Unbreakable Kimmy Schmidt – Série de 2015

Quem faz a série?

         A série é produzida pela Netflix e foi criada por Robert Carlock e Tina Fey em 2015. A série já teve duas temporadas e foi renovada para a terceira. A média de episódios por temporada é de 13 e eles têm duração entre 22 e 30 minutos. O gênero da produção é comédia e a narrativa se passa em Nova York

      A ideia da série surgiu após a finalização de 30 Rock, série que era produzida e estrelada por Tina Fey e teve grande sucesso, acontecendo por 7 temporadas. Com o fechamento dessa narrativa, Fey acabou com outro contrato e outra ideia de série para ser produzida. Junto com Carlock, criaram Kimmy Schmidt e seu seriado.

        Unbreakable Kimmy Schmidt não tem um nome em português ainda, mas seria algo como “A inquebrável Kimmy Schmidt“. O nome original pode ser de difícil pronúncia para brasileiros leigos em inglês, mas a produção tem legendas e dublagem em português. As duas temporadas estão disponíveis na Netflix.

      A série é estrelada por Ellie Kemper (Kimmy Schmidt), Tituss Burgess (Titus Andromedon), Carol Kane (Lilian Kaushtupper), Jane Krakowski (Jacqueline White), Dylan Gelula (Xanthippe Lannister), Ki Hong Lee (Dong guyen) e vários outros, com aparições menores. Incluindo a própria Tina Fey.

Sobre o que se trata?

         Kimmy foi sequestrada por um chefe de seita e ficou 15 anos presa em uma caverna, junto com outras três mulheres e o sequestrador. O chefe da seita convenceu as 4 garotas de que o fim do mundo estaria chegando e elas seriam as últimas pessoas da Terra. Viver na caverna era complicado, porque a energia era gerada pelos exercícios físicos delas e havia constante racionamento de energia e alimentação. 

       Em 2015 conseguiram descobrir o esconderijo e salvar as 4 meninas. Kimmy foi a única que decidiu que precisava recuperar o tempo perdido e, para isso, resolveu se aventurar em Nova York, cidade desconhecida para ela até então. Logo no primeiro episódio ela, incrivelmente, encontra onde morar e um emprego. E já fica claro que seus colegas de casa e de emprego serão amigos e personagens importantes para o decorrer da série.

     As meninas que foram raptadas com ela não desaparecem da narrativa, fazendo aparições pontuais e mostrando um desenrolar próprio para cada uma de suas histórias. O responsável pelo sequestro foi preso no momento do resgate e aguarda julgamento, o processo e o julgamento dele também são retratados na série.


O que eu achei dela?

        Eu não sou muito boa em assistir séries de comédia. Nunca consegui ver Friends ou How I Met Your Mother por conta disso. Em geral, acho séries de comédia fracas e sem graça. As exceções são as séries que eu via durante a infância, vide Maluco no Pedaço e Todo mundo odeia o Chris. Resolvi dar uma chance pra Kimmy Schmidt por causa do possível viés religioso da narrativa. Mas a série acabou me fisgando, apesar de o viés religioso não ser o mais importante para o enredo.

        Em geral, é uma série sobre independência e descobertas e a Kimmy se demonstra realmente forte e inquebrável e é muito bacana ter contato com personagens assim. As coisas pelas quais ela passa as vezes parecem muito irreais e fantasiosas e é isso que deixa a série engraçada, de forma cativante. Além disso, a narrativa aborda assuntos pertinentes para a sociedade atual, como o fanatismo religioso, relacionamentos homossexuais e diferenças étnicas. Inclusive, diversidade é uma coisa bastante abordada na série, que conta com um negro homossexual como um dos protagonistas, uma descendente de indígenas e um oriental como personagens secundários e importantes. 

       Além de tudo, uma das coisas engraçadas da série é o saudosismo constante. Como Kimmy ficou 15 anos presa e afastada de todo o desenvolvimento tecnológico e social, ela é bastante inocente e considera coisas que para nós já são banais como absurdamente fantásticas. Ela parou de acompanhar o mundo no momento em que walkman ainda era usado, então há uma série de filmes, músicas, questões políticas e sociais e tecnologias que ela simplesmente desconhece. Acompanhar esses “primeiros contatos” dela é bastante interessante e divertido. A personagem também está atrasada no quesito moda, utilizando roupas extravagantes demais e combinações que não seriam feitas por pessoas que não foram raptadas por 15 anos. O papel de Titus na vida da Kimmy e nesse contato com as coisas é muito relevante e bacana.

        Eu, particularmente, gosto muito do núcleo da Jacqueline e acho que ele foi muito bem desenvolvido na segunda temporada, tendo desencadeamentos bastante interessantes e proveitosos. Torço bastante por ela enquanto personagem e acho a história dela realmente interessante, apesar de parecer exagerada e irreal demais.

           É uma série leve, despretensiosa e muito bacana de passar um tempo assistindo. O excessivo otimismo de Kimmy é, as vezes, irritante. É bem engraçado que conforme você vê a série, acaba pegando algumas manias idiotas dela (ou pelo menos eu peguei). A música de abertura é daquelas que gruda na sua cabeça e nunca mais sai. E, claro, as aparições da Tina Fey não são de deixar ninguém com dúvidas sobre o talento dela. A última temporada saiu no primeiro semestre desse ano e teve uma aparição muito legal no último episódio – que eu espero que siga aparecendo nas próximas temporadas. 

          A terceira temporada já está confirmada e prevista para estrear no primeiro semestre de 2017, sempre na Netflix.

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