Viva la revolucíon!

Ao invés de olhar para uma televisão e apreciar os filmes, como qualquer criança normal, eu imaginava como é que surgiam as imagens naquela telinha. Na minha cabeça, acreditava que haviam várias salas dentro da televisão e que dentro de cada uma delas estava as pessoas de cada um dos filmes que já tinha visto. Um dia perguntei para minha mãe se podia quebrar a minha televisão, só porque achava que se a abrisse, encontraria todos os meus personagens favoritos e poderia conviver com eles.

Ao invés de andar na chuva e pensar “Puts! Esqueci o guarda-chuva!”, pensava em quem inventou o guarda-chuva, como a pessoa teve essa bilhante ideia, imaginava os protótipos que vieram antes do guarda-chuva que conhecemos hoje, imaginava como o criador se sentia ao andar na chuva sob seu invento, enquanto o resto das pessoas andava na chuva se molhando. Imaginava o mundo mágico onde o guarda-chuva era a coisa mais estranha e anormal possível.

E a mesma coisa foi com o telefone, afinal… Como é que as vozes cabiam dentro de fios tão pequenos?

E as vezes ainda me pergunto como Santos Dumont se sentiu ao ver seu avião sendo usado para guerras ou como o cara que resolveu enriquecer urânio para ver o que acontecia se sentiu quando viu sua descoberta usada para a total destruição da humanidade.

Questionamentos são a base da minha vida, afinal são as perguntas que movem as pessoas e não as respostas, porém hoje em dia as pessoas pararam de se questionar sobre a vida intrinsicamente e passaram a vê-la apenas como algo “quadradinho”.

Há pessoas que acreditem plenamente que a escola serve apenas para te ensinar coisas para que você passe nas provas e que depois que passar no vestibular e fizer faculdade, tem que fazer mestrado, doutorado e achar um emprego muito bom (bom = que dê dinheir0), essas mesmas pessoas são aquelas que pararam de apreciar a beleza das pequenas coisas, que acham desperdício ficar à janela em um dia ensolarado enquanto os passarinhos cantam, que não veem a menor graça em sentar-se sob as estrelas para apreciá-las, são pessoas que estão com a mente tão fechada para a diversidade do mundo que só conseguem acreditar e aceitar aquelas coisas que a mídia passa como sendo as corretas, que só conseguem apreciar as músicas mais tocadas nas rádios e que acham que filmes bons são aqueles super produzidos, as vezes com histórias infames, porém com atores caros.

Eu sinceramente não acredito que o socialismo viesse a salvar o mundo, acho linda a ideia de Marx sobre o comunismo, afinal essas pessoas só são como são porque foram inventadas para comprar e é tudo que elas sabem fazer.

Mas qual a graça da vida se você não colocar um sentido nela? Qual a graça de viver pensando em se formar, ter um emprego bom, ser rico e morrer dormindo? Qual a graça de viver sem aventuras, sem se arriscar? Como as pessoas conseguem viver sem ideais?

São apenas mais algumas questões das quais ainda não encontrei resposta, aquelas questões que ainda me fazem perder a noite pensando sobre.

E talvez olhem para mim e pensem que sou uma garota extremamente nerd, mas me considero completamente diferente dos nerds, porque eles só sabem pensar logicamente e eu penso com intensidade.

Penso que filmes servem para você aprender sobre coisas que talvez você jamais viva, sobre coisas que talvez aconteçam algum dia, sobre coisas que já aconteceram, filmes são feitos de histórias. Histórias criadas por pessoas que, não necessariamente queriam apenas dinheiro, mas sim passar uma mensagem boa para o mundo. Vejo filmes porque é muito mais fácil viver aceitando e compreendendo a forma diferente que as outras pessoas tem de pensar, do que apenas pensando que tudo se resolve pela matemática.

Não desmereço, porém, as ciências exatas, elas também explicam as coisas, mas elas foram influenciadas pela arte e pela história. Toda matéria tem uma história, todas as coisas que existem tem uma história e o que é a arte? Apenas uma maneira mais simples de se representar as histórias, de modo que mais gente as compreenda.

Os poetas retratam coisas de sua vida de formas figuradas, para que raciocinemos até compreendê-los. E para que compreendê-los? Porque todas as coisas que te aflingem hoje, já aflingiram alguém algum dia e os poetas escrevem sobre essas aflições, ler pode ser um remédio muito melhor do que chorar.

E o que são quadros se não modos de pensar diversificados? Modos diferentes de ver o mundo? Não é maravilhoso analisar as diferenças? São elas que nos constróem!

E a música? Nem consigo falar sobre música. O que seria do mundo sem a música?

O que seriam dos revolucionários sem a arte? E o que seria do mundo sem os revolucionários?

E… Do que a gente precisa hoje, se não uma revolução? Seja artística, intelectual ou cultural?

Vocês já pararam para pensar sobre alguma coisa ou simplesmente aceitam tudo que te falam? Vocês realmente acreditam em tudo que sai no JN e na Veja? Mas e os outros pontos de vista? A unilateralidade não está com nada.

Nasci com um instinto revolucionário gigantesco e sei que muitos dizem que as ideologias morrem com a idade, mas eu digo que se algum dia minhas ideologias acabarem, não haverá mais razão alguma para eu continuar por aqui.

Nunca vou entender as pessoas céticas.

We need people like them.
P.S.: Desculpem-me pelo post embaralhado, cheio de assuntos diversos, talvez chatos para alguns, não ligo. Precisava falar sobre o assunto.

0 thoughts on “Viva la revolucíon!

  1. o post nem tá tão confuso assim, tá parecendo minha mente, com tudo vindo ao mesmo tempo, acho que por isso que te entendi.
    As pessoas andam com preguiça de pensar, e deixam se levar pelo o que os outros pensam, sem questionar o porquê daquilo. É mais prático, ainda mais numa sociedade alienada em que vivemos.
    Bjos

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