudo começou com o vôlei, mas não acabou com ele.

Sou completamente apaixonada pelas Olimpíadas e assim sendo as duas últimas semanas foram repletas de emoção, ainda mais agora que minha televisão é maravilhosa e pude acompanhar tudo em HD. Eu sou fanática por esses magnânimos jogos que começaram lá em Atenas e que foram capazes de parar guerras, fazer Hitler assistir e hoje em dia dão um show de tecnologia e esporte da mais alta qualidade. Vi muitos reclamarem do desempenho do Brasil, o qual eu discordo completamente, tendo em vista que foram DEZESSETE medalhas e só três delas em esportes coletivos! Tivemos o prazer de ter o primeiro ouro na ginástica, o primeiro ouro feminino no judô, a primeira final masculina de boxe, a primeira medalha feminina de boxe, a primeira medalha feminina no pentatlo, o bicampeonato do vôlei feminino entre tantas outras grandes conquistas! Apenas três medalhas de ouro? Sim. Mas passa pela cabeça de algum de nós a dificuldade tamanha que deve ser conseguir uma medalha competindo com gente de 205 países diferentes? Eu morro de orgulho dos nossos medalhistas, de cada um deles e não questiono nenhum. Obviamente chorei com a prata do vôlei com todas as minhas forças, fiquei possessa com a prata do futebol e ainda não me conformei com a prata do Emanuel e muito menos com a desclassificação do basquete, mas não porque eles tinham obrigação de trazer ouro, simplesmente porque eu acreditava na capacidade de todos. Em Olimpíadas o objetivo é trazer uma medalha, o metal que ela é feita não importa. Esse é o meu ponto de vista.

Nessas Olimpíadas eu assisti a quase todos os esportes e descobri vários que eu jamais imaginei que existiriam, fiquei desolada com a maratonista aquática brasileira que foi retirada da água com hipotermia e pelo ciclista que competia no bmx por ter caído e ter sido atropelado por outra bicicleta. Achei um absurdo o outro ciclista que rasgou o uniforme e por não ter um reserva teve que colocar alfinetes. Morri de pena dos irmãos Hipólito e da dupla de nado sincronizado, assim como do querido César Cielo que ficou tão desolado que partiu meu coração. Morri de rir com as peripécias do Bolt e morri de raiva do Phelps por monopolizar as medalhas, ao mesmo tempo em que morri de felicidade por ele ter se aposentado. Chorei com cada erro da ginástica, encantei-me com cada maiô da ginástica rítmica. Tive a oportunidade de viver, sentir e respirar Olimpíadas.

Eu não gostei de Londres quando tive oportunidade de visitar, mas garanto que se tivesse presenciado o show de abertura ou de encerramento morreria de amores. Porque a Grã-Bretanha tem bandas maravilhosíssimas, tanto vivas quanto mortas. Porque me acabei no choro vendo Paul McCartney e sofri mais ainda vendo John, meu querido John, cantando Imagine e tendo uma maravilhosa estátua de sua face montada no meio do estádio. Não há palavras para expressar J.K Rowling e toda a performance de Harry Potter. Ri com as Spice Girls, me apaixonei por Artic Monkeys, redescobri Kaiser Chiefs e quando terminou fui ver meu dvd de Queen porque Freddy Mercury é absurdamente inexplicável de tão maravilhoso. Mas é com muito orgulho que digo que fiquei feliz, senti-me bem e extasiada vendo Marisa Iemanjá Monte entrando seguida de Emicida e Seu Jorge, com direito a índios, Sorriso, samba e o Rei Pelé.

Hoje tenho o prazer de dizer que tudo começou com o vôlei, mas não é somente ele que rege meu coração. Tenho o prazer de dizer que não vejo a hora de poder me inscrever como voluntária das próximas olimpíadas, não importa o que eu tenha que fazer, nem que eu tenha que me mudar para o Rio. Tenho o prazer de dizer que comecei uma poupança para ir aos shows de abertura e encerramento, final de todos os vôleis e todas as natações e ginásticas que tenham Brasil para mim e toda a minha família porque sim, eu preciso ver ao vivo e a cores o evento esportivo que mais me maravilha. Porque copa do mundo é um porre, um festival de falsos brasileiros, uma babaquice completa, mas as olimpíadas? Ah, as  olimpíadas são puro amor. Tenho a infelicidade de dizer que acabou que eu tenho que voltar pra vida normal e que não há nada de emocionante na televisão novamente, ao mesmo tempo que tenho a felicidade de pensar que quatro anos passam voando.

0 thoughts on “Tudo Começou com o Vôlei.

  1. Nem preciso dizer nada né? Sou terminantemente e irrevogavelmente apaixonada por Olimpíadas. Preciso ir na abertura em 2016, e nem sabia dessa história de ser voluntária. Super quero. Posso ser aquela mulherzinha que anda com a plaquinha na frente das ginastas?? HAHAHA <3

  2. Sem palavras para essas Olimpíadas! Assisti tudo o que pude, passando de esgrima e chegando aos saltos ornamentais. Me descontrolei vendo as finais feminina e masculina de volei, pensei que ia ter uma síncope de tanto nervoso e emoção -chorei igual um bebê- hahahahha. Todos esses momentos que você citou me marcaram muito também, principalmente a prova de natação super sofrida do Thiago que conquistou a medalha de prata <3 AH! E o Marilson na maratona, que chegou em quinto lugar, mas me matou de orgulho, representando muito bem o nosso país.
    Mal posso esperar pelas nossas olimpíadas, os atletas perambulando por aqui, todo mundo junto em nome de algo tão bonito e mágico. Ai ai, chega logo 2016!!!
    Ameeeeeeeeeeeeeeeeeei seu texto, Maymay <3 Beijoss

  3. Infelizmente, esportes não são meu ponto forte. Nem praticar, nem assistir. Só o que eu realmente gosto de ver são as ginásticas e esse ano, particularmente não consegui ver NADA das Olimpíadas. Eu considerei me voluntariar também, porque eu curto muito essa história de eventos internacionais e conhecer gente de outros países (e também porque a esperança de conhecer meu futuro marido italiano é a última que morre rs), quem sabe eu faça isso. Sou muito bipolar… Mas achei seu texto lindo, Maymay, porque quando a gente gosta das coisas é assim mesmo, né?

    Beijos!

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